2 de junho de 2019

High Line, Nova York: o parque-mirante

Vista para o Rio Hudson no High Line, Nova York
Diversos trechos do High Line oferecem vista para o Rio Hudson, que está do ladinho
Desde que ouvi falar no High Line, em Nova York, ele já me ganhou de cara, só pelo espírito da coisa: transformar um equipamento urbano obsoleto e abandonado em espaço público de lazer é uma ótima ideia.

Além disso, esse parque suspenso, inaugurado em 2009, traz desde o bercinho a marca da organização comunitária. Foram os moradores da vizinhança que tiveram a ideia e se mobilizaram para converter a velha linha férrea desativada em um parque.

Estruturas da linha férrea que deu origem ao High Line, Nova York
Os moradores impediram a demolição da linha férrea e ganharam um parque lindo
O resultado é muito gostoso. No High Line, Nova York desfila diante de nossos olhos de um jeito muito especial.

Veja todas as dicas para aproveitar os encantos do High Line na sua próxima visita a Nova York:

29 de maio de 2019

Como atravessar a ponte do Brooklyn, em Nova York

Ponte do Brooklyn, Nova York
De graça e com uma vista linda para Manhattan: quem resiste à Ponte do Brooklyn?

Ela faz parte da paisagem de Nova York há 136 anos — uma das imagens mais reconhecíveis da cidade. 

Nas décadas recentes, porém, atravessar a Ponte do Brooklyn virou um passeio tão desejado quanto subir o Empire States Building ou bater pernas pelo Central Park.

Linda emoldurando a paisagem, a Ponte do Brooklyn é também uma passarela deliciosa. Afinal, quem não gosta de um passeio grátis, ao ar livre e com uma vista privilegiadíssima para um dos horizontes mais famosos do planeta?

Veja as dicas e aproveite essa atração irresistível de Nova York:

Como chegar à Ponte do Brooklyn
Para quem quer começar a caminhada em Manhattan, há cinco estações de metrô próximas à cabeceira da Ponte do Brooklyn.

25 de maio de 2019

Nova York do alto: Top of the Rock e outros mirantes

O Empire State Building e o One World Observatory vistos do Top of the Rock, Nova York
Vista do Top of the Rock, de cara para outros dois mirantes famosos: o Empire State Building (em primeiro plano) e, ao fundo (no centro da foto), o One World Observatory, no novo World Trade Center. De bônus, no cantinho direito, a Estátua da Liberdade, ao longe
Ver Nova York do alto é uma experiência poderosa. Vista de cima, aquela floresta de arranha-céus que a gente se acostuma a esticar o pescoço para admirar finalmente parece domada quando se enrosca aos nossos pés e se oferece à contemplação de um ângulo menos desafiador. 

Um item inegociável nos meus roteiros pela cidade é encontrar um lugarzinho pra ver Nova York do alto.

Vista do Top of the Rock
A floresta de arranha-céus, de repente, parece mansinha
O mirante que escolhi pra namorar Nova York nesta visita mais recente (depois de 23 anos sem pisar na Big Apple!) foi o Top of the Rock, no terraço da torre mais alta do Rockefeller Center. 

Eu sou meio ortodoxa (risos) e, portanto, ferrenha partidária do Empire State Building, quando se trata de ver Nova York do alto (ninguém assiste Tarde Demais pra Esquecer impunemente 😊).

Chrisler Building e MetLife Building (ex-edifício PanAm) vistos do Top of the Rock, Nova York
Meu favorito Chrisler Building fica tentando se esconder atras do antiga sede da Panam hoje MetLife Building). Ao fundo, o East River
Só que desta vez eu decidi fazer diferente e adorei a experiência, A vista do 70º andar do Top of the Rock é verdadeiramente de tirar o fôlego. 

E um dos motivos pra isso é exatamente poder ver o Empire State Building, o segundo prédio mais bonito de Nova York — o primeiro, é claro, é o Chrisler Building, que também aparece, lindão, para meu deleite (ele é meio tímido e fica tentando se esconder).

Neste post eu conto como foi a minha subida ao Top of the Rock e dou as dicas de outros mirantes famosos para você suspirar de paixão vendo Nova York do alto.

18 de maio de 2019

Bar do Hotel Algonquin, Nova York - um drinque na Round Table

Blue Bar do Hotel Algonquin
Bar do Algonquin: um brinde à minha padroeira Dorothy Parker
Todo mundo que vive de escrever — os sinceros com o ofício, pelo menos — tem uma espécie de padroeiro/a. A minha é Dorothy Parker. É por isso que, pra mim, não pode haver visita a Nova York sem uma parada para um dry Martini no bar do Hotel Algonquin.

Há 100 anos, Dorothy Parquer começou a bater ponto no bar do Hotel Algonquin. Por mais de uma década, ela presidiu a célebre confraria da Round Table, mitológico grupo de escritores, dramaturgos, jornalistas, atores e editores escreveu o roteiro de Nova York durante os ditos loucos anos 20.

Não tenho a vaidade de um dia escrever como minha padroeira Dorothy, mas pelo menos posso tomar um drinque no point que ela ajudou a tornar célebre e ainda hoje atrai gente do mundo inteiro para evocar as lembranças da inteligência e ironia fina da turma da Round Table.

Saiba mais sobre o bar do Hotel Algonquin, em Nova York e coloque esse point centenário na sua lista de passeios na cidade:

28 de abril de 2019

Ingressos nos Estados Unidos: como organizei meu roteiro musical

Ingressos de um roteiro musical por Memphis, Nova Orleans e Nasville
Alguns ingressos do meu roteiro musical nos EUA eu comprei com antecedência. Mas a maioria pode ser comprada na hora, sem problemas
Minha viagem aos Estados Unidos, em Novembro passado, foi dedicada à música. Fiz um roteiro musical por Nova Orleans, Nashville e Memphis, três cidades do balacobaco nesse quesito (e em outros), onde há oferta de shows todos os dias, nas mais variadas horas do dia.

Além de assistir às programações normais de bares, honky tonks e nightclubs, fiz questão de garantir entradas, com antecedência para ver algumas atrações especiais, como o super-mega-blaster blueseiro Joe Bonamassa, que tocou em Memphis em uma das minhas noites na cidade.

Show do bluesman Joe Bonamassa no Orpheum Theater de Memphis, em novembro de 2018
Joe Bonamassa: assistir a um imenso discípulo de BB King em Memphis, a cidade do Blues, vale umas 200 fichinhas no jogo de 1.000 coisas para fazer antes de morrer
Como resultado dessa experiência, posso garantir que comprar ingressos nos Estados Unidos é muito mais fácil do que a gente imagina — a internet está aí para isso mesmo e os sistemas costumam ser confiáveis e fáceis de usar.

E isso não vale só para grandes shows, mas também para museus, peças teatrais, musicais da Broadway (em Nova York) e outras atrações mais concorridas.

Graceland, a casa de Elvis Presley em Memphis
O ingresso para Graceland, a casa de Elvis, não exige compra com antecedência, exceto se sua visita for nos períodos fervidos, como janeiro, maio e agosto
Veja como foram as minhas experiências de compra de ingressos nos Estados Unidos —presencialmente e pela internet e saiba quais são as atrações musicais de Memphis, Nashville e Nova Orleans para as quais você deve garantir suas entradas com antecedência:

24 de abril de 2019

Música em Memphis - Beale Street, a passarela do Blues

Beale Street, a rua do Blues em Memphis
Beale Street: para a comunidade negra de Memphis, ela era a Broadway, a 5ª Avenida e Wall Street
Se você vai a Beale Street, não precisa usar flores no cabelo. Mas é bom saber que aquela aquela fieira de quarteirões ofuscada pelos letreiros de neon das casas de shows não é um parque temático musical.

Principal endereço da música em Memphis, Bele Street é um cenário histórico e cultural dos mais significativos do Século 20. 

Afinal, Beale Street é o coração da comunidade negra que botou Memphis e o Tennesse no mapa. A rua que se reivindica — com absoluto direito — como o Lar do Blues e pista onde engatinharam o Rhythm'n'Blues e o Rock’n’Roll. 

Muita coisa mudou naquela rua, desde a chegada dos pioneiros do Blues, mas ela continua sendo o endereço da diversão embalada em 12 compassos. Se você quer ouvir música em Memphis, Beale Street será uma escala inescapável — com muitos retornos, eu aposto.

Então, se liga nessas dicas para aproveitar o melhor da Música em Memphis e de Beale Street:

21 de abril de 2019

Bagagem prática: 2 semanas, 2 estações e uma mala de mão

Mala de cabine no padrão exigido pelas companhias aéreas
Essa identificação de bagagem com Elvis, comprada em Graceland, foi um dos poucos acréscimos de peso (😁😁 ) sofridos pela minha malinha nesta viagem. Viajar leve não combina muito com compras
Eu sempre fui escandalosamente minimalista na hora de arrumar a mala. Gosto de viajar leve e fui ficando cada vez mais craque na bagagem prática.

Meu figurino, muito básico, ajuda. Mas o grande estímulo é minha aversão arrastar trambolho 😊. É por isso que sou fã de mala de mão.

A bagagem de mão é uma grande amiga das viajantes-solo: nem sempre dá para contar com alguém que ajude a levantar uma mala grande e pesadona para embarcar em um trem ou acomodá-la em um bagageiro mais alto.

Nova Orleans, uma rua do Faubourg Marigny
Verão esticado: em pleno novembro, peguei sol e 30º C em Nova Orleans
E vamos combinar que não despachar nos poupa de perder tempo esperando a bagagem diante de uma esteira de aeroporto — "Será que chegou? Será que extraviou?"

E isso vem desde o tempo em que as companhias aéreas não cobravam a mais pelo despacho da bagagem — eu até despachava a mala, mas nunca esquecia que, depois que ela saísse do porão do avião, era eu que ia carregá-la.

Nova Orleans, barco a vapor Natchez
Mas o calor e a umidade de Nova Orleans, vez por outra, viravam chuvarada
Agora, com as taxas salgadas que temos que pagar para a mala ir no porão do avião, organizar uma bagagem prática e compacta virou também questão de economia.

Convém lembrar que neste mês de abril/19 as companhias aéreas endureceram a fiscalização para garantir o cumprimento das regras e estão conferindo as medidas das malas de mão. Está bem mais difícil tentar espertezas para embarcar com bagagem fora do padrão.

As medidas máximas para malas de cabine agora são 55 cm (altura) x 35 cm (largura) x 25 cm (profundidade), incluindo bolsos, rodas e alça. A mala de mão fora desse padrão será encaminhada para o porão e será cobrada a taxa correspondente pelo despacho da bagagem. 

Neve em Memphis, Tenesssi
Neve em Memphis em novembro: surpresa!
Essa visita mais recente aos Estados Unidos, porém, apresentou alguns desafios ao meu apego à bagagem prática.

Meu roteiro musical pelos EUA, na primeira quinzena do último novembro, foi uma viagem por duas estações do ano completamente opostas, condensada em duas semanas: o calorão de Nova Orleans e o frio congelante que encontrei em Nashville e Memphis, com direito até a neve fora de hora.

Veja minhas dicas para arrumar a mala básica e leve (9,2 kg), sem correr o risco de ser surpreendida pelo clima ou ficar sem roupa limpa no meio da viagem:

17 de abril de 2019

Memphis - Museu Nacional dos Direitos Civis

Letreiro do Lorraine Motel, onde está instalado o Museu Nacional dos Direitos Civis, em Memphis, EUA
"Eu tenho um sonho". O Museu Nacional dos Direitos Civis está instalado no Lorraine Motel, onde Martin Luther King foi assassinado
Se você concorda comigo que museus não devem nunca ser meros "depósitos de coisas" — por mais ricas e raras que elas sejam —, está na hora de planejar uma visita ao Museu Nacional dos Direitos Civis, em Memphis.

A instituição é um tributo a uma luta que ainda não acabou. Por isso mesmo, o Museu Nacional dos Direitos Civis tem lado.

Ele conta a história da luta pelos Direitos Civis nos Estados Unidos desde a escravidão até 1968, ano do assassinato de Martin Luther King.

É um museu explicitamente militante, que e conjuga a preservação da memória com o ativismo — que coloca a memória a serviço dos avanços sociais que ainda estão por ser conquistados. 

Grafite em Main Street lembra a greve dos trabalhadores da limpeza urbana de Memphis, em 1968
Grafite em Main Street lembra a palavra de ordem  dos trabalhadores da limpeza urbana de Memphis na histórica greve de 1968. "I am a Man" ("Eu sou um Homem") é um lema usado desde as campanhas abolicionistas. Martin Luther King estava na cidade apoiando o movimento, quando foi assassinado 
A peça mais importante no acervo do Museu Nacional dos Direitos Civis não é um objeto, ou um vídeo ou uma memória. É a militância viva.

A mesma militância que enfrentou o racismo, a política de segregação e a negação de direitos elementares à população afro-descendente dos Estados Unidos, como o de poder votar ou frequentar a escola que quisesse.

Instalação no Museu Nacional dos Direitos Civis lembra o boicote aos ônibus de Montgomery, Alabama, ente 1955 e 1956
Instalação no Museu Nacional dos Direitos Civis lembra o boicote aos ônibus de Montgomery, Alabama, em protesto contra a segregação no transporte público. O movimento se estendeu por mais de um ano e levou a Suprema Corte Americana a declarar a ilegalidade da discriminação
A cidade do Blues e do Rock'n'Roll é absolutamente indissociável da história do povo que gestou esses dois gêneros musicais que apaixonam o mundo.

A alma africana de Memphis resplandece e a visita ao museu que conta a luta contra o racismo é o justo tributo aos homens negros e mulheres negras que nos legaram os sons que nós amamos.

O Museu Nacional dos Direitos Civis de Memphis não é só emocionante. Ele é provocativo, instigante e profundamente humano. Veja o que você vai encontrar lá e um pouco da história que ele conta: