sábado, 22 de novembro de 2014

Liverpool: como chegar às casas de
John, Paul, George e Ringo

Em sentido horário:
casas de George, Ringo, Paul e John
Visitar as casas onde John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Star passaram a infância e a juventude é um dos programas mais concorridos entre os milhões de beatlemaníacos que passam por Liverpool, todos os anos. Ver os lugares cantados e frequentados por eles é muito emocionante, mas é diante das soleiras dessas casas simples que o nó na garganta aperta mais, quando a gente imagina o lado doméstico e prosaico de quatro caras absolutamente extraordinários.

As principais moradas dos FabFour estão em todos os roteiros das excursões oficiais pelos cenários que fizeram parte das vidas de John, Paul, George e Ringo em Liverpool. Para quem tem mais tempo, porém, é bem fácil fazer essas visitas de modo independente, usando o ótimo sistema de transporte público de Liverpool, com liberdade para explorar a vizinhança e toda a calma do mundo para curtir o momento. Basta seguir as indicações que organizei aqui e conferir o mapa (clique nos marcadores para ver os endereços).

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Clássicos londrinos: 5 atrações
para ver ao menos uma vez na vida

As papoulas do artista plástico Paul Cummins, na Torre de Londres. Em agosto, a instalação estava apenas começando.
 Ao todo, 888.246 flores de cerâmica foram colocadas no fosso
 e nas muralhas, lembrando os britânicos mortos na I Guerra Mundial. Em novembro, milhares de voluntários
 ajudaram a desmontar a obra
Londres tem taaaaanta coisa para ver que o visitante mais ansioso corre o risco de passar qualquer temporada por lá — independentemente da duração — em permanente estado de culpa, mais assombrado com as atrações que ficaram fora de sua lista do que em aproveitando as escolhas que fez. A boa notícia é que cidades milenares em plena vitalidade contemporânea não costumam sair correndo. Sempre haverá a chance de voltar a elas para desfrutar de outras maravilhas.

O melhor da capital britânica não está nos guias de turismo. A cidade tem uma atmosfera única, um astral que toma conta de mim logo na chegada, provocando a mais intensa felicidade apenas pelo fato de estar lá. Adoro caminhar sem destino, aproveitar os fantásticos parques e espaços públicos e observar os londrinos em seu vai e vem. É o que eu chamo de "turismo casual": uma agenda totalmente aberta para acolher o capítulo "o que ocorrer".

Mas reconheço que há atrações tão espetaculares que não posso ignorar. Tenho certeza que todo mundo que já passou por Londres tem a sua lista de "visitas obrigatórias". A minha é essa aqui:

domingo, 16 de novembro de 2014

Pelos mercados de Londres

Grafite em Brick Lane
Curte feirinhas descoladas e mercados de rua? Então, Londres é o seu lugar. A tradição das feiras e mercados se perde lá nas origens da cidade e segue viva e vibrante. Aos sábados e domingos, essas reuniões animadíssimas são programas deliciosos para quem está de passagem pela cidade e quer garimpar objetos divertidos, roupas e acessórios estilosos e provar sabores de todas as partes do mundo.

Alguns mercados de Londres se tornaram lugares míticos, onde o encontro de tribos contribuiu para forjar códigos e culturas que marcaram o Século 20. Portobello Road, por exemplo, é indissociável da memória da Swinging London dos Anos 60, época em que a capital britânica foi a Meca dos alternativos e descolados de todo o planeta. Pouco depois, foi a vez de Camden Town acolher e nutrir o movimento Punk. Hoje, a bola da vez parece ser Brick Lane, a velha feira do Século 17 catapultada a point de uma moçada muito jovem e animada.

Essas "feiras mitológicas" têm em comum o fato de pertencerem a bairros menos "elegantes", para onde os aluguéis baratos atraíram estudantes, artistas e boêmios que viam nos mercados tradicionais, mantidos pelas comunidade originais da área, um bom lugar para vender seus quadros, seus discos usados ou artesanato e, ao mesmo tempo, onde se podia comprar a moda que essa galera estava ajudando a forjar. Daí a virar point de uma tribo era um pulo.

Nesta passagem por Londres, batemos o ponto em Portobello, Camden e Brick Lane e nos divertimos um bocado. Veja como foi:

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Londres para beatlemaníacos:
A travessia de Abbey Road

A faixa de pedestres mais famosa do mundo
Um programa que eu sempre relutei em fazer em Londres foi ir a Abbey Road, “visitar” a faixa de pedestres mais famosa do mundo — aquela que os Beatles imortalizaram na capa de um de seus melhores discos. É estranho, porque a minha grande inspiração para viajar é exatamente percorrer as trilhas dos meus amores e referências. No caso específico, porém, eu não conseguia ver muito sentido na pantomima de atravessar uma rua para posar para uma foto.

Eles e eu
Nesta passagem por Londres, porém, não teve muita negociação: Bruno, meu sobrinho e companheiro de viagem, estava determinado a ir ver esse cenário mitológico e (o que eu não faço por sobrinhos e pela Fragata?) acabou me convencendo que um blog de viagens escrito por uma beatlemaníaca tinha obrigação de mostrar o caminho das pedras para Abbey Road.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Londres: como é legal assistir a um musical!

Ride, Sally, ride!!!!
Quando a gente pensa em espetáculos musicais, a Broadway é a primeira referência que vem à cabeça. Mas, (sorry, New York), Londres chegou primeiro. A tradição teatral da cidade vem de longa data — não vou fazer um histórico, só lembrar um certo cara chamado William Shakespeare. Instituições como Drury Lane (quase sinônimo de musical) já estavam de pé no Século 17 e jamais arrefeceram seu encanto sobre o público. 

Assistir a um musical em Londres é muito mais que ir ver uma peça. É, principalmente, testemunhar como a cidade se diverte. O ritual é uma delícia: descer do metrô na região do West End, fazer uma refeição leve, antes do espetáculo, chegar ao teatro com tempo para encomendar o drink da hora do intervalo e para admirar os fantásticos interiores dessas centenárias casas de entretenimento, com seus balcões entalhados, lustres de cristal e escadarias elegantes. Depois, é só mergulhar na mágica.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Onde comer em Londres


Um dos mitos mais renitentes do mundo diz que os britânicos não sabem cozinhar e, portanto, seria impossível comer bem na ilha deles. Eu discordo frontalmente dessa aleivosia: sempre comi bem em Londres — não necessariamente culinária inglesa, é verdade :) Uma cidade que tem gente de todos os quadrantes da terra (e temperos idem) sempre será uma deliciosa aventura para o paladar. 

Entre castiços hambúgueres de pub e fish&chips aos sabores das muitas colônias de imigrantes estabelecidas em Londres, há opções para todos os gostos e todos os bolsos. Neste post, fiz uma listinha de lugares legais que experimentei na última passagem por lá. Aproveite as dicas e bom apetite :)

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Londres - dicas práticas

Só de falar em Londres, já fico boba de felicidade
(A Tower Bridge, uma das logomarcas da cidade)
Se você é leitora frequente da Fragata, está acompanhando o relato da viagem bacana que fiz em agosto, para apresentar a Europa a meu sobrinho Bruno. Foram 25 dias (roteiro aqui) e, depois de Paris e Bruxelas, nossa terceira parada foi em Londres, uma cidade que me deixa saltitante de felicidade só de pensar nela. Eu tinha passado uma temporada deliciosa lá, no ano passado (também em agosto) e nem planejava voltar tão imediatamente, mas qualquer apresentação da Europa que se preze tem que ter a capital britânica, né? Quem dera eu tivesse que ir lá todo ano :)

Então, começando a nossa série de posts sobre a maravilhosa Londres, listei algumas informações práticas para facilitar a sua vida quando você for passear por lá. Vá se planejando, que eu volto rapidinho com um monte de dicas!

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

De Bruxelas a Londres no Eurostar


Um percurso de duas horas de trem
conecta essas duas imagens
Sou fã de carteirinha dos trens europeus. Desde a minha primeira viagem ao continente, sem a menor familiaridade com os códigos e usos locais, achei super fácil, prático e confortável me locomover por lá usando a excelente malha ferroviária da Europa. Só não tinha experimentado ainda a travessia do Eurotúnel (talvez por nunca ter combinado Paris e Londres na mesma viagem...). A oportunidade surgiu agora, em agosto, no trajeto entre Bruxelas e a capital britânica e eu adorei a experiência.

O Eurostar é um pouquinho mais “solene” que os trens europeus comuns e os procedimentos pré-embarque lembram mais os dos aeroportos que os das estações ferroviárias. É preciso chegar à estação com um mínimo de meia hora de antecedência, há inspeção de bagagens no Raio X e é preciso passar pela imigração já na estação de partida. Nada que assuste: continua sendo muito mais descomplicado que se despencar para um aeroporto lá onde judas perdeu as botas.

domingo, 2 de novembro de 2014

Surpresa:
Tem muita coisa bacana pra ver em Bruxelas!

A cidade vista de uma das esferas do Atomium
Falta de imaginação estraga qualquer dimensão da vida. Tratando de viagens, então, é um perigo a ser evitado a todo custo. Pegue o exemplo da capital belga: como é que pode uma cidade tão bonita, interessante e alto astral entrar para o almanaque do senso comum apenas como a terra de um menino de dois palmos de altura fazendo xixi? Basta digitar "Bruxelas" no Google para a tela de seu computador ser inundada por imagens da estátua do Manneken Pis (“Manequinho mijão”), figura central de uma fonte do início do Século 17 — na verdade, uma cópia, pois a original foi roubada e destruída, no Século 19.

Convenhamos, o clichê é muito pouco para estimular alguém a fazer uma parada na cidade no trajeto de trem entre Paris e Amsterdã, né? Várias vezes atravessei a Bélgica me contentando em olhar a paisagem pela janelinha, deixando que o relevo quase que “passado a ferro” reforçasse a impressão de monotonia que eu intuía no país. Até que um dia eu parei pra ouvir direito uma canção. Era o belga Jacques Brel (que você certamente conhece pela famosíssima Ne me quittes pas) cantando seu Plat Pays de um jeito tão carinhoso que tive que me render à curiosidade. Sem saber, eu estava ganhando um senhor presente!

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Um bate e volta a Bruges

A Praça do Mercado de Bruges, com destaque
 para a Torre Belfort, do Século 13

Bruges é forte concorrente ao título de principal atração turística da Bélgica. E com muita razão. A cidade é uma preciosidade que parece ter parado os relógios bem na horinha em que os ponteiros marcaram seu apogeu como importante centro comercial da Idade Média, preservando todo seu esplendor de então e impedindo que as modas e as aparências de outras eras chegassem por lá. A harmonia do conjunto arquitetônico é impressionante, uma aula ao vivo sobre o peculiar estilo Gótico Flamengo, que tem um pezinho no conto de fadas.

A chegada à cidade
Essa pérola medieval tem pouco mais de 100 mil habitantes e fica a cerca de uma hora de trem de Bruxelas, o que a torna uma excelente opção de bate e volta para quem está na capital belga. Eu passei um dia muito bacana por lá, mas juro que preferia ter dormido na cidade (que deve ser um escândalo à luz dos lampiões). Veja como foi esse passeio  delicioso. 

sábado, 18 de outubro de 2014

Bruxelas: três museus imperdíveis

Centro Belga da História em Quadrinhos:
acervo delicioso em um edifício espetacular
Com apenas quatro dias em Bruxelas (e a firme decisão — cumprida — de fazer um bate e volta a Bruges), vocês não imaginam o sofrimento que foi escolher os museus que eu iria visitar durante minha estada na cidade. Por mais que eu seja consumidora voraz de guias e blogs de turismo, não fazia a menor ideia de a lista fosse tão grande e tão cheia de atrações de primeira linha. No fim, pesaram as paixões mais trepidantes, e fui ver o Centro Belga das Histórias em Quadrinhos, o Museu Horta (dedicado ao gênio da Art Nouveau) e o Museu Magritte, que tem uma linda coleção de um dos meus pintores preferidos.

Claro que não foi fácil abrir mão de uma visita ao Museu Real de Belas Artes da Bélgica (lembre-se apenas que o país é um dos herdeiros de uma das escolas de pintura mais espetaculares já criadas pelo engenho humano, a Pintura Flamenga, com seu magistral domínio da luz e o pioneirismo de introduzir o cotidiano como tema das obras de arte). Outro que ficou para a próxima visita foi o recém inaugurado (dezembro de 2013) Museu do Fin-de-Siècle, dedicado a um dos períodos mais efervescentes da humanidade, a Belle Èpoque, que vai da segunda metade do Século 19 até a eclosão da Primeira Guerra Mundial. Como se eu precisasse de motivos pra voltar a Bruxelas...

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Delícias de Bruxelas:
Onde comer (muito bem!) na capital belga

Os 200 metros mais charmosos de Bruxelas, 
as galerias reais de Saint-Hubert, do Século 19
Se algum dia eu for chamada a defender a humanidade em um tribunal apocalíptico, vou lembrar aos juízes que a espécie animal capaz de inventar o acarajé, o zabaione e a batata frita sempre há de merecer uma nova chance sobre a face da terra. Dito isso, não preciso mais explicar que patamar ocupam os belgas, criadores das celestiais batatinhas, no meu ranking de admiração culinária. Mas não é que os caras ainda conseguiram me surpreender?

Eu já tinha lido em algum lugar que é impossível comer mal em Bruxelas. Depois dos dias que passei lá, estou fortemente inclinada a concordar (na verdade, eu gostaria de realizar mais testes, não por desconfiança, mas só por rigor científico, mesmo, rsss). Famosa pelos chocolates e pelos mexilhões com fritas, Bruxelas tem muito mais para encantaro paladar do visitante.

Além de ótimos restaurantes, a cidade oferece um prazer que, pra mim, é o auge da experiência gastronômica: a comida de rua, com destaque para as batatas fritas e os wafles, duas invenções genuína e deliciosamente belgas.

Confira as dicas de bons lugares para provar os sabores de Bruxelas. No final do post tem um mapinha.