quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Amarante, Portugal:
O charme da hospedagem rural

Casa São Faustino de Fridão: quem disse que hospedagem charmosa precisa custar caro?
Nesta viagem a Portugal, agora em junho, pude experimentar o charme e o conforto das hospedagens rurais, que há muito tempo faziam parte da minha lista de desejos de viagem. Aproveitei que estava com carro alugado e em grupo (nosso time variou entre três e cinco pessoas, ao longo do roteiro) e lá fui eu, finalmente, desvendar os encantos, o sossego e o aconchego de pousadas campestres, administradas diretamente pelos donos.

Ficamos hospedados em três quintas históricas. Do lindo Solar Cerca do Mosteiro, em Alcobaça e da rústica Quinta dos Bastos, em Évora, já falei em posts anteriores. Mas preciso contar pra vocês como foi bacana a nossa experiência na fofíssima Casa São Faustino de Fridão, em Amarante, nosso lar por quatro noites.

domingo, 14 de agosto de 2016

Portugal - um bate e volta a Braga

Praça da República, onde todo mundo se encontra
Apontada como uma das cidades mais interessantes do Norte de Portugal, Braga é uma ótima opção de bate e volta para quem está no Porto. São só 50 quilômetros de distância por uma estrada impecável, o que torna a escapadinha perfeita para quem está de carro. Mesmo de transporte público, é um passeio bem confortável: os trens rápidos fazem o percurso em menos de 40 minutos e os ônibus deixam você lá em cerca de uma hora.

A cidade é famosa por sua catedral milenar, a Sé de Braga, Mas há muito mais para ver por lá, como eu pude comprovar no bate e volta que fiz à cidade, partindo do Porto, agora em junho. O centro histórico reúne belas fachadas barrocas e uma coleção de igrejas que convivem placidamente com animados cafés de sotaque Belle Époque.

A famosa e milenar Sé de Braga, do Século 11

Nessa passagem pela cidade, deu para ver o básico e constatar que Braga merece um par de dias de visita para ser explorada com mais calma e atenção. Bora passear um pouquinho?

sábado, 6 de agosto de 2016

Peso da Régua - um passeio pelo Rio Douro

O barco zarpando de Peso da Régua rumo a Pinhão
Está procurando um passeio lindo pra fazer em Portugal? Pois então você precisa passar algumas horinhas navegando pelo Alto Douro. De março a outubro, esse é um jeito muito gostoso e relaxado de ver a belíssima paisagem da primeira região vinícola demarcada em todo o mundo, feita de montanhas muito verdes riscadas por terraços de cultivo de uvas e pontuada por belos solares com alguns séculos de história.

Nesta passagem por Portugal, em junho, eu fiz o cruzeiro entre as cidades de Peso da Régua e Pinhão, trecho que é considerado o coração do Douro Vinhateiro e é classificado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Adorei a experiência e recomendo muito. Organizei todas as dicas aqui neste post, pra facilitar a sua viagem.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Surpresa: hambúrguer português bate um bolão. Três lugares para praticar o sacrilégio


O hambúrguer do Honorato: parece sacrilégio, mas eu tracei um antes de entrar no templo dos pastéis de nata...
Oi? Hambúrguer em um post sobre Portugal? Com aquele monte de maravilhas inventadas pela cozinha lusitana?

Pois é, pode parecer sacrilégio – acho até que é mesmo. Mas os pubs de Londres e Dublin já me ensinaram a nunca mais associar hambúrguer com aqueles horrores servidos em lojas de fast food. E, pra minha alegria, encontrei em Portugal três lugares que me ganharam para sempre com seus hambúrgueres artesanais impecáveis. 

Os sandubas do The Great American Disaster, em Lisboa
Com todo respeito aos bacalhaus, leitões e açordas, o hambúrguer português anda batendo um bolão, saúda o povo e pede passagem. Se você, como eu, não resiste a um suculento disquinho de carne moída bem temperado, anote essas dicas pra se jogar nos redondos:

domingo, 31 de julho de 2016

Muito além do Bacalhau:
O que comer - e onde comer - em Portugal

Cataplana de mariscos e sapateira: a mesa portuguesa é maravilhosa
Nem sei como começar a contar a vocês o tamanho e a amplitude da comilança que foram esses 20 dias em Portugal, agora em junho. E vamos combinar que a terrinha é propícia a essas esbórnias, dona de uma das culinárias mais tentadoras que já seduziram os meus sentidos.

Começa com o incrível talento português para preparar o bacalhau (do qual falaremos em outro post), uma excelência que ofusca uma série de outras iguarias sublimes. E é dessas outras iguarias que vou falar neste post. Dos surpreendentes percebes, das açordas e dos arrozes caldosos. Das enguias, lampreias, e sapateiras — e de frutos do mar mais prosaicos, como lulas, polvos, sardinhas e ameijoas. Dos caracóis e da inacreditável bochecha de porco. E até dos sandubas portugueses: francesinhas, pregos e bifanas.

Portugal é um país cheio de encantos e a gastronomia é apenas um deles — mas já seria suficiente pra justificar uma vida inteira de viagens por lá.

Ah, e se você estranhar a falta dos doces neste post, é porque esse universo arrebatador também merece um post exclusivo — que já já vai pintar por aqui.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Onde me hospedei em Portugal

No sentido horário: Aveiro, Lisboa, Porto e Évora, quatro destinos da Fragata em Portugal, agora em junho
Boa notícia: Portugal continua sendo um país barato, por mais que a cotação do euro ande assustando os brasileiros. Na minha viagem mais recente pra lá, agora em junho, deu pra sentir isso em diversos itens e o que mais me chamou a atenção foi a hospedagem.

A diária mais cara que pagamos foi em um ótimo quatro estrelas, reservado de véspera (nós decidimos chegar mais cedo em Lisboa), cujas diárias dos apartamentos duplos custaram  € 108 cada, com café da manhã. Considerando todos os demais hotéis, reservados com antecedência de cerca de 40 dias, a diária mais cara, por cabeça, ficou em  € 40 e a nossa média de gasto com hospedagem por pessoa ficou abaixo dos  €30 ao longo de 20 dias de viagem.

Quer saber por onde andei por lá? Olha o post aqui:
20 dias em Portugal - roteiro de carro

Escolher hospedagem quando viajo sozinha é muito mais fácil: alterno lugares mais simples com opções mais confortáveis, de acordo com o custo de cada cidade, não faço questão de elevador e até curto pousadinhas mais alternativas. Desta vez, porém, viajei com a família (minha mãe, minha sobrinha Carolina, meu sobrinho Bruno e Mila, namorada dele) e, por isso, elevei o padrão de exigência em relação aos hotéis. Ainda assim, o gasto com hospedagem em Portugal ficou mais em conta do que estou acostumada a pagar em outros países da Europa.

Dá uma olhada nos hotéis dessa viagem:

domingo, 24 de julho de 2016

Portugal: Castelo de Montemor-o-Novo

A Torre do Relógio do Castelo de Montemor-o-Novo
Quem resiste a um castelo? Eu sou fã desses senhores com séculos de vida, longo currículo de aventuras e recantos misteriosos. Visitar um castelo é sempre um mergulho na história, com o bônus da paisagem: por razões estratégicas, a maioria deles tem localizações espetaculares, de onde se vê o mundo de cima.

Um desses mirantes fica pertinho de Évora, o Castelo de Montemor-o-Novo, da época da Reconquista cristã (séculos 11 e 12). Lá no alto, pairando sobre a paisagem, suas muralhas oferecem uma vista deslumbrante para os campos ao redor e para a pequena cidade que cresceu a seus pés. Um passeio imperdível para quando você for ao Alentejo, uma região pródiga em castelos.

A paisagem do Alentejo é a grande moldura para as histórias contadas pelo castelo. Essa é a Torre da Má-Hora, de origem moura, por onde teriam entrado as tropas de D. Afonso Henriques para conquistar Montemor