19 de novembro de 2014

5 atrações de Londres para ver ao menos uma vez na vida

Torre de Londres
A Torre Branca, uma das fortificações da Torre de Londres
A capital britânica tem taaaaanta coisa para ver que o visitante mais ansioso corre o risco de passar qualquer temporada por lá — independentemente da duração — em permanente estado de culpa, mais assombrado com as atrações de Londres que ficaram fora de sua lista do que aproveitando as escolhas que fez. 

A boa notícia é que cidades milenares em plena vitalidade contemporânea não costumam sair correndo. Sempre haverá a chance de voltar e aproveitar outras atrações de Londres que "escaparam".

O melhor de Londres não está nos guias de turismo. A cidade tem uma atmosfera única, um astral que toma conta de mim logo na chegada, provocando a mais intensa felicidade apenas pelo fato de estar lá.

Sala de exposições do Museu Britânico, o London Eye, claustro da Abadia de Westminster e a Catedral de Saint Paul
No sentido horário: uma sala de exposições do Museu Britânico, o London Eye, claustro da Abadia de Westminster e a Catedral de Saint Paul
Adoro caminhar sem destino, aproveitar os fantásticos parques e espaços públicos e observar os londrinos em seu vai e vem. É o que eu chamo de "turismo casual": uma agenda totalmente aberta para acolher o capítulo "o que ocorrer".

Mas reconheço que há atrações de Londres tão espetaculares que viram prioridade. Todo mundo que já passou pela cidade tem a sua lista de "visitas obrigatórias". A minha lista tem o Museu Britânico, a Catedral de Saint Paul, a Abadia de Westminster, a Torre de Londres e o London Eye

Veja os detalhes e as dicas práticas para curtir essas 5 atrações de Londres:

Museu Britânico
A famosa cobertura do pátio interno do Museu Brtânico
Museu Britânico
Primeiro, um parêntese: estou cada vez mais avessa aos museus de tudo

Os grandes arquivos de maravilhas me parecem cada vez mais datados, expressões de uma época em que viajar era difícil e era necessário juntar o máximo de peças em um só lugar, para dar ao visitante a sensação de ter percorrido o mundo.

Vivo dizendo que a beleza satura e ninguém consegue ficar em estado de permanente encantamento por mais de um par de horas.

Museu Britânico - Londres
Para explorar os corredores, salões e escadarias,
 a gente precisa mesmo de um mapa
Esse é o caso do Museu Britânico, que me provoca taquicardia só de conferir seu mapa e perceber que eu precisaria de umas duas semanas para ver todo o seu acervo.

O museu também me deixa muito incomodada com as "apropriações" feitas pelos ingleses de tantos ícones pertencentes a outros povos — sim, eu quero que os frisos do Parthenon sejam devolvidos à Grécia. E já!

Coleção Etrusca do Museu Britânico - Londres
Um sarcófago etrusco 
e um fragmento de pintura de uma tumba egípcia
Dito tudo isso, é inegável que o Museu Britânico emplaca qualquer lista de atrações "para ver antes de morrer" do planeta

Qualquer uma de suas coleções já renderia um museu de primeira linha (nesta visita, eu fiquei horas babando a ala dedicada à Arte Etrusca, como vocês podem ver pelas fotos. 

Aliás, reconheço que o monumental Museu Britânico não se ajusta muito ao título do post, porque é impossível visitá-lo só uma vez na vida. 

Máscaras etruscas no Museu Britânico - Londres
Máscaras etruscas
O Museu Britânico é programa para todas as passagens por Londres, sem ansiedade, para ver um pedacinho de cada vez e sempre ter a sensação de que está encontrando um museu novo.

Entre os destaques do acervo, a parte dedicada à era pré-romana da Ilha, ao antigo Egito e à Mesopotâmia são simplesmente de rasgar a roupa.

Museu Britânico - Londres

Como chegar ao Museu Britânico
O museu fica na Great Russell Street e as estações de metrô mais próximas são Holborn (linhas Central e Picadilly) e Tottenham Court Road (linhas Central e Northern).

Horários de visita ao Museu Britânico
Diariamente, das 10h às 17:30h. Para mais informações, consulte o site do museu

Fotografias no Museu Britânico
Liberadas

Quanto custa a entrada no Museu Britânico
➡️ Nadinha!!! Assim como todos os outros museus estatais do país, o Museu Britânico tem entrada gratuita. Não é uma maravilha?

Índice dos museus e sítios arqueológicos da Fragata

Catedral de Saint Paul - Londres
Saint Paul é tão solene que intimida...

Catedral de Saint Paul - Londres
... mas a gente vai acostumando com ela na paisagem,
até chegar pertinho e encontrar o aconchego de seu jardim
Catedral de Saint Paul
A imponente Catedral de Saint Paul é um dos maiores templos cristãos do planeta. 

Ela ocupa um local dedicado à religião desde o Século 7 (quando, concretamente, a ideia de uma "Inglaterra" talvez sequer tivesse ocorrido aos reis saxões que dividiam e disputavam o território que hoje pertence ao país).

Não dá muito para escapar do clima solene que cerca a visita à Catedral Saint Paul. 

O que ajuda a construir alguma proximidade com esse sisudo monumento é ir adquirindo alguma intimidade com a silhueta de sua cúpula, recortada contra o horizonte de Londres. A Catedral de Saint Paul é visível de diversos pontos das margens do Tâmisa (a gente vai criando um certo carinho pela velha senhora). 

Busto de John Donne no jardim da Catedral de Saint Paul - Londres
O poeta John Donne, que foi decano da Catedral, ganhou um busto no jardim, que fica lotado na hora do almoço,  nos meses de verão
Nessa "aproximação gradual", gostei muito de almoçar no jardim da Catedral de Saint Paul, cercada de londrinos que trabalham na área da City e carregam seus farnéis para aproveitar o clima relaxado.

Ah, e se puder, chegue à catedral a pé, pela modernérrima Millenium Bridge. O contraste de traços entre o vetusto monumento e a ponte é poderoso como experiência estética.

Millenium Bridge e a Catedral de Saint Paul - Londres
A Millenium Bridge é uma bela passarela 
para chegar à velha senhora
A Catedral de Saint Paul é uma aula de história. Ela deve muito de suas feições atuais a dois dos mais icônicos arquitetos ingleses.

O primeiro deles é Inigo Jones, uma espécie de "patriarca" dessa arte na Inglaterra.

Foi Inigo Jones quem comandou a reforma feita na Catedral de Saint Paul no Século 17. 

Outro peso pesado da arquitetura inglesa, Christopher Wren, deu as feições finais ao templo, em uma remodelação no Século 18.

O interior da Catedral de Saint Paul é quase "história em quadrinhos tumular": uma narrativa dos grandes episódios da vida do país expressa nas tumbas monumentais de mitos como o Duque de Wellington, comandante militar que derrotou Napoleão, e o Almirante Nelson, herói naval de batalhas memoráveis. 

Temple Bar Gate e Catedral de Saint Paul - Londres
Temple Bar Gate, uma dos antigos acessos à City (à esquerda)
 e a entrada da Catedral
Como chegar à Catedral de Saint Paul
A estação de metrô de Saint Paul fica a 50 metros da Catedral. 

Fotografias 
É proibido fotografar o interior da Catedral de Saint Paul

Horários de visita à Catedral de Saint Paul
De segunda a sábado, das 8:30h às 16h. 

Quanto Custa o ingresso para a Catedral de Saint Paul
➡️ £16.50

Abadia de Westminster - Londres
Detalhe da fachada interna de Westminster vista do claustro
Abadia de Westminster
Se há na Inglaterra um templo cristão mais famoso que a Catedral de Saint Paul é a Abadia de Westminster. 

Ao contrário de sua sucessora (antes de Saint Paul, Westminster foi a Catedral Anglicana de Londres, no Século 16), essa igreja gótica é absolutamente envolvente, apesar de sua grandiosidade. 

Talvez eu seja parcial — sou mesmo descabelada de paixão por construções medievais — mas poucas vezes eu vi a monumentalidade ser tão aconchegante. Ô bichinha bonita é essa Abadia de Westminster!!

Abadia de Westminster - Londres
Ô, bichinha bonita!!
O edifício que vemos hoje em Westmisnter tem suas origens no Século 11, obra de Eduardo, o Confessor, que foi, de fato, o último rei saxão da Inglaterra.

Eduardo, o Confessor era tão religioso que preferiu não consumar o casamento e acabou não deixando um herdeiro — seu cunhado Haroldo, que o sucedeu, nem esquentou o trono. Foi despojado da coroa aos nove meses de reinado pela invasão Normanda, em 1066. 

Abadia de Westminster - Londres
Dois ângulos da Abadia de Westminster clicados do claustro da abadia
Outro rei Eduardo, dois séculos depois, legou a Westminster uma dos itens mais importantes de seu acervo, o chamado Trono de Eduardo, onde os reis e rainhas da Inglaterra se sentam durante as cerimônias de coroação. A peça está exposta em uma das capelas da abadia. 

Além de abrigar as grandes cerimônias reais inglesas como as coroações, a Abadia de Westminster também é o local de sepultamento de figuras proeminentes da história britânica.

Eu penei para encontrar os túmulos de Isaac Newton e de Charles Darwin em meio à algaravia de lápides que homenageiam reis, rainhas, políticos, escritores (Charles Dickens, Geoffrey Chaucer, Rudyard Kipling...), compositores (Händel), atores (Lawrence Olivier)...

Detalhe da fachada da Abadia de Westminster - Londres
Detalhe da fachada externa da Abada de Westminster
Na Abadia de Westminster, as filas para comprar ingressos e a da entrada são sempre enormes, mas a espera vale a pena (a da bilheteria você pode driblar se programando e comprando pela internet. A fila para entrar, porém...).

Como chegar à Abadia de Westminster
O endereço é 20 Deans Yard (bem atrás do edifício do Parlamento) e a estação de metrô mais próxima é Westminster.

Abadia de Westminster, Londres
Fila para entrar na Abadia.
Mas não desanime, porque vale muito a pena
Horários de visita à Abadia de Westminster
No verão, das 9:30h às 18h. No inverno, fecha às 15:30h. 

Fotografias
É proibido fotografar o interior da Abadia de Westminster, exceto o claustro, onde as imagens são liberadas.

Há duas filas para comprar ingressos, uma para quem paga em dinheiro, outra para quem vai pagar no cartão. As placas não ficam muito visíveis para quem está no fim da fila, então, é bom perguntar. Mas o melhor mesmo é comprar ingresso pela internet, assim, você só pega a fila para entrar :)

Quanto custa o ingresso para a Abadia de Westminster
➡️ £18

Placa comemorativa à viagem de circum-navegação  do Almirante Cook, no claustro da Abadia de  Westminster
Placa comemorativa à viagem de circum-navegação
 do Almirante Cook, no claustro de Westminster

Torre de Londres

Torre de Londres
A Torre de Londres é daqueles lugares que merecem um rufar de tambores e toques de clarim antes de serem introduzidas em qualquer conversa.

A construção dessa velha fortaleza foi iniciada pelos normandos logo após a conquista de 1066. Ela é tão cheia de histórias que a gente poderia passar alguns meses (anos?) percorrendo seus pátios, torres, muralhas e salões ouvindo as narrativas de fatos quase mitológicos ocorridos à sombra daquelas pedras.

A visita à Torre de Londres um programaço. Se você conhecer algumas das histórias desenroladas entre suas muralhas, o passeio fica ainda mais empolgante.

O "Portão dos Traidores, na Torre de Londres, e um Beefeater, membro da guarda da torre
O "Portão dos Traidores": por aqui entravam os prisioneiros, trazidos de barco pelo Tâmisa. À direita, um compenetradíssimo Beefeater, integrante do corpo da guarda da Torre
Pra começar, não há uma torre, mas um conjunto impressionante de edificações fortificadas que, juntas, são quase sinônimo da Inglaterra. 

Na Torre de Londres, monarcas ditaram ordens, decidiram guerras e amargaram a prisão (como Elizabeth I, antes de ser coroada), assassinatos horripilantes foram perpetrados (como o dos filhos de Eduardo IV, mortos pelo tio Ricardo III, episódio narrado em um dos textos mais espetaculares de Shakespeare), poderosos foram executados (Ana Bolena). 

É como se a gente estivesse assistindo a uma interminável Sessão da Tarde, com intrigas, amores e aventuras para preencher algumas encarnações.

Torre de Londres
A Torre vista "por trás" (na direção oposta ao Tâmisa)

Pátio onde Ana Bolena foi decapitada na Torre de Londres
Neste pátio, hoje cercado de residências de membros
 da guarda, Ana Bolena foi executada, em 1536
Tudo na Torre de Londres é superlativo, inclusive as filas para entrar e as multidões que se acotovelam lá dentro. 

Nada disso tira o prazer de caminhar por esse cenário histórico que permanece vivo. A Torre de Londres ainda é oficialmente uma residência real, guardada pelos Beefeaters em seus pomposos trajes do Século 16 (todos esses guardas são oficiais reformados das Forças Armadas Britânicas). 

Meu pedaço favorito é a bela Torre Branca, construída pelos normandos, com sua escadaria de madeira pronta para ser destruída, deixando de fora os invasores. 

A ideia era abrigar reis, corte e soldados no interior da torre e queimar a escada, já que a entrada da Torre Branca fica vários metros acima do chão.

Torre Branca, na Torre de Londres
A Torre Branca, uma das construções mais antigas do conjunto
A maior fila que você vai encontrar na Torre de Londres é para entrar na exposição das joias da Coroa Britânica.

A coleção de joias é um impressionante conjunto de coroas, armas, cetros e outros objetos cerimoniais que expressam o poder do velho império. 

Na maior parte da mostra, os visitantes deslizam por uma esteira rolante que passa diante das vitrines apinhadas de ouro e pedras preciosas. 

Dormitório e capela nos aposentos do rei Eduardo IV na Torre de Londres
O dormitório e a capela nos aposentos de Eduardo IV, reconstruídos no sítio original, na Torre Saint Thomas
Como chegar à Torre de Londres
A Torre de Londres fica na margem Norte do Tâmisa, em frente à Tower Bridge. A estação de metrô mais próxima é Tower Hill. 

Horários de visita à Torre de Londres
De março a outubro, das 9h às 17:30 (aos domingos e segundas, abre às 10h). No inverno, fecha às 16:30.

Fotografias
As fotos são permitidas em todos os espaços da Torre de Londres, exceto na exposição das joias da Coroa Britânica.

Quanto custa o ingresso para a Torre de Londres
➡️ £22. Se você comprar pela internet, ganha £1,10 de desconto.

A Tower Bridge vista da Torre de Londres
Tower Bridge e o Tâmisa vistos da Torre

O Big Ben visto do London Eye
Bem na hora que a gente embarcou na gaiolinha, despencou um toró
London Eye
Até essa última visita a Londres, confesso que eu tinha preguiça de "passear" no London Eye — eu fui uma criancinha esquisita, que morria de tédio no circo, chorava no zoológico e jamais conseguiu entender a lógica de ficar dando voltas em carrosséis e rodas-gigantes, sem sair do lugar 😊.

Mas a ideia de olhar a cidade a 135 metros do chão sempre foi bem tentadora. O problema era a fila para pegar a roda gigante mais famosa do planeta — o preço dos ingressos skip the line, que dão prioridade de acesso ao London Eye é simplesmente obsceno.  

A Roda do Milênio em um dia de sol
Desta vez, porém, a Roda do Milênio foi a minha primeira parada em Londres. 

Mesmo olhando de baixo, eu sempre tive certeza que dar uma volta em uma daquelas gaiolas de vidro do London Eye é daquelas coisas que a gente tem que fazer pelo menos uma vez na vida. 

London Eye
A cidade a 135 metros do chão
Achei bem legal o "passeio" de roda gigante. Dá pra ver mais de meia Londres lá do alto. Pena foi a chuva espírito de porco que resolveu cair bem na hora do nosso embarque. 

O resultado é que o London Eye é um programa que agora eu vou precisar repetir. Pelo menos uma vez na vida 😁.

London Eye
A "gaiolinha" de ar futurista é confortável,
ninguém precisa se acotovelar para ver a paisagem
Como chegar ao London Eye
A Roda do Milênio fica nos Jubilee Gardens, na margem sul do Tâmisa, quase em frente ao Parlamento e ao Big Ben (do outro lado do rio). 

A estação de metrô mais próxima do London Eyes é Waterloo, mas também dá para chegar pelas estações de Westminster (e atravessar a Westminster Bridge) ou Embarkment (e cruzar o rio pela Hungerford Bridge). 

London Eye

Horários do London Eye
Das 10h às 20:30h, no inverno. De maio a agosto, às 21:30h e, nas sextas-feiras, até às 23:30h. 

Quanto custa o ingresso para o London Eye
Os preços das entradas para o London Eye variam, já que alguns bilhetes podem ser usados até por uma semana, com direito a entrar sem pegar fila. 

➡️ O ingresso básico, o mais barato, custa £20,95 (£18,85 se for comprado online).

Fotografias
Liberadíssimas 
London Eye



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6 comentários:

  1. Eu não queria gastar o dinheirão que eles cobram pra ir na London Eye, mas fui justamente porque é uma das coisas que a gente não pode deixar de fazer na vida, né? Valeu a pena ver a cidade lá de cima!

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  2. A torre de Londres é minha preferida apesar de todos nessas lista serem fenomenais! Só me falta ir no Museu Britânico. Toda as vezes que saio de lá faço uma lista gigante do que quero ver quando voltar. Londres é infinito <3

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    Respostas
    1. Minha dúvida, Thaís, é de quantas encarnações a gente precisa pra dar conta de Londres. Eu queria uma 12 -- pra passar todinhas lá :)

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    2. Moro aqui e posso dizer que com certeza, uma vida é pouco. Cada vez que saio para ver algo novo, tem algo acontecendo que me prende a atenção e que sempre vale a pena ver... sempre tem algo acontecendo em Londres é o que mais ouço. Cynthia sou sua seguidora há tempos, adoraria te encontrar quando voltar por aqui.

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    3. Claro, Cristina, vai ser um prazer! E tomara que possa ser logo :) Bjo

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