4 de julho de 2018

Ollantaytambo – mais que uma escala para Machu Picchu

Entre as construções incas do Vale do Urubamba, o Sítio Arqueológico de Ollantaytambo só fica atrás de Machu Picchu em importância
Já faz um tempinho que Ollantaytambo se consolidou como ótima opção de pernoite para quem vai a Machu Picchu. A pouco mais de uma hora de trem do sítio arqueológico, essa vila é o núcleo urbano mais antigo do Vale do Rio Urubamba — o Vale Sagrado dos Incas — uma ocupação iniciada ainda no esplendor do império e jamais abandonada.

Dotada de boa infraestrutura para o turismo sem perder suas características de autêntica vila inca, Ollantaytambo tem atrativos de sobra para justificar a parada e o pernoite que vão além da praticidade, para quem está a caminho de Machu Picchu. Começando pelo espetacular Tambo de Ollanta, um sítio arqueológico impressionante, bem no centro da povoação.

O povoado de Ollantaytambo visto do topo da fortaleza
Em uma visita a Ollantaytambo, você vai encontrar bons hotéis, bons restaurantes, artesanato de qualidade e, principalmente, um jeito de viver que remonta ao tempo dos incas e permanece muito bem preservado pelo povo quéchua.

6 de junho de 2018

O que ver no Museu Nacional de Belas Artes

Salão dedicado à pintura brasileira do Século 19, no MNBA
Ele não tem uma Mona Lisa, uma Guernica. Nem mesmo um Abaporu, a obra-símbolo do nosso Modernismo que brilha em Buenos Aires. Mas o que não falta é o que ver no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro.

Ele é a visita indispensável para quem quer compreender os caminhos trilhados pela arte brasileira, especialmente a pintura — e mesmo sem guernicas e monas lisas no acervo, me deixa sempre com uma pontinha de orgulho e os olhos muito bem saciados.

O Museu Nacional de Belas Artes é um velho amigo cuja casa eu frequentei com assiduidade. Um vizinho de trabalho que me contava histórias de um país que tateou um bocado nas pegadas alheias até explodir na genialidade de Candido Portinari, Di Cavalcanti, Lasar Segall e Tarsila do Amaral.

Yes, nós temos mulheres na pintura - e elas são geniais, como provam o Autorretrato, de Tarsila do Amaral (esq) e a Costureira, de Djanira
Ah, sim, porque temos Tarsila, Djanira, Tomie Ohtake, Anita Malfatti. Uma constelação de mulheres talentosas e reconhecidas que surpreende e desafia a tradição machista do Brasil — e isso eu também aprendi no Museu Nacional de Belas Artes.

Este post é um convite: visite o meu velho amigo. O Museu Nacional de Belas Artes fica na Cinelândia, Centro do Rio, com metrô e VLT na porta e ingressos a preços camaradas (R$ 8) — ficou sem desculpas, né? Então vambora passear no MNBA:

3 de junho de 2018

Rio de Janeiro: o que fazer na Cinelândia

O Theatro Municipal era a primeira imagem que eu via, ao sair do metrô para o trabalho - e é tão bonito que isso sempre tinha um encantamento de primeira vez
Eu tenho um chamego todo especial com o Centro do Rio de Janeiro, especialmente pela Cinelândia. Nos dois anos (de 2009 a 2011) em que trabalhei por ali, tive como vizinhos algumas das construções mais bonitas da cidade — o Theatro Municipal e o Palácio Capanema, só pra citar meus dois favoritos — e espaços culturais fundamentais, como a Biblioteca Nacional e o Museu Nacional de Belas Artes.

Como bons vizinhos, esses monumentos se tornaram meus companheiros do dia a dia, minha paisagem cotidiana e reconfortante. Na hora do almoço ou depois do expediente, não precisava ir longe: em torno dos menos de 800 metros de perímetro da Praça Floriano, eu encontrava um tremendo parque de diversões feito de livros, quadros, concertos e sessões de cinema (no centenário Cine Odeon).

A Praça Floriano, nome oficial da Cinelândia. Em primeiro plano, o Palácio Pedro Ernesto, de 1923, sede da Câmara Municipal. Mais ao fundo, em sua inconfundível coloração, o bar Amarelinho, fundado em 1921
Eu deixei de ser local, mas continuo achando a Cinelândia uma mina de opções de passeios no Rio de Janeiro. Central, fácil de chegar (tem uma estação de metrô e outra de VLT), bem policiada e variada em atrações. Do chope no Amarelinho à ópera no Theatro Municipal, diversão é o que não falta por lá.

Na minha visita mais recente ao Rio, no começo de maio, eu matei a saudade dos meus velhos amigos da Cinelândia e trouxe todas as dicas pra você também aproveitar os encantos da área. Dá uma olhada:

1 de junho de 2018

Férias: pra onde viajar em julho no Brasil

Em julho, você vai encontrar as águas de Noronha assim: calminhas e cristalinas
Você já decidiu o que vai fazer nas férias de julho? A cotação do dólar (e do euro) não anda muito camarada para as viagens ao exterior, ainda mais na alta temporada do Hemisfério Norte. Pra nossa sorte, o Brasil é imenso tem muitos destinos que ficam maravilhosos durante nosso inverno.

Viajar em julho no Brasil é uma grande pedida para quem curte belas paisagens, natureza — com conforto ou com aventura. 

Garça no Pantanal e a majestade das Cataratas do Iguaçu
Essa é a hora de desbravar o Pantanal, de ver muitos peixinhos de todas as cores em Bonito, se esbaldar no mar mais calmo em Fernando de Noronha e fazer as melhores fotos das Cataratas do Iguaçu.

Siga as dicas da Fragata para cada um desses destinos e aproveite suas merecidas férias de julho:

Peixinhos em Bonito: em julho, a escassez de chuvas deixa as águas ainda mais cristalinas

27 de maio de 2018

Dicas práticas de Cusco

Cusco é bacana? Visitei a cidade quatro vezes. Isso responde sua pergunta?
Cusco é uma das cidades mais bonitas que meus olhinhos já viram. Um baita destino turístico pra quem curte história, arquitetura, paisagens e, principalmente, gente. Entre os tantos encantos da antiga capital dos incas, o mais cativante é o modo discreto e persistente do povo quéchua de preservar suas tradições milenares.

Sou apaixonada por Cusco, que já visitei quatro vezes — e pretendo continuar voltando. E a melhor maneira de declarar esse amor é dizer: vá a Cusco, aproveite a cidade e tente compreendê-la como um destino turístico em si, não um ponto de passagem.

Para ajudar no seu planejamento, reuni aqui todas as dicas práticas de Cusco necessárias para organizar sua viagem: como chegar, quantos dias ficar, como conviver com os efeitos da altitude, segurança, preços, câmbio, transporte e clima. Agora, é com você:

23 de maio de 2018

A Nova York de John Lennon


Será que eu já contei pra vocês que sou beatlemaníaca? (muitos risos) Os Beatles — e John Lennon, especialmente — são uma referência essencial na minha vida. No dia a dia, eu ouço muito a música deles, leio sobre a banda, pesquiso raridades. Como viajante, tenho sempre um prazer especial em visitar algum lugar ligado à história dos Fab4.

É por isso que todas as minhas visitas a Nova York começam em Strawberry Fields, singelo monumento no Central Park dedicado à memória de Lennon. É um lugar especial, mas não é o único a me deixar com um nó na garganta. Porque a verdade é que Nova York e o mundo estão cheios de “cantinhos Beatles”. E eu vou mostrar alguns deles aqui neste post.

Bora embarcar nessa jornada sentimental? Let me take you down, ‘cause I’m going to Strawberry Fields e outros lugares que não podem ficar fora do mapa de quem curte a melhor banda de todos os tempos.

20 de maio de 2018

Rio de Janeiro - hospedagem no Aeroporto Santos Dumont

Vista do terraço do Hotel Prodigy: você escolhe se quer namorar o Pão de Açúcar...
Que tal acordar de cara para a paisagem da Baía de Guanabara e tendo como única obrigação escolher entre o Pão de Açúcar e Corcovado para musos de sua contemplação? Tive duas manhãs dessas, no comecinho de maio, e confirmo que a escolha do meu hotel no Rio fez muito bem pra a minha alma.

É que eu finalmente experimentei o Hotel Prodigy do Aeroporto Santos Dumont. Fazia um tempinho que eu estava de olho nele. Toda vez que pegava um voo naquele aeroporto, parava para admirar seu terraço debruçado sobre a Marina da Gloria e ficava imaginando a vista lá de cima. E não é que o bichinho cumpre direitinho o que promete?

... ou o Corcovado e Aterro
A localização do Prodigy, praticamente um anexo do Santos Dumont, é ótima para quem tem compromissos no Centro do Rio ou tem que pegar um voo cedinho partindo de lá. Era bem o meu caso: eu tinha um curso da Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem (RBBV) na Lapa, no domingo, e aproveitei para ir à ópera no Municipal, no sábado à noite. 

O hotel, com preços pagáveis, transporte público na porta e instalações confortáveis, casou direitinho com minha agenda.

Veja como foi meu fim de semana de cara para os cartões postais do Rio e a minha avaliação do Prodigy Santos Dumont:

18 de maio de 2018

Minha vida com Gastón (Acúrio)

Pra não dizerem que nosso colunista só fala de comida, hoje ele resolveu falar de amor 💙💛💚❤️💜🧡
Por Bruno Santana

Este santo blog já está cobrindo os detalhes práticos, inclusive do ponto de vista gastronômico, da deliciosa viagem que fizemos ao Peru em fevereiro. Seria uma mera repetição, portanto, se eu chegasse aqui para falar somente de comida quando já temos um excelente artigo listando nossas melhores experiências à mesa em Lima (o post de Cusco chegará em breve). Portanto, hoje não falarei de comida; em vez disso, falarei de amor.

Mais precisamente, do meu tórrido e fugaz caso de amor com um ilustre peruano, Gastón. Acreditem ou não, eu não cheguei a vê-lo pessoalmente, mas nos dez dias em que estive em seu país, sua presença foi tão sentida que não há como não classificar esse relacionamento como um intenso amor de verão, consumado em cima de mesas de variados tipos e entre aromas inebriantes.

Restaurante Tanta, em Lima: o local do primeiro encontro deste amor
Gastón Acurio é uma celebridade. Declarado embaixador da cozinha peruana, foi ele o principal responsável pelo renascimento da imagem turística do Peru, agora fortemente apoiada no seu renovado cenário gastronômico. Se hoje você ouve que Lima é a nova capital culinária da América Latina, pode colocar a afirmação — não só, claro, mas principalmente — na conta de meu amado.