terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Guia de sobrevivência
em grandes shows de rock

Maracanã, 20 de fevereiro de 2016: 
um mundo que tem os Rolling Stones pode dispensar o meteoro
Atualizado em agosto de 2017

Esse tal de 2017 promete. Já assisti Elton John e James Taylor, em março, e Sting, em maio. Em setembro tem Rock in Rio e São Paulo Trip Festival, com The Who (os dois remanescentes, Pete Townshend e Roger Daltrey), Alice Cooper, Aerosmith e Guns N' Roses. Em outubro tem U2 e já estou com o ingresso comprado pra ver Paul McCartney (again!!) em Salvador. Estou contando as horas. 🎵

Elton John, James Taylor, Sting e os remanescentes de The Who: esse tal de 2017 promete...

Enquanto eu faço aqui a minha "engenharia de férias" pra dar conta de assistir alguns desses shows, compartilho com vocês tudo que aprendi sobre o jeito mais prático e confortável (transporte, segurança e outras dicas) para aproveitar  grandes shows de rock, celebrações de uma das melhores coisas inventadas pela humanidade.

Escrevi este post no ano passado, quando estava me preparando para ir ao inesquecível show dos Rolling Stones, que assisti no Rio, em fevereiro. Foi inesquecível (siga o link para ver o post):

Rolling Stones no Rio: podem adiar o meteoro




Robert Plant em Brasília (outubro de 2012): poucas vezes o coração desta velha roqueira bateu como naquela noite...
Como comprar ingressos pela internet

Como sempre, não indico nenhum site específico, mas basta uma pesquisa rápida no Google que você chega lá.

Quem comprar meia entrada, lembre-se que agora é obrigatório apresentar a carteira de estudante (até recentemente, a identidade e o comprovante de matrícula eram aceitos como comprovação do direito).

David Gilmour em Sampa: a última grande emoção roqueira de 2015
Uma coisa importante é prestar atenção na taxa de conveniência cobrada pela empresa que está vendendo os tíquetes online. Já aconteceu de eu dar uma bobeada e pagar caro.

Algumas empresas oferecem a possibilidade de fazer o download do ingresso, o que permite economizar o valor do envio (geralmente por Sedex), mas sempre tem taxa de conveniência.

O que esperar em termos de conforto
Já vai longe a fase romântica dos grandes concertos e festivais, como Monterey (1967) e Woodstock (1969), quando o público sentava na grama, toma eventuais banhos de lama e fazia xixi atrás da moita. Assistir a um grande show de rock no Século 21 é uma empreitada muito mais confortável.

Os eventos hoje — geralmente realizados em locais vistoriados pelas autoridades, com saídas de emergência, segurança contra incêndio e outras garantias — ficaram mais cômodos, desde o ingresso comprado pela internet ao serviço de bar e banheiros de verdade à disposição do público. Mas tem umas pegadinhas.

As arquibancadas do Estádio do Arruda, em Recife, aguardando o show de Paul McCartney (abril de 2012)
Por exemplo, na hora de escolher o lugar
Dependendo do local do show e do artista, eu prefiro ficar na arquibancada, sentadinha na cadeira, do que disputar cotoveladas na pista. Aliás, em estádios,  a pista, se não for a prime (bem em frente ao palco), pode ser o lugar mais micado da plateia. Você paga mais caro para ficar de pé e sem a menor chance de ver o show de perto, pois a tal da pista prime  está la na frente, separando você do seu ídolo com um alambrado e milhares de pessoas que pagaram ainda mais caro.

Fiz essa escolha no show do U2 no Morumbi, em 2006, não faria de novo. A pista comum ficava muito longe do palco e eu tive que me afastar mais ainda do bolinho, pois tenho só um metro e sessenta de altura e, se tentasse ficar no mais próxima do alambrado, ia acabar assistindo muito mais as omoplatas dos meus colegas de muvuca do que as evoluções de Bono, The Edge e Cia.

A visão do palco, sem zoom da câmera, na pista prime, no show de Macca, em Recife
O Creedence visto da pista prime do Tom Brasil, São Paulo (novembro de 2015), também sem zoom
Se é pra ficar mais longe, melhor a arquibancada, mais ventilada, com visão do alto (sem cabeças na minha frente) e sem empurra-empurra. Foi a minha opção pra ver David Gilmour, no Estádio do Palmeiras, agora em dezembro, e para ver Paul McCartney no Engenhão (Rio, 2011) e no Mané Garrincha (Brasília, 2014). Fiquei mais comportada, curti a música, cantei, me emocionei, mas suei bem menos :). Fiz essa mesma opção agora, quando comprei os ingressos para James Taylor/Elton John e Sting.

Só um alerta: a qualidade do som na arquibancada superior do Mané Garrincha, durante o show de Paul McCartney, estava deixando muito a desejar, principalmente para quem ficou nos lugares mais altos. Depois de duas músicas, acabei encontrando um lugar na parte mais baixa do setor onde se podia ouvir decentemente, mas se tivesse ficado na fileira originalmente escolhida, ia ter que "adivinhar" o que estava sendo cantado.

Assista a um pedacinho (mesmo) do show de David Gilmour no Facebook da Fragata:
David Gilmour - Wish you were here (trecho)

É bom lembrar, ainda, que as arquibancadas, nos estádios modernos, são cobertas, o que garante que você não tomará um banho de chuva se resolver cair um toró na hora do show. O pessoal que pagou caro pra ficar nas pistas do show de Macca em Brasília que o diga: só a turma do ingresso baratinho, na arquibancada (eu incluída) escapou de ficar encharcada.

Você acha que o pessoal reclamou da chuva? Veja esse momento de pura emoção debaixo do toró no Estádio Mané Garrincha, direto do Facebook do blog:

Paul McCartney em Brasília - Hey Jude

Minha visão da arquibancada, no show de Macca no Mané Garrincha (Brasília, novembro de 2014). Repare na imagem a posição da pista prime e da pista comum, instaladas no gramado do estádio
Um espaço muito desconfortável é a Praça da Apoteose. Eu tinha visto o show de Jimmy Page e Robert Plant lá, no Hollywood Rock de 1996, mas em um espaço para convidados. No show de James Taylor/Elton John (abril 2017) ficamos na arquibancada e era tão ruim que acabamos descendo para a pista comum (não a prime, que nosso ingresso não dava acesso).

A visão era pior, mas foi mais agradável. Tá na hora de melhorar aquelas arquibancadas, onde o povo assiste às escolas de samba no Carnaval do Rio.


Minha credencial para o fantástico show de Page&Plant em 1996
Nos estádios, mesmo a pista prime pode ser uma ilusão. Lembre-se que não é fácil disputar espaço com a quantidade de gente que cabe em mais ou menos um terço de um campo de futebol. Só vale mesmo se você for daquelas destemidas treinadas nas artes de "meter o cotovelo e ir abrindo o caminho", como nos Carnavais da Praça Castro Alves de antigamente, pra chegar bem perto do palco. Eu não curto muito essa alternativa, porque odeio ser espremida e torrada pelo calor dos refletores (sim, tem essa parte, também!).

No show de Paul McCartney no Estádio do Arruda, em Recife (abril de 2012), eu cheguei a estar coladinha no palco e acabei me afastando para uma área menos disputada e menos calorenta, mais para o fundo da pista prime, pra poder dançar em paz, sem nenhum desafinado berrando na minha orelha.

Ringo, com muito zoom da câmera, no palco do Vivo Rio. Vi o show no balcão e me arrependi. Da próxima vez, vou para a pista 
Agora, se o concerto for rolar numa casa de shows ou num ginásio, não tenho dúvidas: vou de pista prime. Nesses casos, você vai disputar espaço com muito menos gente e pode chegar perto do palco sem a pressão da multidão lhe espremendo. Foi genial ficar a poucos metros de Robert Plant e Bob Dylan (ambos no Ginásio Nilson Nélson, em Brasília) e do Creedence, que assisti em novembro, no Tom Brasil, em São Paulo.


O show de Robert Plant em Brasília ganhou um post só pra ele, aqui no blog:
Robert Plant ao vivo: The heart remains the same

Já viu o vídeo com os melhores momentos do Creedence em São Paulo, no Facebook do blog? Passa lá:
Creedence Clearwater Revisisted em São Paulo

Creedence e Ringo, dois grandes momentos na minha caixinha de recordações
Me arrependi horrores de não ter ido para a pista no show de Ringo Star, em fevereiro de 2015, no Vivo Rio. Fiquei no balcão, com uma boa visão de cima, mas longe demais do palco para o meu gosto.

Tem um vídeo legal desse show na página da Fragata no Facebook. Dá uma olhada:
Ringo Starr no Rio de Janeiro

73 mil pessoas no Estádio do Morumbi para ver o U2. E eu estava lá no gramado... (São Paulo, fevereiro de 2006)
Como é a segurança
Em 1969, os Rolling Stones, coprodutores do Festival de Altamont, na Califórnia, entregaram a segurança do evento à famosa gangue do motoqueiros dos Hell's Angels (acredite!!!). O resultado foi a tensão permanente entre os "seguranças" e os 300 mil espectadores, até que um rapaz da plateia se estranhou com os valentões, sacou um revólver, foi desarmado e esfaqueado até a morte, bem em frente ao palco, durante a apresentação da banda (essa história horrorosa, considerada o fim da era romântica dos festivais de rock, está no documentário Gimme Shelter, disponível na internet).

Estou contando isso para ilustrar como as coisas evoluíram, de lá para cá. Hoje, é praticamente impossível entrar em um estádio ou casa de shows para ver um concerto de rock sem passar por uma revista mínima — dependendo do tamanho do evento, tem detetor de metais na entrada.

Sou daquelas que acredita piamente que quem paga ingresso para assistir a um show quer principalmente ouvir música, portanto, sempre vou despreocupada com a segurança para esse tipo de evento (inclusive, sozinha). Claro que existem os tipos agressivos, mas você pode topar com eles em qualquer lugar, portanto, relaxe (e tome os cuidados que devem ser tomados em qualquer lugar).

A plateia super na paz esperando o show de Robert Plant começar
Um detalhezinho sobre a segurança:
Em um show dos Rolling Stones que vi em Sampa (Bridges to Babylon, na Pista de Atletismo do Ibirapuera, em 1998 - aquele show histórico, aberto por Bob Dylan, que voltou ao palco pra cantar Like a Rolling Stone com eles), um amigo tentou entrar com uma cadeira de praia e o segurança gargalhou da cara dele e confiscou a gracinha.

Mas se uma cadeira de praia pode eventualmente servir de arma, o que dizer do pente espanhol (de acrílico) que eu usava para prender o cabelo, apreendido no primeiro show de Paul McCartney que assisti (The New World Tour, Pacaembu, São Paulo, 1993)? A moça que fez a revista da minha bolsa não quis nem saber da inocência do adereço...

Esses dois casos que vivenciei já dão uma pista sobre o que você deve e não deve levar na bolsa para um show. Pau de selfie, por exemplo, é melhor evitar — aposto que será confiscado e, se não for, será que você quer mesmo atrapalhar a visão alheia com ele?

David Gilmour e Bob Dylan: aquelas horas que fazem a vida valer muuuuuito a pena
Fique atenta na chegada e na saída
Em geral, não tenho queixas dos esquemas de segurança montados em torno dos grandes shows que assisti em estádios. Dependendo do porte do evento, o trânsito pode ser desviado, as áreas demarcadas para estacionamento podem ficar um pouco distantes do local da apresentação, mas o policiamento costuma ser reforçado dentro e fora do estádio.

Mas fique esperta, pois todo mundo sabe que hoje é raro alguém ir a um evento deste tipo sem uma câmera fotográfica ou um celular bom de captar imagens, o que pode ser atraente para assaltantes. Não fique dando bobeira nas imediações do evento e, se for sozinha, procure caminhar perto de algum grupo (eu não tenho o menor problema em abordar as pessoas, explicar que estou desacompanhada e andar junto com elas).

Esperando David Gilmour na arquibancada do Estádio do Plameiras, em Sampa
Transporte: evitando o "salve-se quem puder"
A única coisa chata de ir a um grande show de rock'n'roll é ter que se preocupar com a hora de voltar para casa. Ir de carro a esse tipo de evento geralmente é muito complicado, pela dificuldade de estacionar. É comum o trânsito ser interrompido nas proximidades do estádio, o que exige boas caminhadas do estacionamento até o local da apresentação.

Essa, porem, parece ser a única providência das autoridades em torno do assunto: é raro contar com um esquema especial de transporte público nessas situações.

A honrosa exceção fica com a Prefeitura do Rio, que montou um esquema nota 10 para o show de Paul McCartney no Engenhão, em maio de 2011. O estádio, construído para os Jogos Panamericanos de 2007 e arrendado pelo Botafogo fica na Zona Norte, longe do metrô, mas à beira de uma linha de trem.

A propaganda massiva feita pelo Município do Rio estimulou a plateia a usar o transporte público, que funcionou em horário estendido. Dias antes do show, já estavam à venda os bilhetes casados para uso no metrô e nos trens da Central, acompanhados de mapinha e itinerário, para orientar os usuários.

O resultado foi de primeiro mundo: das 45 mil pessoas que assistiram o show, uma maioria expressiva  optou pelo transporte público e tudo fluiu muito bem, com segurança reforçada nas estações. Meu trajeto foi bem fácil: peguei o metrô praticamente na esquina de casa (eu morava na Rua Paissandu, a uma quadra e meia da Estação Flamengo), segui até a Central do Brasil, onde peguei o trem para o Engenhão. Na volta, passando de uma hora da manhã, a grande quantidade de gente nas estações foi a melhor medida de segurança.

Direto da caixinha de recordações... a abertura dessa noite memorável ficou a cargo da banda escocesa Franz Ferdinand
Pena que esta tenha sido uma exceção. Já passei alguns sufocos na hora de voltar para casa, depois de grandes eventos. Tipo caminhar pelo campus da USP já deserto, depois de ter assistido a uma ótima apresentação de James Brown, no Velódromo da universidade, até chegar a uma rua mais movimentada do Butantã e conseguir um táxi.

Ou ser francamente esnobada pelos taxistas depois dos shows dos Stones (Estádio de Atletismo do Ibirapuera) e do U2 (Estádio do Morumbi), porque só queriam fazer "corridas longas". Honrosa exceção é a saída do Tom Brasil, onde já assisti alguns shows e sempre consigo táxi com a maior facilidade.

Kurt Griffey, o bom guitarrista do Creedence Clearwater Revisited
Mas pra vocês não pensarem que é só em São Paulo que tem perrengue de transporte, ir embora do Vivo Rio, no Aterro do Flamengo, não é muito fácil, como atestam as minhas saídas dos shows de Ringo e do Buena Vista Social Club, este ano.

A longa fila de táxis em frente à casa de shows dá uma falsa impressão de que vai ser moleza, mas a maioria dos carros já está contratada previamente. Como a maioria das pessoas vai de carro, o lugar fica deserto muito rápido.

Robert Plant em ação no Ginásio Nilson Nélson
Minha experiência mais traumática foi em Recife, na saída do show de paul McCartney no Estádio do Arruda. Nem adiantou a prefeitura ter convocado táxis de três municípios vizinhos (Paulista, Olinda e Jaboatão) para dar conta da demanda, já que ela mesma (a prefeitura) bloqueou o trânsito num largo raio em torno do estádio, obrigando o público a caminhar quase uma hora por um bairro escuro e mal policiado até encontrar transporte.

Macca e sua banda no Mané Garrincha...
Tudo isso aconteceu antes dos aplicativos de transporte se disseminarem. Mas mesmo essa alternativa (a melhor entre as disponíveis, pela minha experiência) pode ser um pouquinho complicada.

Na saída do show de James Taylor e Elton John, na Praça da Apoteose, no Rio, dois motoristas de Uber desistiram da corrida por conta do caos no trânsito. No show de David Gilmour, no Alianz Park, em São Paulo, nós caminhamos até o Bourbon Shopping, que é vizinho (coisa de 300 metros), antes de pedir o carro, para evitar o bolo de gente na porta do estádio — que demorou bastante para chegar, devido ao congestionamento.

Atualmente, minha opção é clara: se não tiver metrô, chame um carro por aplicativo (Uber, Cabify, etc). Mas é bom lembrar que todo mundo vai pensar a mesma coisa e a oferta de carros na área pode não dar conta. Procure um lugar bem iluminado e com movimento para esperar.

Se você estiver em grupo, vale pensar em contratar uma van e aquele célebre taxista de confiança, que não deixa cliente na mão, também é uma grande pedida.

Ao show dos Rolling Stones, no Rio, ano passado, eu não pensei duas vezes pra escolher o metrô. O Estádio do Maracanã tem uma estação na porta e já considerei essa variante também na hora de escolher a hospedagem. Fiquei em Copacabana, em um hotel na cara da Estação Cantagalo, para evitar uma caminhada mais longa pelo bairro, tarde da noite, na volta do show.

... e no Arruda
Quando for ver esses shows maravilhosos, aproveite as dicas da Fragata pra se divertir, passear, comer bem e se hospedar nas cidades que vão sediá-los:


Creedence Clearwater Revisited: o repertório é o mesmo da banda original, mas apenas Doug Clifford (bateria e vocais) e Stu Cook (baixo e vocais) integraram o  legendário quarteto com os irmãos Fogerty
A música na Fragata Surprise
Rio de Janeiro: uma noite no Theatro Municipal
Celebração entre amigos: o show de Ringo no Rio
Londres: como é legal assistir a um musical!
Sainte Chapelle sem multidão? Vá a um concerto
Onde ouvir o Fado de Coimbra
Robert Plant ao vivo: The heart remains the same
Paul McCartney ao vivo: It's only (?!) Rock'n'Roll and I loooooove it


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33 comentários:

  1. Post tipo utilidade pública total!

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  2. sabe dizer se vai ser possível entrar com binóculos ou monóculo nos shows dos Stones no Morumbi ?

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    1. Marcos, nunca tive problemas pra entrar com câmera fotográfica, mas com binóculos eu nunca tentei :). Vale dar uma consultada. Veja se no site do São Paulo FC, dono do Morumbi, se já tem alguma informação sobre o show. Geralmente a produção do evento informa o que pode e o que não pode.

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    2. Marcos, nunca tive problemas pra entrar com câmera fotográfica, mas com binóculos eu nunca tentei :). Vale dar uma consultada. Veja se no site do São Paulo FC, dono do Morumbi, se já tem alguma informação sobre o show. Geralmente a produção do evento informa o que pode e o que não pode.

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  3. No Rio, uma boa opção é se hospedar no Hotel Ibis do Shopping Nova América. Fica a 10 minutos de metrô, a partir do Maracana. Pra quem mora na cidade, também pode deixar o carro lá ou pegar um taxi.

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    1. É uma opção, mesmo. O metrô é a melhor escolha e escolher hospedagem próxima de uma estação é essencial

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  4. Estou indo do Parana ver os Stones e vou ficar hospedado em Niteroi, na casa da minha mae. Vc tem alguma sugestao de transporte ida e volta? A que horas devemos chegar para o show?

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    1. Se eu fosse você, pegaria a barca até a Praça XV, na ida. Da Praça XV até o metrô (Largo da Carioca ou Cinelândia, dá uma caminhada de uns 15 minutos. Pra voltar, sinceramente, acho que você vai ter que pegar um táxi ou ver se tem vans fazendo o trajeto no horário de saída do show.
      A hora de chegar no show depende muito da sua vontade de ficar perto do palco. Eu quero chegar entre 20:30h e 21 horas (o show tá marcado pra as 22h), porque acho muito cansativo ficar esperando.

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    2. Cyntia. Obrigado pela atencao. Vou seguir sua sugestao de transporte. Ser que na saida do show teriamos alguma dificuldade em pegar um taxi? Comprei ingressos para o setor superior leste, a vontade de ficar perto do palco era grande, mas a grana estava curta. Pelo que vi neste setor, sao cadeiras nao numeradas entao acho que este horario que vc mencionou esta de bom tamanho para nos tambem. O que vc acha.

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    3. O Rio nunca foi muito complicado com táxi, mas eu vou ficar devendo uma resposta mais precisa, pq já nao moro lá há um tempinho.
      Como vc vai fazer uma corrida linga, não vai ter risco de recusa :)
      Já pensou em agendar um táxi ou o Uber?

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  5. Estava procurando justamente pelo seu texto! Vou ao show do Maracanã e minha preocupação é a volta, será que o metrô estará funcionando? Também vou ficar em Copacabana, estrategicamente próximo a uma estação.

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    1. Espero que a prefeitura aproveite o exemplo do show de Macca no Engenhão. Estou na torcida e contando com o metrô:)

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    2. acabei de ver a noticia, terá funcionamento especial, fechando 1 hora após o show: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/musica/noticia/2016/02/metro-tera-esquema-especial-para-show-dos-rolling-stones-no-rio.html

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    3. Oba, obrigada. Estava goglando a imprensa de vez em quando, procurando essa notícia. Excelente!!

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  6. Cyntia, obrigada pelo post,estou indo ao RJ pro show do Coldplay agora em abril e gostaria de tirar uma dúvida: Para ida/volta ao Maracanã qual seria a melhor opção de metrô? Estarei hospedada na Nossa senhora de Copacabana.

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    1. Aline, com todos os defeitos, eu ainda recomendo o metrô, a não ser que você contrate um um motorista de confiança, que vá ter paciência de lhe esperar no meio do bolo de carros na saída do show.
      A operação do metrô no dia do show dos Rolling Stones deixou a desejar. Tinha pouquíssimos funcionários para orientar as pessoas (tinha muita gente de outras cidades, pouco familiarizada com o sistema). Claro que os trens e estações estavam até a tampa de gente, também.

      Com tudo isso, ainda achei que foi o melhor jeito de ir e voltar. Não queria nem pensar em ficar batalhando táxi.

      Meus sobrinhos, que foram comigo para os Rolling Stones, também vão ver o Coldplay e vão repetir a dose de metrô :)

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  7. Ola Cinthia também irei ao show de Coldplay e seu post foi muito útil prs tirar minhas dúvidas. Obrigada! Quanto aos bilhetes, no show de Rolling Stones venderam antecepidamente?

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    1. Os bilhetes para o show ou para o metrô? Os ingressos foram vendidos antecipadamente, pela internet. Os bilhetes do metrô eu recomendo que vc compre com antecedência. Ttem um cartão que vc carrega com o valor de quantas passagens quiser e pode ser comprado em máquinas automáticas. Não deixe pra comprar na hora, pq fica um bolo de gente nas estações - e, claro, compre logo ida e volta

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  8. Obrigada pelo post! Sou iniciante em grandes shows, e estava precisando de dicas assim. Vou ver o Paul McCartney em outubro no Allianz Parque, será meu primeiro show internacional. Vou de arquibancada inferior, sem lugar marcado, e ainda tenho uma grande dúvida: a que horas ir pra fila, considerando que os portões abrem às 21h, que não tem lugar marcado e que, claro, quero pegar os melhores lugares possíveis. Obrigada!

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    1. Olá,
      É difícil calcular o melhor horário para ir para a fila, porque tem sempre alguém mais maluc@ e mais apaixonad@ que a gente que dá um jeito de chegar antes, rsss...

      Eu sei que a ansiedade de ver Macca pela primeira vez é grande, mas lembre-se que ficar na fila muito tempo é chato e cansativo. O Alianz Park não é muito grande, a arquibancada é bem perto do gramado e (consequentemente, do palco).
      Vi David Gilmour lá, como contei no post, e Sting, agora no primeiro fim de semana de maio. Cheguei uma hora antes dos shows e peguei lugares bons. Não fiquei exatamente em frente ao palco, mas as bocas de cena eram bem largas, de modo que, mesmo em uma diagonal, dava pra ver os shows perfeitamente.

      Aproveite o show, Macca rocks!
      ah, e eu vou ver o velhinho de novo, desta vez em Salvador :)

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  9. Olá,você tem alguma experiência sobre ir com caravanas?Moro numa cidade do interior de sp e gostaria muito de ir em 2 dias do sp trip,só que vou sozinho e nunca fui em shows grandes.Meu medo é depois do show me perder e não achar o ônibus para ir embora.Tem alguma dica pra me dar?Grato.

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    1. Oi, Ramon, nunca fui com caravanas. Pelo que entendo, são "excursões informais" e eu entendo sua preocupação: numa excursão "formal", tem sempre um guia responsável em assegurar que todos os integrantes embarquem no ônibus, etc.
      As dicas que eu posso dar é ficar bem atento ao local marcado como ponto de encontro, ter o número de whatsapp de quem está organizando a coisa e um plano B, tipo "se nada der certo, como eu faço pra chegar no meu local de hospedagem" :)
      Mas, cara, vai ter Rock'n'Roll de primeira nesse festival :)

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  10. Olá Cyntia Campos. Excelente matéria!!! Bem escrita, com fotos, a melhor que eu já li!!! Parabéns!! Eu gostaria de tirar uma dúvida, eu vou no show do Macca no dia 15/10, no Allianz Parque. Pela primeira vez, eu comprei o ingresso Pista Premium, pois no dia 23 de maio de 2011, eu fui de arquibancada. Eu paguei caro no ingresso, por isso, eu gostaria de aproveitar ao máximo. Meu amigo que comprou ingresso do mesmo setor, me diz que é perda de tempo chegar muito cedo na fila, haja vista que o Pista Premium não é tão cheio, por isso, poderíamos chegar na parte da tarde. Mas eu penso, estou pensando em chegar por volta das 7 da manhã. Eu sei que o show irá começar as 21:00, mas não quero perder a oportunidade de ficar pertinho do Paul.Qual a sua sugestão? Li que vc não gosta de chegar cedo aos shows. Mas no meu caso, se valer a pena, eu tenho disposição pra ficar o dia todo na fila. Obrigado.

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    1. Vixi, Emerson, 7 da manhã?!! Eu não encaro uma dessas nem morta, rssss. Se vc tem disposição, ok, mas você não acha melhor assistir ao show mais descansado, sem o estresse de passar o dia numa fila? Se você faz mesmo questão de ficar pertinho do palco, veja qual é o horário de abertura dos portões e chegue por volta disso. Assim, vc já entra direto e mofa só umas quatro horinhas. Em todos os shows que fui, a pista prime só lota uma hora antes do show. E não faça tanta questão de ficar colado no palco, porque é tanto empurra-empurra que você não consegue curtir o show direito :)

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  11. Ameiiii o post e suas referências...estou me preparando pro foo fighters no Maracanã e to perdida quanto ao melhor lugar.

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    1. O Maracanã é grandão. Ainda não vi show na arquibancada, lá, mas acho que deve ficar bem longe do palco...

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  12. Oi!!! Adorei sua matéria Cyntia, super completa!!!
    Vou ao show do Coldplay amanhã. O show e as 20 hrs e o portão abre as 17 hrs. Vou de pista prime, pela primeira vez. Mas como esse show teve muita procura e é num estádio (Alianzz) não sei quanto tempo antes devo chegar pra não ficar longe do palco! Dá uma ajuda? Obrigada!

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    1. Oi, Patricia, pra ficar bem pertinho do palco, não tem jeito, só chegando antes de abrir os portões. Mas, sinceramente, você aguenta ficar espremida na muvuca? Vi o show de Paul McCartney em Salvador, dia 20/10. A Fonte Nova é bem maior do que o Alianz, mas a pista prime dava visão excelente para o palco, mesmo lá no fundo. Minha irmã foi pra a fila às 15h e ficou quase abraçada com Macca :)
      Enfim... Depende de seu grau de seu grau de paixão :)

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  13. Ooi, Cyntia! Amei seu post, bem completo. Estou querendo ir no show do Pearl Jam ano que vem, no Maracanã. Não sei qual setor escolher, tô em duvida entre a pista normal ou na cadeira. Sabe qual melhor lugar ?

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  14. Oii, Cyntia! Amei seu post, bem completo. Então, quero ir ao show do Pearl Jam ano que vem no Maracanã. Mas estou muito em duvida entre a pista normal e cadeira. Tô com medo de não enxergar nada na pista. Tem alguma dica de lugar ?

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    1. Oi, Camilla,
      O Maracanã é grande e a cadeiras ficam longe do palco. Ainda assim, acho melhor esse setor do que a pista normal, que fica atrás da pista prime (geralmente, é o pior setor pra ver qq show em estádio, pq alia o desconforto de ficar de pé, no meio na multidão, com a distância).
      Se não der pra cacifar a pista prime, eu compraria ingresso para as cadeiras inferiores.
      Bj e aproveite o show

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