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domingo, 20 de abril de 2014

Cádis, a herança de Hércules

O mar onipresente, as muralhas milenares e a luz de Cádis,
 uma cidade linda e com muita história pra contar
Minha segunda escala na Andaluzia corria um risco danado: poucos lugares do mundo deixariam de parecer pálidos aos olhos de quem passou seis dias quase que hipnotizada pela beleza de Sevilha. Mas Cádis também não brinca em serviço e sabe direitinho como apaixonar um visitante.

Espremida sobre uma ilhota* estreita e comprida (cerca de 1 km X 6 km), é difícil dar dois passos por lá sem avistar o mar — e só mesmo suas muralhas milenares para domar as ondas. Junte a isso um sol em tons quase tropicais e a algazarra onipresente das aves marinhas e está ponta a receita de uma cidade linda, com vivacidade de menina.

Pinturas romanas no Complexo Arqueológico Casa del Obispo.
Acredita-se que este local fosse a "sala das curas"
 do templo de Esculápio. 
Menina, sim, apesar de toda a história que já passou por aquele pedacinho de terra cercado de marismas. Cádis já foi Gadir dos fenícios e dos cartagineses, foi Gades dos romanos e Qadir dos mouros, um dos assentamentos humanos mais antigos do Ocidente, com mais de três mil anos de ocupação contínua.

E isso é ainda é pouco, se a gente considerar que os gaditanos se reivindicam como herdeiros de Hércules, herói a quem a lenda atribui a fundação da cidade — se tem uma coisa que me mata de inveja dos semideuses é que, entre o extermínio de dragões de nove cabeças e de leões invulneráveis, eles sempre conseguiam uma folguinha na agenda para fundar cidades... J

Não importa o propósito,
a história de Cádis sempre esteve debruçada sobre o mar
(Mirante da Fortaleza de San Sebastián)
As muralhas de San Carlos
A favor da lenda pesa uma constatação: Cádis puxou ao pai, pronta para desafiar qualquer pedaço de mundo a mostrar um currículo de aventuras mais extenso que o seu. Mas se a gente olha essa cidade que mais parece um barco singrando o mar aberto, vai achar que ela tem muito mais a ver com uma divindade das águas. Não sei quais eram as relações de Hércules com Poseidon, mas a história de Cádis sempre esteve debruçada sobre o mar.

Os fenícios usaram sua localização privilegiada — a esquina do Atlântico com o Mediterrâneo, no meio do caminho entre a África e a Europa — para implantar um importante entreposto comercial, porto seguro para os intrépidos navegantes que se lançavam além do mar interior, atravessando as Colunas de Hércules (Gibraltar). 

Os cartagineses, descendentes dos fenícios, deslocaram a razão de ser da cidade do comércio para a guerra e fizeram de Gadir a base das tropas trazidas do outro lado das águas para o avanço sobre a Península Ibérica e, de lá, para as tentativas de invasão de Roma, sua grande rival. Os romanos, naturalmente, perceberam a importância estratégica da cidade e, derrotada Cartago, fizeram de Gades uma das suas "capitais" e importante baluarte militar na Hispania.

À direita, uma típica torre de observação gaditana,
 tradição iniciada pelos fenícios.
Cádis ainda tem de pé mais de 1.000 dessas construções. 
Alguns sítios arqueológicos contam a a história desse passado tão movimentado. Um deles é a Casa del Obispo, antiga residência dos bispos da cidade, bem ao lado da Catedral Nova, em cujo subsolo as escavações revelaram vestígios de ocupação contínua do local desde o Século 8 a. C. Lá estão os restos de uma necrópole fenícia, de uma muralha e de um templo cartaginês, e de um santuário romano dedicado a Esculápio, o deus da cura, e de um solar medieval. Por plataformas de vidro, o visitante caminha em meio a todas essas eras, numa viagem encantadora. O ponto alto da visita é a “Sala das Curas” do templo romano, o local onde os doentes dormiam o “sono da cura”. Também na vizinhança da catedral está o Teatro Romano, do Século 4 d.C., parcialmente escavado.

Outro local importante para ver esse passado ainda não estava aberto ao público quando estive na cidade (buáá, quero voltar!), em janeiro desde ano. O sítio arqueológico Gadir foi inaugurado no último final de semana de março. As escavações revelaram os vestígios de um conjunto de residências fenícias que são consideradas as mais antigas encontradas no Mediterrâneo ocidental. 

A Casa das Cinco Torres, na Plaza de España, na verdade
 é um conjunto de cinco residências de armadores
Os mouros não deram a Cádis a mesma atenção que a outras maravilhas andaluzas, como Sevilha, Córdoba e Granada, embora não tenham descuidado da fortificação da cidade. A filha de Hércules só voltaria a encontrar o esplendor após a Reconquista cristã e, principalmente, ao herdar de Sevilha o monopólio do comércio com as Américas, no Século 18, tornando-se a nova capital da Carrera de Índias, como se chamava o vai e vem da frotas mercantes pelo Atlântico, trazendo as riquezas das colônias. A partir daí, a cidade retomaria sua vocação original, trazida pelos fenícios.

Um jeito bacana de descobrir as memórias desse período é fazer um dos passeios a pé sugeridos pelo Escritório de Turismo de Cádis pelo Bairro de Santa Maria, a área onde moravam os grandes armadores, donos das frotas de comércio com as Américas, e pelo centro da cidade, para ver monumentos importantes desse período. 

Hospital de Nuestra Señora del Carmén,
do Século 18, a primeira maternidade
da cidade, construído com a
riqueza da Carrera de Índias

O roteiro passa por lindos casarões dos armadores, geralmente construções de quatro ou cinco andares, onde se integravam os armazéns (térreo), os escritórios (primeiro andar), a área residencial (terceiro e quarto) e as dependências dos criados (quarto ou quinto). Uma característica única dessas casas são as torres de observação, tradição herdada dos fenícios, de onde os armadores controlavam a entrada e a saída de suas embarcações no porto, usando um sistema de sinalização por bandeiras, semelhantes aos utilizados pelos navios.

Cerca de 1.000 dessas torres ainda estão de pé na cidade. A mais famosa delas é a Torre Tavira, do Século 18, que é o ponto mais alto da cidade — sim, Cádis é muito plana —, cujo terraço está a 45 metros acima do nível do mar. Ela fazia parte do palácio dos marqueses de Recaño, mas, a partir de 1778, passou a ser era a torre de vigia oficial do Porto de Cádis.

Acho que nem preciso dizer que a vista lá do alto é um escândalo, né? Para desfrutar dela, porém, é preciso encarar 174 degraus de uma escadinha estreita, em ziguezague, com direito a paradinhas os salões inferiores para ver uma coleção de objetos náuticos e fotografias antigas da cidade e colocar o fôlego em dia,

Cádis vista do alto da Torre de Tavira. Repare que a cidade quase não tem telhados, só terraços
Outro ângulo. A cúpula que se destaca, ao centro,
é do Oratório de San Felipe Nery, talvez a igreja
mais bonita de Cádis. Foi lá que os gaditanos
se reuniram para escrever a Constituição de 1812,
num claro desafio às tropas napoleônicas,
que ocupavam todo o resto da Espanha. 

Mas isso é assunto para o próximo post
Uma sala no penúltimo andar da Torre de Tavira abriga uma atração interessante, a Câmara Escura, que usa espelhos e lentes para projetar cenas da cidade (enquanto elas acontecem) em uma “panela” esférica que serve de tela. Parece GoogleEarth, só que é ao vivo, um jeito bem divertido de explorar a cidade antes de percorrê-la pra valer.

Informações:

*A rigor, Cádis não é uma ilha, mas um tombolo, acidente geográfico que eu nem suspeitava que existisse, até visitar a cidade. É assim que se chamam as ilhas ligadas ao continente por um istmo muito estreito, formado por sedimentos. O estreitíssimo istmo que liga Cádis à Península Ibérica, com cerca de 200 metros de largura na maior parte de sua extensão, era o trechinho final da Via Augusta Júlia, que começava nos Pirineus e integrava várias colônias romanas, como Tarraco (Tarragona). Hoje, o istmo é parte da Carretera N-IV, que liga Cádis a Jeréz de la Frontera.

Passeio pela memória da Carreira das Índias- Como o roteiro dos fortes e muralhas, que citei no post anterior sobre Cádis, basta pegar o mapa no Escritório de Turismo e seguir a linha roxa pintada nas calçadas e ruas da cidade. O Escritório de Turismo (Delegación Municipal de Turismo) fica no Paseo de Canalejas s/n (a melhor referência é a Avenida León de Carranza, esquina com Calle Cristobal Colón), em frente ao Porto Turístico.

Sítio Arqueológico Casa del Obispo

Casa del Obispo - Plaza Fray Félix s/n. Visitas diárias das 10h às 180h (no verão, de junho a setembro, fecha duas horas mais tarde). Entrada: €5, com audioguia incluído.

Sítio Arqueológico Gadir - Calle San Miguel nº 15, no subsolo do Teatro de Marionetes La Tia Norica, a uma quadra da Torre de Tavira. De terça a domingo, das 10h às 13h e das 17h às 19:15, somente visitas guiadas, a cada 45 minutos. Entrada gratuita. Eu ainda não fui. Quando você for, me conte como foi J

Torre de Tavira - Esquina das ruas Marqués del Real Tesoro e Sacramentos, perto do Mercado Público de Cádis. Diariamente, das 10h às 18h (de outubro a abril) e das 10h às 20h (de setembro a maio). A entrada custa €6 e inclui o acesso à Câmara escuro, que tem sessões a cada meia hora.

O ouro das Américas contribuiu
para a beleza de Cádis.
Altar lateral na Catedral Velha,
hoje Igreja de Santa Cruz
A Fragata Surprise na Andaluzia 
A Catedral de la Giralda
O Real Alcázar
A Casa de Pilatos, um autêntico palácio andaluz
Cádis
Fortes e bastiões, um lindo passeio pela história da cidade

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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Escandinávia: um passeio no fim do mundo

Nordkapp, Noruega:
dois mil quilômetros mar adentro, o Pólo Norte
Meu amigo Allan Patrick, viajante descolado e autor de um blog que eu curto muito (O Caderno de Patrick) resolveu honrar esta Fragatinha com um um post bem interessante sobre sua viagem de carro pela Península Escandinava. Uma road trip que começou na Dinamarca e chegou um dos confins do mundo, o Nordkapp, na Noruega, um dos pontos mais extremos da Europa. 

Ele e sua mulher, Juliana, passaram 15 dias rodando as estradas da região e descobrindo um pouco da história da região, como a epopeia do povo Sami (também chamados Lapões) na busca pelo reconhecimento de suas tradições e identidades.

Eu adorei o relato de Patrick e tenho certeza que os leitores da Fragata também vão curtir. 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Páscoa sem chocolate:
A tradição ucraniana no Paraná

O interior da igreja ucraniana de São Josafat, em Prudentópolis.
 O grande "biombo" ao fundo é o Ikonóstas, que,
no catolicismo de rito oriental e bizantino, separa a nave,
onde ficam os fiéis, do altar sagrado,
espaço reservado aos sacerdotes
Sempre achei a Páscoa uma festa simpática. Embora eu não tenha religião, gosto dessa ideia de celebrar passagens e recomeços, um rito tão antigo quanto a humanidade  — no Hemisfério Norte, a data está associada à chegada da primavera, o renascimento da natureza após o inverno. Quando era bem criança, o Domingo de Páscoa era o dia em que se descobriam os espelhos, as rádios voltavam a tocar hits “profanos”, depois de três dias de música clássica, e a cidade podia abandonar o luto que caracterizava a Semana Santa. E, é claro, havia os ovos de chocolate.

As Pêssankas são ovos de verdade, geralmente de galinha,
que são "esvaziados", lavados e decorados. Os desenhos e as cores têm uma simbologia própria. As flores, por exemplo, significam felicidade. O amarelo representa a juventude
Para ver um jeito diferente de celebrar a Páscoa, que tal dar um pulo em Prudentópolis, a cidade paranaense que tem a maior concentração de descendentes de ucranianos no Brasil? Na Páscoa ucraniana o chocolate não entra. A tradição é presentear amigos e parentes com as Pêssankas, ovos de verdade, que são tratados e decorados com pinturas simbolizando desejos de prosperidade, fartura e boa sorte. Os ovinhos delicadamente trabalhados são talismãs que protegem contra o mal e garantem a felicidade e a saúde de quem os recebe.

domingo, 13 de abril de 2014

Fortes e bastiões,
um lindo passeio pela história de Cádis

O Castelo de San Sebastián, do Século 18
Se o mundo fosse uma festa, a gente poderia dizer que Cádis contemplou a passagem do tempo em uma mesa de pista. A pouco mais de 100 quilômetros do Estreito de Gibraltar, avançada sobre o mar, ela foi um senhor o camarote para quem quisesse observar o vai e vem de esquadras de guerra e frotas comerciais entre a Europa e a África e na rota entre o Atlântico e o Mediterrâneo.

Essa posição estratégica, é claro, foi cobiçada por todas as civilizações que andaram pela região. Isso explica a onipresença das muralhas, bastiões e fortes, um sistema de defesas que dá a volta na cidade. O tempo das invasões ficou para trás. Essas construções, hoje, fazem parte do encanto de Cádis e rendem passeios deliciosos, sempre na companhia das aves marinhas e do bater das ondas contra as fortificações.

sábado, 5 de abril de 2014

Salvador: um café e um museu
para ver o mar (e o pôr do sol)

Você sabe aonde precisa ir
para mergulhar nesta vista de Salvador?
Qual o seu programa preferido em Salvador? O meu é ver o mar. Nem faço questão de ir à praia (amo dar meus mergulhos, mas não sou muito fã de tomar sol).Deliro, mesmo, é com os milhares de cantinhos que a cidade oferece para a gente se acomodar e assistir o mar, a qualquer hora do dia.

Aqui na Fragata eu já falei do meu amor pelo Solar do Unhão (nesse post aqui), lindo conjunto arquitetônico do Século 17 que hoje abriga o Parque das Esculturas e o Museu de Arte Moderna — e que, por incrível que pareça, costuma ficar fora da rota dos turistas, o que é um pecado imperdoável. Mas eu estava devendo um post sobre outros lugares que adoro, especialmente no final da tarde, para ver o pôr do sol. No penúltimo fim de semana de março, eu matei a saudade da vista matadora do Café Terrasse da Aliança Francesa (esse escândalo que você vê na foto de abertura deste post) e do Farol da Barra, um dos melhores lugares de Salvador para ver o pôr do sol.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Blogagem coletiva #MuseumWeek:
Gosta de museus? Vá para Berlim!

A marquise e a entrada da Gemäldegalerie,
ao lado da Sankt Matthäus Kirche
No último domingo (30/3), vários integrantes da Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem (RBBV) participaram de uma blogagem coletiva, celebrando o encerramento da #MuseumWeek. A Fragata, claro, estava engajadíssima na iniciativa (ô, bloguinho pra gostar de museu, essa Fragata), participando ativamente do tuitaço que rolou desde o dia 24 de março. Este post, porém, está saindo um pouquinho atrasado, muito por culpa da capitã desta embarcação, que inventou de fazer aniversário na data e caiu na comemoração desde a véspera — acho que estou perdoada, né?

Outro motivo para me juntar com algum atraso a essa esquadra é que vocês não imaginam como é difícil escolher o meu museu preferido para destacar em um post (esse era o mote da blogagem). Pra não sofrer muito, resolvi destacar uma cidade que, pra mim, é o paraíso dos museus: Berlim. Sou louca pelos museus da Alemanha, um show de bola em acervo, tranquilidade e informação. E os da capital alemã, simplesmente, me arrebatam.

Veja a seguir a minha lista de museus queridos em Berlim. No final deste post, relacionei todos os participantes desta blogagem coletiva. Visite os blog, descubra mais lugares mágicos e anote as dicas para sua próxima viagem J

quarta-feira, 26 de março de 2014

Sevilha: Casa de Pilatos,
um autêntico palácio andaluz


O pátio principal da Casa de Pilatos mescla
elementos mouriscos, estátuas greco-romanas e
uma fonte renascentista

Nesta visita a Sevilha, já estivemos no bairro onde vivia o povo (Triana), no templo onde rezavam e confraternizavam os sevilhanos (a Catedral de la Giralda) e na morada dos governantes (o Real Alcázar). Está na hora de darmos um pulinho no mais suntuoso exemplo de como viviam os nobres andaluzes. Em sua época de ouro, nenhum esplendor era estranho a Sevilha. E isso fica bem claro quando transpomos os portais da impressionante Casa de Pilatos, o palácio que até hoje é a residência dos Duques de Medinaceli.

Esse conjunto de pátios e pavilhões é um feliz encontro do mudéjar com o greco-romano, o gótico e o renascentista. Quase uma vertigem de intricados detalhes que os nobres da Casa de Alcalá começaram a esboçar na então periferia da cidade, no finalzinho do Século 15. O nome da casa vem da celebração da Semana Santa, no Século 16, quando a recriação da via cruscis partia exatamente de lá, com o palácio representando a Casa de Pilatos.

quinta-feira, 13 de março de 2014

O Real Alcázar de Sevilha:
13 séculos de esplendor

Detalhe da galeria do Pátio de las Doncelas

Se eu tivesse que resumir Sevilha (toc, toc, toc, porque uma cidade como aquela não merece que lhe retirem um único tijolo), acho que iria buscar essa síntese no Real Alcázar, magnífico complexo de palácios, pátios e jardins que começou a ser engendrado no Século 8, com a tomada da cidade pelos mouros.

Este não é um post para muitas palavras. O Alcázar é daqueles lugares que se apresenta olho no olho. Outro sentido essencial a esse encontro seria o tato, mas é claro que não se deve sair impregnando azulejos, relevos e entalhes quase milenares com as nossas digitais — nesse ponto, a exposição de azulejos montada no primeiro andar, ao lado dos Apartamentos Reais, é bem camarada, pois oferece diversas réplicas das peças para que o visitante perceba a delicadeza e a sofisticação de cada textura.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Onde me hospedei na Andaluzia

Meu primeiro entardecer em Sevilha. E é tão bom
poder andar a pé pela cidade, mesmo à noite...
Veja minha avaliação dos hotéis onde fiquei em Sevilha, Cádis, Ronda, Granada e Córdoba, nesta temporada de dezembro 2013/janeiro 2014.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Desvendando Sevilha:
a Catedral de la Giralda

O interior da Catedral: 
ruptura radical com a escala humana 
Quando a gente pensa em Sevilha, a primeira coisa que vem à cabeça é a famosa Catedral, com sua Torre de La Giralda, que parece pairar sobre todo o centro antigo da cidade — eu quase não precisava de mapa para me orientar, bastava olhar para cima e localizá-la. O templo começou a ser construído no comecinho do Século 15, sobre a planta da antiga mesquita da Alfama. Dizem que o deão que comandou a construção queria “um templo tal que os que o virem achem que somos loucos”.