quarta-feira, 5 de novembro de 2014

De Bruxelas a Londres no Eurostar

Atomium de Bruxelas e Parlamento, em Londres
Um percurso de duas horas de trem conecta essas duas imagens
(Atomium/Bruxelas e sede do Parlamento/Londres)
Sou fã de carteirinha dos trens europeus. Desde a minha primeira viagem ao continente, sem a menor familiaridade com os códigos e usos locais, achei super fácil, prático e confortável me locomover por lá usando a excelente malha ferroviária da Europa. Só não tinha experimentado ainda a travessia do Eurotúnel (talvez por nunca ter combinado Paris e Londres na mesma viagem...). A oportunidade surgiu agora, em agosto, no trajeto entre Bruxelas e a capital britânica e eu adorei a experiência.

O Eurostar é um pouquinho mais “solene” que os trens europeus comuns e os procedimentos pré-embarque lembram mais os dos aeroportos que os das estações ferroviárias. É preciso chegar à estação com um mínimo de meia hora de antecedência, há inspeção de bagagens no Raio X e é preciso passar pela imigração já na estação de partida. Nada que assuste: continua sendo muito mais descomplicado que se despencar para um aeroporto lá onde judas perdeu as botas.

O famoso tapete de flores da Grand Place, em Bruxelas, estava começando a ser armado, no dia que deixei a cidade rumo a Londres
O preço também não assusta, desde que você se organize direitinho para comprar a passagem com antecedência — por exemplo, pesquisando hoje para viajar amanhã (6/11/2014), as tarifas mais baratas são de € 180. Para fevereiro, no mesmo horário, a passagem pode ser encontrada para € 50. Com um pouquinho de planejamento, sai até mais barato que voar em uma low cost, considerando que nessas companhias você terá que pagar (e respeitar) uma franquia de bagagem (a coisa mais chata do mundo é ficar imaginando o quando a minha mala “engordou” durante uma viagem...) e que seu deslocamento entre hotéis e estações vai ficar muito mais simples e barato que ir até um aeroporto.

Caminhar às margens do Tâmisa é um dos prazeres de Londres
A viagem leva duas horas (uma tremenda economia de tempo, considerando os deslocamentos entre os cidades e o aeroportos). O trem é muito confortável, mesmo na classe Standard, com uma boa distância entre as poltronas. Há espaço para guardar a bagagem acima dos assentos (cabe uma mala pequena, daquelas "de cabine") e aquela clássica "estante" na extremidade dos vagões.

A travessia do Eurotunel leva cerca de 30 minutos (e é bem menos impactante do que a gente imagina).
E dizem que Londres é uma cidade cinza...
De Bruxelas, o Eurostar parte da Gare du Midi, a mesma do TGV que liga a capital belga a Paris. A estação é bastante central (fica a menos de dois quilômetros da Grand Place) e está interligada à rede de Metrô. Na chegada, é só procurar as placas que indicam a área de embarque do Eurostar. Lá, você fará uma espécie de “check in descomplicado”, apresentando o bilhete para a leitura do código de barras, passará as bagagens pelo scanner e será encaminhada para Imigração.

É importante estar com a passagem de saída da União Europeia na mão, assim como o seguro saúde, já que os oficiais da Imigração podem pedir para vê-los. No meu caso, não precisei mostrar nada além do passaporte, mas o oficial que me atendeu fez várias perguntas sobre o meu roteiro na Europa. Basta responder com tranquilidade e dá tudo certo.

A chegada é na Estação de Saint Pancrass, em Londres
A chegada a Londres é na Estação de Saint Pancrass, conectada à estação de Metrô de King's Cross- Saint Pancrass, que é entroncamento de seis linhas do Tube, o que facilita imensamente o deslocamento até o hotel. Caso opte pelo táxi, a localização central da estação garante que o preço da corrida não vai provocar a falência de ninguém (nós fomos de táxi de lá para Bayswater Road e pagamos cerca de £12.  

O bilhete do Eurostar pode ser comprado online (www.eurostar.com). Não esqueça de habilitar seu cartão de crédito para compras no exterior, antes de realizar a operação. Eu comprei o nossos bilhetes cerca de um mês antes da viagem, pela internet, e optei por receber os tíquetes por email, para imprimir em casa. É bem mais prático do que retirá-los na estação (neste caso, você recebe um código e inserir o mesmo cartão de crédito usado na compra em uma das máquinas automáticas).

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