terça-feira, 6 de junho de 2017

São Paulo:
hospedagem na região da Faria Lima

A vista da minha varanda: o cruzamento das avenidas Cidade Jardim e Faria Lima. Bem no centro da foto, o casarão cercado de arranha-céus é o Museu da Casa Brasileira
Na minha passagem mais recente por São Paulo (comecinho de maio, para o show de Sting), fiquei hospedada na região da Avenida Faria Lima, uma vizinhança que eu já conhecia bem desde criança — passava férias na casa dos meus tios, pertinho do Shopping Iguatemi — mas que ainda não havia testado como turista.

O hotel escolhido foi o Radisson Blu São Paulo, na Avenida Cidade Jardim, que é bem bacanão e estava com tarifas ótimas naquele período — lição nº 1 de hospedagem em Sampa: hotéis do tipo “executivo” costumam ficar muito mais baratos nos finais de semana, feriadões e afins.

A chamada “Nova Faria Lima” e o bairro do Itaim Bibi não são muito a minha praia em Sampa — fui moradora de Perdizes e frequentadora assídua de Pinheiros e Vila Madalena — mas é uma boa opção para quem quer ficar perto de shoppings, comércio elegante e restaurantes badalados, além do Eataly, que continua no topo da lista de programas de paulistanos e visitantes.

Veja como foi minha experiência no Radisson Blu São Paulo:

O hotel: Radisson Blu São Paulo
Avenida Cidade Jardim , 625, Itaim Bibi


A bandeira Radisson Blu identifica uma cadeia de hotéis de ato padrão (na linha “luxo acessível”) e a unidade paulistana corresponde bem ao que se espera da marca: confortável, elegante e com excelente atendimento.

Foi minha segunda experiência nessa rede. A primeira tinha sido em Dublin, Irlanda, no encantador Radisson Blu St Helen's, que fica em uma mansão georgiana linda, cercado de jardins. (Leia o post: Um senhor hotel em Dublin).

O Radisson Blu São Paulo, conjugado a um apart hotel em edifício anexo, foi inaugurado em 2001, mas tudo nele tem cara de novinho em folha e bem cuidado.

O solário e a piscina ficam em uma área fechada, na cobertura
No térreo ficam a recepção, o lobby, o bar (amei as tomadas sob as poltronas, para carregar celulares) e o restaurante, onde também é servido o café da manhã. No último andar, em uma área coberta, estão a academia, a piscina (do tipo raia de natação), a sauna e um solário, com algumas espreguiçadeiras.

O hotel também oferece estacionamento e WiFi gratuito.

O quarto
Fiquei em um apartamento duplo na categoria "superior" (a mais simples), que dividi com minha irmã e gostei muito das acomodações do Radisson Blu São Paulo. 

A cama é do tipo que "abraça"
O quarto é bem grande (cerca de 30 metros quadrados), espaçoso e agradável. Todos os apartamentos têm varandas (mas não pode fumar nem aí) e os confortos básicos: TV de tela plana de 42 polegadas (mas não me pergunte pela oferta de canais, porque nem liguei a minha), ar condicionado, cofre e jarra elétrica para chá e café.

Bancada com muitas tomadas, poltrona de leitura e jarra elétrica para chá e café

Cofre, tábua de passar roupas, banquinhos para as malas... À direita, o banheiro grande, novinho e muito limpo
A cama era daquelas que “abraça”: colchão firme, mas macio, travesseiros gostosos e roupa de cama de boa qualidade. Nas cabeceiras, luzes de leitura e tomadas (dois itens que considero indispensáveis). A bancada de trabalho, bem grande, também tinha uma boa quantidade de tomadas.

O café da manhã

O restaurante Badebec (onde é servido o café da manhã) durante o almoço de domingo
Farto, variado e com itens de excelente qualidade. São duas estações (na verdade, dois grandes bufês) com diversos tipos de pães e bolos, frutas, sucos, frios e queijos. Entre os pratos quentes, o indefectível ovo mexido, que protagonizou o único episódio negativo da nossa estada: minha irmã percebeu que havia algo estragado na porção que havia posto no prato, avisou aos funcionários que, em vez de substituírem todo o lote, apenas colocaram novo suprimento por cima do que estava no réchaud.

O bar do hotel: serve ótimos drinques e ainda tem tomadas abaixo dos assentos pra a gente recarregar o celular 😍
O preço
No fim de semana de 5 a 7 de maio, a diária com café da manhã no apartamento duplo, categoria “superior”, custou R$ 310. Foi o preço mais em conta que encontrei, entre hotéis de padrão similar, para aquele período. Pela qualidade do hotel, foi um preço muito bem pago.

Pesquisando na internet, vi que é possível conseguir tarifas na casa dos R$ 250 no Radisson Blu São Paulo, para finais de semana.

Retrospectiva Synthesis 45do designer italiano Ettore Sottsass, no Museu da Casa Brasileira, quase vizinho ao hotel
A vizinhança
A localização do Radisson Blu São Paulo é boa para quem quer ficar perto do comércio elegante dos shoppings Iguatemi e JK e das lojas do Itaim Bibi – e quer chegar ao Eataly a pé. 

O entorno do hotel tem boas opções de cafés, como o Le Pain Cotidien (a 550 metros, na Rua Paes de Araújo), e restaurantes. O Jamie’s Italian, restaurante de Jamie Oliver especializado em massas, onde jantamos após o show de Sting (grande São Paulo, onde as cozinhas funcionam depois da meia-noite!!) fica a menos de um quilômetro do hotel. Não é uma região barata, aviso.

O Museu da Casa Brasileira, que visitamos na tarde de sexta-feira, fica a 350 metros do hotel.

Meu ragù pós-Sting, no restaurante de Jamie Oliver, e o excelente cosmopolitan (um drinque que adoro) servido no bar do Radisson Blu
Transporte
O transporte público não é o forte da área da Nova Faria Lima. Nos três dias da nossa estadia, usamos muito o Uber.

Minha corrida de táxi do Aeroporto de Congonhas até o Radisson Blu custou R$ 30. Na volta, o Uber ficou em R$ 23.

Para ir do hotel até o Alianz Park, onde Sting se apresentou, a tarifa do Uber foi de R$ 24. Entre o hotel e o MASP, na Avenida Paulista, o preço foi de R$ 18.

Moral da história
Embora fora da minha rota em São Paulo, o Radisson Blu São Paulo é uma boa opção. Eu prefiro me hospedar na região da Avenida Paulista ou em Pinheiros, porque fico muito mais perto dos meus amigos e pontos de interesse na cidade, mas a experiência com essa hospedagem foi bacana e eu posso recomendar o hotel. 

Veja outras experiências de hospedagem em Sampa: 
Hotel Mercure Pinheiros

Atrações
Meus passeios preferidos em na cidade
Sábado no Mercadão da Cantareira
O lado lúdico das hortaliças: como a feira da Vila Madalena me ensinou a gostar de feiras

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