Porto: café com estilo no Majestic e Guarany

Café Majestic e Café Guarany, duas experiências deliciosas no Porto
Art-Nouveau ou Art Déco? Apenas 400 metros separam as duas soluções desse doce dilema — pelo menos pra mim, fã das duas escolas — quando estou no Porto e bate a vontade de tomar café em grande estilo. Duas soluções porque não é preciso escolher: basta alternar visitas entre a fulgurância Belle Époque do Café Majestic e as irresistíveis linhas retas do Café Guarany, dois ícones boêmios da vida portuense no início do Século 20 que continuam a encantar moradores e visitantes.

O Majestic é um caso de “Belle Époque tardia” — foi inaugurado em 1921, quando a “bela época” já havia sido levada pelos ventos da I Guerra Mundial — mas o edifício que abriga o café, de 1916, é um castiço exemplar da Arte Nova (a Art-Nouveau portuguesa). O Guarany é pura Art Déco, com aquela objetividade elegante que tanto me encanta.

A fachada Belle Époque do Café Majestic e a elegância Art Déco do Café Guarany (abaixo). Só 400 metros separam esses dois ícones da boemia portuense
No salão do Guarany, o célebre Índio, do escultor Henrique Moreira
Sim, são duas atrações turísticas imperdíveis do Porto. Mas a melhor notícia é que o Majestic e o Guarany também batem um bolão no que realmente importa quando se vai a um café: o serviço é bom, a bica (cafezinho) é irretocável e as comidinhas são bem interessantes — a começar pela legendária rabanada com doce de gemas, polvilhada por nozes e frutas secas, marca registrada do Majestic que passou a ser servida também no Guarany, que agora pertence à mesma família.

Então, anote na sua lista de coisas pra fazer no Porto uma passada por esses dois cafés. Garanto que não vai se arrepender.

20 dias em Portugal - roteiro de carro

Lisboa vista do Miradouro de São Pedro de Alcântara, no Bairro Alto
Acabei de chegar de Portugal, depois de 20 dias passeando pela terrinha em uma road trip com a família. Foi minha terceira viagem grande ao país, oportunidade para explorar cenários novos, cidades menores e paisagens rurais — além, é claro, de rever alguns xodós, como Lisboa, Porto e Coimbra.

Junho em Portugal é uma época especial, graças às celebrações dos santos do mês. Além de nossos conhecidos Antônio, João e Pedro, os portugueses também celebram com entusiasmo a São Gonçalo, que viveu em Amarante, na Região do Douro, no Século 13. É claro que a cidade (e a Festa de São Gonçalo) entrou no nosso roteiro, que terminou com a Festa de Santo Antônio, em 12 e 13 de junho, em Lisboa.

Cravos e manjericos (um primo do manjericão) são típicos da festa de Santo Antônio em Lisboa. Os cravos são para o santo, os manjericos para a pessoa amada. À direita, o baldaquino que enfeita o altar da Igreja de São Gonçalo, em Amarante, na festa que abre o calendário junino português
Também fazia tempo que eu queria explorar um pouco os cenários rurais portugueses. e nosso roteiro foi pensado para isso. Do jeito que foi desenhado, é um roteiro para ser feito de carro. Não digo que seja impossível seguir essa rota usando transporte público, mas não recomendo, pois os deslocamentos tomariam muito tempo.

A paisagem do Vale do Rio Douro, entre Peso da Régua e Pinhão, roteiro de um concorrido passeio de barco
Pôr do sol no Alentejo: vale a pena estar viva pra ver um espetáculo assim
AlcobaçaBatalhaAveiroBragaPeso da RéguaSeiaPiódãoÉvora e Montemor-o-Novo completaram esse nosso roteiro de 1.500 quilômetros, paisagens incríveis, como a Serra da Estela, o Vale do Douro, o Alentejo. Sem contar, é claro, que nos esbaldamos na maravilhosa gastronomia de Portugal — um país onde parece impossível descobrir alguém que cozinhe mal.

Vou escrever posts bem detalhadinhos sobre todas as etapas da viagem, com dicas práticas e das atrações, avaliação dos hotéis, restaurantes e das delícias que comemos por lá. (Enquanto as novas dicas gastronômicas não saem do forno, tem um aperitivo da viagem anterior: A mesa portuguesa).

Por enquanto, vá dando uma olhadinha no roteiro e comece e se inspirar. Portugal vai bombar na Fragata!

Portugal:
8 razões pra voltar (sempre e muito)

A luz da tarde caindo sobre a fachada do Mosteiro de Alcobaça
Faz dois dias que estou em Portugal, em um roteiro de carro com a família. Já passamos por Alcobaça e Batalha e estamos em Aveiro, de onde seguiremos para o Porto, que será nossa base para explorar a região do Rio Douro com calma. Depois, Amarante, para ver a Festa de São Gonçalo, Serra da Estrela, Coimbra, Évora e, claro, Lisboa, meu xodó, onde chegaremos para aproveitar a Festa de Santo Antônio — com direito a muitos bate e voltas e paradas no caminho

O roteiro desta viagem está aqui:
20 dias em Portugal - roteiro de carro

Esta é minha terceira viagem grande a Portugal  sem contar as paradinhas que faço aqui só pra matar a saudade, aproveitando conexões mais longas — e confesso que não canso de voltar. Portugal pode ser pequenininho (é menor, em área, que o estado de Santa Catarina), mas, além de bonito até dizer chega, tem tanta coisa bacana pra ver e curtir que sempre me apresenta uma novidade.

Sei que tem gente que não gosta de "repetir países". Mas a vida não é jogo de War, onde o objetivo é colecionar territórios. Se você ainda não conhece, tá mais do que na hora. Se já conhece, eu super recomento que você volte sempre e muito a Portugal. Duvida? Veja só os motivos que reuni neste post — e aposto que quanto mais você vier, mais razões vai acrescentar a essa lista:

CCBB-Brasília:
Mondrian e o Movimento De Stijl





Brasília está sediando três exposições de artes plásticas maravilhosas, Frida Kahlo, Marianne Perreti e Mondrian e o Movimento De Stijl, esta em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil até 4 de julho. Posso garantir que esse é mais um motivo pra uma visitinha à cidade.

Se você se apressar, ainda pega as mostras de Marianne Peretti (artista francesa, autora dos vitrais da Catedral) e de Frida Kahlo e suas companheiras surrealistas (e feministas e socialistas), que é um espetáculo e já ganhou post aqui no blog. Essas duas exposições ficam até 5 de junho.

Veja o que você vai encontrar no CCBB, na mostra sobre Mondrian:

Viagens e Cinema: combinação deliciosa

O Cinema é danado pra inspirar roteiros de viagem. E assistir a um filme na cidade onde ele foi ambientado é uma senhora experiência 
Muita gente tem o Cinema como inspiração para seus roteiros de viagem. Eu, por exemplo, sou viciada nisso. Mas você costuma ir ao cinema quando está viajando? Tem gente que acha um sacrilégio —“Imagina ficar duas horas fechada em uma sala, vendo um filme que poderia assistir em casa, com uma cidade inteirinha para explorar”.

Pois vou te contar um segredo: um dos meus grandes prazeres em viagens é ir ao cinema. Um bom filme fica muito mais saboroso quando visto na atmosfera que o inspirou e funciona como poderoso tempero dos passeios que virão a seguir. 

A região de Leicester Square, em Londres, é famosa pelos teatros, mas também preserva uns cinemões com a mágica de antigamente
Também gosto de aproveitar a oportunidade de ir a cinemas que preservam a atmosfera que nenhuma sala de shopping center consegue reproduzir, aqueles cinemões de antigamente, que sabiam criar o clima para o mergulho na mágica. Sem contar que ir ao cinema é bom em qualquer lugar — especialmente quando está passando aquele filme que você morre de vontade de ver na tela grande, e não na telinha da sua TV.

Dê só uma olhada nas minhas "aventuras cinematográficas" pelo mundo e aproveite para se inspirar para novos roteiros  — e colocar o Cinema definitivamente entre os seus programas de viagem, como os museus, monumentos e restaurantes.

Fósseis, estrelas e arquitetura:
3 atrações nos arredores de Villa de Leyva

El Infiernito é um "Stonehenge" do povo muisca, usado para marcar a passagens das estações e o tempo de plantar e de colher
Se você gosta de cidades coloniais bem preservadas, já vai amar Villa de Leyva logo de cara. Há muito o que explorar naquelas ruas de calçamento irregular, sombreadas pelas fachadas de belos sobrados seculares. Mas essa perolazinha colombiana também é cheia de surpresas em seus arredores, como pinturas rupestres, sítios pré-colombianos, fazendas de avestruzes e até uma vinícola.

Eu visitei cinco atrações no entorno da Villa de Leyva. O mosteiro dominicano de Ecce Homo, maravilhoso, já ganhou um post só pra ele. Aqui, faço a minha avaliação sobre outras três: o Observatório Astronômico Monquirá, uma espécie de Stonehenge do povo muisca, o Museu El Fósil, que exibe o famoso fóssil de um enorme predador marinho, o cronossauro, com 130 milhões anos de idade, e a Casa Terracota, curiosa construção totalmente em cerâmica, com pitadas de Gaudí.

A história da Colômbia
em três museus de Villa de Leyva

Museu Casa de Antonio Nariño, pra aprender um pouco da história da Colômbia, conhecer um lutador pela independência e imaginar a vida cotidiana em um belo casarão colonial
Vocês já sabem que eu gosto de casas-museus, né? Acho muito legal conhecer espaços que preservam aspectos da vida cotidiana de personagens interessantes e, ao mesmo tempo, acabam documentando o jeito de viver de uma certa época ou cultura. Em Villa de Leyva, eu fiz a festa, pois a cidade tem três casas-museus muito legais.

Duas dessas casas transformadas em museus pertenceram a heróis da independência da Colômbia — o ex-presidente Antonio Nariño e o comandante militar Antonio Ricaurte. A terceira casa é do interessante artista plástico Luis Alberto Acuña, que doou o imóvel à cidade junto com um acervo de obras sua e outras peças de interesse artístico e histórico.

Museu de Luís Alberto Acuña:
 o legado do artista a Villa de Leyva
Além de conhecer um pouco da história dos três personagens, visitar esses museus é uma ótima maneira de ver por dentro três autênticas casas históricas da Villa de Leyva, restauradas e mobiliadas, imaginar como a vida cotidiana transcorria em seus pátios, centro da convivência nos lares coloniais, imaginar o almoço no fogão a lenha ou as conversas ao pé do fogo.

Veja como foram as minhas visitas aos museus Casa Antonio Nariño, Casa Antonio Ricaurte e Casa Luís Alberto Acuña, em Villa de Leyva: