segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Europa: programas gratuitos em 19 cidades

Plaza Mayor, em Madri, Igreja de Santa Maria in Trastevere, em Roma, e o British Museum, em Londres: não sei se toooodas as melhores coisas da vida são de graça, mas — alvíssaras, viajantes! — o mundo está cheio de prazeres que não custam um tostão
"As melhores coisas da vida são de graça". Até os Beatles já debocharam desse chavão (na gravação de Money, de Barret Strong, no LP With the Beatles), mas quando eu penso nas igrejas de Roma, nos principais museus de Londres e nas praças e jardins de Paris eu sou bem capaz de concordar.

Mesmo com esse câmbio cruel — estou escrevendo este post com o euro cotado a R$ 4,25 — a Europa continua no topo das nossas listas de desejo, né? A boa notícia é que ela está cheia de atrações gratuitas maravilhosas. Reuni aqui algumas das minhas favoritas. Anote e guarde, pois são dicas úteis mesmo pra quando acabar o surto psicótico do câmbio (e eu confio que seja em breve).

Neste post, estão dicas de atrações gratuitas na Itália, Irlanda, Espanha, Inglaterra e Portugal. As dicas de passeios grátis na França (Paris, Carcassonne e Rouen) ganharam um post só pra elas. E vem mais por aí (se publicasse tudo junto, ia ficar quilométrico). Todas as informações desta postagem foram checadas e atualizadas. Os posts que complementam as dicas também. . 


Itália

Roma

Visitar igrejas não custa nada

Lindas e abarrotadas de obras de arte e com entrada gratuita. Você vai ver o Moisés de Michelangelo, pinturas de Caravaggio, afrescos maravilhosos... Confira um roteirinho delicioso pelas igrejas da capital italiana: 
Roma: cada igreja é um museu

Via Giulia: Renascença ao vivo

A Via Giulia corre em paralelo ao Rio Tibre, indo da região próxima ao Ghetto até perto do Vaticano. O que torna essa rua especial é que ela é um dos exemplos mais preservados e harmoniosos da concepção urbanística e da arquitetura renascentista. Sou tão fã que caminhei por lá todas as vezes que estive em Roma. Siga o roteiro:
A rua mais bonita de Roma

Do Fórum ao Vaticano, roteiro histórico

Este roteiro foi traçado ao acaso, sem se prender a um único tema. Eu tinha apenas um dia para rever a cidade e fui caminhando para onde o coração mandava. Comecei no Fórum, desci até o Tibre e segui até o Vaticano, parando em uma série de lugares importantes na história da cidade. A caminhada por diversas épocas e estilos e me deixou imensamente feliz. Veja como foi:
Roma - da Piazza Venezia ao Vaticano

Florença

O melhor de Florença é... Florença — e esta vista
 da Piazzale Michelangelo é grátis
Não dá pra negar, Florença é muito econômica na oferta de gratuidades (isso é um trocadilho infame, eu sei, rsss). Essa é uma prerrogativa da cidade-símbolo do Renascimento, sempre apinhada de visitantes. Mas até essa diva tem lá seus momentos mão-aberta. Você não paga para entrar no Duomo (a Catedral de Santa Maria dei Fiori, embora a subida ao campanário e a visita ao batistério sejam cobradas) nem para esquadrinhar Ponte Vecchio, os dois maiores ícones da cidade. 

Outras igrejas bonitas que você pode visitar sem pagar são Santissima Annunziata (em uma das praças de Florença que eu mais gosto) e San Miniato.

A visitação também é grátis em Santa Margherita dei Cerchi, que andou ficando famosa ao aparecer no livro Inferno, de Dan Brown, continuação de O Código Da Vinci. Pra mim, porém, ela vai ser sempre a igrejinha escura e quase sem adornos que me comoveu profundamente por lembrar a melancólica história de amor (platônico) do poeta Dante Alighieri e Beatrice Portinari. Vá pelo clima que ela evoca, não pelas maravilhas artísticas, que ela não tem.

Ponte Vecchio, Santissima Annunziata e a Logia dei Lanzi
Na Piazza della Signoria você também não paga nada para ver obras expostas na Loggia dei Lanzi, que incluem esculturas de Giambologna (o Rapto das Sabinas, que eu amo, e Hércules e o Centauro), de Cellini (Perseu com a cabeça da Medusa) e os Leões dos Medici. Das obras famosas expostas na praça, só mesmo o Davi, de Michelangelo, é uma réplica — não se contente com ela: tire o escorpião do bolso e vá ver o original, na Galleria della Accademia. É uma visão celestial.

Por fim, aproveite o mais belo e mais gratuito de Florença, que é a visão da cidade inteira, olhada do alto da Piazzale Michelangelo, no topo do Oltrarno ("o outro lado do Rio Arno").

O Duomo e as esculturas na Loggia: você não paga nada pra ver
Saiba mais:
O que fazer em Florença
A igreja de Dante e Beatrice


Siena

Piazza del Campo

A primeira vez que vi a Piazza del Campo, em Siena, era noite. A sensação de ter voltado no tempo foi inevitável e aquela cena entrou para a minha antologia de imagens pra o resto da vida.
 
A praça é um testemunho do poder de Siena, nos séculos 13 e 14. Abrindo-se em forma de leque entre o emaranhado de construções medievais, a Piazza del Campo faz jus à sua inclinação de anfiteatro sediando um dos mais famosos espetáculos da península italiana. É à sombra de sua célebre Torre del Mangia que se desenrola o Pálio de Siena, corrida de cavalos disputada pelas contrade (comunidades) da cidade, desde o Século 17. 

Mais sobre a cidade e a Piazza del Campo:
Siena, a "prima" de Roma e rival de Florença...
Siena: dicas práticas

Irlanda - Dublin

Roteiro pela arquitetura georgiana

Sou louquinha de paixão pelo estilo arquitetônico que marcou os países de língua inglesa entre o comecinho do Século 18 e meados do Século 19, chamado “georgiano” em alusão à sequência de quatro reis George que reinaram sobre os britânicos nesse período.

Dublin tem um acervo fantástico desse período, herança da dominação britânica e é claro que na minha visita à cidade eu fiz um roteiro lindo por lá, com muitas fotos das famosas portas coloridas que são uma das marcas da capital irlandesa. Veja como foi:
Um passeio pela Dublin georgiana

Trinity College

Você não paga nada para desfrutar do sossego dos 190 mil metros quadrados de jardins e construções seculares do Trinity College, a mais tradicional universidade da Irlanda, fundada no Século 16. Plantado bem no meio do que é hoje a muvuca dublinense, o College parece outro planeta, pelo silêncio e calma que se encontra lá dentro.

A maior atração da universidade é a Old Library, que conserva preciosidades como o Livro de Kels, manuscrito com uma versão dos Evangelhos produzido no Século 9. Lamento dizer: a veneranda biblioteca cobra ingresso — mas você já está economizando tanto com as dicas deste post que essa despesa (essencial) nem vai doer :). Mais dicas aqui:
Descobrindo Dublin: Trinity College, Castelo e Temple Bar

Temple Bar

Pra ser bem sincera, duvido que você não acabe gastando alguma coisa em um passeio por Temple Bar, pois a graça da área boêmia de Dublin é, principalmente, bebericar na profusão de pubs que margeiam as ruas do bairro, que ainda preservam boa parte do traçado medieval.

Mas pra você não dizer que a Fragata é um blog (muito) etílico, recomendo a visita à Galeria do Irish Photography Centre, que abriga exposições bacanas e ao  Irish Film Institute, que promove sessões gratuitas de cinema.

O Irish Photography Center  fica Meetinghouse Square e está aberto de segunda a sábado, das 11h às 18h, e aos domingos, das 13h às 18h. Ao lado, fica o National Photographic Archive, que também promove exposições temporárias com material de seu acervo, com entrada gratuita. Consulte os sites para checar a programação.

Irish Film Institute fica em  Eustace Street nº 6, Para ter acesso às exibições gratuitas dos filmes, é preciso pegar o ingresso com antecedência na bilheteria. Consulte o site para saber mais.

Castelo de Dublin

É preciso pagar ingresso para ver os museus e aposentos oficiais do Castelo de Dublin, mas os pátios da velha fortaleza têm acesso livre, assim como os belíssimos Dubh Linn Gardens. Tem mais dicas do Castelo aqui neste post:

Descobrindo Dublin: Trinity College, Castelo e Temple Bar

Espanha

Madri 

Viagem ao Século 17

No Século 17, Madri era capital do mundo, centro de um império onde o sol não se punha jamais e para onde confluíam as riquezas das Américas e das demais colônias espanholas espalhadas pelo planeta. Esse esplendor legou a Madri construções espetaculares, como a Plaza Mayor, e impulsionou as artes — pense em Velázquez, El Greco e Murillo, na pintura, e em Cervantes, Lope de Vega e Calderón de la Barca, nas letras.

Essa caminhada pelos principais cenários da Madri dos Áustrias (a dinastia Habsburgo, que governava a Espanha) é uma sucessão de encantamentos e você não gasta nada pra ver essas maravilhas. Confira:
Madri: um passeio pelo Século de Ouro (e todas as atrações são grátis!).

O Parque del Retiro e o Palácio Real, em Madri
Parque del Retiro 
Linda área verde em pleno coração de Madri, criada no Século 17. Um encanto de alamedas, fontes e recantos deliciosos. Fica aberto das 6h à meia noite, de abril a setembro. De outubro a março, fecha às 22 horas. A estação de metrô Retiro deixa você de cara para o gol. No interior do parque, o Palácio de Cristal e o Palácio de Velázquez, que integram o complexo do Centro de Artes Reina Sofia, têm entrada gratuita e abrigam exposições temporárias

Palácio Real 
Grátis apenas de segunda a quinta-feira, das 16h às 18 h (outubro a março) e das 18 às 20 h (abril a setembro). Beneficiam-se da gratuidade cidadãos da União Europeia, residentes e cidadãos latino-americanos, como os brasileiros (veja aqui).

Centro de Artes Reina Sofia
"Touro", de Picasso, (à esquerda) e o diálogo de estilos arquitetônicos dos edifícios do Reina Sofia, com direito a escultura de Roy Lichtenstein
Só o diálogo arquitetônico entre o moderno Edifício Nouvel e o Edifício Sabatini, um sisudo hospital do Século 18, já valeria a vista. Mas tem a Guernica, né? E tem muito mais do que isso naquele acervo enlouquecedor de bonito, dedicado à arte moderna e contemporânea. O Reina Sofia tem entrada gratuita de segunda a sábado, das 19h às 21h, e aos domingos, das 13:30h às 19h. Tem post no blog sobre o museu:
Madri: três museus que valem a viagem

Museu do Prado 
Gratuito de segunda a sábado, das 18h às 20h, e aos domingos e feriados, das 17h às 19h (veja aqui). Confira as dicas da Fragata sobre o Prado: Madri: três museus que valem a viagem

Templo de Debod 
Um autêntico templo egípcio do Século 4 a.C, originalmente construído em Assuã, próximo ao Nilo. Foi doado à Espanha pelo Egito na década de 60. Fica na Plaza de España (Jardines del Templo de Debod, Calle Ferraz nº 1, Metrô Plaza de España).

Horários: outubro a março, de terça a sexta, das 9:45h a 13:45h e das 16:15h às 18:15 horas. Sábados, domingos e feriados das 9h30 às 20h. De abril a setembro, de terça a sexta das 10h às 14h e das 18h às 20h. Sábados, domingos e feriados de 9:30h às 20h.

Em outros blogs
Europa barata - Madri pela primeira vez, por Sílvia Oliveira, no Matraqueando
Madrid com pouco dinheiro, por Rafael Sette Câmara, no 360 Meridianos

Granada

Albaicín e Sacromonte
A Sierra Nevada e a Alhambra vistas do Mirador de San Nicolás
As ladeiras e vielas do antigo bairro mouro do Albaicín estão entre as atrações imperdíveis de Granada, com suas fachadas enfeitadas, as fontes seculares e velhas vivendas árabes (os carmenes). O ponto alto é o Mirador de San Nicolás, bem de cara para a Alhambra (ao cair da tarde, a luz estará no ponto certo para suas fotos). Ao lado do Albaicín está o bairro cigano do Sacromonte, com suas cuevas e casas de flamenco.

Fiz esse roteiro em um passeio guiado, mas você pode aproveitar as minhas dicas e segui-lo por conta própria. Veja aqui: 
Passeio guiado pelo Albaicín 

Na Alhambra
O Palácio de Carlos V (à esquerda) e a Cuesta del Rey Chico,
uma das rotas entre a Alhambra e o Centro de Granada

O Palácio de Carlos V, do Século 15, tem acesso livre, assim como um trecho dos jardins e a Igreja de Santa Maria de la Alhambra. Não deixe de explorar o entorno da famosa atração. Uma caminhada entre a verdíssima Cuesta de la Sabica, onde fica a Alhambra, e o Centro da cidade é um mergulho no passado, atravessando veredas sombreadas pelas antigas muralhas mouras, torres e bastiões, sem gastar nem um eurinho sequer. Confira: 
Dicas para organizar uma visita à Alambra

Universidade de Granada
Salões do Palácio La Madraza
e a escadaria da Faculdade de Tradução
Com mais de 500 anos de tradição, a Universidade de Granada é dona de alguns edifícios magníficos, que podem ser visitados gratuitamente. A Faculdade de Direito, por exemplo, está instalada no antigo Colégio dos Jesuítas. A Faculdade de Tradução ocupa o suntuoso Palacio de las Columnas, do Século 15. E o núcleo original da Universidade, a antiga Madraça moura, atrás da Catedral, ainda exibe belíssimos ambientes originais. Visitas imperdíveis que você confere aqui: 
Quer ver lindezas de graça? Vá à Universidade de Granada

Carrera del Darro
A Alhambra vista da Carrera del Darro e El Bañuelo
O povo de Granada diz que essa rua estreitinha, que corre em paralelo ao Rio Darro, é "a rua mais bonita do mundo". Espremida entre os dois montes que abrigam a Alahambra e o Albaicín, ela concentra  uma infinidade de palácios, conventos e igrejas e até um dos banhos árabes mais antigos da Espanha, El Bañuelo (visita gratuita). Encerre a caminhada no Paseo de los Tristes, aos pés da Alhambra. Confira aqui:
A rua mais bonita do mundo

Cádiz

Caminhadas históricas muito bem sinalizadas
Caminhar não custa nada e em Cádiz esse prazer fica ainda mais bacana com a ajudinha do escritório de turismo local, que organiza passeios guiados gratuitos muito interessantes por cenários belíssimos e carregados de memórias, como o bairro de Santa Maria, onde viviam os donos das frotas mercantes do Século 16, e pelas muralhas e fortes da cidade, que são Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

Eu fiz (e adorei) um roteiro pelos lugares relevantes na história de La Pepa, a Constituição de 1812, escrita e promulgada na cidade, quando Cádiz era a única porção independente do território espanhol, resistindo bravamente ao cerco das tropas de Napoleão. Para se engajar nesses passeios, basta conferir os horários no escritório de turismo.


Além disso, você pode explorar os cenários históricos de Cádiz no seu próprio ritmo. Basta pegar os mapas distribuídos nos postos de atendimento ao turista e seguir a rota demarcada por linhas coloridas traçadas pelas ruas da cidade. Os folhetos são bem informativos, explicando direitinho o significado de cada lugar. Programaço. Confira:
Fortes e bastiões,um passeio pela história de Cádiz


Sevilha

Triana, berço do flamenco

Enquanto Sevilha se tornava uma das cidades mais ricas do planeta, graças à condição de centro de desembarque dos tesouros das Américas, a população de Triana, o bairro do outro lado do Rio Guadalquivir, trabalhava duro para bancar o fausto que vicejava na "Capital do Atlântico".

Triana era o bairro dos marinheiros, dos artesãos e dos ciganos, berço do Flamenco e de uma técnica de azulejaria que até hoje encanta o mundo. Uma caminhada pelas ruas do velho arrabal (hoje muito mais chique do que foi, em suas origens), é um programa encantador e totalmente grátis. Veja o post:  Triana, a alma de Sevilha

O Arquivo das Índias

Em seus sete quilômetros de prateleiras, o Archivo General de Índias guarda registros oficiais, cartas, relatos e mapas que narram boa parte da aventura ibérica no Atlântico e no Novo Mundo, como uma das cópias do Tratado de Tordesilhas.

Fica na Praça do Triunfo, onde também estão a Catedral de La Giralda e o Real Alcázar de Sevilha. Abre de segunda a sábado, das de 9:30h às 17h. Domingos e feriados, das 10h às 14h. Leia mais sobre o Arquivo das Índias aqui: 
Sevilha, capital do Atlântico

Hospital de la Santa Caridad

Diz o povo de Sevilha que o fundador do Hospital de la Santa Caridad, Miguel de Mañara, que viveu na cidade no Século 17, teria sido o verdadeiro Don Juan Tenório, o sedutor imortalizado pela literatura. O certo é que D. Miguel aprontou todas e, com o passar do tempo e a perspectiva da morte e danação eterna, aposentou-se da esbórnia e tratou de salvar sua alma convertendo-se ao cuidado dos doentes e desvalidos — funcionou, porque ele acabou beatificado pelo Papa João Paulo II. 

O lar fundado por ele ainda acolhe idosos carentes e sua igreja, aberta ao público, é um escândalo de bonita, em castiço barroco sevilhano. Fica na Calle Temprado nº3, no bairro do Arenal. Visitas de segunda a sábado, das 9:30h às 13:30h e das 15:30h às 19:30h. Domingos e feriados, das 9h às 12:30h. 

Barcelona

Sant Felipe Neri, Casa de la Ciutat, Santa Maria del Mar, Museu Frederic Marès e a Catedral: atrações gratuitas em Barcelona
Assim como Florença, Barcelona, também não prima pela oferta de atrações gratuitas. Mas lá, também, é possível ver maravilhas sem pagar entrada. Começando, é claro, pela verdadeira passeata de fachadas modernistas que estão entre os principais encantos da capital catalã, especialmente no bairro do Eixample. Outro programa grátis delicioso é explorar as ruas do Bairro Gótico e do Born. 

Casa de La Ciutat, Barcelona
Além disso, você não paga para ver a magnífica Catedral (em alguns horários), e as igrejas de Santa Maria del Mar (minha preferida) e Sant Felipe Neri, que fica em um dos recantos mais agradáveis do Bairro Gótico. Também é gratuita a belíssima Casa de la Ciutat (Prefeitura), um escândalo de edifício do Século 14, e ao Palau de la Generalitat de Catalunya, sede do governo regional, ambos na Plaça Sant Jaume, coração do Bairro Gótico. 

O MUHBA-Plaça del Rei (Museu d'Història de Barcelona), o Museu Frederic Marès e o Museu Picasso têm entrada grátis aos domingos, após as 15 horas e o dia inteiro no primeiro domingo do mês.

Museu Marítimo de Barcelona, grátis nas tardes de domingo
Para um roteiro pelas belezas medievais da cidade e mais informações sobre essas atrações, confira o post:
O Bairro Gótico: minha Barcelona preferida

Também super recomendo a visita ao Museu Naval (Museu Maritim), que tem um lindo jardim sombreado por laranjeiras, aberto ao público todos os dias, e cujo acervo pode ser visto de graça todos os domingos, a partir das 15 horas. Mais informações neste post:
Barcelona: Roteiro para curtir a alma marítima da cidade

Em outros blogs
15 coisas grátis pra fazer em Barcelona, por Cristina Rosa, no Sol de Barcelona

Girona


El Call, o bairro judeu 
A uma hora de trem de Barcelona, Girona é uma coooisa de bonita e simpática. Tem muralhas medievais, uma catedral imperdível e o bairro judeu mais preservado da Península Ibérica. E um passeio por essa região de El Call não custa nada. Confira as dicas neste post:
Girona, uma preciosidade catalã

Córdoba

Pátio dos Naranjos, na Mesquita

A maior atração de Córdoba, sem dúvida, é sua espetacular Mesquita, que rivaliza com a Alhambra pelo título de mais importante herança arquitetônica moura no Ocidente. A Mesquita cobra ingresso, mas você não paga nada para desfrutar da beleza comovente de seu Patio de los Naranjos, espaço pontilhado por fontes e muitas laranjeiras sempre carregadas de frutos, no interior das muralhas do templo. Saiba mais neste post: 
A Mesquita de Córdoba

Pátios Cordobeses

Aliás, pátios lindos é o que não falta em Córdoba, que preserva a tradição aprendida com romanos e árabes. Nos bairros mais antigos, os moradores ainda se orgulham manter em casa esses espaços destinados à convivência e ao aconchego, ao abrigo do calor e do burburinho das ruas. Um dos grandes prazeres de estar em Córdoba é bisbilhotá-los através das portas abertas para a rua. Uma vez por ano, a bisbilhotice fica "oficial", com a realização do Festival dos Pátios Cordobeses. Confira as dicas:
Muito além da Mesquita: 6 motivos para amar Córdoba

Judería
Outro programa lindo e gratuito em Córdoba é explorar as ruas muito estreitas e tortuosas da Judería, antigo bairro judeu da cidade. A ocupação da área pela comunidade judaica vem do Século 10, sob o domínio do Califado mouro. Hoje o bairro é cheio de lojinhas charmosas, restaurantes e cafés, onde se pode caminhar em paz, sem a presença dos automóveis.

Inglaterra

Londres

Os melhores museus
Fantásticos e gratuitos, a National Gallery (à esquerda) e o British Museum vivem lotados. Abstraia a muvuca, porque são visitas imperdíveis
Parece brincadeira, mas visitar portentos como o Museu Britânico, a National Gallery e a Tate Gallery (só para citar três dos melhores museus do planeta) não custa absolutamente nada. Como esses museus  parecem guardar o mundo dentro de suas paredes, dá para escolher um por dia, se fartar de ver maravilhas e ainda voltar pra casa com gostinho de quero mais.

Museu Britânico
Os museus gratuitos de Londres na Fragata
British Museum
National Maritime Museum (considerado um dos museus navais mais importantes do mundo), o palácio Queen's House e Capela do Naval College, em Greenwich


Em outros blogs
10 museus gratuitos em Londres, por Helô Righetto, no Aprendiz de Viajante
Museu mais vistados de Londres (e gratuitos!), por Luiza Ferrari, no London, sô!

Regent's Canal, o favorito de Macca

Esta é uma recomendação com um senhor pedigreee. O Regent's Canal foi por muito tempo o lugar preferido de Paul McCartney em Londres, pra onde ele sempre dava uma escapadinha para relaxar e curtir a tranquilidade — Macca morava pertinho, em Saint John's Wood e o mitológico estúdio de Abbey Road também fica na vizinhança. Ele até citou o lugar na canção Single Pigeon, do LP Red Rose Speedway (Single seagull gliding over/ Regent's Park canal/Do you need a pal for a minute or two/ You do).


As margens do canal são um pequeno oásis de silêncio, com muitos banquinhos convidativos. Já fiz esse passeio, entre Little Venice e Camden Lock, de barco (é uma delícia, mas é pago). A pé, você não gasta nada e aproveita o verde e o sossego no seu ritmo. Taí um lugar para levar a cesta de piquenique.

O Regent's Canal tem cerca de 13 km. A estação de metrô de Warwick Avenue (linha Bakerloo/ marrom) está a dois passos de Little Venice, um bairro muito bonitinho, com muitas casas-barco, à beira do canal, de onde você pode descer às margens e caminhar à vontade.

Abbey Road
E já que você está por aí, aproveite e vá fazer uma foto na faixa de pedestres mais famosa do mundo, em Abbey Road, como os Beatles. Você também não paga nada (só um certo mico, rsss). Confira as dicas:
Londres para beatlemaníacos - a travessia de Abbey Road

Euzinha em Abbey Road

Bath 

Os caminhos de Jane Austen
O magnífico acervo arquitetônico de Bath, no Sul da Inglaterra, também é um clássico georgiano. Essa é uma cidade que eu não canso de recomendar aqui no blog, porque é simplesmente um sonho de lugar, tão preservada que vive sendo usada como locação para filmes de época.

Bath também é o cenário das cenas decisivas de Persuasion, o meu favorito entre os romances escritos por Jane Austen, e locação central de A Abadia de Northanger, outra obra da autora.

Jane Austen foi minha "guia" na cidade, em um roteiro lindo e gratuito pelos cenários de seus livros, uma sucessão de primores arquitetônicos. Caminhe um pouquinho com a gente:
Bath, a cidade das pedras preciosas

A Abadia mais antiga que a Inglaterra

Ao lado das famosas Termas Romanas, a esplêndida Abadia de Bath acaba recebendo muito menos atenção do que merece, ofuscada pela vizinha famosa. Essa senhora nascida do Século 7, mas com corpinho de Século 12 (graças a uma repaginação geral dessa época) pode ser vista gratuitamente. Você não vai acreditar na delicadeza dos entalhes arrancados pelos artesãos medievais da famosa pedra de Bath. Confira:
Uma bela senhora - a Abadia de Bath 


Winchester

O River Walk, em Wincheter:
esta trilha à beira do Rio Itchen leva a maravilhas medievais
Roteiros históricos muito bem explicadinhos
Eu me esbaldei na linda cidade medieval de Winchester, a primeira capital da Inglaterra, com os roteiros históricos fornecidos pelo escritório de turismo local. É o mesmo esquema de Cádiz: os folhetos distribuídos gratuitamente trazem trajetos, explicações e mapas para ajudar o visitante a descobrir o fabuloso patrimônio arquitetônico da cidade.

A história de Winchester começa bem antes de existir Inglaterra e a cidade, fundada pelos romanos abraçada pelos saxões, viveu muitas aventuras. Sua maior atração é a Catedral construída pelos normandos (que, teoricamente, cobra entrada, mas estava com visitação livre nos dias que passei na cidade).

A casa onde Jane Austen passou seus últimos dias, os jardins da Catedral e o Cheyney Court, tribunal do Século 15
Você também não pode perder o River Walk, trilha que margeia o Rio Itchen e as antigas muralhas, as ruínas do Wolvesey Castle e o Great Hall, o salão cerimonial do castelo dos normandos, onde está exposta a Távola Redonda, réplica da lendária mesa do Rei Artur construída a mando do Rei Eduardo I, no Século 13. É tudo grátis. Mais informações nos posts:

Sul da Inglaterra: Um passeio a pé em Winchester
A Távola Redonda
A Catedral de Winchester e outros encantos medievais

Portugal 

Lisboa

Roteiro Baixa/Chiado/Carmo

Pra uma cidade cheia de Ladeiras, é impressionante como Lisboa é amigável para quem anda a pé. Gosto de começar pelo clássico roteiro pela Baixa, Chiado e Carmo, itinerário que pra mim está sempre repleto de aconchego.

A Baixa é a Lisboa clássica, com seu Terreiro do Paço e Cais da Ribeira, Rua Augusta e Praça do Rossio. O Chiado é a boemia do Século 19, de tertúlias madrugada a dentro embaladas por absinto. O Carmo é o velho convento medieval testemunhando o brutal terremoto de 1755 e a memória da Revolução dos Cravos. Quer experimentar esse roteiro? As dicas estão aqui:
Lisboa: como aproveitar uma conexão


Mirador das Portas do Sol e a Sé 
Sé Catedral 
Erguida no Século 12, com aquelas feições quase militares que caracterizam as igrejas ibéricas dos tempos da luta contra os mouros, a chamada Reconquista, a Sé é uma das poucas construções medievais ainda de pé em Lisboa. Fica no Largo da Sé e pode ser visitada diariamente, das 9h às 19h

Igreja de Santo Antônio 
Santo Antonio de Lisboa
O santo casamenteiro nasceu em Lisboa e tem muitos devotos na cidade. Sua igreja foi construída ainda na Idade Média, embora o edifício original não tenha resistido ao terremoto de 1755. O templo atual é do Século 18, mas no subsolo, na cripta, você vai encontrar os vestígios da casinha onde nasceu Santo Antonio, em 1191.

Fica na Rua das Pedras Negras nº 1 (no trajeto do bondinho Electrico 28). As visitas são de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h. Sábados, domingos e feriados, das 8h são de às 19.45h.

Miradouro das Portas do Sol
Perfeito para ser combinado com as visitas á Sé e a Igreja de Santo Antônio, fica ao lado da Alfama, um dos bairros mais tradicionais da cidade e tem uma vista linda para a cidade.

Mosteiro dos Jerónimos 

Você não paga nada para visitar a bela Igreja de Santa Maria, em estilo manuelino e decorada com motivos do mar, em homenagem à riqueza conquistada por Portugal com as navegações, e que abriga os túmulos de Camões e de Vasco da Gama. Para ver o mosteiro sem pagar entrada, vá no 1º domingo do mês. Mais informações neste post:
Minhas melhores memórias de Lisboa

Torre de Belém

Sonhar com as grandes navegações não custa nada no primeiro domingo de cada mês, quando você pode visitar essa bela construção em estilo manuelino sem pagar entrada.

A Torre de Belém fazia parte das defesas do Tejo e acabou se convertendo em logomarca da expansão marítima portuguesa. A vista da moderna Ponte Luiz de Camões emoldurada por suas janelas do Século 16 é uma das cenas mais bonitas de Lisboa . De outubro a abril, abre das 10h às 17:30h. De maio a setembro, das 10h às 18:30. 

Óbidos

Labirinto medieval e passeio nas muralhas 

Tão bonita que era oferecida como dote às rainhas de Portugal, Óbidos fica a 80 km de Lisboa (a estrada até lá é excelente). Rende tanto um bate e volta quanto uma escapada mais esticadinha.

Uma vez lá, você não paga nada para se embrenhar por suas ruelas medievais, para ver igrejas seculares e para dar a volta ao núcleo fortificado da vila, caminhando sobre as muralhas da cidade — a vista lá do alto comove até um coração de pedra. Saiba mais no post:
Óbidos: paixão instantânea

Setúbal 

Castelo de São Filipe 

Construído no tempo em que Portugal estava sob domínio espanhol, a velha fortaleza do Século 16 ainda vigia a Foz do Rio Sado e o Atlântico, uma vista espetacular que também inclui os campos ao redor, com seus moinhos de vento.

O maior encanto do castelo (que hoje abriga um hotel) é a capela do Século 18, com o interior totalmente recoberto de azulejos.

Setúbal é uma fofura de cidadezinha, com seus restaurantes especializados em frutos do mar. O castelo pode ser visitado gratuitamente, todos os dias do ano. As dicas estão no post:
Setúbal, boa surpresa portuguesa

Coimbra 

A Universidade e as ladeiras históricas
Uma cidade que escolhe seu ponto mais elevado para instalar uma Universidade, em vez de uma fortaleza, tem algo de especial a dizer ao planeta. E Coimbra faz seu discurso cercada de uma beleza de dar nó na garganta.

E o melhor é que visitar os edifícios históricos da Universidade e caminhar por aquelas ladeiras onde os estudantes cantam o fado e festejam nas repúblicas não custa nada. É uma viagem que todo mundo devia fazer ao menos uma vez. Mais informações no post:
Coimbra - simpatia prévia e encanto para toda a vida

Cidade do Porto

Cais da Ribeira
O Porto visto de Vila Nova de Gaia
Portugal é um país tão generoso que a coisa mais linda que você vai ver por lá é absolutamente gratuita. Aquele pedaço de Rio Douro correndo entre os morros que aconchegam a Cidade do Porto e Vila Nova de Gaia, a Ponte D. Luís lá no alto e, cá embaixo, o casario antigo do Cais da Ribeira são a prova de que os lusos nem precisam escrever para fazer poesia.

Caminhe, fotografe cada fachada de azulejos e acenda uma vela diante das Alminhas da ponte. Imperdível.

Dicas nos posts:
Cidade do Porto: aos pouquinhos, eu vou ficando...
Como aproveitar uma conexão: 8 horas na Cidade do Porto
Cidade do Porto, terra de navegadores

Mais passeios gratuitos? Confira
Paris, Rouen e Carcassonne:

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11 comentários:

  1. Quantas dicas boas! Pra complementar eu diria que há váááários museus grátis ou bem baratos em Dublin também: todos os museus nacionais (de arquitetura e decoração, história natural, etc) são free e bem localizados, ou seja: não precisa nem gastar com o transporte! :)

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    1. Boa dica, Bárbara. Eu não pude ver esses museus, mas já anotei para a próxima visita a Dublin. Bjo

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  2. Oi, Cyntia. Tudo bem? :)

    Seu post foi selecionado para o #linkódromo, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Bóia – Natalie

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  3. Só falta o din din ... Sonho diariamente em conhecer a Europa!

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    1. Algum dinheiro sempre é necessário :). Mas hoje essa é uma viagem muito mais acessível do que há 20 anos. E você viu no post que tem muitas atrações gratuitas por lá :)

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  4. Isto que é post! Super completo, detalhado, prá gente favoritar e ler com calma, fazer anotações, ler todas as dicas! Obrigada, será muito útil nas minhas futuras viagens ( ou planos de )!!!

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    1. Obrigada, Déborah :) Vem mais por aí. Amanhã sai o post com as atrações gratuitas na França.
      Bjo

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  5. Nossa, que lugares lindo... da vontade de pegar um avião agora mesmo!
    A Europa tem uma arquitetura linda!!

    Beeijos

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    1. Tem muita coisa bonita pra ver, Denise. E o melhor é que admirar a arquitetura geralmente sai de graça, né? Um dos grandes prazeres de viajar é andar pelas ruas :)

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