sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Rio de Janeiro: a cozinha portuguesa e o Alfaia

 Uma parte (bem) pequena da meia-porção do Bacalhau Alfaia
Por Bruno Santana
Adoro morar num país em que cada lugar que você vá é possível sentir, na culinária local, uma clara influência de outras terras. Falo das referências africanas na comida baiana, dos pratos indígenas de Manaus ou Belém ou da reprodução de técnicas argentinas e uruguaias no churrasco gaúcho. Já o Rio de Janeiro (sem desmerecer o Filé a Oswaldo Aranha) sempre me traz a memória da culinária de Portugal.

A presença portuguesa na cidade, desde os tempos da colônia,certamente haveria de deixar uma gorda influência da comida da terrinha na mesa do carioca — e aí estão os celestiais bolinhos de bacalhau encontrados em qualquer boteco para provar o óbvio.

E o que não falta no Rio são restaurantes com inspiração na terrina. Lembro com particular carinho do , já recomendado (e descrito em detalhes) pela dona deste santo blog (siga o link pra ver o post). Hoje, entretanto, falarei de outra casa com uma comida de primeira e que descobri pelo mais absoluto acaso: o Alfaia.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Guatemala: a paisagem encantadora do Lago de Atitlán

Atracadouro de Santiago Atitlán, o maior povoado à beira do lago
A paisagem que eu mais queria ver na Guatemala era o Lago de Atitlán, a majestosa porção de água cercada por montanhas e pelos vulcões Atitlán, San Pedro e Toliman. A época que escolhi para visitar a América Central não foi das mais camaradas — setembro é época de muita chuva por lá— mas o horizonte dramático do lago e a cultura maia muito viva e presente no cotidiano dos povoados a seu redor me proporcionaram uma bela experiência.

O Lago de Atitlán é um destino para todos os públicos: os românticos adoram os hotéis charmosos à beira d’água, de cara para os vulcões, a galera mais espiritualista curte o astral zen dos retiros neo-hippies de San Marcos, os animados se esbaldam em San Pedro. Curiosos, como eu, se encantam com a paisagem e a cultura.

Quando você for à Guatemala (e o país merece muito sua visita), ponha o Lago de Atitlán em seu roteiro. Aqui neste post eu conto como foi minha experiência por lá, como chegar, como se virar e minhas impressões sobre a cidade de Panajachel, a porta de entrada para o lago, e sobre os povoados que visitei — San Marcos, San Juan, San Pedro la Laguna e Santiago de Atitlán.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Salvador: sim, é possível comer bem na Marina

Bahia Marina: o grande trunfo é a vista para a Baía de Todos os Santos
Por Bruno Santana

Localizada em uma das áreas mais bonitas de Salvador, a Bahia Marina — aos pés da Avenida Contorno, de cara para a Baía de Todos os Santos —  se define como um "centro de lazer e gastronomia", com várias lojas e restaurantes.

Vocês podem me chamar de preconceituoso, mas até algumas semanas atrás, eu classificava a Marina como um daqueles lugares que eu "não fui e não gostei": minha ideia era de uma atmosfera elitista, um contraste desagradável com a comunidade da Gamboa, vizinha, e um bocado de restaurantes pega-turistas sem muitos atrativos.

Bom, eu estava errado… em partes. Veja como foi minha experiência:

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Tikal, Guatemala - roteiro e todas as dicas para organizar a viagem


Esforço que vale a pena: a subida ao topo do Templo IV nos recompensa com essa vista de Tikal
2017 foi um ano generoso comigo no capítulo viagens. Visitei 25 cidades/localidades, sete países (três deles inéditos pra mim: México, Panamá e Guatemala) e estive em alguns destinos que estavam na minha lista de desejos há muito tempo. Se eu tivesse que escolher meu melhor momento viajante do ano passado, não teria dúvidas em eleger Tikal, a “capital” da civilização maia, na Guatemala.

Tikal frequentou minhas fantasias desde que eu era criança. A majestosa cidade engolida pela selva, após ser abandonada no Século 10 da nossa era, vai muito além do que a minha imaginação sugeria. A metrópole maia e seus espetaculares templos em forma de pirâmides são um senhor motivo para que você coloque a bela Guatemala em seu radar viajante.

O coração chega a dar uma paradinha: vista da Praça Central, do alto da Acrópole Central. No cantinho esquerdo, o Templo das Máscaras, ao fundo, a Acrópole Norte e, no centro, o Templo do Grande Jaguar
Neste post eu reuni todas as dicas práticas que anotei em minha visita para ajudar a organizar a sua viagem a Tikal. Também conto um pouquinho da história do lugar e falo das principais atrações da capital dos maias. Espero que a sua jornada seja tão inesquecível quanto foi a minha.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

O Café de la Paix (ou: como erros também podem ser mágicos)

Paris depois da chuva é especial, como essa tarde no Jardin du Luxembourg
Por Bruno Santana

Uma coluna de gastronomia costuma trazer narrativas de experiências positivas — pratos que deixam o comensal sem fôlego, criações alimentícias excitantes ou simplesmente algum quitute provado numa esquina e que deixa a gente no chão. Às vezes, entretanto, as coisas não saem como a gente espera. É o caso da minha experiência no legendário Café de la Paix, em Paris: uma visita nada marcante do ponto de vista gastronômico, mas que permanece em minha memória por vários outros motivos.

É que minha visita ao célebre estabelecimento foi um acidente, dessas escorregadas de turista que resultam em suores frios e risos amarelos na hora, mas em seguida passam a reforçar o cardápio das histórias de viagem mais saborosas. O Croque Monsieur não foi nada de mais, mas uma ida ao Café de la Paix nunca será apenas uma pausa para o sanduba — por mais pedigree que ele tenha.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Guatemala: o mercado de Chichicastenango

Chichi: uma algaravia cheia de cores e tradição
Um dos grandes fascínios da Guatemala é encontrar as tradições maias muito vivas no cotidiano do país, caminhando lado a lado com a vida contemporânea e sem provocar qualquer espanto. Um bom lugar para testemunhar isso é o Mercado de Chichicastenango, realizado todas as quintas e domingos, uma algarvia multicor que anima e lota a cidade de 45 mil habitantes.

A visita ao Mercado de Chichicastenango é um programa muito popular entre os turistas e uma experiência antropológica poderosa — sem contar que essa será a melhor oportunidade que você terá para comprar artesanato de qualidade a bons preços e exercitar a famosa arte da pechincha com os vendedores locais.

Às quintas e domingos, as comunidades trazem sua produção para vender no Mercado de Chichicastenango
Quando você for à Guatemala, não perca esse passeio. Siga as dicas e divirta-se: