quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Mercado de Pinheiros, para comer bem e gastar pouco em São Paulo

Mercado de Pinheiros: para comer bem e gastar pouco
Quem gosta de mercados levante a mão. E hoje o nosso assunto é o Mercado Municipal de Pinheiros, em São Paulo, queridinho dos hipsters e gourmets — e excelente opção para quem não é nem uma coisa nem outa, mas está simplesmente a fim de comer bem sem gastar muito.

Bem localizado (do ladinho do Largo da Batata), fácil de chegar e com muitas alternativas, o Mercado de Pinheiros vai desde a super pizza da Napoli Centrale, passa pela comida de rua da Comedoria Gonzales e desemboca na culinária do Mocotó Café — sucursal do badaladíssimo Restaurante Mocotó, do chef Rodrigo Oliveira. Tudo isso com a curadoria de Alex Atala, que lá instalou diversos boxes de seu Instituto Atá.

E se seu caso é fazer feira, também está valendo. A gentrificação não afastou do mercado as bancas de frutas, hortaliças, açougues e peixarias que foram a razão de ser do lugar, desde sua inauguração, na década de 70.

domingo, 12 de novembro de 2017

Copa Airlines: vale a pena ser voluntária em caso de overbooking?


Aeroporto de Tocumen, o hub da Copa Airlines na Cidade do Panamá
Desde a primeira vez que viajei com a Copa Airlines (para Punta Cana, com conexão no Panamá, em 2006), noto que é comum a companhia procurar passageiros voluntários que aceitem abrir mão de suas reservas, adiando seu embarque, geralmente para o dia seguinte. Caso o viajante aceite, são oferecidas compensações como hospedagem, refeições, transporte e créditos (vouchers) em valores variáveis, que podem ser usados para pagar passagens aéreas da própria Copa.

Isso acontece porque a empresa aérea pratica o overbooking — e deixa isso bem claro em sua página na internet (veja aqui). “A política da Copa Airlines permite o overbooking de voos na cabine principal. Se, no horário do embarque, houver mais clientes com reservas confirmadas do que os assentos disponíveis, a Copa Airlines não negará um assento até os funcionários do portão de embarque primeiro verificarem se há passageiros com planos de viagem flexíveis que possam abrir mão de seus assentos confirmados”— os chamados “voluntários”.

Nunca fui “premiada” com a negação de embarque, mas na minha viagem mais recente com a Copa, voltando da Guatemala, aceitei ser voluntária e adiar por 18 horas o meu retorno ao Brasil. Veja como foi a experiência que me rendeu uma manhã de bônus para explorar a Cidade do Panamá:

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Porto Alegre: 3 churrascarias maravilhosas - nas faixas de preço que cabem no seu bolso

Churrasco: minha gratidão aos hominídeos que começaram a dominar o fogo, há 1 milhão de anos
Que tal uma coluna gastronômica na Fragata? Pois agora tem: é com muito orgulho que apresento o novo colaborador do blog, Bruno Santana, comilão refinado, ótimo cozinheiro e eternamente curioso sobre as maravilhas gustativas deste mundo. E ele estreia com ótimas dicas: três churrascarias excelentes em Porto Alegre — a NB Steak, a Parrilla del Sur e a Giovanaz —, cada uma em uma faixa de preço, pra você escolher o que cabe no seu bolso e se esbaldar na aventura carnívora que a capital gaúcha oferece.

Bruno, meu sobrinho e parceiro de descobertas gastronômicas em muitas viagens, vai escrever regularmente na Fragata, trazendo dicas de restaurantes, pratos e receitas. Bem vindo, Bru, e conte pra nós sobre essas churrascarias que você amou em Porto Alegre.

domingo, 5 de novembro de 2017

San Blas, o Caribe panamenho

A praia na ilha de Perro Chico

San Blas (ou Kuna Yala, na língua local), é um paraíso que estava há muito tempo no meu radar. O arquipélago fica na Costa Atlântica do Panamá, tem águas cristalinas, praias de areia branquinha e pelo menos uma ilhota para cada dia do ano — são 365 “contabilizadas”, sem incluir os bancos de areia tão pequenininhos que comportam no máximo um coqueiro, como as ilhas desertas de desenho animado.

Um sonho caribenho que finalmente eu vi ao vivo e em cores (que cores!) na minha incrível primeira viagem à América Central.

Três horas de carro e mais meia hora de barco separam a Cidade do Panamá desse marzão
Como todo bom paraíso, San Blas cobra pedágio de sacrifícios para ser atingido. No caso do arquipélago panamenho, a dificuldade é organizar a viagem. Não há transporte regular até lá e as ilhas são exploradas turisticamente apenas pelo povo Kuna (que administra a região de maneira semiautônoma em relação ao Estado panamenho) e a comunicação pela internet nem sempre funciona.

Esses, porém, são percalços insignificantes, comparados ao prazer de mergulhar naquelas águas, relaxar naquelas praias e ficar hipnotizada com a beleza de San Blas. Veja como eu fiz para chegar lá, como é a viagem e o que esperar do Caribe panamenho:

domingo, 29 de outubro de 2017

Panamá - dicas práticas

San Blas: só o mergulhinho nessas águas já faz o Panamá merecer sua visita
Mais dia, menos dia, o Panamá vai cruzar — se é que ainda não cruzou — o seu caminho. O Aeroporto Internacional de Tocumen é um importante entroncamento de rotas aéreas entre as Américas, operadas pela companhia nacional, a Copa Airlines.

Uma conexão na terra do canal é cada vez mais frequente para brasileiros que viajam ao Caribe, a alguns destinos sul-americanos e mesmo à América do Norte. Por que então não aproveitar para descobrir as praias, a culinária e a história do Panamá?

Foi isso que pensei ao organizar minha tão sonhada viagem à Guatemala. Eu já tinha feito várias conexões em Tocumen, sem sair do aeroporto. Desta vez, porém, resolvi fazer diferente. E gostei muito da minha decisão.

Os arranha-céus da Cidade do Panamá vistos da muralha do Centro Histórico
O país tem atrações mais do que suficientes para justificar a parada: as memórias de sua movimentada colonização preservadas em Panamá Viejo, o charme do Casco Antiguo da Cidade do Panamá, a grandiosa engenharia do Canal do Panamá e, principalmente, os cenários de sonho do arquipélago caribenho de San Blas.

Neste post eu organizei as dicas práticas sobre o destino, para facilitar o seu planejamento. Assim, quando uma viagem colocar o Panamá no seu caminho, você já tem todas as informações para aproveitar atrações do istmo 😊.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Salvador: uma tarde no Rio Vermelho

Odoyá, escultura de Ray Vianna. À direita, os barcos descansando da lida com a Casa de Iemanjá e a sede da Colônia de Pesca ao fundo
Há décadas que o Rio Vermelho se consagrou como o bairro boêmio de Salvador. É lá que sempre estão os melhores bares, as baladas mais animadas e fauna urbana mais interessante.

Tudo isso rima com noite, mas acaba ofuscando outros encantos do Red River — como dizemos nós, os íntimos. Eu mesma já nem lembrava mais a última vez que tinha estado naquele pedaço com a luz do dia.

Pois saiba que isso é um desperdício. O Rio Vermelho também é ótimo antes do pôr do sol (que, aliás, em bem bonito por lá), especialmente num final de tarde ensolarada, quando o mar quebra mansinho na praia e a multidão de barquinhos, descansando da lida sobre as areias douradas, nos mostram a face tradicional da antiga aldeia de pescadores cantada por Dorival Caymmi, narrada por Jorge Amado e pintada por Caribé e Floriano Teixeira — todos moradores do bairro.

Largo de Santana, com a antiga igrejinha - nos anos 60 a sede da paróquia foi transferida para uma nova igreja
No último domingo eu fiz um passeio muito gostoso pelo Rio Vermelho, sugestão da minha amiga Marusia, e me reencontrei com a cara diurna do bairro. Aproveito e deixo as dicas pra você se inspirar e aproveitar um dos pedacinhos mais gostosos da minha terra, a querida Salvador.