terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Hospedagem em São Paulo:
dois hotéis na região da Paulista


A vantagem de ficar hospedada na região da Avenida Paulista
 é ter esse bonitão como vizinho
Duas idas seguidinhas a São Paulo (pra ver dois shows inenarráveis de maravilhosos, o do Creedence, em novembro, e o de David Gilmour, na última sexta) renderam as dicas deste post sobre dois hotéis legais com preços pagáveis, ambos na Alameda Jaú, nos Jardins, a duas quadras da Avenida Paulista.

Gostei das experiências no Royal Jardins Boutique Hotel e no Estamplaza Paulista, ambos classificados na categoria quatro estrelas e bem próximos um do outro e da estação Trianon/Masp do Metrô. Veja só como foi minha experiência nos dois hotéis:

Royal Jardins Boutique Hotel
Alameda Jau nº 729, Jardim Paulista (entre a Praça Alexandre Gusmão e a Rua Pamplona)
Diárias no single R$ 275, com café da manhã
A fachada do Royal Jardins Boutique Hotel
 e a vizinha Praça Alexandre de Gusmão
Fiquei duas noites neste hotel, que tem uma equipe muito simpática. Meu apartamento no Royal Jardins era o que a gente pode chamar de compacto: ficava devendo um pouquinho no espaço, sem chegar a ser acanhado. A decoração discreta ajudava bastante a tornar o quarto bem aconchegante.

Na falta de uma poltrona de leitura, a profusão de travesseiros na cama e as luzes de cabeceira reguláveis garantiam o conforto do meu encontro obrigatório com um livrinho, antes de dormir (esse ritual está ficando cada vez mais incontornável: uma horinha de leitura, no mínimo, ou o sono não vem).

O quarto do Royal Jardins
Meu quarto tinha uma cama muito confortável, uma bancada de trabalho generosa em tomadas, TV com boa variedade de canais a cabo, frigobar, armário, cofre com tranca digital e apoio para a mala. O ar condicionado, do tipo split, funcionava perfeitamente.

O banheiro, bem amplo, tinha as comodidades básicas, como espelho de aumento e secador de cabelo, além de amenities cheirosinhas (é raríssimo eu usar xampu ou condicionador de hotel, porque sou uma chata cheia de alergias, daí eu comentar tão pouco sobre esse aspecto). A ducha, bem forte, garantia banhos bem relaxantes. Estava friozinho em Sampa nos dias que passei lá, em novembro, e guardei boas lembranças dos banhos quentinhos, rsss.

Caminha gostosa, com cinco travesseiros
 (e tinha mais no armário)
As áreas comuns do hotel é que me pareceram meio sem graças (sem contar que o carpete do meu andar precisa ser trocado com urgência). A recepção é bastante acanhada. Há um pequeno jardim na parte de trás do edifício, mas o acesso a ele não é muito óbvio — tanto que acabei esquecendo de fotografá-lo. Nem visitei a academia. Tinha ficado animada com a ideia de usar o ofurô que funciona ao lado da sauna, mas ele estava desativado por conta da crise hídrica (expressão chiquérrima para designar falta d'água) que assola São Paulo. 

O WiFi gratuito funcionou muito bem, rapidinho e sem chatices para conectar.

O café da manhã do Royal Jardins, incluído na diária, é correto, mas não chega a arrancar suspiros. Tem boa variedade de pães, bolos, frutas, frios e geleias, três opções de sucos... enfim, o básico.

Um ponto alto desse hotel é a simpatia da equipe, que além também é bastante eficiente.

O banheiro do meu apartamento no Royal Jardins
A vista da minha varanda no Estamplaza Paulista
Estanplaza Paulista 
Alameda Jaú nº 497, Jardim Paulista
(entre a Rua Pamplona e a Alameda Campinas)
Diárias no duplo R$ 270, com café da manhã

Agora em dezembro, pelo bem dos leitores desta Fragatinha, resolvi testar outro hotel na mesma região. Minha escolha foi o Estamplaza Paulista, que foi aprovado com louvor. O hotel tem uma equipe excelente nos quesitos atenção, gentileza e eficiência.

Pequenos detalhes ajudam a criar o clima, também — por exemplo, em vez de fazer o check-in e o check-out de pé,diante do clássico balcão da recepção, os hóspedes são convidados a sentar em frente às mesinhas onde trabalham as recepcionistas. Parece insignificante, mas é tão mais simpático...

Os dois ambientes do apartamento do Estamplaza Paulista: 
o quarto...
O apartamento do Estamplaza é muito bom, grandão, com dois ambientes integrados, o quarto e a saleta, além da bancada de trabalho, no canto da entrada. Também tem um balcão com vista para a rua.

A TV fica em um painel giratório, o que permite que possa ser assistida tanto da cama quanto das poltronas. O apartamento tem frigobar, ar condicionado central, e um armário de bom tamanho (e pouquíssimos cabides: só seis!!). Duas críticas à estrutura do quarto: apenas um abajur entre as camas e a fechadura do cofre, a chave, que precisava ser solicitada à recepção.

... e a saleta
O café da manhã do Estamplaza é excelente. Pra começar pelo café, que é de verdade, forte, encorpado, feito no coador (já cansei de reclamar daquela aguinha rala que servem na maioria dos hotéis para agradar o paladar dos gringos). São várias estações e uma delas é exatamente o "café da manhã da fazenda", com bolo de milho, bolo de cenoura com cobertura de chocolate, pão de queijo feito na hora, doce de abóbora, queijos e outros mimos brasileiros (além do café fresquinho e bem quente, do qual não vou esquecer, rssss).

Nas outras estações, boa variedade de sucos, croissants recém saídos do forno, pães variados, frios, variadas opções de frutas e cereais.

Não cheguei a testar o restaurante, mas aprovei tudo o que pedimos do serviço de quarto, bem acima da média da comida de hotel.

Outro ângulo do quarto
Explorei pouco as áreas comuns do hotel (não fui conhecer a piscina nem a academia, na cobertura, por exemplo), mas gostei do que vi: o lobby claro e confortável, o restaurante (onde é servido o café da manhã) amplo e agradável, com uma área aberta, na parte do fundo, elevadores funcionando direito e as instalações bem conservadas.

Dois ângulos da saleta e do cantinho de trabalho
O Estamplaza também oferece WiFi gratuito, que funciona muito bem.

O banheiro do apartamento é bem cuidado, sem muitos luxos (basicamente, o secador de cabelos).


Um ponto muito a favor desses dois hotéis é a localização, bem pertinho da Avenida Paulista, a duas quadras do metrô (estação Trianon/Masp, linha verde). Você está a um pulo do mais importante museu da América do Sul, de um parque urbano delicioso — o Trianon é sempre um oásis naquela muvuca —, de shoppings, livrarias, centros culturais...

A região é bem segura e movimentada, dá para voltar a pé para o hotel à noite, sem  maiores perrengues. A oferta de lojas, restaurantes, cafés e bares no entorno é enorme, o que além de facilitar a vida também contribui para a segurança até mais tarde.

Duas experiências que aprovei e recomendo. 


O Fauno, escultura de Victor Brecheret no Parque Trianon,
 meu vizinho nessas duas passagens por Sampa

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4 comentários:

  1. Fiquei em um hostel em outubro na Rua Pamplona, bem pertinho desses 2 hotéis. Realmente, a região é ótima para quem estão sozinha e vai voltar a noite de metrô!

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    1. Em Sampa, eu me divido, Fernanda. Adoro ficar perto da Paulista e também gosto muito de ficar em Pinheiros. São duas regiões bacanas, animadas e seguras.

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  2. Sempre que vou a SP fico no máximo 2 noites. Por duas vezes fiquei.no Formule 1, hoje Ibis Burger. Hotel prático e preço inacreditável. Consolação e Paraíso. Até que os hotéis que Vc escolheu tem tarifas Boas para a região. Vou guardar. Abraços

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    1. Jorge, eu nunca fiquei na rede Formule 1, pq várias pessoas falam que o quarto é ínfimo. A localização dos dois, porém, é muito boa, mesmo.

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