domingo, 28 de maio de 2017

4 motivos para ir ao MASP - e voltar sempre

A Anunciação, de El Greco, meu xodó de infância
Comecei a frequentar o Museu de Arte de São Paulo ainda criança, nas visitas anuais ao lado paulista da família. Ele foi a escola que me ensinou a gostar de pintura — a “professora” mais persuasiva, sem dúvida, foi a Anunciação, de El Greco, até hoje uma das minhas telas mais amadas.

Apesar desse chamego, fazia um tempinho que eu não ia ao MASP e aproveitei a passagem por Sampa no primeiro fim de semana de maio — showzão de Sting!! — pra rever minha escolinha preferida e conferir a nova disposição do acervo, que voltou a ser exibido em ordem mais ou menos cronológica nos famosos cavaletes de vidro desenhados por Lina Bo Bardi, arquiteta também responsável pelo já mitológico projeto do edifício do museu.

A notícia é que sempre haverá um bom motivo para ir ao MASP. Se você nunca foi, tá na hora de ir. Se já conhece, está na hora de voltar.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Cidade do México - Museu Soumaya

A abusadíssima arquitetura do Museu Soumaya, em Polanco
No luxuoso bairro de Polanco, famoso pelo comércio exclusivo, hotéis refinados e restaurantes badalados, fica o Museu Soumaya, uma extravagância arquitetônica construída pelo multimilionário Carlos Slim para abrigar sua coleção de arte. Apesar de um certo ar de ostentação, sua pinacoteca merece a visita.

terça-feira, 23 de maio de 2017

O que comer e beber na Cidade do México

O México é uma festa para quem gosta de comida de rua
Sempre tive um certo orgulho de saber a diferença entre tortilhas, tacos e burritos e consumi quantidades industriais de chili con carne. Minha visita à Cidade do México, porém, foi uma revelação: por mais milhagem que eu tenha acumulado em “restaurantes mexicanos” mundo afora — daqueles com mariachis e tudo 😁—, eu não tinha sequer passado perto da verdadeira culinária do país.

Aliás, essa foi a primeira coisa que os locais me avisaram, quando desembarquei por lá: a comida tex-mex que faz sucesso fora das fronteiras mexicanas é uma adaptação, muito mais ao gosto gringo.

No meu choque de realidades sobre a verdadeira culinária dos descendentes dos astecas fiz algumas descobertas deliciosas e vi ruírem vários clichês. Só uma parte do mito se confirmou como verdade inescapável: a pimenta é onipresente e de fazer chorar esta baiana criada com malagueta na mamadeira 😊.

Veja algumas gostosuras mexicanas que eu provei e amei:

domingo, 21 de maio de 2017

México: visita às pirâmides de Teotihuacán

A Pirâmide do Sol (esq) e a Avenida dos Mortos vistas do topo da Pirâmide da Lua
Eu já me tornei suspeita pra falar do México, um país que arrebatou meu coração como poucos lugares que já visitei, mas duvido que alguém consiga ficar impassível diante do colosso que é Teotiuhuacán, a antiga cidade que foi centro da mais poderosa civilização de seu tempo nas Américas.

São apenas 50 km de percurso entre o Centro da Cidade do México e o sítio arqueológico, o ingresso custa baratinho e há várias formas de ir até lá. Traduzindo: não tem desculpa para deixar esse espetáculo fora do roteiro. Dá uma olhada nas dicas e comece a se preparar para um dos passeios mais espetaculares que você vai fazer na vida 😊.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Cidade do México:
o que fazer no Bosque de Chapultepec


Uma atração da Cidade do México que dificilmente passará batida no seu roteiro é o Bosque de Chapultepec. O maior parque público das Américas, com 650 hectares — quase o dobro do tamanho do Central Park de Nova York — é um espaço popularíssimo entre os mexicanos. Suas três subdivisões abrigam uma infinidade de equipamentos de lazer e o lugar ferve nos fins de semana.

Opções não faltam: trilhas para caminhadas, veredas, fontes, zoológico, auditório para concertos, um lago com barcos a remo e pedalinhos e nada menos que oito museus — entre eles, o fantástico Museu Nacional deAntropologia, o Museu de Arte Moderna e o Museu Nacional de História, instalado no Castelo de Chapultepec.

O Lago de Chapultepec visto do castelo. Barquinhos a remo e pedalinhos fazem a alegria dos visitantes

terça-feira, 9 de maio de 2017

Cidade do México:
Museu Nacional de Antropologia

O Calendário Asteca, a peça mais famosa do museu, descreve os movimentos e marca um ano de 365 dias
Feliz do país que tem um museu tão bacana quanto o Museu Nacional de Antropologia do México — e que pode dizer que todas as maravilhas do acervo são expressão do engenho e da arte de seu próprio povo e de seus ancestrais.

Tudo no Museu de Antropologia é bacana. Ele está instalado em um edifício modernista lindo, inaugurado em 1964, no Bosque de Chapultepec, o Central Park dos mexicanos. Os espaços expositivos são organizados de maneira inteligente e didática e estão integrados a jardins — onde réplicas de templos e outras construções ajudam a compreender melhor o contexto de cada sala. E o acervo... ah, o acervo. Em uma palavra: acachapante.


Eu passei um dia inteirinho no Museu de Antropologia — e se tivesse mais tempo, teria voltado para uma segunda visita. Ele não é só lindo, mas essencial pra a gente entender como as aventuras de culturas como a asteca, tolteca, olmeca, teotiuacana, maia e zapoteca ajudaram a forjar os encantos do México. Indispensável.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Palácio Nacional de Bellas Artes -
a magia da arte mexicana

O Homem controlador do universo, mural de Diego Rivera no Palácio nacional de Bellas Artes 
Minha maior inspiração para visitar o México tem nome e sobrenome: Diego Rivera. Eu já tinha tido o prazer de contemplar alguns de seus quadros em museus e exposições mundo afora, mas nunca tinha estado cara a cara com seus famosos murais, trabalhos que o consagraram no mundo das artes. Com esse item finalmente ticado na minha lista de desejos, posso afirmar sem medo de estar exagerando: os murais de Diego Rivera, sozinhos, já justificariam a viagem.

Melhor ainda quando a gente pode ver algumas dessas maravilhas em um espaço cultural tão bonito quanto o Palácio Nacional de Bellas Artes. Concebido originalmente para ser uma casa de ópera, o edifício foi inaugurado em 1934 abrigando também um museu de arte — uma feliz associação entre acervo, arquitetura e decoração que tornam o lugar uma atração imperdível na Cidade do México.

Palácio Nacional de Bellas Artes: o exterior em Art-Nouveau e as cúpulas de sugerem vulcões em erupção. O interior tem uma escandalosamente bela decoração em art déco (abaixo)