9 de outubro de 2022

Roteiro na Argentina e no Chile: Buenos Aires, Mendoza, Santiago e Valparaíso

Valparaíso, Chile
Valparaíso é um dos grandes xodós da Fragata e não poderia ficar de fora desse roteiro na Argentina e no Chile 

Acabei de voltar de um roteiro na Argentina e no Chile, 20 dias de uma viagem bem gostosa e relaxada por esses velhos conhecidos que sempre guardam surpresas, mesmo para quem já se considera íntima da vizinhança.

Nesses 20 dias de passeios, reencontros e descobertas, dediquei sete dias inteiros à querida Buenos Aires, quatro dias à fofa Mendoza (que eu ainda não conhecia), cinco dias a Santiago e dois dias a Valparaíso, cidade que é um dos grandes xodós da Fragata.

Cordilheira dos Andes em Mendoza, Argentina
Os passeios à Alta Montanha que partem de Mendoza deixam a gente de cara para a beleza da Cordilheira dos Andes
 
De Buenos Aires, fiz um bate e volta a Tigre, cidadezinha na região metropolitana da capital famosa pelos passeios de barco pelo delta do Rio Tigre. Em Mendoza, adorei o passeio para ver os cumes nevados dos Andes e o famoso Aconcágua, a montanha mais alta do mundo fora da Ásia (6.961 metros).

O bom de reencontrar velhos conhecidos, como Buenos Aires e Santiago, é que a gente já não precisa “cumprir tarefas” e bater ponto em cartões postais. O roteiro fica muito mais aberto a novos olhares e a viagem flui sem ansiedades e obrigações.

"Manifestação", tela de Antonio Berni no Malba, Buenos Aires

É sempre muito gostoso visitar Buenos Aires sem obrigação com os cartões postais. Mas é claro que eu fui bater ponto no Malba para ver grandes artistas latino-americanos. Essa obra, que eu adoro, é Manifestação (1934), do sensacional argentino Antonio Berni

 
Esta foi minha 12ª viagem à Argentina e a quarta viagem ao Chile. Voltar a lugares que eu gosto é sempre um prazer e eu recomendo muito. Porque a gente repete um destino, mas não repete a viagem.

Encontrar novos ângulos de observação explorando um lugar já conhecido tem o mesmo prazer de descobrir um novo local.

Barrio Itália, Santiago do Chile
O Bairro Itália é um dos meus cantinhos favoritos em Santiago do Chile
 
Por conta dessa intimidade com os destinos, este roteiro deixou de fora muitas das atrações ditas obrigatórias, especialmente em Buenos Aires e Santiago do Chile — se você está indo pela primeira vez a essas cidades, recomendo dar uma olhada em posts mais antigos aqui do blog, que já estou tratando de atualizar (é só seguir os links).

Dito isso, convido você a passear comigo por dois países tão próximos, fáceis de explorar e acessíveis nos preços.

Diego Maradona em um grafite em San Telmo, Buenos Aires
O passeio por San Telmo, um clássico de Buenos Aires, também não poderia faltar


Roteiro na Argentina e no Chile – 20 dias

Como viajei à Argentina e ao Chile

Antes de comprar a passagem aérea para a Argentina e Chile, fiz diversas simulações, em vários sites de companhias aéreas e agregadores.

Ficou mais em conta adquirir a passagem nas Aerolíneas Argentinas, na modalidade múltiplos destinos, indo de Brasília para Buenos Aires e retornando de Santiago do Chile para Brasília. 

Comprar separadamente os trechos Buenos Aires-Mendoza (também nas Aerolíneas) e Mendoza-Santiago (na Latam) acabou sendo uma opção mais barata do que incluí-los no mesmo bilhete.

Casas coloridas de Valparaíso, Chile
O ônibus leva menos de 2h para cobrir a distância entre Santiago e a coloridíssima Valparaíso

Cheguei a pensar em viajar de Mendoza a Santiago de ônibus para ver a maravilhosa paisagem da Cordilheira dos Andes. Mas, francamente, não há paisagem que justifique passar10 horas sacolejando em um busão. Além do mais, o passeio à Alta Montanha que fiz, de Mendoza, já tinha me dado uma bela panorâmica das montanhas. 
 
O deslocamento de Santiago a Valparaíso foi feito de ônibus, uma viagem é curtinha de menos de 2 horas.

Museu Nacional de Artes Decorativas de Buenos Aires
Buenos Aires: finalmente, tive tempo de ir conhecer o Museu Nacional de Artes Decorativas, em Palermo Chico 

1ª etapa: 7 dias em Buenos Aires
A capital argentina ganhou a maior fatia de tempo desta viagem de 20 dias — e este é um aspecto do meu roteiro que você pode copiar sem medo de errar.

Das quatro cidades do roteiro na Argentina e no Chile, Buenos Aires é a cidade que eu mais visitei. Mesmo assim, fez sentido ficar mais tempo lá pela lista inesgotável de passeios e atividade que ela oferece. Uma semana em Buenos Aires (8 noites) é sempre uma conta redondinha, seja pra quem está indo pela primeira vez, seja pra quem está repetindo a visita.

Livraria El Atheneo Grand Splendid, Buenos Aires
O teatro que virou a livraria mais fotografada das Américas: El Atheneo Grand Splendid

Meu roteiro em Buenos Aires misturou clássicos e novidades (e tem tanta coisa que eu ainda não vi por lá que estou calculando mais umas quatro encarnações para curtir a cidade). 

Entre os clássicos, curti o sábado em Palermo Soho (com a Feira da Plaza Serrano bombando), domingo na Feira  San Telmo (com almoço no mercado do bairro) e passeios por Puerto Madero, Recoleta e Avenida de Mayo. Teve repeteco de visitas ao Malba e ao Museu Fortabat.

Espaço Piazzola na Centro Cultural Nestor Kirchner, Buenos Aires
O Centro Cultural Nestor Kirchner tem um espaço dedicado à música de Astor Piazzolla

Entre as estreias, recomendo o Museu Nacional de Artes Decorativas e o sensacional Museu de Arte Hispano-Americana e o espaço gastronômico do Mercat de Villa Crespo.  Também gostei muito do Museu da Imigração e do Centro Cultural Nestor Kirchner.

Palermo Soho, Buenos Aires
O descoladíssimo Palermo Soho ainda preserva uma arquitetura antiguinha e muito charmosa

Minha hospedagem em Buenos foi em Palermo Soho na pousada 06 Soho Suites, básica, mas muito simpática, instalada em um casarão na esquina das ruas Thames com José Cabrera (exatamente em cima do famoso restaurante La Cabrera). 


Vou fazer um post detalhadinho sobre ela, mas já adianto a diária foi de US$ 40, com café da manhã incluído, em um apartamento com banheiro e um adorável balcão debruçado para a vibração do bairro.

Veja essas dicas de Buenos Aires:


Pichação em apoio a Cristina Kirchner em Buenos Aires
O atentado à ex-presidente Cristina Kirchner esquentou a temperatura política, mas no dia que saí de Buenos Aires as coisas já estavam mais calmas

O clima político em Buenos Aires


Na véspera da minha chegada a Buenos Aires, um militante de extrema-direita tinha tentado assassinar a ex-presidente Cristina Kirchner e o assunto ocupava boa parte do noticiário e das conversas. Outro assunto era a inflação, que pode fechar 2022 na casa dos 100% anuais e corrói o poder de compra da população — o humor político dos portenhos, que já tem um teor de acidez bem acima da média, estava bastante acerbo.

(Sobre a inflação e o câmbio, vou falar em um post específico)

Quando estava organizando este roteiro na Argentina e no Chile, vi muita gente nos fóruns da internet com receio de viajar a Buenos Aires por causa da crise econômica e a possibilidade de isso desencadear protestos e violência. Posso responder que só fiquei sabendo da situação política local porque procurei saber. Em nenhum momento fui surpreendida por alguma agitação que ameaçasse minha segurança.

Crítica política em Buenos Aires
Com crise ou sem crise, o humor político dos argentinos tem sempre acidez acima da média

Eu já testemunhei turbulência política pra valer na Argentina. Estava em Buenos Aires em 2002, no auge dos protestos contra o curralito — o confisco dos depósitos bancários, na esteira do derretimento econômico herdado do governo Menem —, quando a convulsão era explícita e juntava centenas de milhares nos protestos. Ainda assim, pude fazer meu trabalho de reportagem sem que jamais me sentisse em risco (veja a reportagem aqui > O Verão de Buenos Aires). 

A Argentina não está nem perto daquele turbilhão de 20 anos atrás e um turista, que não tem necessidade de correr atrás de manifestações (que acontecem em locais pré-determinados e com hora marcada), não tem muito o que se preocupar. (Escrevi sobre isso aqui > Os viajantes, as crises e a vida real).

Viagem de Buenos Aires a Mendoza
Duas horinhas de voo separam Buenos Aires de Mendoza

2ª etapa: 4 dias em Mendoza  

Mendoza era o único destino deste roteiro que eu ainda não tinha visitado. Com 150 mil habitantes, a cidade é bem cuidada, muito arborizada e tem uma carinha pacata — nem parece que é o centro de uma região metropolitana com população de 1,2 milhão de pessoas.

Fazia tempo que eu queria colocar um novo destino argentino no meu mapa. Em um roteiro reunindo Buenos Aires e Santiago, Mendoza caiu como uma luva. A cidade está no caminho entre as duas, a 2 horas de voo da capital argentina e a 35 minutos da capital chilena.

Plaza Independencia, Mendoza, Argentina
Mendoza tem um ótimo elenco de praças muito verdes e agradáveis. Esta é a Plaza Independencia

Famosa pelos bons restaurantes e pelos vinhos — é a região vinícola mais badalada da Argentina e uma das principais da América do Sul — Mendoza me atraiu principalmente pela moldura que a Cordilheira dos Andes desenha em seu horizonte.

Aproveitei muito os belos parques de Mendoza, a beleza da paisagem das montanhas e alguns ótimos restaurantes. Quanto ao vinho, ah, eu me esbaldei, ainda que tenha decidido não visitar as vinícolas — ando cada vez mais avessa a beber durante o dia e fora das refeições, de modo que a ideia de rodar pelas bodegas provando a bebida me pareceu pouco atraente.

Cordón del Plata, trecho de montanhas nos arredores de Mendoza, Argentina
O Cordón de Plata, trecho de montanhas nos arredores de Mendoza

Minha hospedagem em Mendoza foi em um Airbnb, a Casa Camilo, no Centro da cidade, no meio do caminho entre a Plaza Independencia e o Parque General San Martín, uma acomodação muito básica: quarto simples, com banheiro compartilhado, em uma casa agradável e confortável de uma área residencial elegante e segura. A diária, sem café da manhã, ficou em torno dos US$ 40.

Veja as dicas práticas: 


3ª etapa: 2 dias em Santiago

Fazia 10 anos que eu não visitava Santiago e, geeente, como ela está diferente! Sabe aquela cidade toda organizadinha, lavada, passada e engomada? Esqueça.

A capital chinela foi o maior palco da grande mobilização política de massas que sacudiu o Chile, a partir de 2019, e as memórias do estallido social, como eles chamam, ainda marcam as feições da outrora certinha-e-quase-tediosa Santiago.

Estação Baquedano, Metrô de Santiago, Chile
Na Estação Baquedano do Metrô de Santiago, painéis fotográficos lembram as grandes manifestações de massa que sacudiram o Chile, a partir de 2019

O que mais chama a atenção são os grafites e pichações — arte, palavras de ordem e protesto — que se impregnaram à paisagem. Mas ainda se vê muitas cicatrizes da repressão aos manifestantes pelos carabineiros (força policial) que deixou 34 mortos e milhares de feridos, como vidraças quebradas, pontos de ônibus semidemolidos e muitos tapumes, especialmente em Providencia.

Ainda que essa cenografia desafine do Instagram, a sacudida política parece ter feito muito bem à cidade. Santiago me pareceu muito mais viva e, principalmente, muito mais diversa do em visitas anteriores.

Mirante do Sky Costanera, Santiago, Chile
O mirante Sky Costenera tem 360º de vista para Santiago. Difícil é pegar um dia sem névoa na cidade 😉

Nas minhas duas etapas em Santiago (antes e depois de Valparaíso), aproveitei muito a boa gastronomia de Santiago nos restaurantes de Lastarria e no Mercado Central

Fiquei muito impactada pelo excelente Museu da Memória e dos Direitos Humanos, adorei curtir a animação do Barrio Itália e de Lastarria e curtir uma tarde no Cerro Santa Lucia, que eu não visitava desde a minha primeira passagem por Santiago, há 20 anos. Também saldei uma dívida comigo, finalmente visitando o Museu nacional de Belas Artes. 

Museu Chileno de Arte Pré-Colombiana, Santiago do Chile
O Museu Chileno de Arte Pré-Colombiana é muito bacana

Enquanto os posts novos de Santiago estão sendo escritos, veja essas dicas:

Chile: como ir à vinícola Concha y Toro de transporte público
Lastarria, a Santiago da Belle Époque
Bairro Itália: onde Santiago é mais charmosa
Passeios em Santiago do Chile - roteiro para começar as descobertas
Roteiro em Santiago do Chile - amor à segunda vista

Nesta primeira parada em Santiago, fiquei dois dias (três noites), hospedada no ótimo Hotel NH Ciudad de Santiago, a 350 metros da Estação Salvador do metrô, em Providencia (diária de US$ 70, sem café da manhã). Esse hotel divide com a pousada de Valparaíso o título de melhor acomodação de todo o roteiro na Argentina e no Chile.

Museu de Belas Artes de Valparaíso, Palácio Baburizza
Antes de o feriadão das Festas Pátrias começar pra valer, deu tempo de visitar o Museu Municipal de Belas Artes de Valparaíso, instalado no célebre Palácio Baburizza

4ª etapa: 2 dias em Valparaíso  

Peço licença aos lindos Lagos Andinos pra declarar que Valparaíso é disparado o meu destino-xodó no Chile (a Ilha de Páscoa é hors concours). Fiquei doida por essa cidade portuária e suas casinhas coloridas penduradas nos morros desde o primeiro olhar, lá se vão mais de duas décadas.

É bem comum visitar Valparaíso em um bate e volta, partindo de Santiago — e foi assim que eu tinha estado na cidade, em duas viagens anteriores. Desta vez, porém, passar mais tempo em Valparaíso era um ponto inegociável no meu roteiro na Argentina e no Chile.

Pousada Val Paradou, Valparaíso, Chile
Só o terraço da pousada onde me hospedei em Valparaíso já teria valido a viagem

Programei duas noites na cidade, um sábado e um domingo, coincidindo com o início do feriadão das Fiestas Pátrias e me esbaldei por aquelas ladeiras desafiadoras, deixei minha alma voar em cada mirante mais escancarado que o outro e comi divinamente os frutos do mar que fazem a fama da gastronomia local.

Minha hospedagem em Valparaíso foi sensacional: a pousada Val Paradou, instalada em uma casa antiga do Cerro Alegre, já teria valido a viagem. O lugar é lindo, super bem restaurado e tem um terraço de sonho com vista para os morros e a Baía de Valparaíso. A diária em um apartamento confortável e aconchegante custou US$ 40, com um bom café da manhã incluído.

Veja dicas (e muitas fotos) de Valpo neste post de uma visita anterior:
Chile: um bate e volta a Valparaíso

Museu da Memória e dos Direitos Humanos de Santiago do Chile
Coloque o Museu da Memória e dos Direitos Humanos no topo de sua lista de visitas em Santiago do Chile

5ª etapa: mais 3 dias em Santiago 

Com mais três dias em Santiago, pude ir ticar uma longa lista de passeios que há muito tempo eu queria fazer na cidade. O mais importante foi a visita a La Chascona, a casa-museu de Pablo Neruda e Matilde Urrutia (vocês acreditam que esta fã de casas-museus nunca tinha estado em uma das casas do poeta?)

Também adorei rever o Centro Histórico da cidade e visitar o Museu Histórico Nacional, o Museu Chileno de Arte Pré-Colombiana, o Centro Cultural La Moneda e o Centro Cultural Gabriela Mistral.

Plaza de Armas de Santiago, Chile
Plaza de Armas de Santiago, coração do Centro Histórico

Neste retorno a Santiago, fiquei mais três dias (duas noites). Voltei a me hospedar em Providencia, no Tagle Hotel Boutique, a menos de 500 metros da Estação Manuel Montt do metrô. O apartamento era compacto, mas tinha um delicioso balcão com vista para a rua. Além disso, o atendimento do hotel era calorosíssimo e o excelente café da manhã estava incluído na diária (US$ 72).

Como é o feriadão das Festas Pátrias no Chile

Os chilenos levam muito a sério a comemoração de sua independência. As Fiestas Pátrias são celebradas com muita comida típica, bebida e dança nas chamadas fondas, que são como as festas de largo dos baianos (ou os arraiás juninos de outras partes do Nordeste).

Os feriados pra valer — os feriados irrenunciáveis, quando obrigatoriamente fecha praticamente tudo no país — são os dias 18 e 19 de setembro (o primeiro, a data da Independência, o segundo, o “Dia da Glória do Exército”).

Presidente do Chile Gabriel Boric abre a comemoração das Fiestas Pátrias
A tradição manda que o presidente do Chile dance a Cueca na abertura das celebrações das Fiestas Pátrias, inaugurando a Fonda do Parque O'Higgins. Na imagem clicada da TV, o presidente Gabriel Boric e a prefeita de Santiago fazem as honras da casa 

O clima de folga geral, porém, começa antes, com o comércio adotando horários mais curtos, restaurantes fechando mais cedo e por aí vai, no que os chilenos chamam de feriados renunciáveis — quando a obrigação de fechar os estabelecimentos é mais flexível.

Neste ano de 2002, a Fiestas Pátrias começaram a ser celebradas no dia 16 de setembro. Desde a quinta-feira, 15, já estava o maior clima de sábado em Santiago, com muita gente na rua, restaurantes lotados e grupos de dançarinos se esbaldando pela cidade, mas os museus, mercados e lojas ainda abriam.

Valparaíso, Chile
Nem um feriado irrenunciável interrompe o sobe-e-desce ladeiras em Valparaíso

No dia 18 (domingo), primeiro feriado irrenunciável, eu estava em Valparaíso e fui pouco afetada pelo fechamento geral das atrações. Afinal, a grande atração da cidade é ela mesma. Com os restaurantes, bares e cafés funcionando, meus passeios foram muito bem curtidos.

Na segunda-feira, 19 de setembro, regressei a Santiago e cheguei na hora do almoço. A capital parecia uma cidade-fantasma. Almocei no restaurante do hotel, que, pra minha sorte, estava aberto e aproveitei a tarde no mirante Sky Costanera (todo comércio do Shopping Costanera estava fechado e apenas quatro restaurantes e o mirante estavam funcionando).

Rua Lastarria, Santiago do Chile
A fervida Rua Lastarria ficou quietinha no feriado

A noite do dia 19 é que foi osso: jantei pizza de delivery no hotel, porque não tinha nada funcionando em Santiago. Como já estou acostumada a passar o dia 1º de Janeiro viajando (e a driblar o perrengue de estar tuuuudo fechado), sobrevivi sem sequelas e gostei de experimentar o clima das Fiestas Pátrias chilenas.

Mas, se essa fosse a minha primeira visita a Santiago, acho que um feriadão tão radical teria  complicado meus passeios na cidade. Leve isso em conta na hora de programar uma viagem ao Chile.


Roteiro na Argentina e no Chile

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2 comentários:

  1. Oi, Cyntia! Conheci seu blog em 2019 porque estava pesquisando sobre a Cidade do México. Acabei caindo aqui mais uma vez procurando algo bem aleatório, um post de 2013! Que bom ver seus relatos e ainda mais sobre cidades que gosto muito! Vou pro Chile em janeiro, então seus posts vão me ajudar muito novamente.

    Abraço!

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  2. Que bom saber que a Fragata tem ajudado suas viagens. Aproveite o Chile (e não deixe de ir à linda Valparaíso, meu xodó).

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