20 de maio de 2018

Rio de Janeiro - hospedagem no Aeroporto Santos Dumont

Vista do terraço do Hotel Prodigy: você escolhe se quer namorar o Pão de Açúcar...
Que tal acordar de cara para a paisagem da Baía de Guanabara e tendo como única obrigação escolher entre o Pão de Açúcar e Corcovado para musos de sua contemplação? Tive duas manhãs dessas, no comecinho de maio, e confirmo que fizeram muito bem pra a minha alma.

É que eu finalmente experimentei o Hotel Prodigy do Aeroporto Santos Dumont. Fazia um tempinho que eu estava de olho nele. Toda vez que pegava um voo naquele aeroporto, parava para admirar seu terraço debruçado sobre a Marina da Gloria e ficava imaginando a vista lá de cima. E não é que o bichinho cumpre direitinho o que promete?

... ou o Corcovado e Aterro
A localização do Prodigy, praticamente um anexo do Santos Dumont, é ótima para quem tem compromissos no Centro do Rio ou tem que pegar um voo cedinho partindo de lá. Era bem o meu caso: eu tinha um curso da Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem (RBBV) na Lapa, no domingo, e aproveitei para ir à ópera no Municipal, no sábado à noite. 

O hotel, com preços pagáveis, transporte público na porta e instalações confortáveis, casou direitinho com minha agenda.

Veja como foi meu fim de semana de cara para os cartões postais do Rio e a minha avaliação do Prodigy Santos Dumont:

18 de maio de 2018

Minha vida com Gastón (Acúrio)

Pra não dizerem que nosso colunista só fala de comida, hoje ele resolveu falar de amor 💙💛💚❤️💜🧡
Por Bruno Santana

Este santo blog já está cobrindo os detalhes práticos, inclusive do ponto de vista gastronômico, da deliciosa viagem que fizemos ao Peru em fevereiro. Seria uma mera repetição, portanto, se eu chegasse aqui para falar somente de comida quando já temos um excelente artigo listando nossas melhores experiências à mesa em Lima (o post de Cusco chegará em breve). Portanto, hoje não falarei de comida; em vez disso, falarei de amor.

Mais precisamente, do meu tórrido e fugaz caso de amor com um ilustre peruano, Gastón. Acreditem ou não, eu não cheguei a vê-lo pessoalmente, mas nos dez dias em que estive em seu país, sua presença foi tão sentida que não há como não classificar esse relacionamento como um intenso amor de verão, consumado em cima de mesas de variados tipos e entre aromas inebriantes.

Restaurante Tanta, em Lima: o local do primeiro encontro deste amor
Gastón Acurio é uma celebridade. Declarado embaixador da cozinha peruana, foi ele o principal responsável pelo renascimento da imagem turística do Peru, agora fortemente apoiada no seu renovado cenário gastronômico. Se hoje você ouve que Lima é a nova capital culinária da América Latina, pode colocar a afirmação — não só, claro, mas principalmente — na conta de meu amado.

15 de maio de 2018

Festas juninas em Portugal - um jeito especial de conhecer a terrinha

Altar de Santo Antônio no Largo do Rossio: Lisboa leva a sério as homenagens a seu padroeiro
Junho está chegando e, com ele, a temporada perfeita para visitar Portugal. O país fica lindo nessa época, é tempo de muito céu azul, calorzinho ameno que faz o brasileiro se sentir em casa e muitas floradas colorindo as cidades.

É nessa época, também, que Portugal realiza algumas das suas mais expressivas festas populares, homenageando os santos do mês. Eu participei da Festa de Santo Antônio, em Lisboa, e da Festa de São Gonçalo, na fofíssima e Amarante, amei e recomendo as duas experiências.

Procissão de São Gonçalo, em Amarante
Além de comer muito bem, beber e dançar, as festas juninas de Portugal são uma forma adorável de entrar em contato com as tradições da terrinha e descobrir um pouco da alma lusitana mais profunda.

Se você está sonhando com uma viagem a Portugal, corra e aproveite os encantos de junho. Olha só o que você vai encontrar por lá:

13 de maio de 2018

Onde comer em Lima

Olha este ceviche e me fala se não é para correr para o aeroporto e pegar o primeiro voo pra Lima
O que você faz quando visita a capital gastronômica da América-Latina? Come, é claro — come muito e muito bem. Assim foram os nossos dias na deliciosa (em muitos sentidos) Lima, uma cidade que me encanta mais a cada visita. Eu e meus sobrinhos (Bruno e Carolina) fizemos uma farra.

Comer em Lima é tão bom que a cidade nem precisaria ter um astral tão legal, um visual tão instigante e tanta coisa legal pra fazer. Bastava me fisgar pelo paladar, coisa que ela fez de modo inapelável, irreversível e inesquecível. Uma festa de ceviches, causas, lomos saltados, frutos do mar de todo tipo e sobremesas de perder o fôlego, como o famoso suspiro limenho.

Causa com camarões e suspiro limenho: dois motivos par colocar a capital peruana na sua lista de desejos de viagem
Só de selecionar as fotos pra este post, já me peguei, “sem querer”, pesquisando passagens para a capital peruana. Quando você conferir as tentações da mesa limenha que vou mostrar aqui, aposto que vai fazer o mesmo.

Enquanto eu e você não pegamos o avião, vamos afiando as papilas gustativas com essas dicas de pratos e restaurantes:

11 de maio de 2018

O que ver em Machu Picchu


Machu Picchu: 100 mil m² de belezas: com um pouquinho de organização, dá pra ver todos os pontos importantes
A área de Machu Picchu tem cerca de 100 mil metros quadrados. Se fosse plana e estivesse no nível do mar, já exigiria um pouquinho (muito) de energia para ser explorada. Agora, imagine o sobe e desce — por degraus muito irregulares — a 2.400 metros de altitude


A cidade-santuário dos incas tem cerca de 170 espaços diferentes e fascinantes abertos à visitação. É muito provável que você não consiga ver tuuuudo. Mas, nas seis horas que agora duram os turnos das visitas a Machu Picchu, dá para ver o principal e ainda tirar um tempinho para a contemplação sossegada, porque admirar o conjunto da cidade e as montanhas ao redor é o que há de mais gostoso pra fazer por lá.

Veja como se organizar:

9 de maio de 2018

Machu Picchu: onde pernoitar

Com as novas regras de visitação, está mais difícil visitar Machu Picchu em esquema bate e volta
Nas duas primeiras vezes que fui a Machu Picchu, eu pernoitei em Águas Calientes, a vila feinha de doer que fica no sopé da montanha onde está o sítio arqueológico. Naquela época (2002 e 2003), não tinha muito jeito: era isso ou acordar de madrugadíssima em Cusco e chegar de trem, entre 11 horas e meio-dia, e subir à cidadela embolada com toda a multidão que vinha em esquema bate e volta.

Felizmente, nesses 16 anos o leque de opções se ampliou. Cidades do Vale Sagrado, como Ollantaytambo e Urubamba, também servidas por trens para Machu Picchu, ganharam hotéis confortáveis, cafés simpáticos e restaurantes legais que, somados às atrações históricas e culturais, as tornam boas alternativas de pernoite.

Águas Calientes melhorou um bocado, mas continua não tendo muito o que fazer
O bate e volta partindo de Cusco só é recomendável para quem tem pouco tempo, pois os horários dos trens são apertados, considerando que agora o ingresso a Machu Picchu é por turnos.

Nesta viagem mais recente, em fevereiro de 2018, eu saí de Cusco de manhãzinha, visitei Machu Picchu na parte da tarde e pernoitei em Ollantaytambo na volta. Foi um ótimo esquema.

Veja os detalhes de cada possibilidade e escolha a alternativa mais cômoda pra você:

7 de maio de 2018

Como chegar a Machu Picchu


As nuvens se dissipando aos pouquinhos para revelar Machu Picchu - eu continuo achando esse espetáculo maravilhoso
Para os viajantes “normais”, só existem dois modos de chegar a Machu Picchu. Uma delas é caminhando. A segunda é tomar um trem até a vila de Águas Calientes, aos pés da montanha sagrada dos incas, e de lá subir a encosta de ônibus ou por uma trilha/escadaria de cerca de 6 km.

(Tem o helicóptero, para muitos ricos, e dizem, o disco voador, para ETs. Mas esses não são nossos departamentos 😀).

A modalidade a pé — pela legendária Trilha Inca que atravessa florestas pelas montanhas — atrai aventureiros, místicos e mochileiros de todo o mundo e requer condicionamento físico e muita disposição para enfrentar quatro ou cinco dias de subidas e descidas na altitude. É uma atividade que só pode ser feita com acompanhamento de guia e hoje está restrita a 500 caminhantes por dia. As agências credenciadas estão cobrando US$ 700 por pessoa pelo trekking.

Eu e meus sobrinhos, Bruno e Carolina, a bordo do trem Vistadome
Nas quatro vezes que fui a Machu Picchu — a última delas em fevereiro/2018 — não me animei a tamanha aventura e preferi o modo mais “sedentário”, que é a viagem de trem. Nos 16 anos que separam a primeira viagem da mais recente, o serviço melhorou muito em termos de conforto, ampliação de frequências e facilidades, como a compra de passagens pela internet. Os preços, porém, decuplicaram.

A Estação de Ollantaytambo
Agora, surgiu uma terceira alternativa para quem quer ir a Machu Picchu sem gastar muito: o transporte em uma van pela estradinha que margeia a linha do trem, até a represa da Hidrelétrica da Egemsa, que está a 3,5 km de um acesso à cidadela (lembre-se que esta fica láááá no alto da montanha) e a 12 km de Águas Calientes.

A trilha da hidrelétrica e a linha do trem margeiam o Urubamba, rio sagrado para os incas
É um programa de dois dias. São cerca de quatro horas na van, entre Cusco e a hidrelétrica, e mais três horas de caminhada até Águas Calientes, onde o viajante pernoita para subir a Machu Picchu no dia seguinte. As agências de Cusco cobram US$ 100 pelo transporte ida e volta, mais alojamento e duas refeições.

Neste post, detalhei bem esmiuçadinho o jeito que eu conheço e recomendo para se chegar a Machu Picchu, que é de trem. Veja as dicas:

4 de maio de 2018

Machu Picchu - como organizar a viagem com as novas regras de visitação

Uma beleza que não cansa: já fui quatro vezes e quero voltar 
Não conheço um único viajante que não sonhe ir a Machu Picchu. A cidade sagrada dos incas exerce um imenso fascínio, tanto por sua beleza quanto pelas questões ainda não completamente respondidas sobre sua origem, utilização e abandono. Estive lá pela 4ª vez, agora em fevereiro, e não consigo jurar que esta tenha sido a última visita.

Machu Picchu não muda. O que avançou muito, desde minha primeira visita, em 2002, foi o conhecimento sobre sua história, ocupação e significado para a cultura inca. 

O Templo Las Tres Ventanas (três janelas), um dos famosos mirantes para a cidade sagrada dos incas
O manejo turístico da cidadela também sofreu alterações radicais. Felizmente, o Peru compreende o tesouro que tem em seu território e está sempre aperfeiçoando regras de visitação que assegurem a preservação do sítio arqueológico.

Machu Picchu encanta pelo conjunto e pelos detalhes
Mas cada mudança, é um alvoroço na viajosfera, com mil dúvidas surgindo sobre o que pode e o que não pode em Machu Picchu. Para tranquilizar seu coração, já aviso que as novas regras de visitação do santuário inca não são nenhum bicho de sete cabeças.

Neste post, organizei informações práticas fresquinhas sobre a visita a Machu Picchu, coletadas em fevereiro de 2018. É a minha contribuição para que você também realize o sonho de descobrir a cidade perdida dos incas, uma das sete maravilhas do mundo e atração imperdível dessa nossa apaixonante América do Sul. Veja as dicas: