domingo, 25 de junho de 2017

O que ver em Florença:
3 igrejas lindas com entrada grátis

Só a vista de Florença já vale a visita a San Miniato

Florença não é muito pródiga em atrações gratuitas e até mesmo as igrejas (as mais famosas) costumam cobrar ingresso. O resultado é que qualquer passagem pela cidade acaba pesando muito no bolso de quem quer fazer uma viagem econômica. 

Para nossa sorte, três igrejas lindas abrem suas portas em esquema 0800. San Miniato al Monte, Santissima Annunziata e Ognisanti são construções maravilhosas, recheadas de tesouros artísticos e não desfalcam um eurinho sequer do seu orçamento.

É a sua chance de ver três momentos inspiradíssimos da arte florentina. O românico de San Miniato—que fica em um dos pontos mais altos da cidade e oferece uma vista deslumbrante para Florença—, o renascentista de Santíssima Annunziata e o barroco de Ognisanti.

Três atrações que você não vai se arrepender nem um pouquinho de colocar no seu roteiro.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Florença - o Museu de San Marco

A Anunciação, de Fra Angelico, em San Marco
Uma cidade inesgotável em encantos como Florença nem precisa fazer muita força para surpreender o visitante. Por exemplo, só na minha terceira visita, agora em janeiro, fui conhecer o belíssimo Museu de San Marco — e serei eternamente grata à persuasão de Camila Torres, do blog Colecionando Imãs, que me falou pra não perder essa visita.

Se não ficasse em Florença, San Marco seria cantado em prosa, verso e suspiros. Mas como está cercado por uma concorrência peso pesado, esse mosteiro dominicano onde viveu e trabalhou o genial Fra Angelico acaba negligenciado por muitos visitantes, tipo eu 😄.


Não deixe de entrar na basílica para ver os altares esculpidos por Gianbologna

Mas não cometa esse erro. Coloque San Marco no topo de sua lista de atrações em Florença e não vai se arrepender. Os horários de visita são apertados (durante a semana, só pela manhã), mas os afrescos de Fra Angelico, como a famosa Anunciação, estão entre as coisas mais sublimes que você verá na cidade.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Museus de Florença - guia de sobrevivência


Galleria dell'Accademia: todo mundo quer ver Davi — e com toda razão
Chicotes e algemas são para os fracos. Prazer com sofrimento mesmo é visitar as espetaculares galerias da Accademia e Uffizi, os dois museus mais famosos e lotados  de Florença. Os acervos de ambos são verdadeiras epifanias, mas o processo é inevitavelmente resfolegante. Uma overdose de contato físico e posições bizarras – já me peguei admirando um quadro por baixo de um sovaco não identificado — que deixam a gente um caco. Mas é bom demais!.

Tão bom que eu não resisto. Em janeiro eu estive pela terceira vez em Florença e – todas as juras anteriores esquecidas — lá estava eu, serelepíssima, na fila para o terceiro capítulo dos 500 tons de todas as cores da paleta renascentista da Galleria degli Uffizi e mais uma maratona de esticação de pescoço para ver o Peladão, vulgo Davi de Michelangelo, na Accademia.

É verdade que essa visita de agora foi na altíssima estação  — em janeiro, no movimentadíssimo período das festas entre Natal e Dia de Reis —, mas as anteriores foram em desenxabidos dias comuns de começo de abril e meados de novembro. O que não mudou foi o mundaréu de gente que encontrei no interior dos museus, especialmente na Uffizi.

Corredor da Galleria degli Uffizi: "mete o cotovelo e vai abrindo o caminho", como ensinava o frevo de Caetano
A Gallleria degli Ufizzi é a quarta atração cultural mais popular da Itália, registrando 2 milhões de visitantes em 2016 — atrás apenas no Pantheon, em Roma (7,3 milhões), do Coliseu/Fórum Romano (6,4 milhões) e das ruínas de Pompeia (3,3 milhões). Coladinha na Uffizi está a Accademia, em quinto lugar, com 1,5 milhão de visitantes no ano passado. 

O clima de lotação esgotada que impera nos dois museus pode mesmo interferir no prazer da contemplação das maravilhas de seus acervos. É por isso que eu criei uma série de "estratégias de sobrevivência" para facilitar minhas visitas, e compartilho as dicas com você neste post dedicado à Semana dos Museus (MuseumWeek).

A Primavera, de Botticelli, é assim...

Mas o mais provável é que você a veja assim
A Semana dos Museus, que começa nesta segunda-feira (19/6), celebra e divulga essas instituições fundamentais na preservação da memória e do patrimônio cultural pelo mundo. Como já é tradição, os integrantes da Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem (RBBV) organizaram esta blogagem coletiva para homenagear o evento, falando sobre seus museus preferidos. Veja no final deste post os blogs participantes e os links para as postagens.

Veja as participações anteriores da Fragata na MuseumWeek
2014 - Gosta de museus? Vá para Berlim!
2015 - O Museu da Acrópole de Atenas
2016 - Casas-museus: a vida cotidiana de gente muito especial

E aperte os cintos, pois nossa visita à Uffizi e à Accademia vai começar 😊.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Portugal - Aveiro, capital da Arte Nova

Arte Nova e barquinhos no Canal Central de Aveiro, uma cidade surpreendente
Por mais que a gente faça a lição de casa antes de uma viagem, o mundo sempre dá um jeito de nos aprontar grandes e agradáveis surpresas. Por exemplo, a danadinha da Aveiro, uma das cidades mais bonitas que conheci em Portugal. Fiquei boba com seu conjunto arquitetônico Art Nouveau, caprichosamente instalado ao longo das margens de sua famosa ria e muito bem preservado.

A uma distância confortável de Lisboa e do Porto, próxima a praias badaladas, como Nazaré, e dona de uma culinária exuberante, tanto doce quanto salgada — pense nos enormes caranguejos chamados sapateiras e nos legendários ovos moles — Aveiro encaixa direitinho em uma viagem de carro, mas também é facilmente alcançável por transporte público.

Um encanto que você não vai se arrepender de colocar em seu roteiro português. Siga a dicas e se apaixone:

domingo, 11 de junho de 2017

Espanha: bate e volta a Segóvia

Segóvia: linda de apertar o coração
Dois monumentos colocaram Segóvia no mapa dos viajantes, o Aqueduto Romano e o Alcázar. A cidade, porém, tem muito mais a oferecer. A cerca de uma hora de Madri, essa lindeza aos pés da Serra de Guadarrama (ainda mais encantadora com a moldura dos picos nevados, no inverno) sabe tudo sobre cenografia, pairando sobre o vale como uma miragem feita de torres e escarpas.

Fiz um bate e volta a Segóvia agora em janeiro, partindo de Madri, e fiquei absolutamente apaixonada. O passeio é daquelas felicidades imensas que cobram pouco: é fácil, barato e rápido ir até lá e explorar suas ruas medievais cheias de encanto.

Segóvia tem tudo pra conquistar você, também. É só seguir as dicas deste post e montar sua visita.

terça-feira, 6 de junho de 2017

São Paulo:
hospedagem na região da Faria Lima

A vista da minha varanda: o cruzamento das avenidas Cidade Jardim e Faria Lima. Bem no centro da foto, o casarão cercado de arranha-céus é o Museu da Casa Brasileira
Na minha passagem mais recente por São Paulo (comecinho de maio, para o show de Sting), fiquei hospedada na região da Avenida Faria Lima, uma vizinhança que eu já conhecia bem desde criança — passava férias na casa dos meus tios, pertinho do Shopping Iguatemi — mas que ainda não havia testado como turista.

O hotel escolhido foi o Radisson Blu São Paulo, na Avenida Cidade Jardim, que é bem bacanão e estava com tarifas ótimas naquele período — lição nº 1 de hospedagem em Sampa: hotéis do tipo “executivo” costumam ficar muito mais baratos nos finais de semana, feriadões e afins.

A chamada “Nova Faria Lima” e o bairro do Itaim Bibi não são muito a minha praia em Sampa — fui moradora de Perdizes e frequentadora assídua de Pinheiros e Vila Madalena — mas é uma boa opção para quem quer ficar perto de shoppings, comércio elegante e restaurantes badalados, além do Eataly, que continua no topo da lista de programas de paulistanos e visitantes.

Veja como foi minha experiência no Radisson Blu São Paulo: