Nos quatro dias de um feriadão, dá para ver os principais encantos de Foz e região. Na foto, o lado brasileiro das Cataratas do Iguaçu |
Taí um destino brasileiro que cabe direitinho em um feriadão: um roteiro em Foz do Iguaçu cabe direitinho em quatro dias, a conta redonda para uma escapada curta, mas cheia de atrações bem variadas.
Passei lá os quatro dias do Carnaval em Foz do Iguaçu, minha primeira viagem de folga à cidade, onde já estive incontáveis vezes, trabalhando. Aprovei e super recomendo a escapada.
Foz do Iguaçu está cada vez melhor para o turismo. A cidade e região não param de ganhar atrações que agradam gostos e idades diversos.
A Garganta do Diabo vista do lado argentino das Cataratas do Iguaçu |
No meu roteiro em Foz do Iguaçu, os quatro dias renderam passeios muito bacanas. Neste post, organizei algumas dicas práticas para sua viagem e detalhei minha estadia, pra ajudar no seu planejamento:
Ruínas de San Ignacio Miní: sonho antigo na minha listinha que já teria valido a viagem |
Atrações em Foz do Iguaçu e região
Combinando as atrações naturais, a vida urbana e os passeios para o outro lado das fronteiras com Paraguai e Argentina, Foz do Iguaçu preenche fácil uma semana de viagem. Mas em quatro dias dá para ver o principal.
No meu roteiro em Foz do Iguaçu, dediquei dois dia
Também aproveitei para visitar a Missão Jesuítica de San Ignacio Miní, na Argentina, um lugar que há décadas eu sonhava visitar.
Some-se isso a uma escapadinha até Puerto Iguazú e algum relax na piscina do hotel (que eu não sou de ferro), preenchi muito bem meus quatro dias de Carnaval.
De bônus (e que bônus!!), fiz uma parada na casa onde Che Guevara passou os dois primeiros anos de vida, no caminho para a Missão de San Ignacio Miní.
No meu roteiro em Foz do Iguaçu, dediquei dois dia
Represa de Urugua-í ("uruguaizinho", "rio dos caranguejos" em guarani), na província argentina de Misiones, no caminho para as ruínas de San Ignacio Miní |
Some-se isso a uma escapadinha até Puerto Iguazú e algum relax na piscina do hotel (que eu não sou de ferro), preenchi muito bem meus quatro dias de Carnaval.
De bônus (e que bônus!!), fiz uma parada na casa onde Che Guevara passou os dois primeiros anos de vida, no caminho para a Missão de San Ignacio Miní.
Roteiro em Foz do Iguaçu
➡️ 1º dia - Foz do Iguaçu
Cheguei a Foz do Iguaçu por volta das 14:30h (calor de derreter catedrais). Aproveitei para relaxar na piscina do hotel, o San Martin Resort & Spa, e, quando o sol deu uma folga, fiz uma trilha pela mata até a beira do Rio Iguaçu, no terreno do hotel mesmo.
Trilha na mata que cerca o Hotel San Martin, em Foz do Iguaçu |
➡️ 2º dia – Visita às Cataratas do Iguaçu - lado brasileiro
Esse é passeio para um dia inteiro (das 9h às 17h, que é o horário de abertura do Parque Nacional das Cataratas do Iguaçu).
Além da trilha até a Garganta do Diabo, tem alternativas de passeios de caiaque, de bicicleta, caminhadas na mata e o Macuco Safári.
Desta vez, preferi fazer só a trilha principal, almoçar no Porto Canoas (a área de restaurantes e lanchonetes que fica próxima à Garganta do Diabo). Para essa “versão resumida”, reserve um mínimo de 5 horas.
O que você precisa saber pra organizar a visita ao Parque das Cataratas:
Cataratas do Iguaçu: a natureza confortável
Reserve um dia inteiro para ver o lado brasileiro das Cataratas do Iguaçu |
Reza a lenda que os irmãos Cohen estavam pensando neste passeio, no auge do verão, quando batizaram seu filme Onde os fracos não têm vez (rsss). Brincadeira à parte, essa é uma atividade que preenche dois dias de programação, facinho, pois além da trilha mais famosa (à Garganta do Diabo, claro), há outras duas trilhas interessantes.
Quem não é atleta, porém, vai ter dificuldade de fazer tudo em um dia só, depois de enfrentar o calorão nas filas para pegar o trem (o transporte interno do parque dos hermanos) e de derreter na caminhada pela passarela sobre o Rio, até a Garganta do Diabo.
Veja como foi esse passeio:
Cataratas do Iguaçu: o lado argentino
A noitinha, depois de me hidratar muito e retornar à forma humana, fui dar uma olhada no Free Shop de Puerto Iguazu.
San Ignacio Miní é longe, mas vale cada minuto na estrada |
Mesmo sem a parada na casa de Che Guevara, a visita à Missão Jesuítica de San Ignacio Miní, para que sai de Foz do Iguaçu, é um programa que toma o dia inteiro.
De Foz do Iguaçu a San Ignacio, na Argentina, são 510 km de estrada, contando a ida e a volta.
Para ver as belíssimas ruínas da Missão Jesuítica, reserve no mínimo umas duas horinhas. Eu não visitei o museu, que está fechado para reformas, mas quem já foi avisa que ele também rende mais uma hora de programação, no mínimo.
Veja como foram essas etapas:
Bate e volta de Foz do Iguaçu à Missão Jesuítica de San Ignacio Miní
A casa de Che Guevara em Caraguatay
➡️ 5º dia - retorno a Brasília
O clima em Foz do Iguaçu
Faz muito calor em Foz do Iguaçu no verão — mas muito meeeesmo. Espere encontrar temperaturas próximas dos 40º C (meu recorde foi 43º C, em dezembro de 2001).
Piscina: no verão, você vai precisar desse equipamento |
A umidade “amazônica” piora muito a sensação de abafamento nos verões de Foz.
O verão também é a estação das chuvas em Foz do Iguaçu (e por chuva entenda eventuais torós bíblicos).
É nessa época que as Cataratas do Iguaçu ficam no auge da exuberância (outubro, historicamente, é o mês de maior vazão do Rio Iguaçu), mas tanta água resulta em uma névoa persistente em torno das quedas d’água, o que pode atrapalhar a visibilidade e suas fotos (além de garantir que você vai ficar encharcada ao circular pelas passarelas de observação dos parques).
O inverno de Foz do Iguaçu é bem frio - para padrões médios brasileiros. Já peguei 6º C na cidade. A temperatura média nessa época é de 18º C e o tempo é seco, com poucas chuvas e dias muito bonitos.
O que levar na bagagem para Foz do Iguaçu
Mesmo nas estações mais frescas, nem pense em visitar as Cataratas do Iguaçu sem muito protetor solar, óculos escuros e chapéu. A vegetação é generosa, mas mesmo assim a exposição ao sol é severa (eu voltei de Foz parecendo uma lagosta).
Repelente contra insetos é item básico de sobrevivência. E não adianta só aplicar antes de sair do hotel.
Na visita às Cataratas do Iguaçu, você vai ver que precisa reaplicá-lo algumas vezes, já que vai suar e ainda levar algumas “chuveiradas” ao caminhar próxima às quedas d’água. Vai pesar na mochila, mas carregue o repelente com você o tempo todo.
Se não quiser se molhar com o spray das cataratas, leve uma capa de chuva. Os ambulantes no entorno da entrada do Parque Nacional (do lado brasileiro) vendem umas capinhas de plástico meio descartáveis por R$ 5.
Nas lojas do Parque Nacional das Cataratas tem uns modelos mais bacaninhas, transparentes, em material mais resistente, que custam a partir de R$ 15.
Eu comprei a baratinha e acabei não usando. O calor era tanto que os respingos das cataratas foram uma benção.
Capriche no protetor solar. As trilhas do lado brasileiro (acima) e do lado argentino (abaixo) oferecem vários trechos de sombra. Mesmo assim, voltei de Foz parecendo uma lagosta |
Essa molhação toda pode ser bem complicada para o equipamento fotográfico. Eu tratei de embrulhar a câmera com filme plástico (aquele de embalar comida que vai ao freezer e à geladeira). Deixo só a lente de fora. O celular tem uma capinha à prova d’água, que uso para fazer snorkel, que foi bem útil para evitar os respingos das Cataratas do Iguaçu.
Um bom suprimento de lenços de papel (guardados em um saco plástico com fecho, tipo zip) é fundamental para enxugar as lentes da máquina (e dos óculos), coisa que você terá que fazer a cada 15 segundos, rsss.
Pra evitar essa parafernália toda, podia ter levado só a GoPro nos dois passeios às cataratas, mas é uma câmera que não se presta a todo tipo de imagem.
Uma longa passarela sobre o leito do rio leva até o mirante da Garganta do Diabo, no lado argentino das cataratas |
Além de rever a beleza incomparável das Cataratas do Iguaçu, eu tinha uma curiosidade: será que Foz do Iguaçu tinha conseguido realizar a transição, tão falada há uma década, de "destino de compras" para atrair um turismo mais voltado para a natureza?
Para os estrangeiros, sempre foi assim — Foz só perde para o Rio de Janeiro como destino dos gringos no Brasil. Mas até 2003, data da minha última visita, a cidade ainda atraía mais brasileiros interessados nas compras no Paraguai do que para ver as maravilhas naturais da região.
Isso limitava muito as opções de diversão em Foz do Iguaçu, que ficavam praticamente restritas a um passeio no Parque Nacional das Cataratas, sem falar da pouca oferta de hotéis e restaurantes interessantes.
Isso limitava muito as opções de diversão em Foz do Iguaçu, que ficavam praticamente restritas a um passeio no Parque Nacional das Cataratas, sem falar da pouca oferta de hotéis e restaurantes interessantes.
A beleza parece estar ganhando do consumo :) |
➡️Agora é super fácil conseguir transporte para ir ao lado argentino das cataratas, para bater pernas no centrinho de Puerto Iguazu (onde há bons restaurantes e uma feirinha gastronômica, todas as noites) e até a visita às missões jesuíticas de San Ignacio Miní e Loreto, a mais de 250 km de distância de Foz, já não parece coisa do outro mundo — tem até agências que organizam excursões.
Não que as compras tenham saído da pauta em Foz do Iguaçu. Nem cheguei perto de Ciudad del Este, no Paraguai (a cidade sempre me deixou tonta com a muvuca em torno de seu comércio), mas o par de horas que passei no Free Shop de Puerto Iguazu, na Argentina, prova que comprar importados sem imposto ainda faz um sucesso danado por lá.
Transporte em Foz do Iguaçu e região
Até poucos dias antes de embarcar para Foz do Iguaçu eu estava na dúvida sobre a conveniência de alugar ou não um carro para me locomover por lá. Duas coisas me fizeram decidir a usar transfers e táxis.
Uma foi a descoberta de que as locadoras brasileiras só permitem que seus carros circulem em território argentino no máximo até 50 km da fronteira, o que dá para ir a Puerto Iguazu e ao lado argentino das cataratas, mas não até às missões jesuíticas, um ponto inegociável do meu roteiro.
A segunda coisa que me fez bater o martelo foi um post detalhadíssimo de Ricardo Freire, no Viaje na Viagem, com todas as opções de transporte na região (leia que vale a pena: "Transporte em Foz do Iguaçu: trânsfer, carro alugado, táxi ou ônibus?").
Lado brasileiro das cataratas: ficar de cara para esse colosso é emocionante |
Somando o que gastei com transporte por lá, nem cheguei perto do que teria gasto com quatro dias de aluguel de carro (não esqueça que para a viagem a San Ignacio Miní eu teria que pagar um transfer de qualquer jeito).
Usei táxi comum para ir do aeroporto ao hotel (e vice-versa) e para ir jantar em Foz. Do aeroporto ao meu hotel, que ficava na Avenida das Cataratas (bem pertinho, portanto), a corrida custou R$ 20. Para ir do hotel ao centro de Foz, pelo taxímetro, achei o preço bem salgado: R$ 50 — dividindo com outras pessoas até que vai, mas pra quem viaja sozinha...
Para ir às cataratas argentinas e ao Free Shop de Puerto Iguazu, contratei os serviços de Iuri (fone 45-9923-8094), que cobrou R$ 180 e R$ 60, respectivamente.
Quem me levou a San Ignacio Miní foi Roberto, que cobrou R$ 500, para um passeio de dia inteiro e 520 km de estrada. Os contatos dele são esses: 45-91527133 (Vivo), 45-99808198 (Tim) ou 45-30289679.
Quem se hospeda na Avenida das Cataratas está do ladinho da entrada do parque |
As notícias dão conta de que a hotelaria no Centro de Foz do Iguaçu ganhou um senhor upgrade desde a minha última visita, há quase 13 anos. Mesmo assim, para uma viagem de lazer eu não tive dúvidas de escolher a hospedagem na Avenida das Cataratas.
Primeiro, claro, porque é muito mais fácil e mais perto ir de lá para os dois parques das cataratas (o brasileiro e o argentino) e para pegar a estrada até Puerto Iguazu e San Ignacio — também tive notícias de que o trânsito em Foz do Iguaçu está de amargar.
Segundo, porque no calorão que eu já sabia que ia pegar, é muito mais confortável ficar em um hotel mais "campestre", longe da confusão de um centro de cidade.
Gostei da minha escolha, que achei bem mais prática e relaxante. Fiquei no San Martin Resort & Spa, que tem uma vasta área verde e uma estrutura bem razoável.
Não importa onde você fique, porém: se viajar no verão, certifique-se de que seu hotel tenha uma piscina. É item de primeira necessidade.
Férias no Brasil: pra onde viajar em julho
Hospedagem em Foz do Iguaçu: San Martin Hotel e Spa
Cataratas do Iguaçu: a natureza confortável
Cataratas do Iguaçu: o lado argentino
Minha avaliação: Free Shop de Puerto Iguazu
A casa de Che Guevara em Caraguatay, Argentina
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Adorei o post e vi ainda mais coisas para visitar pela região! Com certeza, repelente e piscina são indispensáveis! Fui de carro e utilizei serviços de transfers em algumas atividades, pois estávamos sem carta verde. Não tive problemas com trânsito e fiquei hospedada ni centro, perto de bares e restaurantes. Estou finalizando o meu post, vou indicar o seu lá! Bj
ResponderExcluirPois é, Gabi, essa parte dos bares e restaurantes eu senti falta. Acabei fazendo várias refeições no hotel (até porque eu chegava morta com farofa dos passeios).
ExcluirDoida pra ler seu post. É legal compara as impressões.
Bjo
Oi, queria saber como você fez para ir até a Missão Jesuítica de San Ignacio Miní. Estou planejando uma viagem para Foz, em agosto e gostaria de ir até lá. Quanto custou, aproximadamente?
ResponderExcluirBeijos! Adorei o blog!!! :)
Oi, Brenda, a visita às missões vale demais! O lugar é lindo (tem um vídeo lá na página do blog no face e vai ter post :) https://www.facebook.com/fragatasurprise/videos)
ExcluirVocê pode ir com agências, que fica mais barato, em torno de R$ 120, mas eles exigem um mínimo de oito pessoas para formar o grupo (quer dizer, se não aparecerem interessados suficientes, o passeio não sai).
Como falei no post, as locadoras não deixam vc ir além de 50 km da fronteira com carro alugado,então, para ir por conta tem que contratar um transfer (carro particular). Eu paguei R$ 500, mais a carta verde.
Quem me levou a San Ignacio Miní foi Roberto. Os contatos dele são esses: 45-91527133 (Vivo), 45-99808198 (Tim) ou 45-30289679.
Cyntia, eu me interessei muito pelo trajeto com o Sr. Roberto, mas os três fones que você informou estão inativos. Sabe se há outra maneira de entrar em contato com ele? Obrigada.
ExcluirOi, eu fiz contato com ele por meio de uma agência de transfer. Vou tentar achar o e-mail. Mas vc pode tentar outra saída: a Loumar Turismo, em Foz, é ima agência bem estruturada e muito bem recomendada pelos blogueiros de viagem. Quem sabe essa empresa não organiza a viagem pra vc?
ExcluirAh, vc discou um 9 na frente dos numeros de celular? Pode ser isso
ExcluirA Loumar Turismo vai às ruínas por R$55 ($200 argentinos) por pessoa, mas não passa na casa do Che Guevara. Se descobrir sobre o Roberto, ainda estou procurando!
ExcluirBrenda, tenta um contato com Iuri, o motorista que me levou às cataratas argentinas e a Puerto Iguazú. O telefone dele é 45-9923-8094.
ExcluirOi Cyntia, adoro ler os seus posts, suas observações pesam bastante quando faço meus roteiro. Obrigada.
ResponderExcluirCom relação a duvida de ficar ou não no centro de Foz eu também tive, mas optei em ficar no centro por conta da variedade de restaurantes. Passamos o Reveillon no Rafain centro e pudemos curtir os barzinhos e restaurantes da região... mas o que mais me impressionou foi que CENTRO lá em Foz tem outro significado! Ruas largas e arborizadas, vários bares bem frequentados, muito lugar para estacionar e sem tomadores de conta.. rsrs
Oi, Ana, obrigada :)
ExcluirRealmente, o centro de Foz tem muito mais opções de restaurantes e bares. A cidade surpreende, passa longe daquele clichê de fronteira, é muito bem cuidada...
A vantagem da hospedagem na Avenida das Cataratas é só a proximidade com a maior atração :)