21 de abril de 2018

Onde comer - e o que comer - em Nova York

 Bethesda Terrace, no Central Park
Comer bem em Nova York é tão fácil que acaba ficando difícil 😉. São tantas possibilidades — em todas as faixas de preço, variedades culinárias e estilos — que, se a gente tentar planejar muito, é capaz de dar um nó. Quando eu já estava quase perdendo o apetite com o planejamento do meu roteiro gastronômico por lá, resolvi relaxar e deixar acontecer, ao sabor da hora que batesse a vontade por um lanchinho ou refeição.

O método (ou a ausência dede) deu certo: seguindo algumas indicações catadas na internet ou escolhendo o restaurante (ou carrocinha de hot dog, ou balcão de donuts, ou boxe de mercado) pela cara, posso dizer que minhas aventuras gustativas foram muito gostosas — não disse que era fácil comer bem em Nova York? 😁

Então, veja as minhas dicas sobre Onde comer - e o que comer - em Nova York pra você aproveitar na sua próxima viagem. No final do post tem um mapa pra facilitar a localização dos restaurantes.

Comida nórdica em Grande Central,  café da manhã com muffins, o descolado Ganevoort Market e ele, o supremo hot dog
⇨ O que comer em Nova York
Tá certo que Nova York tem cozinha requintada de todos os cantos do mundo. Mas as meu paladar estava suspirando mesmo era pela simplicidade da comida de rua e delícias ligeiras que são a marca (pra mim) da gastronomia local.

Comida de rua é uma instituição em Nova York — e comer na rua, mesmo o que é de mesa, também. Basta ver o pessoal levando o espaguete e a salada para comer ao ar livre, no intervalo do almoço. Acho que tudo que dá para ser consumido sem garfo e faca é culinária típica de Nova York, com denominação de origem controlada. E como é bom!

Da tradicional confeitaria chinesa, em Chinatown... 
Esses pequenos grandes prazeres vêm de todas as partes do mundo: donuts (rosquinhas doces que —espanto! — têm origem grega), pretzels (“laços” de massa salgada e crocante de origem germânica), bagels (pãezinhos em forma de rosca, contribuição da tradição judaica), hot dogs, dumplings (pasteizinhos macios, feitos no vapor, herança chinesa), pizza, sanduíches de pastrami (carne bovina curada e muito temperada, outro legado judaico), cafés da manhã com muffins e panquecas (cobertas com maple syrup)...

... ao charme francês dos macarons, no Upper East Side, tem de tudo em Nova York
Dentre todos essas marcas culinárias, a mais clássica é o cachorro quente de carrocinha, que está para Nova York assim como o acarajé de tabuleiro está para Salvador — desconfio que o hot dog também tem alguma origem religiosa, como o quitute baiano, tal a devoção dos gringos ao sanduba.

É difícil encontrar cachorro quente ruim em Nova York e eles costumam custar bem baratinho. O segredo é evitar os trailers nas áreas muvucadas, tipo o início do Central Park (na rua 59), onde ficam os pontos das charretes e uma concentração turística beirando o demencial — ali é bem fácil pagar quase US$ 10 por um sanduba e uma latinha de refrigerante. Nas barraquinhas mais para o interior do parque, os preços ficam na casa dos US$ 3.

Onde Comer em Nova York



➡️Gray's Papaya
2090 Broadway, na altura da Rua 72, Upper West Side (Metrô 72nd St, linhas 1, 2 e 3). Aberta 24 horas. Tem uma filial em Midtown, em 612 8th Avenue, entre as ruas 39 e 40 (Metrô Times Square).

Por falar em cachorro quente, vamos logo falar do que é considerado o melhor de Nova York e custa apenas US$ 1.

O Gray’s Papaya não tem luxo algum. É uma lanchonete “objetiva”: chegue, pague, pegue seu hot dog e se vire — boa sorte em conseguir encostar no tímido balcão lateral, apinhado na hora do almoço, para apoiar seu sanduba e o copo de suco de papaia, que é a marca da casa.

O sanduba do Gray's Papaya combina com Strawberry Fields e Dakota (na foto à direita)
Mas o bichinho vale muitíssimo a pena. Fiz várias incursões ao Gray’s Papaya em sua sede original (pertinho de Strawberry Fields e do Edifício Dakota, dois pontos de peregrinação de fãs de John Lennon) e também à filial, aberta no ano passado, do lado de Times Square.

A casa oferece um combo com dois hot dogs e um copo de suco por US$ 5. Almoço mais barato você não encontra em Nova York.

➡️ Katz's Delicatessen
205 E Houston Street, Lower East Side (Metrô 2nd Avenue, linhas F e M). Segunda, terça e quarta, da 8h às 23h. Quinta, da zero hora às 3h da manhã e das 8h à meia-noite. Sexta, sábado e domingo, funciona 24 horas. Só aceita pagamento em dinheiro.


O legendário sanduíche de pastrami da Katz's é tão bom que eu até encarei o pepino que o acompanha
Desde que Meg Ryan imitou um orgasmo em uma mesa da Katz’s Deli, no filme Harry e Sally (1989), o lugar virou atração turística e vive apinhado às raias do tumulto. Essa delicatessen judaica, porém, está em cartaz desde 1888 — só pela tradição já mereceria a visita, mas é o sanduíche de pastrami da casa que bate um bolão.

Tenha paciência coma fila meio caótica no balcão, onde você vai pedir seu sanduba (o cardápio é extenso, mas esse é o carro chefe). Tente não cogitar virar vegetariana olhando as peças gigantescas de carne curada que aterrissam à sua frente e são freneticamente cortadas pelos atendentes.

O sanduíche é preparado à vita do freguês
Pronto o sanduíche, pegue sua bandeja e procure lugar em uma das mesas nas fileiras centrais do imenso salão — as mesas encostadas na parede são exclusivas para quem opta por serviço de garçom, com preços diferentes — e respire, porque o tal do sanduba é colossal. Em dois sentidos: bom pra caramba e em dimensões industriais. Eu só consegui comer metade, mas eles embrulham para viagem o que você não der conta de devorar.

Pelo pantagruélico sanduíche e uma lata de Pepsi (é, o lugar não é perfeito), paguei US$ 26. Leve dinheiro vivo para pagar a conta, ou terá que morrer em uma taxa para fazer o saque na máquina que funciona lá.

➡️ Zuckers
370 Lexington Avenue, entre as ruas 40 e 41 (Metrô Grand Central). De segunda a sexta, das 6:30h às 19h. Sábados e domingos, das 6:30h às 18h. Tem mais duas lojas, em Tribeca (146 Chambers Street) e no Upper West Side (273 Columbus Avenue).


Bagel com cream cheese e salmão defumado do Zuckers: simplesmente i-ne-nar-rá-vel
Esse lugar é apenas um espetáculo, não é à toa que está sempre cheio — ele fica pertinho do hotel onde me hospedei e eu demorei a ter coragem de encarar a fila. Bagel é sempre bom, mas o do Zuckers corre o risco de ter sido a melhor refeição que fiz em Nova York.

É mais um lugar onde você não deve esperar formalidades. Não tem serviço de mesa e encontrar um lugar para sentar não é tarefa das mais fáceis, mas aquele bagelzinho com cream cheese e salmão defumado vale todas as cotoveladas nas costelas .

O balcão da Zuckers em um momento de pouca fila
Uma tradição da comunidade judaica de Nova York, como falei lá no alto, o bagel é um pão que tem a particularidade de ser cozido antes de ser assado, o que o deixa com uma consistência perfeita. A Zuckers serve o pãozinho em várias versões (com gergelim ou semente de papoula na casca, de alho, de canela...) e diversos recheios.

O clássico da casa, que foi minha pedida, custa US$ 9,5. O Zuckers serve sandubas mais baratos, a partir de US$ 3, e o cardápio também tem saladas, muffins, brownies, omeletes...


➡️ Luke's Lobster
242 East 81st Street, entre as avenidas 2a e a 3a (Metrô 86th St- 2nd Ave, linhas Q e R). De domingo a quinta, das 11h às 22h. sexta e sábado, das 11h às 23h. A rede é enorme, tem lojas em diversas cidades americanas e mais 13 endereços em Nova York. Veja no site.


É sanduíche, mas é de lagosta😋
Caso você esteja precisando de um motivo pra ir a Nova York, é bom saber que o preço da lagosta por lá é muito mais em conta do que aqui no Brasil, graças à proximidade com as áreas pesqueiras do Noroeste Americano, como a costa do estado do Maine. 

A Luke’s Lobster é uma rede especializada em frutos do mar fresquinhos e deliciosos, servidos a preços muito apetitosos. Tem casas em um monte de cidades americanas — muitos endereços na big apple — e seus sanduíches de lagosta, caranguejo ou camarão são grandes opção para refeições sem pompa, mas de ótima qualidade.

Luke's Lobster: ambiente informal e tudo gostoso
Se você se preocupa com a procedência do que come e com práticas sustentáveis (eu me preocupo), saiba que a rede tem o cuidado de comprar seus produtos de pescadores responsáveis com o meio ambiente, cumpridores os protocolos ambientais para a preservação dos cardumes — como o descartes das fêmeas com ovas e o limite diário de coleta de lagostas e caranguejos.

Eu almocei na Luke’s Lobster da Rua 81, que fica a quatro quadras do Metropolitan Museum. Pedi (claro!) o sanduíche de lagosta, que bate um bolão. Também experimentei o clam chowder (sopa de mariscos que leva gordura de porco e leite, para ficar bem espessa), típico da Costa Noroeste americana. Com uma taça de vinho, gastei cerca de US$ 30 por uma farrinha de primeira.

➡️ Pret a manger 
Diversos endereços na cidade, veja no site
Sou fã dessa rede de comida fresquinha, de ótima qualidade e com preços muito acessíveis. Tem saladinhas, sanduíches saudáveis, sopas e outras opções de pratos rápidos, perfeitos para serem levados para o parque e saboreados sem pressa.

A rede tem casas espalhadas por toda Nova York e quebra um super galho quando bate aquela fominha, mas você não está no clima de parar o passeio para ir a um restaurante. É também uma grande alternativa para comer bem sem cair na gordureba do fast food convencional: com US$ 10, você faz uma refeição leve, saudável e gostosa.




➡️ Sam's Place
132 E 39th St, Midtown (Metrô Grand Central). De segunda a sexta, das 12h às 15h e das 17h às 22h. Sábado, das 17h às 22h. Fecha aos domingos. 

Sam's, o italiano do "meu" bairro. À direita, tortellini in brodo contra um frio quase polar
Não precisa atravessar a cidade pra ir jantar no Sam’s, até porque a proposta da casa não é essa. Ele é um típico restaurante italiano de bairro, que serve uma comidinha saborosa a preços honestos. Fica em Murray Hill, praticamente em frente ao Pod 39, onde me hospedei, e foi lá que jantei na primeira na primeira noite da viagem.

Vitela ao marsala e um ótimo tiramisú
A casa é simples, frequentada por moradores das redondezas, o serviço é simpático e os preços não assustam. Se você estiver pela vizinhança, aproveite.

No frio quase polar que estava fazendo, tudo o que eu queria era uma prato fumegante de tortellini in brodo (sopa, US$ 10), mas acabei me empolgando e pedi a vitela ao marsala (US$ 19,95) como secondo piatto e o tiramisù (US$ 8), muito acima da média, como sobremesa.
 
➡️ Momosan Ramen & Sake, 342
Lexington Ave, entre as ruas 39 e 40 (Metrô Grand Central). De segunda a sábado, das 11:30h às 15h e das 17h às 23h. Domingo, das 12h às 22h.


Tantan, um senhor prato
Este restaurante, também do ladinho do meu hotel, pertence a um chef celebridade, Masaharu Morimoto, e está na crista da onda — o que sempre significa fila respeitável todas as noites. A vantagem de estar sozinha, porém, é que sempre tem um lugarzinho no balcão. Mas se você for em grupo, faça reserva.

O ambiente é elegante, a clientela é jovem e animada. A trilha sonora — música eletrônica — é tocada alguns decibéis acima do que eu gostaria, mas nem isso atrapalhou o meu ótimo jantar.

A casa, como já anuncia o nome, é especializada em ramen, macarrão de trigo com ovos, servido em uma sopa. O chef Morimoto anuncia no cardápio que desenvolveu um tipo especial de ramen que não corre o risco de ficar encharcado pelo caldo onde vem mergulhado — segundo ele, no Japão come-se a massa bem rápido, para evitar esse efeito indesejável.

Pedi o tantan, ramen em caldo bem condimentado, com leite de coco, curry, aji (pimeta peruana), missô vermelho e coentro, com chashu de porco (carne marinada e adocicada). O prato é boooooom bom demais. Custa US$ 10, a porção pequena, que é bem alentada, ou US$ 13, se você preferir uma quantidade maior. 

O jantar só não foi mais barato porque eu resolvi me aventurar no vasto cardápio de saquês da casa — o bom de jantar ao lado do hotel é que dá para cambalear meia quadra sem pagar mico 😇.

➡️ Oyster Bar
Grand Central Station, sub-solo. De segunda a sábado, das 11:30h às 21:30h.


Não sobrou casca sobre casca
O Oyster é um velho conhecido — lembro de uma farra que fiz lá, com minha amiga Dulce Ferrero, no tempo em que o real estava parelho ao dólar e nós nos acabamos em uma bacia de ostras, uma lagosta do Maine com quase um metro de comprimento e algumas garrafas de vinho.

O lugar, que entrou para a história de Nova York por ter sido o favorito de Al Capone, continua merecendo a visita, ainda que eu tenha optado por uma farra mais modesta, dessa vez.

As ostras fresquíssimas são a marca da casa
O serviço no salão do Oyster é mais sofisticado, mas gostei muito de sentar em uma das mesas coletivas, bebericar meu vinho e provar ostras fresquíssimas e depois devorar uma lagosta inteira – se você viu Daryl Hannah em Splash (1984), vai entender o que estou dizendo. 

Só a ambientação do Oyster Bar já vale a visita. Ele fica no subsolo da Grand Central Station, sob um teto abobadado e decorado em um estilo que transita da art nouveau à art-deco, com iluminação suave e um baita climão cinematográfico. 

O corredor em Grand Central que leva ao Oyster Bar e, à direita, uma mesa coletiva
Mas se você não se importa com cenários, pode ir de olhos fechados, que a comida é ótima e os preços, para quem escolhe o balcão ou as mesas comunitárias, não são de fazer ninguém sair correndo (paguei US$ 50 pelo jantar).

A lagosta servida inteira é cobrada por peso. O cardápio tem uma variedade grande de frutos do mar e uma carta infindável de bebidas.


➡️ Lombardi's
32 Spring Street, Little Italy (Metrô Spring Street, linhas 4 e 6). De domingo a quinta, das 11:30h às 23h. Sexta e sábado, das 11:30h à meia-noite. Só aceita pagamento em dinheiro. Tem uma máquina ATM funcionando dentro da pizzaria.


Uma pizza show de bola
Nova York com pizza: taí uma dupla que consegue ser mais afinada que Simon & Garfunkel. As redondas são adoradas e vorazmente consumidas pelos locais e eu entro na dieta deles assim que piso na cidade — tem coisa melhor pra beliscar que uma fatia quentinha, servida no guardanapo por uma das dezenas de milhares de trailers que se espalham por todos os cantos?

Mas não é porque essa invenção napolitana se aclimatou e se disseminou tanto que ela deixou de ter pedigree. Nova York tem alguns templos da pizza. Um deles é a Lombardi’s, pizzaria fundada em 1905 e que se apresenta como “a mais antiga da cidade” e atrai um número incontável de devotos a suas mesas todos os dias.

Lombardi's: casa sempre cheia
Aposto que ninguém sai de lá decepcionado. A pizza da Lombardi’s é realmente um show de bola. Simples e direto ao ponto, ela tem massa crocante e fininha, recheio na medida e nenhuma frescura. Um deleite.

Pedi a pizza margherita pequena, que de pequena não tem nada. É tão boa quanto a da Bardi, de Nápoles, que inventou essa combinação sublime de muçarela, tomate e manjericão. Queria ter tido apetite para provar outras coisas do cardápio, mas não dei conta.

A pizza pequena custa US$ 16,50. Bora combinar que é quase nada a se pagar por um singelo banquete. Eu não reservei (comensais solo sempre encontram um lugarzinho) e esperei menos de 15 minutos por uma mesa. Mas os grupos maiores não tiveram a mesma moleza. Se quiser fazer reserva, siga o link.


➡️ Magnolia Bakery
1240 6th Avenue, no Rockefeller Center. Tem mais cinco endereços, veja no site. De segunda a quinta, das 7h às 22h. Sextas, das 7 à meia-noite. Sábados, das 8h à meia-noite. Domingos, das 8h às 22h.


O cupcake é bom...
Já tinha ouvido desde os elogios mais rasgados a gente que torce o nariz para a Magnolia Bakery e estava muito curiosa para experimentar essa confeitaria/padaria celebrizada pela série Sex and the City (uma das minhas favoritas). Meu veredito? Fui lá três vezes. Acho que isso responde à sua pergunta — mas só em parte.

Sim, o cupcake é bom, mas não é de fazer ninguém sair flutuando. Não provei o famoso banana pudding (US$ $4), porque prefiro os conceitos de pudimbanana em pratos separados.

... mas quem arrasa mesmo são os biscoitos
(imagens: Magnolia Bakery)
Então, que diabo eu fui fazer três vezes na Magnolia Bakery? Ah, eu fui comprar suprimentos industriais de brown sugar, um biscoito amanteigado que é dos deuses. Provei na primeira visita e viciei. Pense numa coisa gostosa. É ele. Tão bom que eu nem lembrei de fotografar, mesmerizada pelo sabor 😋. Os oatmeal raisin cookies (biscoitos de aveia com passas) também são de responsa. Os biscoitos custam a partir de US$ 1,50 e os cupcakes, a partir de US$ 3,95.

➡️ Ladurée
864 Madison Avenue, Upper East Side (Metrô 68th St, linhas 4 e 6). De segunda a sexta, das 8h às 19. Sábado, das 9h às 19h. Domingo, das 10h às 18h. Também tem uma loja no Soho, em 398 W Broadway, entre Spring St e Broome St (Metrô Spring St, linhas C e E).



Em Nova York, se você não vai a Paris, Paris vem até você. Talvez não Paris inteirinha, mas um pedaço pra lá de saboroso, que é a pausa para o chocolate quente com macarons na Ladurée.

A famosa casa francesa tem duas lojas na cidade e quem é que resiste àquela vitrine tomada pelas bolotinhas coloridas que desmancham na boca e nos fazem ouvir La Vie em Rose?

A Ladurée da Madison fica na mesma quadra da Frick Collection e combina à perfeição com uma visita a esse museu bacanérrimo. O "chazinho da tarde à francesa" custou US$ 12.

➡️ Cafe Sabarsky 
1048 5th Avenue, entre as ruas 85 e 86, na Neue Galerie (Metrô 86th St-Lexington, linhas 4, 5 e 6). Fecha às terças-feiras. Segundas e quartas, funciona das 9h às 18h. De quinta a domingo, das 9h às 21h. 


Linzertorte: avelã e framboesas para me fazer flutuar até Viena
Mais um café tremendamente europeu — no caso, vienense — para combinar com a visita a um museu. E aqui nem é necessário sair do lugar, porque o Sabarsky funciona dentro da fantástica Neue  Galerie, especializada em arte austríaca e alemã do início do Século 20 (leia-se Klimt, Schiele e muitas peças decorativas Jugendstil).

No capítulo salgado, o Café Sabarsky serve especialidades austríacas, como o espetacular wiener schnitzel, o goulash — este herdado da Hungria no tempo do Império Austro-Húngaro —, salsichas e os spätzle, aquelas massinhas que vão bem com qualquer caldo e acompanham pratos de carne.  

Sabarsky: cardápio e astral vienenses
A confeitaria da casa enche os olhos — até porque os doces ficam em uma mesa, ao alcance da vista e da cobiça do freguês.

Não provei os pratos salgados. Parei só para um chocolate com um docinho, e como fui feliz! Pedi o Sabarsky Heiße Schokolade, chocolate quente à moda vienense, muito espesso e enriquecido com creme, e a Linzertorte, torta de avelãs com geleia de framboesa — apenas de morrer. Minha conta ficou em US$ 20.


➡️ Rice to Riches
37 Spring Street, Little Italy (Metrô Spring Street, linhas 4 e 6). De domingo a quinta, das 11h às 23. Sexta e sábdo, das 11h à 1h da manhã.


O colorido de Little Italy e a Rice to Riches
Eu sou fã de rice pudding — que não é o nosso pudim de arroz, como a tradução literal sugere, mas uma versão do arroz-doce. A Rice to Riches é especializada no assunto: são quase 20 sabores, com baunilha, coco, chocolate, frutas, mascarpone...

A Rice to Riches fica exatamente em frente à Lombardi's Pizza e parei lá para a sobremesa. Pedi o arroz-doce com rum e passas, bem gostoso.

O preço do arroz-doce varia de acordo com o tamanho da porção, que vai da “Diva”, com 170 gramas (US$ 5), à “Sumô”, com mais de 1 kg (US$ 27,50). Eu pedi a porção “Solo, de 250 g (US$ 7,50), e foi um exagero, daria para duas pessoas, numa boa.

A casa tem decoração moderninha, o design das cumbucas e das colheres é muito bacana, mas as plaquinhas com piadas nas paredes (algumas bem machistas) são perfeitamente dispensáveis. 




➡️ Great Northern Food Hall
89 E 42nd Street, no Vanderbilt Hall da Grand Central Station. De segunda a sexta, das 7h às 21h. Sábado e domingos, das 8h às 20h



Fiquei fã de smørrebrød
Grand Central Station, a belíssima estação de trens interligada ao metrô, é muitíssimo bem servida de restaurantes e cafés nos mais diversos padrões. Além do Oyster Bar (que você viu lá no alto), marcas como Magnolia Bakery e a casa de ótimos hambúrgueres Shake Shack têm filiais entre as muitas opções dentro da estação.


Entre essas opções, adorei The Great Northern Food Hall, dedicado à culinária nórdica com supervisão do chef dinamarquês Claus Meyer. Fiquei freguesa dos beliscos de lá, já que Grand Central era a minha estação de metrô. Amei especialmente os sanduíches abertos (smørrebrød), servidos sobre pão de centeio, do Open Rye, um dos boxes.

O lugar está mais para praça de alimentação, mas tem a mesma pegada e estética dos mercados moderninhos que fazem sucesso pelo mundo. Seu espaço está dividido entre o bar, que também serve almoço e jantar, uma padaria artesanal que segue técnicas dinamarquesas centenárias, um café gourmet e outros boxes dedicados a uma releitura das tradições nórdicas.

➡️ Gansevoort Market
353 W 14th Street (Metrô 14th St-8th Ave, linhas A, E e L). Diariamente, das 8h às 21h.




Esse mercado simpático e descolado do Meat Packing District combina bem com um passeio pelo High Line Park, que fica bem perto. Passei por lá a caminho desse parque suspenso só para tomar um café e ver o que tinha de interessante.

As opções são bem variadas. Fiquei curiosa para provar a cozinha havaiana do Gotham Poké, mas também tem hamburgueria, cevicheria e uma padaria com pegada francesa. Pena que não deu tempo de voltar...

➡️ Eataly NYC Flatiron
200 5th Avenue, esquina com Broadway (Metrô East 23rd St, linhas N, Q, R e W), em frente ao Flatiron Building. Diariamente, das 7h às 23h. O Eataly tem outra loja no World Trade Center (101 Liberty Street, 3º andar). 

Minha passagem pelo Eataly foi bem corrida, até porque o lugar estava até a tampa de gente, mas deu para tomar um café na Lavazza e provar os ótimos doces do balcão dedicado aos cannoli (canudinho de massa típico da Sicília, recheado com ricota) e bomboloni (uma espécie de sonho recheado com creme — minha alma voou direto para a Itália.

O Eatlay Flatiron é enorme e merecia ser explorado com calma. Quando você for, não faça como eu, que inventei de ir no sábado e dei de cara com a multidão.

➡️ Chelsea Market
75 9th Avenue, entre as ruas 15 e 16 (Metrô 14th St – 8th Ave, A, E e L). De segunda a sábado, das 7h às 2h da manhã. Domingo, das 8h às 22h.



Eis o motivo de eu não ter conseguido voltar ao Mercado Gansevoort. O Chelsea Market me sequestrou no meio do caminho para a High Line e me fez antecipar o almoço no balcão da Berlim Currywurst (salsicha com curry), onde matei a saudade dessa comida de rua tão típica da capital alemã.

O mercado é muito bacaninha, frequentado pela galera meio hipster das redondezas, e cheio de opções interessantes para o almoço ou jantar. Uma das estrelas é o Morimoto, restaurante do mesmo chef do Momosan.
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