10 de setembro de 2014

Roteiro na Europa - 25 dias por Paris, Bruxelas, Londres, Liverpool e Dublin

Tem coisa melhor que uma viagem
 que começa e termina em Paris?
Aperte o cinto, porque vem muita novidade por aí. Estou voltando de férias, um roteiro na Europa de 25 dias, passando por Paris, BruxelasLondresLiverpool e Dublin.

De quebra, constatei que viajar pelo continente em agosto, quando a Europa inteira está de férias, não chega a ser um bicho de sete cabeças. 

Esta foi uma viagem de reencontros e descobertas que começou e terminou em Paris. Depois vieram Bruxelas (com bate e volta a Bruges), LondresLiverpool (as duas foram repeteco do ano passado, mas, ô, repeteco bacana!) e Dublin, de onde dei duas fugidinhas para ver a beleza impressionante de Carrick-a-Rede e do Giant’s Causeway, na Irlanda do Norte, e dos Cliffs of Moher.

Cenas de Paris: detalhe de uma fachada no Marais e a Place des Vosges. Abaixo, os cadeados dos namorados na Passarelle de Solférino e a Ponte Alexandre III 

Na verdade, o plano original era uma viagem à Irlanda, país que eu sonhava conhecer há muito tempo. No meio do planejamento, porém, a Fragata acabou ganhando mais um tripulante, meu sobrinho Bruno, de 19 anos, que ainda não conhecia a Europa, e eu resolvi ampliar os destinos. 

O resultado foi esse roteiro — que acabou ficando bem redondinho, na minha modesta opinião 😉.

➡️Roteiro de 25 dias na Europa
Paris - cinco noites
Bruxelas - chegando de trem (TGV) - quatro noites
Liverpool - chegando de trem - duas noites
Dublinchegando de avião (Ryanair) - seis noites
Bate e volta a Carrick-a-Rede e Giant's Cawseway, na Irlanda do Norte (com agência, cortesia da Viator)
Bate e volta aos Cliffs of Moher (de trem e ônibus, pacote da Irish Rail, a companhia de trens)
Paris - chegando de avião (AerLingus) - três noites. 

Veja o mapa do meu roteiro na Europa e os detalhes de cada etapa dessa viagem deliciosa:




➡️ Roteiro em Paris - 5 noites
Paris, é claro, dispensa apresentações. Dizer que a capital francesa é espetacular é um eufemismo dos mais tímidos.

Em um total de sete dias que passamos lá, eu pude rever a maioria dos meus lugares preferidos em Paris (a Place des Vosges, sempre, o Museu da Idade Média e o D'Orsay, o Jardin de Luxembourg...), visitar algumas atrações que ainda não tinha visto por dentro, como Les Invalides e o Arco do Triunfo e, claro, andar muito à toa pela cidade, que é o meu programa preferido por lá.

Para Bruno, que ainda não conhecia Paris, sei que os sete dias ainda deixaram um imenso gosto de quero mais, mas eu o consolava com dois argumentos: 1- nem sete encarnações seriam suficientes para esgotar uma cidade como aquela e 2- Quem tem 19 anos tem todas as chances de voltar muitas vezes a Paris (tanto que em 2016 ele voltou 😉).

Acho que esse conselho vale pra todo mundo que ainda não foi a Paris: dá para curtir bastante a cidade em uma semana. 

Claro que agosto não é a melhor época. Nem tanto pela debandada dos parisienses, que saem de férias, e do consequente fechamento de muitos restaurantes e outros estabelecimentos (os que ficam abertos dão conta, com folga). 

O problema mesmo são as filas quilométricas (e quilométricas, aqui, corre o risco de não ser um pleonasmo). Atrações como o Museu do Louvre, a Catedral de Notre Dame e a Torre Eiffel ficam simplesmente impraticáveis.

Todos os posts sobre Paris
Onde ficar, como circular e outras dicas práticas

Bruxelas: que maravilhosa surpresa! A arquitetura atrevida do Atommium, fachadas Art Noveau e a beleza acachapante da Grand Place
➡️ Roteiro em Bruxelas - a cidade é uma senhora surpresa!
Nossa segunda escala foi em Bruxelas, uma tremenda surpresa. De tanto atravessar a Bélgica de trem, em viagens anteriores, achei que estava na hora de dar uma paradinha lá, mas não tinha grandes expectativas. Imaginava encontrar uma cidade certinha, organizada e bonita, mas sem sal. Ai, como eu sou boba.... 

Bruxelas é tão, mas tão legal que acabei abrindo mão de dois bate e volta que tinha imaginado fazer (a Ghent e a Antuérpia) para curtir seus encantos. 

Bruxelas tem arquitetura encantadora — além de bater um bolão no gótico flamengo e no barroco, tem o maior conjunto arquitetônico Art Nouveau da Europa —, gastronomia de primeiríssima, museus deliciosos (como o dedicado à História em Quadrinhos e o Museu Magritte) e um astral bárbaro. 

Os quatro dias passados em Bruxelas (com um bate e volta a Bruges) deixaram uma imensa vontade de voltar. Quando você for, meu conselho: programe bem mais que uma passadinha.

Bruges, encanto medieval a uma hora de Bruxelas
Todos os posts sobre Bruxelas
Dicas práticas
Onde comer (muito bem!) na capital belga

Londres: o charme das fachadas de Kensignton Court

Veja como foi a viagem de trem
De Bruxelas a Londres no Eurostar

➡️ Roteiro em Londres - quatro noites 
Nossa terceira escala, Londres, é outra cidade que dispensa apresentações. Como eu tinha passado uma semana lá, no ano anterior, nem estava pensando em voltar tão rápido. Foi em homenagem a Bruno que ela entrou no roteiro. 

Claro que repeti um monte de passeios em Londres, mas também pintou muita novidade, como o prazer de assistir uma ópera no teatro ao ar livre do Regent's Park e de finalmente perder a preguiça com a fila e dar uma volta no London Eye

Um dos meus horizontes preferidos no mundo
Os posts de Londres 
Clássicos londrinos: 5 atrações para ver ao menos uma vez na vida
Os mercados de Portobello Road, Camden Town e Brick Lane
Abbey Road na trilha dos Beatles
Como é legal assistir a um musical
Onde comer
Dicas práticas

De Bruxelas a Londres no Eurostar
Adorável Greenwich, terra de histórias do mar
10 coisas que eu quero fazer (de novo e sempre!!) em Londres
The Globe Theater e a trilha de Shakespeare
Dica de hospedagem em Kensington
Um sábado perfeito em Londres

Liverpool: estou cada vez mais fã desse encontro da arquitetura contemporânea com a vitoriana da terra dos Beatles. 
Na foto, o Museu de Liverpool, no Waterfront, antiga área portuária da cidade 
➡️ Roteiro em Liverpool - yeah, yeah, yeah
Pensando bem, retornar a uma cidade pouco tempo depois de uma visita tem lá suas vantagens. A gente fica mais relaxada para buscar ângulos menos "obrigatórios" (coisa que não rolou em Paris, que eu conheço muito melhor, mas que tinha muito tempo que não visitava). 

Em Liverpool, por exemplo, eu pude descobrir a terra dos Beatles muito além da história dos quatro meninos que eu adoro. E repetir e ir mais fundo nos roteiros beatlemaníacos, sem o menor constrangimento.

Encontrei uma cidade jovem, vibrante, com atividades para todos os gostos, boas opções de restaurantes e museus interessantíssimos, como o Museu da Escravidão, um soco no estômago, mas visita essencial. 

Rio Mersey, o verdadeiro coração de Liverpool. À direita, a minha catedral, o Cavern Club, onde a memória dos Beatles bate mais forte 
Os posts de Liverpool 

E tem mais esses, da viagem do ano passado
Três programas obrigatórios para beatlemaníacos
Meu magical mistery tour
Hotel Adelphi, um mito da cidade

O Castelo de Dublin
➡️ Roteiro em Dublin - seis noites
Nossa última escala foi a Irlanda, que há muito tempo estava no topo da minha lista de desejos. Fizemos base em Dublin, uma cidade encantadora e tremendamente farrista.

Como a Irlanda é pequenininha, foi tranquilo fazer um bate e volta à Irlanda do Norte para ver a beleza escandalosa de Carrick-a-Rede (cenário de Game of Thrones, com seus penhascos e a famosa ponte de corda que liga o continente a uma ilhota usada pelos pescadores de salmão), e do Giant's Causeway, uma "calçada" assentada por uma explosão vulcânica que parece avançar rumo à Escócia. 

Uma das paisagens mais arrebatadoras que já vi: os Cliffs (penhascos) of Moher
Outro bate e volta fantástico nos levou aos Cliffs of Moher, na Costa Oeste da Irlanda, com direito à travessia da paisagem lunar do Burren e paradinhas rápidas em Limerick e Galway.

Os posts sobre Dublin 

Como foi o bate e volta à Irlanda do Norte para ver Carrick-a-Rede e o Giant's Causeway


Carrick-a-Rede, na Irlanda do Norte
Mas não pense que Dublin deva ser tratada apenas como uma base para explorar as belezas naturais da Ilha da Irlanda (quesão muitas). 

A capital irlandesa tem um rico patrimônio arquitetônico (com destaque para os quarteirões super bem preservados do período georgiano), museus bacanas, belos parques e o famoso Trinity College, universidade fundada no Século 16, que, sozinha, já valeria a visita a Dublin.

Enfim, foram 25 dias, cinco países, seis cidades, quase 7 mil fotos, páginas e mais páginas de anotações. Uma super viagem que pode inspirar sua próxima visita à Europa.

A Calçada do Gigante (Giant's Causeway), na Irlanda do Norte, atração mais visitada da ilha

Viagens anteriores
França
Carcassonne 
Paris
Rouen

Inglaterra - todas as dicas - post índice
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3 comentários:

  1. Tô curiosa pra saber o que você achou da Irlanda - moro em Dublin há um ano e meio e amo essa cidade e esse país verde e maravilhoso!

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    1. Bárbara, eu adorei a Irlanda!! Já saí daí com planos de voltar. Qdo eu for, vou querer uma dicas suas :)

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    2. Oi, Cyntia! Com certeza! Mas ó, tenho um blog onde conto sobre a vida aqui/passeios pela Irlanda, se quiser dar uma olhada! Valeu! www.barbarahernandes.com

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