12 de junho de 2024

6 Museus em Madri pra ir depois do Prado, do Reina Sofia e do Thyssen

Museu Sorolla em Madri
O Museu Sorolla é um caso irrecorrível de paixão instantânea. Tão maravilhoso quanto os blockbusters

A capital espanhola adora oferecer banquetes. Desde os propriamente ditos — ô, culinária sedutora — aos metafóricos. De História, de arquitetura, de letras... Os museus em Madri, então, são um banquete visual arrebatador e muito variado.

Quando a gente fala em museus em Madri, pensa logo na trinca composta pelo na trinca composta pelo Museu do Prado, Museu Reina Sofia e Museu Thyssen-Bornemisza. Esses blockbusters são realmente maravilhosos — e incontornáveis. Se Madri tivesse só eles, já estaria valendo a passagem aérea até lá. Mas  a cidade tem muito mais

"A Primavera" de Giuseppe Archimboldo na Real Academia de San Fernando em Madri
A Primavera, de Giuseppe Arcimboldo, é um dos quadros mais famosos do acervo da Real Academia de Belas Artes de São Fernando

O muito mais dos museus em Madri começa com a constatação de que a tal trinca é meio prima dos Três Mosqueteiros de Dumas, pois ela também tem quatro integrantes. O Museu Sorolla é o D'Artagnan da história. Ainda que não seja um museu grande ou badalado, ele é tão espetacular quanto os blockbusters.

E o mais prossegue com a robusta coleção da Real Academia de Belas Artes de San Fernando, uma das pinacotecas mais importantes da Espanha (um país que não brinca em serviço neste quesito) e com a deliciosa Casa Museu de Lope de Vega (o museu que eu mais adoro em Madri). 

Museu Naval de Madri
Quem tem um blog chamado A Fragata Surprise não podia ter demorado tanto pra ir conhecer o Museu Naval de Madri, né?

Também recomendo imensamente o Museu do Romantismo e o Museu de História de Madri, que são pequenininhos e muito próximos, o que garante um programinha delicioso antes da happy hour no bairro boêmio de Chueca, onde estão instalados. Pra completar minhas indicações de museus em Madri, experimente o belo Museu Naval — por motivos óbvios, eu me esbaldo com esse tipo de acervo. 

Meu conselho: vá ao Prado, ao Reina Sofia e ao Thyssen. Mas vá além. Pra facilitar a organização de seu roteiro pelos museus em Madri, tem um mapa no final do post. Veja o passo a passo para ir mais fundo no no banquete visual na capital espanhola:


6 Museus em Madri 


Museu Sorolla

Jardins do Museu Sorolla em Madri
Jardins do Museu Sorolla em Madri
No Museu Sorolla o encantamento começa no jardim de inspiração andaluza concebido pelo artista

🏠 Paseo General Martínez Campos nº 37, Chamberi. A estação de metrô mais próxima é Ruben Darío (Linha 5/ verde), a 350 metros. Mas as estações Iglesia (linha 1/ azul clara, a 550 metros) e Gr4egório Manañon (Linha 7/laranja e Linha 10/azul escuro, a 400 metros) também são muito convenientes.

🕒Horários: de terça a sábado, das 9:30h a às 20h. Domingos e feriados, das 10h às 15h. Fecha às segundas. Visitas gratuitas aos sábados, das 14h às 20h, e aos domingos, das 10 às 15h.

💲Ingresso: € 3

Museu Sorolla em Madri
O Banho do Cavalo, de 1909, (à direita) faz parte da famosa série de pinturas de praia que Sorolla realizou durante um período de férias na sua Valência natal
Museu Sorolla em Madri
Depois do Banho é um tema recorrente na obra de Sorolla
Museu Sorolla em Madri
Personagens de Lagrtera ou A Noiva Lagarterana faz parte de um grupo de pinturas realizadas por Sorolla entre 1912 e 1919 para a Hispanic Society of America de Nova York, onde o artista retrata gente das diversas regiões da Espanha. Lagartera é um vilarejo de Castela-La Mancha que hoje tem pouco mais do que 1500 habitantes

Joaquín Sorolla (1863-1923) é um gênio da luz. Basta olhar um de seus quadros pra o coração da gente se encher de calor — aquele calorzinho gostoso, com brisa de final de tarde. Sou encantada pelo cara, uma tremenda prova de que o território do que hoje chamamos Espanha é fertilíssimo em criar pintores inigualáveis.

Daí que eu não entendo por que demorei tanto pra visitar o Museu Sorolla, instalado na deliciosa casa onde ele viveu com a família a partir de 1911. Basta ver o jardim pra a gente reconhecer o olhar que criou uma obra tão luminosa e de bem com a vida.

Museu Sorolla em Madri
A Sesta (1912)
Museu Sorolla em Madri
A tela Mãe (à esquerda), de 1895, é uma das obras mais conhecidas do artista e celebra o nascimento de sua filha Elena
Museu Sorolla em Madri
A principal sala de exposição do museu está instalada no antigo ateliê de Sorolla

Afinal, foi o próprio Sorolla que idealizou o jardim de inspiração andaluza, assim como o solar de amplíssimas janelas, um lugar de aconchego familiar e de criação artística. 

Apontado como uma das casas de artista mais bem conservadas da Europa, o antigo lar da família Sorolla é um dos museus-casa mais lindos que eu já visitei. E olha que eu sou particularmente encantada com esse tipo de museu).

Leia mais: Museus-casa – a vida cotidiana de gente muito especial

Museu Sorolla em Madri
O Passeio à beira mar faz a gente sentir a brisa praiana
Museu Sorolla em Madri
No alto da foto, mais uma representação de Depois do Banho (esquerda) e A Hora do Banho (1909), mostrando a família do pintor na praia, em Valência. Muitas das obras expostas no museu têm esse clima de aconchego familiar
Museu Sorolla em Madri
O Retrato de Mabel-Rick (1920) foi pintado no jardim da casa de Sorolla. Mabel e o marido, o escritor Ramón Pérez de Ayala eram amigos do artista

O acervo do museu reúne 1294 obras de Joaquín Sorolla, entre pinturas e desenhos. Também mostra a faceta de Sorolla como colecionador, com quase 300 esculturas, móveis e objetos decorativos expostos nos espaços usados no dia a dia da família e no amplo estúdio do artista.

Você vai encontrar obras magistrais de Sorolla nos principais museus do planeta — no Metropolitan de Nova York, no Museu D’Orsay deParis e no Museu do Prado de Madri, por exemplo. Mas eu nada se compara a embeber completamente o olhar e a alma nas luzes de Sorolla no espaço onde ele vive, trabalhou e encheu o mundo de beleza.

Museu Sorolla em Madri
Museu Sorolla em Madri
O museu também exibe parte da coleção de esculturas reunida por Sorolla

Ainda que este post fale de museus para ir depois do Prado, do Reina Sofia e do Thyssen, não faça como eu, que adiei tanto a visita ao Museu Sorolla. Mesmo que você precise de mais um dia em seu roteiro em Madri, coloque essa lindeza no topo de sua lista. Afinal, os Três Mosqueteiros ficam muito mais interessantes com D'Artagnan.

Museu Naval de Madri

Museu Naval de Madri
Museu Naval de Madri

Museu Naval de Madri: a história da Espanha e sua indissociável relação com o mar


🏠 Paseo del Prado nº 3, Retiro. A Estação de Metrô Banco de España (Linha 2/vermelha) fica a 300 metros.

🕒 Horário: de terça a domingo das 10h às 19 horas. Fecha às segundas. No mês de agosto, funciona apenas até as 15 horas.

💲Ingresso: € 3.

Museu Naval de Madri
O antigo gabinete do comandante da Armada Espanhola reproduzia a cabine de um capitão de navio do Século 18
Museu Naval de Madri
Maquete em marfim de um "barco floral" chinês, embarcação chinesa usada para festas e lazer em geral 
Museu Naval de Madri
Reprodução de uma cama usada por oficiais nas embarcações. Ao fundo, figuras de proa de navios

Finalmente, consegui visitar o Museu Naval de Madri. Para alguém que gosta tanto de histórias do mar ao ponto de batizar seu blog de A Fragata Surprise, essa era uma lacuna imperdoável, ainda mais se a gente considerar que este é o mais importante museu sobre o tema em um país que entrou no mapa explorando os oceanos.

Minha expectativa, portanto, era grande. Posso dizer, entretanto, que no acervo e no roteiro museológico, o Museu Naval de Madri entrega direitinho o que promete.

Museu Naval de Madri
Sala dedicada à Marinha da República Espanhola

O acervo de mapas, pinturas, gravuras, instrumentos náuticos, figuras de proa de navios, maquetes de embarcações, armas, uniformes e bandeiras, disposto em ordem cronológica, nos conta a história da Espanha e sua indissociável relação com o mar, do Século 13 aos dias de hoje.

Afinal, foi navegando que a Espanha se tornou o “império onde o sol nunca se punha”, entre os séculos 15 e 18. O mar foi a avenida percorrida pela coroa espanhola para expandir seus domínios do território pedregoso da Península Ibérica aos luxuriantes trópicos das Américas, Ásia, África e Oceania.

Museu Naval de Madri
Museu Naval de Madri
Museu Naval de Madri
Protótipos de navios, modelos para embarcações que seriam construídas nos estaleiros para cruzar os oceanos

A primeira sala da exposição, com o tema “O mar na gênese da Espanha” já nos dá uma pista. O problema é que eu, cidadã nascida e criada no “Novo Mundo”, fiquei incomodada com o, digamos, excessivo ufanismo colonial no subtexto das exposições.

São as minhas contradições: sou absolutamente fascinada pela ousadia dos que se lançavam ao oceano furioso e desconhecido pra expandir a linha do horizonte, na mesma proporção em que sinto horror da intolerância, violência e prepotência da empresa colonial.

Museu Naval de Madri
Instrumentos cirúrgicos usados a bordo
Museu Naval de Madri
Museu Naval de Madri
O Museu Naval fica no Paseo del Prado, do ladinho da Praça das Cibeles

Se a gente olha com um mínimo de senso crítico, porém, a visita ao Museu Naval de Madri é um ótimo programa pra quem gosta do mar e de história. E pelas preciosidades que a gente vai ver cara a cara — como os despojos do Galeão San Diego, naufragado nas Filipinas em 1600, e o mapa de Juan de la Cosa, a mais antiga representação do continente americano, datada de 1500.

O Museu Naval de Madri começou a ser idealizado no final do Século 18, mas só foi inaugurado em 1843. Funciona desde 1932 em sua atual sede, o Quartel General da Armada (Marinha) Espanhola, ao qual está subordinado.


Gosta de histórias do mar? Experimente essas dicas:

Real Academia de Belas Artes de São Fernando

Susana e os Velhos, de Rubens, na Real Academia de Belas Artes de São Fernando em Madri
Mercedários, de Zurbarán, na Real Academia de Belas Artes de São Fernando em Madri
Dois mestres do Século 17: no alto, Susana e os Velhos, de Pieter Paul Rubens. Acima, os Monges Mercedários, de Zurbarán

🏠 Calle de Alcalá nº 13. As estações de metrô mais próximas são Sol (Linha 1/azul clara e Linha 3/amarela), a 450 metros,  e Sevilla (Linha 2/vermelha), que está a apenas 190 metros do museu.

🕒 Horário: de terça a domingo, das 10h às 15 horas. Fecha às segundas.

💲Ingresso: € 9.

"A Descida da Cruz" de Marten de Vos, na Real Academia de Belas Artes de São Fernando
A Descida da Cruz (Século 16), do pintor flamengo Marten de Vos
"São Jerônimo" de El Greco na Real Academia de Belas Artes de São Fernando
O São Jerônimo (1605), de El Greco...
"São Jerônimo" de Correggio na REal Academia de San Fernando em Madri
... e o São Jeronimo de Correggio, pintado cerca de um século antes

A Real Academia de Belas Artes de San Fernando foi criada no Século 18 para formar artistas — e também como uma espécie de “conselho estético” estabelecedor de cânones e regras.

Desde sua fundação, recebeu alunos notáveis, como Bartolomé Esteban Murillo (1617-1682), sevilhano que foi um dos grandes da pintura espanhola. E também professores, como Francisco de Goya (1746-1828).

"A Madalena", de Murillo na Real Academia de San Fernando em Madri
"A Ressureição" de Murillo na Real Academia de San Fernando em Madri
A Academia tem uma bela coleção de obras de Murillo, que foi aluno da casa. No alto, A Madalena (1650). Acima, A Ressureição (1660)
"Êxtase de São Francisco de Assis" de Murillo na Real Academia de San Fernando em Madri
"São Diego de Alcalá dando de comer aos pobres", de Murillo na Real Academia de San Fernando em Madri
Ainda Murillo, duas obras de 1646: acima, São Diego de Alcalá dando de comer aos pobres. No alto, o Êxtase de São Francisco de Assis (1646), com o Cristo Crucificado, pintado por Alonso Cano no mesmo ano

Não é de espantar, portanto, que a academia tenha reunido uma impressionante coleção de arte —uma das pinacotecas mais importantes da Espanha — que para nossa felicidade, está aberta ao público na sede histórica da instituição, na Calle de Alcalá, a dois passos da Porta do Sol.

O acervo abarca do maneirismo ao cubismo — “de Luís de Morales (1509-1586) a Juan Gris (1887-1927)”, como anuncia orgulhosamente a instituição — e é uma festa para os olhos. Tem El Greco, José de Ribera, VelázquezZurbarán e Murillo e Goya, por exemplo. A coleção de Goya é apontada como a mais importante fora do Museu do Prado. Entre os não espanhóis, você verá obras de Rubens e Van Dyck.

"Autorretrato" de Faraona Olivieri na Real Academia de San Fernando em Madri
Autorretrato de Faraona Olivieri (1759)

E tem mulher no museu: a academia conserva uma Madonna da pintora Francisca Meléndez (1770–1825), das poucas obras conservadas desta pioneira, e obras da retratista Faraona Olivieri (1716-1776). 

"Hércules e Ônfale" de Rubens na Real Academia de San Fernando em Madri
Hércules e Ônfale, obra atribuída a Rubens
"Visão do Beato Alonso Rodrigues", de Zurbarán, na Real Academia de San Fernando em Madri

Visão do Beato Alonso Rodrigues (1630), de Zurbarán

"Cabeça de São João Batista" de José de Ribera na Real Academia de San Fernando em Madri
Cabeça de São João Batista (1644), de José de Ribera

A Real Academia de Belas Artes de San Fernando também realiza exposições temporárias importantes. Um exemplo é a espetacular “O Despertar da Consciência”, dedicada a a Francisco de Goya, que estava em cartaz na minha passagem por Madri— que presente a cidade me deu.

Com ou sem mostras temporárias, a Real Academia de Belas Artes de San Fernando é um programão que vale a pena colocar no seu radar de museus em Madri.

Casa Museu de Lope de Vega

Casa Museu Lope de Vega em Madri
A visita à Casa Museu Lope de Vega é simplesmente apaixonante

🏠 Calle de Cervantes nº 11, Barrio de las Letras. A Estação de Metrô Antón Martín (Linha 1/azul clara) fica a 350 metros.

A Casa Museu Lope de Vega recebe apenas visitas guiadas em espanhol, francês e inglês, com duração de 45 minutos. É preciso agendar pelo e-mail casamuseolopedevega@madrid.org ou pelo telefone +34 914 29 92 16.

🕒Horários: de terça a domingo, das 10h às 18 horas (a última visita começa às 17h). Fecha às segundas-feiras.

💲 Entrada gratuita

Rua Lope de Vega em Madri
Rua Lope de Vega em Madri
Assim como Cervantes, Lope tem uma rua com seu nome no Barrio de las Letras de Madri

Como pode um museu pequenininho e modestíssimo em acervo ser tão bacana como a Casa Museu Lope de Vega? Quem responde são o teatro e a literatura: quando se tem um grande texto e um personagem fascinante, é difícil errar.

Porque a maior homenagem que se poderia fazer a Félix Lope de Vega (1562-1635) seria mesmo enredar a audiência — no caso, os visitantes do museu — numa trama bem contada sobre um protagonista fenomenal e perfeitamente contextualizada em sua época irrepetível.

A visita guiada à Casa Museu Lope de Vega é isso. Ela nos apresenta o cotidiano e as peripécias de um artista que foi  — foi em seu tempo e é até hoje — um dos grandes nomes das letras espanholas. (E só foi um dos em vez de O Cara entre seus contemporâneos porque disputava o posto com um certo Miguel de Cervantes). 

Lope escreveu muita poesia, romances e novelas. E o Teatro fez dele um Beatle de seu tempo — dos reis ao mais humilde súdito, a população de Madri amava as representações e lotava os corrales de comédia dos séculos 16 e 17.

Lembrança de Lope de Vega em uma rua de Madri
Lope de Vega era boêmio e mulherengo, mas acabou se ordenando sacerdote quando ficou viúvo — e continuou na boemia 

A visita guiada à modesta casa onde Lope viveu, uma antiga huerta (chácara) no que hoje é o Barrio de las Letras de Madri tem o poder de transportar a gente para as trepidante Madri do Século 17, a capital de um império onde o sol nunca se punha.

E nessa Madri tinha de tudo: intrigas palacianas, crises políticas, brutalidade, iniquidade, rivalidades literárias, ecos da violência colonial, romance, duelos à luz do luar, artistas geniais e, claro muita boemia.

Lope viveu tudo isso e a gente vive com ele, ao longo dos 45 minutos da excelente visita guiada em sua Casa Museu. Espadachim, polemista, namorador, farrista, provocador (ele e Cervantes viviam às turras), sacerdote, mestre... Tem de tudo no enredo do grande teatrólogo.

Túmulo de Lope de Vega em Madri
Lope foi sepultado na Igreja de São Sebastião, a 400 metros de sua casa, na capela pertencente a uma confraria da comunidade teatral

Em tantas visitas a Madri, jamais saí de uma atração com tanta certeza de ter visto a cidade — apesar de essa cidade não existir mais — do que após a visita à Casa Museu de Lope de Vega.

Não é permitido fotografar o interior da Casa de Lope. Mas, também, pra quê? O que importa é o roteiro, o personagem e a direção.

Saiba mais sobre a Casa Museu Lope de Vega, o Bairro das Letras e o Século de Ouro das artes espanholas: 

Madri: um passeio no Bairro de las Letras

Atrações gratuitas em Madri: roteiro pelo Século de Ouro

Museu da História de Madri

Museu da História de Madri
O Museu da História de Madri funciona num lindo edifício barroco no bairro de Chueca

🏠 Calle de Fuencarral nº 78, Chueca. A estação de metrô Tribunal (Linha 1/azul clara e Linha 10/azul escura) tem uma saída exatamente em frente ao museu.

🕒Horário: De terça a domingo, das 10h às 20 horas (no verão, encerra às 19h). Fechado às segundas-feiras.

💲 Entrada gratuita

Museu de História de Madri
Em A Porta de Alcalá vista das Cibeles, o pintor Ginés Andrés de Aguirre nos mostra um pouco da Madri de 1785. A obra pertence ao Museu do Prado, mas está exposta no Museu de História

Grátis, bonito, interessante e facinho de chegar: o Museu de História de Madri é uma atração muito bacana e merece a visita.

Ele fica exatamente em frente à Estação Tribunal do Metrô (que tem uma saída na própria calçada do museu), no interessantíssimo bairro de Chueca, onde eu tenho certeza que você vai dar uma passada para conferir o clima animado e os bons bares e restaurantes.

Museu de História de Madri
Foi o rei Filipe II quem oficializou Madri como capital da Espanha

Então, chegue um par de horas antes da happy hour e aproveite o Museu de História de Madri.

Ele está instalado num belíssimo edifício barroco que, originalmente, funciona como asilo, o Hospicio del Ave María y Santo Rey Don Fernando. O acervo do museu resgata a história de Madri, com ênfase no chamado “Século de Ouro (na verdade, quase 200 anos, entre os séculos 16 e 17).


Quadros, mobiliário, objetos decorativos e maquetes de construções já desaparecidas, como o Alcázar de Madri (primeiro palácio real) e o Mosteiro e Igreja de São Felipe, na Porta do Sol, oferecem um panorama da cidade ao longo da história. 

Museu do Romantismo

Museu do Romantismo em Madri
O Museu do Romantismo é muito legal

🏠 Calle de San Mateo nº 13, Chueca. A Estação Tribunal do metrô ((Linha 1/azul clara e Linha 10/azul escura) fica a 300 metros. A Estação Alonzo Martinez (Linhas 4/marrom, 5/verde e 10) está a 350 metros.

🕒Horários: De novembro a abril, o museu funciona de terça a sábado das de 9:30h às 18:30 e aos domingos e feriados das 10h às 15h. De maio a outubro, estica o encerramento para as 20:30h, de terça a sábado. Fecha às segundas o ano inteiro.

💲 Ingresso: € 3 (compra de entradas apenas na bilheteria, não há vendas online).

O Museu do Romantismo mostra a vida cotidiana doméstica e social das elites espanholas na primeira metade do Século 19 e oferece uma viagem muito interessante pelo período marcado por essa escola artística.

Museu do Romantismo de Madri
Se você gosta de artes decorativas e curte ver o modo de viver de outras épocas, vai adorar o Museu do Romantismo

O acervo de pinturas, esculturas, desenhos, mobiliário e fotografias levam o visitante pela mão de um jeito muito agradável.

O interior do Museu do Romantismo não pode ser fotografado, mas — acredite em mim — a visita é muito bonita. Nos meses mais quentes, vale a pena aproveitar as mesas de um café que ocupam um bonito jardim.

Saiba mais sobre o Museu de História de Madri e sobre o Museu do Romantismo:

Madri desencanada: Chueca e Malasaña

Mapa com 9 museus em Madri



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