13 de agosto de 2017

5 museus bacanas em Buenos Aires - e os passeios que combinam com eles

Cinco museus para ver em Buenos Aires

Atualizado em junho de 2018

Entre as muitas coisas legais que tem pra ver e fazer em Buenos Aires estão cinco museus que eu curto e recomendo pra todo mundo. Tem a maravilhosa coleção de arte moderna latino-americana do Malba e o acervo variado e "clássico" do Museu Nacional de Belas Artes. 

Tem as vanguardas do Museu de Arte Moderna e o rico painel artístico do Museu Fortabat. E tem, claro, as memórias do maior intérprete de tangos do planeta no Museu Casa de Carlos Gardel, lembrança de quem cantou a alma portenha como ninguém.

Localizados nos bairros da Recoleta, Palermo, San Telmo, Puerto Madero e Abasto, os cinco museus têm acesso fácil (fora o Malba, todos são alcançáveis com o metrô) e estão próximos a outras atrações e combinam facilmente com outros passeios (que eu indico aqui no post).

No final do post tem um mapinha com todos os endereços desta viagem a Buenos Aires (passeios, restaurantes, shoppings, cafés, livrarias, museus...)


⭐Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires (Malba)
Avenida Figueroa Alcorta 3415, Palermo
De quinta a segunda, das 12h às 20h. Quartas, até 21h. Fechado às terças-feiras.
Entrada: 120 pesos. Às quartas, 60 pesos.
Malba


Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires - Malba

Em nenhum outro museu do mundo você vai encontrar uma coleção que expresse de maneira tão completa a arte latino-americana do Século 20.

O acervo do Malba é um painel riquíssimo do que foi produzido na nossa região em uma época especialmente ousada, criativa e efervescente nas artes visuais aqui nas nossas paragens.

Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires - Malba
A arquitetura do Malba é bem bacana e uma imensa parede envidraçada integra o interior do museu ao verde do jardim que fica ao lado

O Abaporu no Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires - Malba
O Abaporu, de Tarsila, a obra mais importante da coleção
Foi no século passado que os artistas da América-Latina sacudiram o verniz eurocêntrico das academias e buscaram uma estética que falasse de verdade sobre quem somos. Basta lembrar dos modernistas brasileiros e mexicanos para entender do que estou falando.

Sou fã incondicional desse museu que me permite mergulhar nessa busca genial pelas identidades dos nossos países, em movimentos como o Neocriollo argentino, a Antropofagia dos modernistas brasileiros, o Universalismo Construtivo uruguaio e o Muralismo mexicano.

Obras de Xul Solar e de Emilio Pettoruti no Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires - Malba
Argentinos: Fitas (1924), de Xul Solar, e Vallombrosa (1916), de Emilio Pettoruti

Obras de Joaquín Torres-Garcia no Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires - Malba
Rua de Nova York (1920) e Construtivo com Rua e Peixe Grande (1945), do uruguaio Joaquín Torres-García

Obra de Claudio Tozzi e de Héctor Poleo no Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires - Malba
Che Morto (1967), do brasileiro Claudio Tozzi, e Três Figuras em Marcha (1943), do venezuelano Héctor Poleo
Para nós, brasileiros, o Malba é a casa do Abaporu, o quadro-emblema de Tarsila do Amaral que deixamos escapar das nossas fronteiras e acabou comprado pelo milionário Eduardo Constantini, dono da coleção exposta no museu.

Obras de Frida Kahlo, Diego Rivera e Miguel Covarrubias no Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires - Malba
Os mexicanos Diego Rivera (Retrato de Ramón Gómez de la Serna, de 1915), Frida Kahlo (Autorretrato com Macaco e Papagaio, de1942) e Miguel Covarrubias (Mulher de Tehuantepec, de 1945)

"Manifestação", obra de Antonio Berni no Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires - Malba
Manifestação (1934), do argentino Antonio Berni
A tela é realmente espetacular, a estrela incontestável do acervo. Mas, assim como o Louvre não é a Mona Lisa, o Malba vai muito além do Abaporu.

Tem PortinariDi Cavalcanti, Hélio Oiticica, tem os mexicanos Diego Rivera e Frida Kahlo, o uruguaio (meu amor!) Joaquín Torres-García, os argentinos Antonio Berni e Emilio Pettoruti... Uma festa.

E prepare-se para encontrar ótimas mostras temporárias, também. Nesta recente visita ao Malba, fui premiada por uma exposição espetacular da fotógrafa americana Diane Arbus.

Exposição de Diane Arbus no Malba
Exposição de Diane Arbus no Malba, em julho/2017
➡️ O Malba combina com:
O Malba está a 750 metros do Jardim Japonês e dos Bosques de Palermo. Se fizer a visita em um sábado, estique até a feirinha de design e artesanato da Plaza Serrano, que está a pouco mais de 3 km. Veja aqui: Palermo, o bairro com cheiro de maçã

Museu Nacional de Belas Artes, Buenos Aires, Argentina
Os clássicos europeus estão bem representados no MNBA, mas o grande encanto do museu é descobrir os argentinos
⭐ Museu de Nacional de Belas Artes
Avenida del Libertador 1473, Recoleta 
Metrô Las Heras (Linha H) a 650 metros
De terça a sexta, das 11h às 20h. Sábados e domingos, das 10h às 20. Fechado às segundas. Entrada gratuita.
MNBA

Você não tem desculpas pra deixar o Museu Nacional de Belas Artes fora de seu roteiro em Buenos Aires.

Gauguin e Portinari no Museu Nacional de Belas Artes, Buenos Aires, Argentina
A figura feminina no MNBA: A Mulher do Mar (1892), de Paul Gauguin e A Mulher que Chora, de Cândido Portinari
Primeiro, porque ele fica praticamente ao lado do miolinho de agito da Recoleta. Da entrada do Cemitério até lá, a caminhada é de apenas 400 metros.

Segundo, porque o MNBA tem entrada gratuita e zero de fila. Terceiro e mais importante: este museu tem um dos acervos de artes plásticas mais importantes da América latina.

Mulher Deitada, de Pablo Picasso (1931), no Museu Nacional de Belas Artes, Buenos Aires, Argentina
Mulher Deitada, de Pablo Picasso (1931)
O Museu Nacional de Belas Artes foi fundado em 1895 e, nos seus primeiros tempos, funcionou no edifício que hoje todo mundo conhece como Galerías Pacífico, a mais popular das mecas de consumo dos brasileiros que passam por Buenos Aires.

Na década de 30, o museu foi transferido para a antiga Casa de Bombas, parte do sistema de abastecimento de água da cidade, onde está até hoje.

El Greco e Rodin no Museu Nacional de Belas Artes, Buenos Aires, Argentina
El Greco: Jesus no Monte das Oliveiras, e Rodin, modelo em gesso para O Beijo
O acervo do MNBA é gigantesco. São mais de 12 mil peças e, claro, nem tudo está em exposição.

Nesta visita, por exemplo, senti falta das marinas de Courbet, telas que mostram um mar furioso e desafiador bem ao gosto do romantismo do pintor.

Mas não dá pra reclamar do que vi por lá: tem El Greco, Renoir, Picasso, Chagal, Rodin...

Museu Nacional de Belas Artes, Buenos Aires, Argentina
Peça de altar em terracota esmaltada, típica da Toscana, e Anjo com a Cabeça de São João Batista, do Século 17
Como um bom museu fundado no Século 19, é claro que a coleção do MNBA tem um sotaque evidentemente europeu.

A presença de mestres consagrados, da Renascença ao Impressionismo, é uma das características da casa.

A Ninfa Surpresa (1861), de Manet, Museu Nacional de Belas Artes, Buenos Aires, Argentina
A Ninfa Surpresa (1861), de Manet
A obra mais famosa e mais divulgada do museu, por exemplo, é A Ninfa Surpresa, de Édouard Manet. Também é significativa a presença da tapeçaria e objetos decorativos trazidos do Velho Continente.

O melhor do MNBA, porém, é o vasto painel das artes visuais argentinas que se encontra por lá. A pintura argentina não é muito conhecida no Brasil, mas tem um belíssimo currículo.

Obras de Antonio Berni no Museu Nacional de Belas Artes, Buenos Aires, Argentina
Antonio Berni: Madalena (1980) e Primeiros Passos (1936)
Museu Nacional de Belas Artes, Buenos Aires, Argentina
Rosanna (1929), do italiano Felice Casorati, e La Hamaca ("A Cadeira de Balanço", 1932), do argentino Raul Soldi
Numa trajetória paralela à nossa, mas tão singular quanto, é possível acompanhar a caminhada artística dos hermanos desde a arte pré-colombiana, passando pela ênfase nos temas sacros da pintura colonial, período marcado pela busca de uma estética “sincrética” que incorporasse elementos das culturas nativas (coisa que não tivemos no Brasil).

Retrato de Homem (1925), de Julio Castellanos, no Museu Nacional de Belas Artes, Buenos Aires, Argentina
Retrato de Homem (1925), do mexicano Julio Castellanos
O Século 19 da arte argentina tem forte presença da “pintura cívica”, no período pós-independência, até explodir na ousadia do modernismo de Antonio Berni (cada dia mais fã desse cara), Emilio Pettoruti, Xul Solar e muitos outros.

O MNBA é um programão que você pode degustar em um só fôlego ou aproveitar a entrada gratuita e fazer várias visitinhas.

Obras de Henrique Camino Brent e de Jesús Soto no Museu Nacional de Belas Artes de Buenos Aires
Praça Maior de Paucartambo (1937), do peruano Henrique Camino Brent, e Planos Virtuais (1965), do venezuelano Jesús Soto, um dos meus xodós entre os artistas latino-americanos 

➡️ O MNBA combina com:
O MNBA combina perfeitamente com a visita ao Cemitério da Recoleta, ao Centro Cultural Recoleta e com uma comprinhas no Buenos Aires Design (Av. Pueyrredón 2501), que está quase em frente.

A famosa Floralis Genérica, escultura em forma de flor que abre e fecha, a depender da hora do dia, está bem atrás do museu, ao lado da Faculdade de Direito.


 Coleção de Arte Amalia Lacroze de Fortabat,em Puerto Madero, Buenos Aires
O edifício do Museu Fortabat foi projetado pelo arquiteto Rafael Viñoli
⭐ Coleção de Arte Amalia Lacroze de Fortabat
Olga Cossettini 141, Puerto Madero 
Metrô Alem (Linha B) a 1,1 km
De terça a domingo, das 12h às 20h. Fechado às segundas. Entrada: 100 pesos.
Museu Fortabat

Taí outro museu que você precisa experimentar. Localizado em Puerto Madero — um lugar onde você certamente vai dar um passeio quando estiver em Buenos Aires.

Ele abriga a coleção particular que a multimilionária Amalia Lacroze de Fortabat reuniu em seus 91 anos de vida.

O Museu Fortabat está instalado em um edifício bacanão, projetado pelo arquiteto uruguaio Rafael Viñoli.

"Domingo na Chácara", de Antonio Berni, na Coleção de Arte Amalia Lacroze de Fortabat, Buenos Aires
Antonio Berni: Domingo na Chácara
A ênfase do acervo é a arte argentina. De todos os museus de Buenos Aires que já visitei, este foi o que me “educou” mais neste quesito.

Foi no Museu Fortabat que descobri todo um mundo de pintores interessantíssimos como os modernistas Roberto Aizeberg, Antonio Alice, Carlos Alonso e Antonio Berni e o célebre Prilidiano Pueyrredón, que no Século 19 retratou com paixão a Argentina criolla dos pampas.

"Retrato de Amalia Lacroze de Fortabat", de Andy Wahrol, e "Boleando Avestruzes, de Rugendas", na Coleção de Arte Amalia Lacroze de Fortabat, Buenos Aires
Retrato de Amalia Lacroze de Fortabat, de Andy Wahrol, e Boleando Avestruzes, de Rugendas
Para quem quer ver os famosos, também tem: Turner, Jan e Pieter Brueghel, Chagal, Miró e Salvador Dalí. O quadro mais famoso da coleção é o retrato de Amalia pintado por Andy Warhol.

Tem um post exclusivo sobre a Coleção Amalia Lacroze de Fortabat aqui na Fragata:
Buenos Aires - o Museu Fortabat

➡️ A Coleção Fortabat combina com:
A visita ao museu encaixa direitinho com um passeio por Puerto Madero. Dá para almoçar por lá antes, ou jantar depois, aproveitar o final de tarde caminhando à beira d'água e curtindo as demais atrações da área, como o Museu da Imigração e o Faena Arts Center.

Se você curte histórias do mar, vai gostar de visitar dois barcos museus ancorados em Puerto Madero, a Fragata Sarmiento e a Corveta Uruguay.
Veja aqui: Puerto Madero, o "outro país"


Museu de Arte Moderna de Buenos Aires, em San Telmo
O Museu de Arte Moderna de Buenos Aires, em San Telmo

⭐ Museu de Arte Moderna de Buenos Aires
Avenida San Juan 350, San Telmo. 
Metrô San Juan (Linha C) a 900 metros.
De terça a sexta, das 11h às 19h. Sábados e domingos, das 11h às 20h. Entrada: 30 pesos (grátis às terças).
MAMBA

Obras de Emilio Petorruti e de Oscar Bony no Museu de Arte Moderna de Buenos Aires
Meu Vaso de Flores (1944) de Emilio Petorruti e A Confissão de Pettoruti ou A Ordem Interrompida (1994), óleo e maçarico sobre tela, de Oscar Bony 
Se você curte novidades, este é o seu lugar. A principal missão do Museu de Arte Moderna de Buenos Aires é exatamente mostrar a produção de vanguarda argentina.

E esse é o motivo para que se veja em seu acervo muito mais arte contemporânea do que os modernistas que o nome da instituição sugere.

Museu de Arte Moderna de Buenos Aires
Jogo de vazios e espelhos em A Verificação Esquemática (1968), de Antonio Trotta 
O MAMBA fica em San Telmo, a uma curta caminhada da Praça Dorrego. Está instalado em uma antiga fábrica de cigarros inaugurada no comecinho do Século 20.

O contraste da fachada em tijolos e a arquitetura clean do interior do museu é bem interessante — adorei a escadaria de ferro que leva ao andar superior, que me pareceu a sugestão de uma coluna vertebral retorcida de dinossauro.

Escadaria do Museu de Arte Moderna de Buenos Aires
A escadaria do MAMBA
O Museu de Arte Moderna de Buenos Aires não é um museu para reconhecer obras e artistas consagrados.

Você até vai se deparar com trabalhos de Berni, Xul Solar e Pettoruti, por exemplo. Mas o barato de uma visita ao MAMBA é descobrir e explorar novas estéticas em pintura, escultura, gravura, instalações, fotografia, vídeo e artes gráficas. Eu achei bem instigante.

Museu de Arte Moderna de Buenos Aires


➡️ O MAMBA combina com:
San Telmo é um dos bairros mais interessantes (e o mais antigo) de Buenos Aires. É perfeito para quem gosta de garimpar brechós e sebos. É para quem gosta de restaurantes descolados, cafés e bares históricos.

Coloque na sua lista de visitas uma passada pelo Mercado de San Telmo, uma olhadinha nos antiquários concentrados na Calle Defensa e uma esticada ao Parque Lezama, jardim agradável onde está o Museu Histórico Nacional da Argentina e onde são organizadas feirinhas de artesanato.

E não esqueça de experimentar cafés e bares centenários, como o Dorrego, o Británico e o Hipopótamo e almoço tardio em um dos muitos restaurantes de San Telmo.

Para saber mais sobre o Parque Lezama e o Museu Histórico Nacional da Argentina, leia este post: Mi Buenos aires querido

Sobre os bares Británico, Dorrego e Hipopótamo, o post é este:
Buenos Aires: a memória boêmia dos cafés, bares e confeitarias "notáveis"


Museu Casa Carlos Gardel, Buenos Aires
Lembrança de Gardel na casa onde ele morou
⭐ Museu Casa Carlos Gardel
Jean Jaurés 735, Abasto. 
Metrô Carlos Gardel (Linha B) a 550 metros, ou Corrientes (linha H) a 500 metros.
Fechado às terças. Nos demais dias de semana, abre das 11h às 18h. Sábados e domingos, das 10h às 19h. Entrada: 30 pesos.
Museu Gardel

Museu Casa Carlos Gardel, Buenos Aires
Fotos, objetos pessoais e documentos integram o acervo do Museu Casa Carlos Gardel
Visitar esse museu é uma jornada sentimental, não só pelas memórias de Gardel, mas por uma Buenos Aires de outros tempos, quando o maior dos intérpretes de tango eletrizava multidões, provocava desmaios e arrebatamentos — quem disse que a beatlemania inventou alguma novidade?

O Museu Gardel está instalado no imóvel comprado pelo cantor em 1927, no mesmo bairro de Abasto onde ele perambulou na infância, fazendo pequenos serviços no mercado que funcionava ali (hoje convertido em um shopping center).

Gardel morou na casa simples com a mãe até sua morte, em 1933.

Museu Casa Carlos Gardel, Buenos Aires
Pequenas lembranças de Gardel em um acervo que ficou bem multimídia
Em 2003, a Prefeitura de Buenos Aires transformou a casa de Gardel o lugar em um pequeno museu, íntimo e tocante, destinado a preservar documentos, objetos pessoais e outras recordações do ídolo.

Estive no Museu Gardel pouco mais de um ano depois da inauguração. Naquela época, o mais encantador eram as senhorinhas que, 70 anos depois da morte do cantor, ainda zelavam pelas suas recordações, faziam sala para os visitantes e sabiam de cor a história de cada objeto.

Fileteado no bairro de Abasto, Buenos Aires
Memórias de Gardel e fachadas decoradas em fileteado: mais Buenos Aires, impossível
Nesta nova visita, encontrei o museu mais “profissional”, com o acervo mais organizado e bem multimídia — é possível ouvir as gravações de Gardel e assistir cinejornais com momentos importantes de sua vida, por exemplo.

Não precisa gostar de tango para curtir o Museu Gardel. Mas duvido que você saia de lá sem se encantar ao menos um pouquinho com essa música fantástica.

Fachadas decoradas com fileteado no bairro de Abasto, Buenos Aires
Fachadas decoradas com fileteado, em Abasto
➡️O Museu Gardel combina com:
Que tal umas comprinhas no Shopping Abasto? Ele está a 350 metros do museu e de cara para a estação de metrô Carlos Gardel, por onde você, provavelmente, chegará e sairá do bairro.

Uma visita ao Museu Gardel era sempre muito bem complementada com um passeio pelas redondezas para admirar as fachadas decoradas em fileteado. Essa técnica decorativa é tão portenha quanto o tango.

Placa em fileteado na Estação Carlos Gardel do metrô de Buenos Aires,
Estação Carlos Gardel do metrô

Pena que essa parte do passeio eu já não pude repetir satisfatoriamente, pois achei as fachadas muito maltratadas e o bairro de Abasto me passou a sensação de inseguro, mesmo no meio da tarde.

Nada que impedisse minha diversão, mas, quando você for, fique atenta.

Siga o mapa: todos os endereços desta viagem a Buenos Aires, com foto, links e dicas



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Comer&beber

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Um comentário:

  1. Oi, Cyntia. Tudo bem? :)

    Seu post foi selecionado para o #linkódromo, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Bóia – Natalie

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