quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Roteiro:
Paris, Bruxelas, Londres
e as belezas da Irlanda

Tem coisa melhor que uma viagem
 que começa e termina em Paris?
Aperte o cinto, porque vem muita novidade por aí. Depois de 25 dias de férias, estou iniciando hoje a nova série de posts da Fragata sobre a deliciosa jornada pela Europa, em agosto. 

Foi uma viagem de reencontros e descobertas, que começou e terminou em Paris, que eu não visitava desde 2006. Depois vieram Bruxelas (com bate e volta a Bruges), Londres, Liverpool (as duas foram repeteco do ano passado, mas, ô, repeteco bacana!) e Dublin, de onde dei duas fugidinhas para ver a beleza impressionante de Carrick-a-Rede e do Giant’s Causeway, na Irlanda do Norte, e dos Cliffs of Moher.

Cenas de Paris: detalhe de uma fachada no Marais e a Place des Vosges. Abaixo, os cadeados dos namorados na Passarelle de Solférino e a Ponte Alexandre III 

Na verdade, o plano original era uma viagem à Irlanda, país que eu sonhava conhecer há muito tempo. No meio do planejamento, porém, a Fragata acabou ganhando mais um tripulante, meu sobrinho Bruno, de 19 anos, que ainda não conhecia a Europa, e eu resolvi ampliar os destinos. 

Junte a isso o voo direto Brasília-Paris, que a Air France começou a operar no final de março, e o resultado foi esse roteiro — que acabou ficando bem redondinho, na minha modesta opinião :)

O roteiro desses 25 dias na Europa
. Paris - cinco noites
. Bruxelas - chegando de trem (TGV) - quatro noites
. Liverpool - chegando de trem - duas noites
. Dublinchegando de avião (Ryanair) - seis noites
. Bate e volta a Carrick-a-Rede e Giant's Cawseway, na Irlanda do Norte (com agência, cortesia da Viator)
. Bate e volta aos Cliffs of Moher (de trem e ônibus, pacote da Irish Rail, a companhia de trens)
. Paris - chegando de avião (AerLingus) - duas noites




Paris, é claro, dispensa apresentações. Dizer que a capital francesa é espetacular é um eufemismo dos mais tímidos. Em um total de sete dias que passamos lá, eu pude rever a maioria dos meus lugares preferidos (a Place des Vosges, sempre, o Museu da Idade Média e o D'Orsay, o Jardin de Luxembourg...), visitar algumas atrações que ainda não tinha visto por dentro, como Les Invalides e o Arco do Triunfo e, claro, andar muito à toa pela cidade, que é o meu programa preferido por lá. 

Para Bruno, que ainda não conhecia Paris, sei que ficou um imenso gosto de quero mais, mas eu o consolava com dois argumentos: 1- nem sete encarnações seriam suficientes para esgotar uma cidade como aquela e 2- Quem tem 19 anos tem todas as chances de voltar muitas vezes pra lá.

Acho que esse conselho vale pra todo mundo que ainda não foi a Paris: dá para curtir bastante a cidade em uma semana. Claro que agosto não é a melhor época. Nem tanto pela debandada dos parisienses, que saem de férias, e do consequente fechamento de muitos restaurantes e outros estabelecimentos (os que ficam abertos dão conta, com folga). O problema mesmo são as filas quilométricas (e quilométricas, aqui, corre o risco de não ser um pleonasmo). Atrações como o Museu do Louvre, a Catedral de Notre Dame e a Torre Eiffel ficam simplesmente impraticáveis.

Todos os posts sobre Paris
Onde ficar, como circular e outras dicas práticas

Bruxelas: que maravilhosa surpresa! A arquitetura atrevida do Atommium, fachadas Art Noveau e a beleza acachapante da Grand Place
Nossa segunda escala foi em Bruxelas, uma tremenda surpresa. De tanto atravessar a Bélgica de trem, em viagens anteriores, achei que estava na hora de dar uma paradinha lá, mas não tinha grandes expectativas. Imaginava encontrar uma cidade certinha, organizada e bonita, mas sem sal. Ai, como eu sou boba.... 

A capital belga é tão, mas tão legal que acabei abrindo mão de dois bate e volta que tinha imaginado fazer (a Gent e a Antuérpia) para curtir seus encantos. 

Bruxelas tem arquitetura encantadora — além de bater um bolão no gótico flamengo e no barroco, tem o maior conjunto arquitetônico Art Nouveau da Europa —, gastronomia de primeiríssima, museus deliciosos (como o dedicado à História em Quadrinhos e o Museu Magritte) e um astral bárbaro. Os quatro dias passados lá (com um bate e volta a Bruges) deixaram uma imensa vontade de voltar. Quando você for, meu conselho: programe bem mais que uma passadinha.

Bruges, encanto medieval a uma hora de Bruxelas
Todos os posts sobre Bruxelas
Dicas práticas
Onde comer (muito bem!) na capital belga

Londres: o charme das fachadas de Kensignton Court

Veja como foi a viagem de trem
De Bruxelas a Londres no Eurostar

Nossa terceira escala, Londres, é outra cidade que dispensa apresentações. Como eu tinha passado uma semana lá, em agosto de 2013, nem estava pensando em voltar tão rápido. Foi em homenagem a Bruno que ela entrou no roteiro. 

Claro que repeti um monte de passeios, mas também pintou muita novidade, como o prazer de assistir uma ópera no teatro ao ar livre do Regent's Park e de finalmente perder a preguiça com a fila e dar uma volta no London Eye

Um dos meus horizontes preferidos no mundo
Os posts de Londres 
Clássicos londrinos: 5 atrações para ver ao menos uma vez na vida
Os mercados de Portobello Road, Camden Town e Brick Lane
Abbey Road na trilha dos Beatles
Como é legal assistir a um musical
Onde comer
Dicas práticas

De Bruxelas a Londres no Eurostar
Adorável Greenwich, terra de histórias do mar
10 coisas que eu quero fazer (de novo e sempre!!) em Londres
The Globe Theater e a trilha de Shakespeare
Dica de hospedagem em Kensington
Um sábado perfeito em Londres

Liverpool: estou cada vez mais fã desse encontro da arquitetura contemporânea com a vitoriana da terra dos Beatles. 
Na foto, o Museu de Liverpool, no Waterfront, antiga área portuária da cidade 
Pensando bem, retornar a uma cidade pouco tempo depois de uma visita tem lá suas vantagens. A gente fica mais relaxada para buscar ângulos menos "obrigatórios" (coisa que não rolou em Paris, que eu conheço muito melhor, mas que tinha muito tempo que não visitava). 

Em Liverpool, por exemplo, eu pude descobrir a terra dos Beatles muito além da história dos quatro meninos que eu adoro. Encontrei uma cidade jovem, vibrante, com atividades para todos os gostos, boas opções de restaurantes e museus interessantíssimos, como o Museu da Escravidão, um soco no estômago, mas visita essencial. 

Rio Mersey, o verdadeiro coração de Liverpool. À direita, a minha catedral, o Cavern Club, onde a memória dos Beatles bate mais forte 
Os posts de Liverpool 

E tem mais esses, da viagem do ano passado
Três programas obrigatórios para beatlemaníacos
Meu magical mistery tour
Hotel Adelphi, um mito da cidade

O Castelo de Dublin
Nossa última escala foi a Irlanda, que há muito tempo estava no topo da minha lista de desejos. Fizemos base em Dublin, uma cidade encantadora e tremendamente farrista.

Como o país é pequenininho, foi tranquilo fazer um bate e volta à Irlanda do Norte para ver a beleza escandalosa de Carrick-a-Rede (com seus penhascos e a famosa ponte de corda que liga o continente a uma ilhota usada pelos pescadores de salmão), e do Giant's Causeway, uma "calçada" assentada por uma explosão vulcânica que parece avançar rumo à Escócia. 

Uma das paisagens mais arrebatadoras que já vi: os Cliffs (penhascos) of Moher
Outro bate e volta fantástico nos levou aos Cliffs of Moher, na Costa Oeste, com direito à travessia da paisagem lunar do Burren e paradinhas rápidas em Limerick e Galway.

Os posts sobre Dublin 

Como foi o bate e volta à Irlanda do Norte para ver Carrick-a-Rede e o Giant's Causeway

E confira nosso passeio lindo aos

Carrick-a-Rede, na Irlanda do Norte
Mas não pense que Dublin deva ser tratada apenas como uma base para explorar as belezas naturais da Ilha Esmeralda. A capital irlandesa tem um rico patrimônio arquitetônico (com destaque para os quarteirões super bem preservados do período georgiano), museus bacanas, belos parques e o famoso Trinity College, universidade fundada no Século 16, que, sozinha, já valeria a visita à cidade.

Enfim, foram 25 dias, cinco países, seis cidades, quase 7 mil fotos, páginas e mais páginas de anotações. Claro que eu vou contar tudinho aqui na Fragata. Por enquanto, fique com as imagens deste post, pra começar a viajar com a gente :)

A Calçada do Gigante (Giant's Causeway), na Irlanda do Norte, atração mais visitada da ilha

Viagens anteriores
França
Carcassonne 
Paris
Rouen
Inglaterra
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3 comentários:

  1. Tô curiosa pra saber o que você achou da Irlanda - moro em Dublin há um ano e meio e amo essa cidade e esse país verde e maravilhoso!

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    1. Bárbara, eu adorei a Irlanda!! Já saí daí com planos de voltar. Qdo eu for, vou querer uma dicas suas :)

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    2. Oi, Cyntia! Com certeza! Mas ó, tenho um blog onde conto sobre a vida aqui/passeios pela Irlanda, se quiser dar uma olhada! Valeu! www.barbarahernandes.com

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