sábado, 18 de outubro de 2014

Bruxelas: três museus imperdíveis

Centro Belga da História em Quadrinhos:
acervo delicioso em um edifício espetacular
Com apenas quatro dias em Bruxelas (e a firme decisão — cumprida — de fazer um bate e volta a Bruges), vocês não imaginam o sofrimento que foi escolher os museus que eu iria visitar durante minha estada na cidade. Por mais que eu seja consumidora voraz de guias e blogs de turismo, não fazia a menor ideia de a lista fosse tão grande e tão cheia de atrações de primeira linha. No fim, pesaram as paixões mais trepidantes, e fui ver o Centro Belga das Histórias em Quadrinhos, o Museu Horta (dedicado ao gênio da Art Nouveau) e o Museu Magritte, que tem uma linda coleção de um dos meus pintores preferidos.

Claro que não foi fácil abrir mão de uma visita ao Museu Real de Belas Artes da Bélgica (lembre-se apenas que o país é um dos herdeiros de uma das escolas de pintura mais espetaculares já criadas pelo engenho humano, a Pintura Flamenga, com seu magistral domínio da luz e o pioneirismo de introduzir o cotidiano como tema das obras de arte). Outro que ficou para a próxima visita foi o recém inaugurado (dezembro de 2013) Museu do Fin-de-Siècle, dedicado a um dos períodos mais efervescentes da humanidade, a Belle Èpoque, que vai da segunda metade do Século 19 até a eclosão da Primeira Guerra Mundial. Como se eu precisasse de motivos pra voltar a Bruxelas...

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Delícias de Bruxelas:
Onde comer (muito bem!) na capital belga

Os 200 metros mais charmosos de Bruxelas, 
as galerias reais de Saint-Hubert, do Século 19
Se algum dia eu for chamada a defender a humanidade em um tribunal apocalíptico, vou lembrar aos juízes que a espécie animal capaz de inventar o acarajé, o zabaione e a batata frita sempre há de merecer uma nova chance sobre a face da terra. Dito isso, não preciso mais explicar que patamar ocupam os belgas, criadores das celestiais batatinhas, no meu ranking de admiração culinária. Mas não é que os caras ainda conseguiram me surpreender?

Eu já tinha lido em algum lugar que é impossível comer mal em Bruxelas. Depois dos dias que passei lá, estou fortemente inclinada a concordar (na verdade, eu gostaria de realizar mais testes, não por desconfiança, mas só por rigor científico, mesmo, rsss). Famosa pelos chocolates e pelos mexilhões com fritas, Bruxelas tem muito mais para encantaro paladar do visitante.

Além de ótimos restaurantes, a cidade oferece um prazer que, pra mim, é o auge da experiência gastronômica: a comida de rua, com destaque para as batatas fritas e os wafles, duas invenções genuína e deliciosamente belgas.

Confira as dicas de bons lugares para provar os sabores de Bruxelas. No final do post tem um mapinha.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Bruxelas: dicas práticas

A Grand Place, coração de Bruxelas:
além da beleza, a cidade tem um tremendo alto astral
A essa altura da vida, eu já estou acostumada com as surpresas maravilhosas que as viagens colocam no meu caminho. Mas acho que nunca uma cidade contrariou tanto (e tão bem) as minhas expectativas quanto a adorável Bruxelas. Eu já comentei aqui no blog que esperava uma cidade bonita, organizada e rica e... sem sal. Pois caí do cavalo: que cidade fantástica eu encontrei!

Bruxelas é, sim, muito bonita. Organizada e rica também. Mas tem sal na medida certa (inclusive nas onipresentes e deliciosas batatas fritas, vendidas em cada esquina, o acarajé dos belgas). Uma metrópole muito bem temperada, cosmopolita e alto astral, com excelente gastronomia, museus de responsa (amei o da História em Quadrinhos e o Museu Matisse), parques adoráveis e uma arquitetura de cair o queixo, que combina as fachadas "em degraus" do gótico flamengo com obras barrocas encantadoras (com destaque para a Grand Place) e o maior conjunto de edifícios Art Nouveau da Europa (nem preciso dizer que pirei, né?).

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Sainte Chapelle sem multidão?
Vá a um concerto


Sainte Chapelle: tão bonita que quase parece irreal
A primeira que entrei na Sainte Chapelle foi no dia do meu aniversário, há mais de uma década. Eram 9 horas da manhã e o sol estava maravilhoso — e o sol faz toda a diferença lá. Para melhorar, não havia nem indícios da fila de visitantes que se eterniza na porta do Palácio da Justiça, em cujas dependências fica essa magnífica capela do Século 13.

Fiquei paralisada com a beleza do salão térreo do templo, todo decorado em púrpura, azul royal e dourado, mas nada prepara a gente para a visão arrebatadora do piso superior, onde as paredes dão lugar aos vitrais, ainda mais quando são vazados pela luz radiante de uma manhã como aquela.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Arco do Triunfo: o melhor mirante de Paris

Paris do alto do Arco do Triunfo. 
Lá longe, o Arco de La Defénse
A coisa mais bonita que eu já vi em Paris foi... Paris. Sei lá o que tem naqueles telhados, naquele traçado urbano e naquela luz sempre enviesada e radiante, mas nenhuma das muitas maravilhas reunidas naquela cidade consegue rivalizar com a capital francesa vista em uma perspectiva, digamos, GoogleEarth. Não é à toa que a cena mais encantadora de todos os filmes passados na cidade tem sempre esse conjunto como cenário.

E mirantes não faltam para contemplar a paisagem. As escadarias de Sacre Coeur, a Torre Eiffel, as Torres de Notre Dame e até aquele monstrengo inominável da Torre Montparnasse, onde eu me recuso a pôr os pés, em protesto pela ferida que ele abre no horizonte lindo da cidade — fala sério, não parece que tem alguém mostrando o dedo médio lá longe?

domingo, 28 de setembro de 2014

Paris: um passeio em Montmartre

Paris vista de Montmartre
Eu tenho uma relação curiosa com Montmartre: adoro o bairro, mas não consigo achar a menor graça em sua principal atração, a Basílica de Sacre Couer — acho que vou apanhar, mas, do ponto de vista arquitetônico, o edifício me parece uma tentativa mal sucedida de copiar o Taj Mahal J. Claro que eu adoro a vista que se tem das escadarias da igreja, mas minha atração pela área se deve muito mais às memórias boemias que ainda sopram de suas ladeiras e escadarias.

Para sintonizar esse clima, gosto de subir o bairro a pé, meio que tentando me perder. É assim que aos pouquinhos, vou traçando meu mapa afetivo de Montmartre, em uma rota que nunca é igual à da visita anterior — e que, por isso mesmo, tem sempre as alegrias do reencontro e da descoberta.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Paris ao ar livre:
4 maneiras deliciosas de "respirar" a cidade

Essa graminha da Place des Vosges é uma delícia...
No post anterior, eu listei quatro museus bacanas de Paris. Nada mais justo que, agora, eu aponte alguns programas ao ar livre. Afinal, não conheço jeito mais gostoso de curtir a cidade do que aproveitar seus espaços abertos — muitos parques e praças da cidade são tão bonitos que mais parecem desenhados para ambientar cenas de cinema e da literatura. Sem contar o Sena, é claro, que além de moldura e passarela, é um personagem tão forte que a gente faz questão de contracenar com ele de todos os jeitos.

Siga essas dicas e prepare-se para se sentir em um filme. Mas o melhor é que vai ser tudo verdade J

domingo, 21 de setembro de 2014

Um passeio pela história da França
em quatro museus de Paris

Os jardins do Hôtel de Cluny são mais um encanto
 do Museu da Idade Média. Como a entrada é independente,
você não precisa pagar ingresso para mergulhar nesse sossego 
Uma cidade que tem o Louvre, com seus 14 quilômetros de corredores cobertos de maravilhas, talvez não precisasse de mais nenhuma instituição do tipo para ficar no topo da lista de destinos para quem gosta de museus. Mas Paris, abusada que só ela, esbanja opções bacanas nesse quesito. A lista de museus de primeira linha é grande. Vários deles, por serem centrados em um tema (e, geralmente, mais vazios), permitem a contemplação mais prazerosa de acervos espetaculares.

Nesta passagem pela cidade, por exemplo, escolhi quarto museus com temas bem diversos, passando por quatro épocas e estilos artísticos fascinantes. O Museu Nacional da Idade Média, Les Invalides, o Museu D’Orsay e o Beaubourg me proporcionaram deliciosos mergulhos em seus acervos, que acabaram sendo também uma viagem por 500 anos de história. Vamos passear pela história da França?

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Comer bem em Paris:
15 lugares testados e aprovados

Paris é uma festa para os 5 sentidos - mas vamos combinar
 que a visão e o paladar se esbaldam

É tão bom comer em Paris que até eu, indisciplinada de carteirinha, acabo levando super a sério as recomendações sobre as três refeições por dia — não que eu abandone os meus queridos beliscos e comida de rua, eu apenas acrescento a eles a religiosa observância dos horários do café da manhã, do almoço e do jantar.

Nesta viagem, ainda por cima, contei com um super parceiro para assuntos gastronômicos. Bruno pesquisou um monte de restaurantes antes da viagem, baixou vários aplicativos úteis e contribuiu muito para que tivéssemos muitas refeições memoráveis. Entre os lugares que experimentamos, alguns (poucos) eu já conhecia e quis repetir, muitos foram definidos a partir de consultas na internet e outros foram encontrados ao acaso.

Entre os aplicativos que usamos, recomendo o Yelp, uma mão na roda. Funciona de modo similar ao mais conhecido Foursquare, mas tem mais resenhas, com bastante informação. Listei aqui 15 lugares onde comemos bem em Paris. Os preços citados são sempre para a conta total (para duas pessoas), com os pratos e as bebidas. As estações de metrô indicadas são as mais próximas de cada restaurante, mas antes de ir pesquise o itinerário, pois, dependendo de onde você estiver, pode ser mais rápido chegar por outra estação das imediações. Veja o mapa no final do post.

Confira as nossas dicas:

domingo, 14 de setembro de 2014

Paris – minhas dicas práticas

A Place des Vosges é séria candidata
ao título de meu cantinho preferido em Paris

Se você leu o post anterior, já sabe que acabei de voltar de uma viagem de 25 dias pela Europa, que começou e terminou em Paris. Somados, foram sete lindos dias na cidade, que — clichê ou não —jamais é citada sem ao menos a sugestão de um suspiro acompanhando seu nome. Eu sou absolutamente louca por ela, mas fiquei oito anos sem aparecer por lá. Estava, portanto, ansiosa para rever cada lugar que fui reunindo, nas passagens anteriores, como “meus cantinhos” na capital francesa.

Mas essa visita não poderia ser como a minha última temporada parisiense. Em abril de 2006, fiquei três semanas na cidade numa batida que só posso descrever como “vagabundagem elegante”: tirando a visita a alguns museus, não fiz absolutamente nada que pudesse constar em uma lista de atividades turísticas.

Li um bocado, cada dia em um café ou parque diferente, fui muito ao cinema, ouvi muita música e acho que só via a Torre Eiffel quando pegava a linha 6 do Metrô e o trem atravessava o Sena rumo à Estação de Bir-Hakeim — seguramente o momento mais espetacular do transporte público mundial, mas que está fora de operação atualmente, em função de reformas. Culpa de Paris, que me inspira uma vontade louca de andar sem rumo (eles não inventaram o verbo flâner só por boniteza...)

Um dos meus ângulos favoritos da cidade:
a Pont de Notre Dame e as torres pontudas da Conciergerie

Desta vez, porém, eu não estava viajando sozinha. Meus 25 dias europeus contaram com a divertida companhia de meu sobrinho Bruno, de 19 anos, estudante de Arquitetura e calouro no continente — que me fez descobrir que tão bom quanto ver Paris pela primeira vez é poder mostrá-la em primeira mão a alguém legal. Foi graças a ele que fiz quase todos os programas que fiquei devendo nas minhas vagabundagens anteriores. Turistei pra valer e trouxe uma porção de informações aqui para o blog. Prometo muitos posts e muitas fotos. Por enquanto, fique com algumas dicas práticas pra já começar a preparar a sua viagem pra lá.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Roteiro:
Paris, Bruxelas, Londres
e as belezas da Irlanda

Tem coisa melhor que uma viagem
 que começa e termina em Paris?
Aperte o cinto, porque vem muita novidade por aí. Depois de 25 dias de férias, estou iniciando hoje a nova série de posts da Fragata sobre a deliciosa jornada pela Europa, em agosto. Foi uma viagem de reencontros e descobertas, que começou e terminou em Paris, que eu não visitava desde 2006. Depois vieram Bruxelas (com bate e volta a Bruges), Londres, Liverpool (as duas foram repeteco do ano passado, mas, ô, repeteco bacana!) e Dublin, de onde dei duas fugidinhas para ver a beleza impressionante de Carrick-a-Rede e do Giant’s Causeway, na Irlanda do Norte, e dos Cliffs of Moher.

sábado, 6 de setembro de 2014

Minas: fim de semana
em São João del Rei e Tiradentes

A igrejinha do Rosário dos Pretos, em Tiradentes.
Lá no fundo, a Matriz de Santo Antônio

Meu último fim de semana de julho foi uma delícia. Estive em São João del Rei e Tiradentes, no I Encontro de Inverno de Blogueiros de Viagem, organizado por Antonio Rômulo, do blog Retrip ViagensÉ sempre bacana encontrar pessoas que deliram com as mesmas coisas que eu e foi um prazer trocar informações, dicas e sonhos de viagens com integrantes da Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem (RBBV).

Também assistimos duas palestras bem legais. Antonio Santos, do blog Trip e Aventuras, falou sobre Propriedade Intelectual e Claudia Beatriz Saleh, do Aprendiz de Viajante, falou sobre a profissionalização dos blogs e o uso das redes sociais para amplificar a divulgação do nosso conteúdo — quem pensa que blogueiro de viagens só viaja não tem ideia do quanto nós buscamos aprender para melhorar nossos blogs a cada dia...

O Solar dos Neves, no Centro Histórico de São João del Rei, pertence à família do presidente Tancredo Neves e é o edifício histórico mais conhecido da cidade
Centro Histórico de São João del Rei: que boa surpresa!
O resultado de todo esse intercâmbio (que é permanente, pois estamos sempre em contato nas redes), eu espero que se reflita cada vez mais nas páginas da Fragata. Mas sei que você, leitor, já está ávido para saber quais foram as dicas de viagem bacanas que eu trouxe de São João del Rei e Tiradentes. Então, sem mais delongas, vamos lá :)