sábado, 26 de agosto de 2017

O que fazer em Buenos Aires

O interior do Palácio Barolo, na Avenida de Mayo
Uma semana é a duração ideal de uma visita a Buenos Aires. Quem vai pela primeira vez, pode explorar com calma as diversas facetas de uma metrópole tão diversa em encantos e atrações. Quem está voltando — sem a urgência de bater o ponto nos pontos turísticos mais badalados — tem tempo de sobra para descobrir novas possibilidades.

Além de dicas específicas, este post também funciona como um índice, onde listei vários dos meus passeios favoritos na cidade (alguns ganharam posts exclusivos): o Teatro Colón, a apresentação do grupo teatral Fuerza Bruta, o Jardim Japonês, em Palermo, e os bairros de San Telmo, Palermo Soho e Recoleta.

Organizei os passeios em Buenos Aires agrupando as atrações por áreas geográficas. Assim, você pode adaptar o itinerário à quantidade de dias que vai passar na cidade e aos seus interesses — sejam eles mais chegados ao turismo mais convencional ou a uma agenda mais alternativa. Espero que ajude você a montar um roteiro bacana nessa cidade deliciosa 😊.

Para saber como chegar a cada uma das atrações, use o site OmniLíneas para definir seu itinerário.

Siga o mapa: todos os endereços desta viagem a Buenos Aires, com foto, links e dicas


O que fazer na Recoleta

Plaza Francia, na Recoleta 
Cemitério da Recoleta
Calle Junín nº 1760
Diariamente, das 8h às 18h.Entrada gratuita

Inaugurado em 1822 para acolher os jazigos das famílias mais ricas e poderosas do país, o cemitério acabou se tornando um verdadeiro compêndio da arte tumular, com capelas, mausoléus e esculturas nos diversos estilos que estiveram em voga nos últimos dois séculos. 

Por trás desta fachada neoclássica, há todos os estilos decorativos nos túmulos do Cemitério da Recoleta
Em frente ao portal em colunas, bem ao gosto da escola neoclássica, você pode topar com uma pequena fila para entrar, nos dias de maior movimento. Não se assuste, que a coisa não costuma demorar.

O túmulo mais famoso e mais disputado para fotografias é o de Evita Perón. Lá também estão sepultados ex-presidentes da República, como Raul Alfonsin, o Prêmio Nobel de Química Federico Leloir e a escritora Victoria Ocampo. 


Sempre tem alguma coisa interessante pra ver no Centro Cultural Recoleta
Centro Cultural Recoleta
Calle Junín nº 1930
De terça a sexta, das 13:30h às 22h. Sábados, domingos e feriados, das 11:30h às 22h. 
Cinema, artes plásticas, shows musicais, oficinas para crianças, dança e teatro. O acesso ao espaço é livre, mas é preciso pagar ingresso para ver os espetáculos. Para conferir a programação e os preços das entradas, consulte o site.

Fuerza Bruta: prepare-se para se mexer
Fuerza Bruta
O projeto Fuerza Bruta, argentino da gema, é um sucesso mundial — já fez algumas temporadas no Brasil e está sempre excursionando pelas principais cidades do planeta. Foi criado em 2003 e, desde então, tem pauta cativa em longas temporadas no Centro Cultural Recoleta.

O espetáculo é uma espécie de Cirque de Soleil ligado no 220, uma mistura frenética de música, luzes, acrobacias e efeitos especiais que ocupam todo o espaço de apresentação (mais um galpão do que uma sala teatral). A plateia não assiste, ela faz parte do show e participa como se estivesse em uma rave, de pé, meio dançando e se deslocando para lá e para cá para dar espaço às estruturas que entram e saem de cena. O resultado é empolgante.

Antes do espetáculo, tem "esquenta" no bar
A festa do Fuerza Bruta começa ainda no foyer da sala de espetáculo, onde um grande bar convida o público a comprar sua bebida, admitida dentro da sala de apresentação, e a música muito alta já vai esquentando o clima.

A temporada 2017 do Fuerza Bruta em Buenos Aires vai se encerrar dia 3 de setembro — o grupo vai excursionar por outros países no segundo semestre—mas retorna no ano que vem. Se seus planos de viagem coincidirem com as apresentações, é atração para colocar no topo do topo da lista.

Acompanhe a agenda: Fuerza Bruta


A igrejinha do Século 18 está na origem do bairro

Basílica de Nossa Senhora do Pilar
Calle Junín nº 1904
Diariamente, das 8h às 22h, com entrada gratuita. Os claustros podem ser vistos de segunda a sábado, das 10:30h às 18:10h, e aos domingos, das 14:30h às 18:10h


A Basílica do Pilar e o antigo convento dos Recoletos (hoje convertido no Centro Cultural) são o núcleo original da povoação do bairro e seu entorno mantém um certo ar de vila do interior. Construída no início do Século 18, a igrejinha conserva belíssimos altares barrocos, contrastando com a simplicidade de sua fachada. Preste atenção ao altar-mor, que incorpora elementos da estética dos povos andinos, como era costume na América Espanhola de então.

Os altares barrocos valem a visita
Não deixe de ver os Claustros Históricos, que conservam as feições originais do Século 18 e abrigam um pequeno museu de arte sacra. O acervo abarca os séculos 16 a 19 e é composto de peças em prata, telas, esculturas e mobiliário que pertenceram a igrejas e conventos argentinos desde o início da colonização espanhola. Das galerias do claustro se tem uma bela vista para o Cemitério da Recoleta.

Mais atrações na Recoleta
(Siga os links para mais detalhes)


Livraria El Ateneo Grand Splendid
Instalada em um antigo teatro e apontada seguidamente como uma das mais bonitas do mundo. Uma das atrações mais visitadas da cidade.

Van Gogh no MNBA, La Biela e Ateneo, três atrações da Recoleta que você não deve perder
Café La Biela
O favorito do grande campeão de automobilismo Juan Manoel Fangio e do escritor Jorge Luis Borges, o La Biela é o café mais antigo de Buenos Aires (fundado em 1850) e fica de cara para o miolo turístico da Recoleta. Nos dias mais quentes, escolha uma mesa ao ar livre, à sombra de árvores centenárias.

Museu Nacional de Belas Artes (MNBA)
A dois passos do centrinho da Recoleta, este museu tem uma das coleções mais importantes do nosso continente, reunindo desde peças pré-colombianas até a arte contemporânea. Dos grandes mestres da pintura europeia aos expoentes latino-americanos, o acervo do MNBA traça um painel consistente e sempre interessante em telas, esculturas, fotografias e objetos decorativos. A entrada é gratuita.

Hospedagem na Recoleta - minhas dicas e impressões


Grafites em Palermo Soho
O que fazer em Palermo

Bosques de Palermo
Rosedal – de terça a domingo, das 8h às 20h. Entrada gratuita
Jardim Botânico – diariamente, das 8h às 18h. Entrada gratuita


Qualquer estação do ano é boa para um passeio pelos Bosques de Palermo, a área verde mais famosa de Buenos Aires e onde você vai encontrar os portenhos se divertindo ao ar livre, nos finais de semana.

O pedacinho do parque que os turistas mais curtem é o Rosedal (“roseiral”), cercado por um lago (onde você pode alugar um barquinho a remo), adornado por um bonito pátio andaluz e lar de 12 mil rosas de diversas espécies, inaugurado em 1914. 

O Rosedal de Palermo. A foto é de Daniela Almeida, do blog D&D Mundo Afora. Obrigada pelo "empréstimo", Dani! 😊
Para ver as rosas em sua plena exuberância, a melhor época é do inverno até o mês de outubro. No romântico Jardim dos Poetas, o passeio é acompanhado por estátuas de escritores ilustres, como William Shakespeare, Alfonsina Storni, Dante Alighieri e Federico García Lorca.

Os Bosques de Palermo, porém, são muito mais que o Rosedal. São 25 hectares (250 mil metros quadrados) de jardins, áreas para piquenique, espaços para prática de esportes e equipamentos culturais, como o Planetário Galileu Galilei (atualmente em reformas), e o Jardim Botânico (na Avenida Santa Fé 3951, esquina com Las Heras), com mais de 10 mil espécies.

Jardim Japonês: um "centro cultural verde"
Jardim Japonês
Avenida Casares 2966
Diariamente, das 10h às 18h. Entrada: 95 pesos (R$ 17) — menores de 12 anos não pagam ingresso

Outro hit entre os passeios ao ar livre em Palermo, o Jardim Japonês é uma espécie de “centro cultural verde”, onde o visitante pode descobrir diversos aspectos das tradições do Japão.

As flores de cerejeira (sakura), um dos encantos do jardim

O espaço recria a milenar arte nipônica de construir jardins como espaços de relaxamento, reflexão e busca da harmonia interior. É lugar para caminhar sem pressa, ver as cerejeiras em flor e observar os patinhos nadando no lago atravessado por românticas pontes.

Em um canto do jardim está a réplica de uma autêntica casa de chá. No grande pavilhão, erguido na arquitetura típica japonesa, funciona um restaurante muito bem reputado (boa pedida para o almoço) e uma loja de artesanato. Funciona diariamente, das 10h às 18h e a entrada custa 95 pesos (R$ 17) — menores de 12 anos não pagam ingresso.

O colorido de Palermo Soho se renova: numa tarde de sábado, moradores montam um mosaico no muro de um casarão
Palermo Soho
Este não é um bairro de atrações — no sentido de ponto turístico. Aqui, a atração é o conjunto da obra, o astral descolado, meio nova-iorquino, quase chique, mas sempre num tom despojado. É o meu pedacinho preferido do Buenos Aires exatamente por isso: basta estar lá para encontrar algo interessante, sem precisar me concentrar em horários, filas e roteiros.

Casarões antigos ganharam uma bela repaginada para abrigar o comércio moderninho, com muitas butiques interessantes, lojas de grifes internacionais e espaços coletivos onde jovens estilistas expõem suas criações. Tem também bares animados e ótimos restaurantes (em todas as faixas de preço). Ao redor, ruas grafitadas e muita gente circulando a qualquer hora em busca de entretenimento. É isso que você vai encontrar por lá.

Palermo Soho tem seu Beco do Batman, a Calle Santa Rosa
O coração de Palermo Soho é a Plazoleta Julio Cortázar (que eu ainda tenho mania de chamar pelo nome antigo, Plaza Serrano, sem qualquer desfeita ao escritor de Histórias de Cronópios e Famas, que eu li aos 20 anos e amei—eu sou cronópios, tá?).

A praça fica no cruzamento das ruas Honduras e Jorge Luis Borges (que segue para o sul como Calle Serrano) e desse epicentro fervidíssimo o movimento de espalha.

A feirinha da Plaza Serrano, bom lugar para começar a descobrir o bairro
Um bairro perfeito para bater pernas sem pressa, ver vitrines, descobrir novidades e, principalmente, bebericar despreocupada ao ar livre, em uma mesinha dos muitos bares da área. De quarta a domingo, a Feira da Praça Serrano torna tudo ainda mais animado. 

Mais atrações em Palermo
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Malba - Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires
A melhor coleção de arte moderna latino-americana reúne obras-primas de grandes artistas de toda a região, como os mexicanos Diego Rivera e Frida Kahlo, os brasileiros Cândido Portinari e Tarsila do Amaral, o uruguaio Joaquín Torres-García, os argentinos Antonio Berni e Xul Solar... Uma festa para os olhos. Para nós, brasileiros, a visita ao Malba é a chance de ver a obra-síntese do nosso modernismo, o Abaporu.

O que fazer no Centro de Buenos Aires

O estupendo Teatro Colón
Teatro Colón
Cerrito 628
Visitas guiadas: diariamente, das 9h às 17h. Saídas a cada 15 minutos em grupos com no máximo 34 pessoas. Ingresso: 300 pesos (R$ 55).
Espetáculos: para ver a pauta e comprar ingressos antecipados, consulte a bilheteria online do Colón.


Eu sou apaixonada por teatros, especialmente pela safra de casas de ópera construídas nas grandes cidades do mundo durante a esfuziante Belle Époque — um tempo em que o hedonismo não era pecado e desfrutar da grande arte era quase um dever social.

O conforto, a beleza e a acústica chegam direitinho ao "poleiro"
O Teatro Colón de Buenos Aires é uma das maiores expressões dessa cultura em nosso continente, com sua beleza arrebatadora, acústica perfeita—listada entre as cinco melhores do mundo — e conforto que não descuida nem dos lugares mais baratos, lá no “poleiro” das galerias.

Inaugurado em 1908, o Colón é um ícone de uma Buenos Aires que se queria elegante, cosmopolita e arejada. Para confirmar isso, seu palco recebeu todas as grandes companhias de ópera europeias e os maiores nomes da dança, da música sinfônica e do canto lírico do planeta.

Uma noite inesquecível, dedicada a uma grande compositora latino-americana
O melhor jeito de conhecer o Teatro Colón é assistir a um espetáculo em sua magnífica sala, decorada em entalhes dourados e veludos carmim. Esse era um velho sonho meu, que desencantou nesta visita de julho/2017. Foi uma noite inesquecível.

Assisti ao concerto em homenagem aos 100 anos da compositora chilena Violeta Parra, uma récita especialíssima da orquestra do Colón e artistas populares. Até a presidenta do Chile, Michelle Bachelet, estava na plateia.

Detalhe da fachada do Colón
A pauta do Colón é movimentadíssima, com espetáculos de ópera, balé, concertos e peças teatrais o ano inteiro. Os preços variam muito, de acordo com o tipo de montagem e o setor do teatro.

Se não puder bancar um lugarzinho na fila do gargarejo, na plateia baixa, pode comprar ingresso para a Tertúlia Central (galeria), láááá no alto, que eu garanto que a visão do palco é muito boa. Foi lá que assisti à homenagem a Violeta Parra (pagando um terço do preço que estava sendo cobrado para os lugares mais “nobres”).


Caso coincida de não haver espetáculos em cartaz no Colón durante sua passagem por Buenos Aires, nem por isso você vai deixar de ver o lindo teatro por dentro. Basta fazer a visita guiada, realizada praticamente todos os dias do ano (exceto nos feriados de 1º de maio, 24, 25, 31 de dezembro e 1° de janeiro). O percurso leva cerca de uma hora e dá direito a conhecer os bastidores, salas de ensaio e outras dependências.

Dá para agendar e comprar ingresso online, mas não é essencial, pois as visitas são iniciadas a cada 15 minutos e, por maior que esteja a fila, a espera nunca será muito longa. Só fique de olho na pauta do teatro, pois quando há apresentações matutinas e vespertinas as visitas são suspensas no horário desses espetáculos.

Praça de Maio
Se você quiser saber como anda o humor político dos portenhos, basta das uma passada pela Praça de Maio, o lugar onde, desde os tempos da colônia, Buenos Aires expressa sua opiniões em grandes manifestações.

Em torno da praça estão os símbolos do poder religioso e secular. Lá estão a Catedral de Buenos Aires, a Casa Rosada (palácio do governo nacional, que você pode conhecer em uma visita guiada), a antiga sede de da Prefeitura de Buenos Aires e o velho Cabildo, também aberto à visitação, onde funcionava o governo colonial e epicentro da Revolução de 1810, primeiro movimento pela independência do país.

A Praça de Maio: a história passa por aqui
É também é na Praça de Maio que, ainda hoje, todas as quintas-feiras, se reúnem as mães dos desaparecidos na repressão política e as avós das crianças sequestradas pelos militares e dadas em adoção.

Essa busca incansável e o papel que essas mulheres exerceram na denúncia da ditadura argentina continuam comovendo o mundo, 41 anos depois que as primeiras madres se encontraram junto ao obelisco da praça, com as cabeças cobertas por lenços brancos.


Mais atrações no Centro de Buenos Aires
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O Palácio Barolo é um programão
Se você gosta de história e arquitetura, não pode deixar de dar um passeio pela Avenida de Mayo, o belo bulevar onde desfilou a Buenos Aires elegante europeizada da Belle Époque. As fachadas dos edifícios imponentes são um catálogo dos estilos decorativos em voga no final do Século 19 e início do Século 20 e a memória do burburinho social e da efervescência cultural e política daqueles tempos ainda persiste em cafés históricos como o Tortoni e o Los 36 Billares.

O ponto alto (sem trocadilho, tá?) do roteiro pela Avenida de Mayo é a visita guiada ao Palácio Barolo, inaugurado em 1926, com rebuscadíssima decoração e um farol/mirante a 100 metros de altura.

Fachada art nouveau em San Telmo
O que fazer em San Telmo

San Telmo foi o local da primeira povoação de Buenos Aires e, originalmente, a moradia de famílias abastadas, que legaram à vizinhança belos casarões — muitos deles ainda de pé.

Quando uma epidemia de febre amarela fez a elite portenha migrar do bairro para a Recoleta, no final do Século 19, foi substituída, em grande parte, pelas famílias dos trabalhadores do antigo porto de Buenos Aires, artistas e intelectuais. Vem daí a tradição boemia que San Telmo faz questão de preservar.

O Mercado de San Telmo resiste às moda, mas já tem um café gourmet bem concorrido
San Telmo também é bairro de imigrantes, como atestam as associações culturais instaladas no bairro. Uma delas é a Casal de Catalunya ("Casa da Catalunha") com uma fachada art nouveau de matar qualquer um de paixão e um restaurante onde jantei muito bem, há alguns anos. Também fica em San Telmo a Associación Casa de Galicia, cujo salão costuma abrigar animadas milongas.

É sempre um prazer passear por San Telmo. Se você curte antiquários, lojinhas descoladas, restaurantes e cafés interessantes, vai amar bater perna nesse pedacinho da cidade. Como em Palermo Soho, a graça maior do bairro é o todo, do astral à arquitetura. Mas atrações turísticas não faltam por lá.

O Café La Poesia e a fachada art nouveau da Casal de Catalunya
A começar pela famosa Feira de Antiguidades San Telmo, realizada todos os domingos e que faz o bairro ferver — e se você perder, pode se consolar fuçando os inúmeros antiquários do bairro, que funcionam de segunda a segunda e se concentram, principalmente, na Calle Defensa.

Sete cafés históricos, incluídos na lista oficial de Bares Notáveis da Prefeitura de Buenos Aires, ficam em San Telmo: o Dorrego, o Británico, o HipopótamoLa Poesia (esquina de Chile com Bolívar), o La Coruña (no Mercado), o Bar Sur (Estados Unidos 299), o Bar El Federal (Carlos Calvo 599).

A Catedral Ortodoxa Russa da Santíssima Trindade (esq) a Igreja Católica de Belém, primeira do bairro e sede da Paróquia de San Telmo
Na esquina da Carlos Calvo com Bolívar, vale dar uma parada no Mercado de San Telmo, inaugurado em 1897 com a clássica estrutura de ferro e vidro típica da época (e que sempre resulta encantadora). O mercado está precisando de reforma, mas resiste, altaneiro, às modinhas que transformam esses velhos pontos de abastecimento de bairro em lugares bonitinhos e assépticos.

Um café gourmet instalado no centro do mercado (bem bom, por sinal) está cercado pelas barracas de frutas, carnes, peixes e hortaliças e lojas de antiguidades e quinquilharias.

Milonga na Associación Casa de Galicia
Também estão em San Telmo algumas das casas de tango mais tradicionais da cidade, como El Viejo Almacén, e milongas (bailes de tango onde todo mundo dança) como a Maldita Milonga (Calle Perú 571) e a Nuevo Chiqué (na Associación Casa de Galicia, Avenida San José 224).

Para acompanhar a programação do tango em Buenos Aires e o calendário das milongas, dá uma passada no ótimo blog Aqui me Quedo, escrito pelo jornalista brasileira Giselle Teixeira, que vive há quase uma década na cidade e também tem dicas espertíssimas de passeios, atrações e restaurantes.

Parque Lezama
Outras atrações em San Telmo
(Clique nos links para mais detalhes)

Museu de Arte Moderna - MAMBA
Instalado em uma antiga fábrica de cigarros, o MAMBA é o espaço dedicado às vanguardas artísticas, bom lugar para descobrir novos olhares.

Parque Lezama e Museu Histórico Nacional da Argentina
O Parque Lezama seria o local da fundação primeira fundação de Buenos Aires, no Século 16, mas a povoação logo seria desalojada por ataques de indígenas. O lugar não tem uma história muito bonita: um mercado de escravos funcionou lá até o Século 18. No final do Século 19, foi convertido em chácara pela Família Lezama, ricos comerciantes de gado que trouxeram um paisagista europeu para remodelar o matagal.

O Museu Histórico Nacional da Argentina, no Parque Lezama
Foi aberto ao público em 1931 e é uma das áreas verdes mais simpáticas de Buenos Aires, muito graças às suas frondosas árvores centenárias—e ao astral de San Telmo, é claro 😊. No interior do parque Lezama, na antiga mansão dos Ezeiza, funciona o Museu Histórico Nacional da Argentina, dedicado especialmente à Revolução de Maio (de 1810, primeira proclamação da independência) e à Guerra de Independência (1810-1816).

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