domingo, 18 de setembro de 2016

Doces portugueses:
Tentações com origem divina

Vitrine da Confeitaria Alcoa, em Alcobaça
Dizer que os doces portugueses têm origem no divino não é licença poética. Sim, a doçaria lusitana provoca arrebatamentos gustativos que inspiram hipérboles. No caso, porém, me amparam o factual e o rigor histórico: foi no ascetismo dos conventos que Portugal engendrou um saber culinário que fala muito mais à sensualidade do que à castidade e à contemplação que se associa a claustros e preces.

Não que os frades e, principalmente, as freiras, quisessem testar (ou tentar) a nossa moderação inventando aquelas delícias. É que mesmo vidas devotadas ao espiritual precisam estar munidas de algum pragmatismo: o que fazer com a gigantesca sobra de gemas, já que as claras eram matéria prima fundamental para a confecção de hóstias e para engomar os hábitos? Para a sorte deles (e nossa, mais ainda), o açúcar das colônias amealhadas a partir das grandes navegações resolveu a charada.

Os famosos ovos moles em uma vitrine de sua terra natal, Aveiro
O resultado é um repertório quase impossível de catalogar: pastel de nata, ovos moles, pão de ló, pastel de Santa Clara, papos de anjo, barriga de freira, queijadas, travesseiros...

Qualquer visita a Portugal, pra mim, é uma fuzarca gastronômica e os doces têm um papel primordial nesse enredo. Neste post, apresento algumas dessas delícias que você não pode deixar de provar na próxima passagem pela terrinha.


Pastel de feijão e queijada com amêndoas

 Pastel de feijão e queijada de amêndoas da Cafeteria D. Pedro,
 em Alcobaça
Feito de amêndoas e feijão branco, o pastel de feijão é uma gratíssima surpresa. "Pastel", em Portugal, normalmente, é um doce que fica entre a empada aberta e a tortinha: massa (pode ser folhada, como no pastel de nata, ou não) e recheio. O pastel de feijão é bem assim, uma casquinha firme abriga o recheio consistente, menos doce do que a gente espera de uma sobremesa portuguesa e bom demais. É típico da cidade de Torres Vedras, mas este da foto eu provei em Alcobaça.

Para acompanhá-lo, nada melhor que uma das famosas queijadas da cidade. Esse também é um docinho sublime, feito de queijo, leite, ovos e açúcar. A que provei em Alcobaça ainda tinha o requinte das amêndoas, ingrediente muito presente na doçaria portuguesa.

A esplanada em frente ao Mosteiro de Alcobaça é um paraíso: está cheia de mesinhas de cafés, restaurantes e confeitarias com vista para o lindão. E esses estabelecimentos têm uma gostosura no cardápio para tentar disputar sua atenção com a maior atração da cidade. Dá pra ficar uma semana experimentando as queijadas...


Bolo de arroz


Simples e irresistível
Outra grande surpresa portuguesa. O bolo de arroz é fofinho na medida certa, doce sem exageros e bate um bolão acompanhando uma bica (cafezinho). Eu já era fã dos famosos bolinhos de arroz da Sorveteria Cubana, no Elevador Lacerda, em Salvador, e seus primos lusitanos conquistaram meu coração pela saborosa simplicidade.

Sua massa é feita com uma mistura de farinhas de trigo e de arroz, ovos, leite, açúcar e raspinhas de limão. O bolo de arroz é assado em forminhas forradas de papel vegetal. Difícil é resistir à tentação de lamber o papel para resgatar os pedacinhos de bolo que ficam grudados. Para preservar minha fama de bem educada, eu sempre resolvia esse impasse pedindo mais um bolinho :).

É fácil encontrar bolo de arroz nas padarias portuguesas. Esse da foto foi traçado em Aveiro, que oferece um desfile de cafés, confeitarias, pastelarias e lojas de doces absolutamente irresistível na orla da sua Ria, nas imediações do Jardim do Rossio.


Guardanapo


Guardanapo: apenas dos deuses...
Esse doce é uma provocação. É feito com uma massa de bolo bem fofinha, feita apenas de ovos inteiros, gemas, açúcar e farinha (não leva leite). Quando o bolo fica pronto, ainda quente, é retirado da assadeira para ganhar uma generosa camada de doce de gemas e dobrado como um guardanapo. É dos deuses.

Esse guardanapo da foto também é de uma padaria de Aveiro.


Ovos moles de Aveiro



Ah, chegamos a uma das grandes divas da doçaria conventual portuguesa, uma delicadeza que conseguiu passar na frente de todos os muitos encantos da cidade que o inventou para virar ícone máximo de Aveiro. E, olha, depois de provar esse doce em casa, cercada de fachadas art nouveau e barquinhos coloridos, tenho que concordar que ele merece ser a grande estrela do pedaço.

Os ovos moles foram inventados no Mosteiro de Jesus, em Aveiro. É um doce de gemas bem firme, envolto em casquinha de hóstia, geralmente moldada em motivos marinhos — conchas, mariscos, cavalos marinhos... — para lembrar a ligação da cidade com o mar, que é a fonte de sua riqueza.

Eu costumo consumir quantidades industriais de ovos moles de Aveiro quando vou a Portugal. Em Aveiro, claro, eu fiz a festa.

Se você não tem planos de passar pela cidade, uma dica: tem um restaurante no Aeroporto de Lisboa que vende caixinhas do doce. Fica perto do portão de embarque de onde geralmente sai o voo pra Salvador (o 17, se eu não estiver gagá). Sempre passo lá para trazer um bom suprimento comigo, no retorno ao Brasil. Uma boa referência para achar esse restaurante era o antigo chiqueirinho dos fumantes, que ficava bem em frente, mas ele foi desativado (agora o fumódromo é uma sala bem digna).


Telha de amêndoas

Telhas de amêndoas (ao centro)
Talvez você conheça esse mimo na versão francesa — tuiles — mas ouso dizer que em Portugal é mais gostoso. As telhas de amêndoa são um (raro?) exemplo de doce lusitano que não leva gemas, mas as galinhas não correm o risco de ficar desempregadas por causa dele, já que as claras batidas em neve com o açúcar são a base da massa, à qual se acrescentam amêndoas assadas e trituradas e um tiquinho de farinha de trigo para dar a liga.

O formato de telha é dado à massa depois de assada, ainda quente, com uma passada do rolo de macarrão. O resultado é um biscoito fininho, muito crocante (parece com taboca, mas é mais saboroso), que combina divinamente com uma bica, com doces cremosos ou sorvetes. Sozinho, também bate um bolão.

Encontrei e arrematei umas caixinhas de telhas de amêndoa em Aveiro, em uma loja chamada Sabores com Tradição, que oferece uma variação estonteante de doces portugueses.


Rebuçados da Régua


Tão tradicional quanto a paisagem: rebuçados da Régua
Se você tem planos de visitar Peso da Régua, no Vale do Douro, certamente é para contemplar a paisagem da região vinhateira e fazer um dos famosos cruzeiros pelo rio. É um programa maravilhoso, mas fica ainda melhor quando devidamente adoçado pela sublime simplicidade das balinhas típicas da cidade.

Rebuçado português é uma bala (um queimado, como a gente diz na Bahia). Os da Régua são tradicionalíssimos, vendidos geralmente por senhoras que carregam seus tabuleiros pela cidade e fazem desse comércio seu sustento. O açúcar levado ao fogão é derretido até o ponto correto. Acrescenta-se mel, cascas de limão e ervas aromáticas, que variam de acordo com a cozinheira. Esses da foto levaram infusão de flor de laranjeira.

Depois de prontos, são embrulhados em pedacinhos de papel vegetal, com as pontas torcidas e uma cara de infância idílica que vou te contar. O rebuçado da Régua é tudo o que a bala Soft quer ser quando crescer...

Pastel de Santa Clara
Não fiz foto dos pasteis de Santa Clara que devastei em Coimbra — quem consegue pensar em Fragata Surprise diante deles? Só posso contar pra vocês que esse doce, tradição criada no famoso Convento de Santa Clara (uma visita imperdível, aliás), está na minha lista de 10 ou 12 coisas que justificam a existência humana.

Pense: massinha muito fininha (ela quebra só da gente suspirar de antecipação, antes da primeira mordida) formando uma cestinha para aconchegar o recheio de gemas e amêndoas... Já vi o pastel na versão "canudinho", também, mas sempre feito de folhinhas muito delicadas de massa.


Pudim de claras 


Pudim de claras com baba de moça e pudim de leite com caramelo: duas boas memórias de Coimbra
A origem desse doce celestial não deixa de ser irônica. Se no princípio o que sobrava eram as gemas, hoje já não há tanta demanda por hábitos engomados e hóstias, emprego original das claras de ovos nos conventos. Esse pudim, portanto, é a virada da maré: o que fazer com tantas claras que sobram do preparo de pães de ló, papos de anjo e outras maravilhas?

Ótimo dilema, porque resultou no pudim de claras, um dos meus doces preferidos. A receita é simplíssima: claras batidas em neve, com açúcar, assadas na calda de caramelo. Em Portugal, eles geralmente são servidos com calda de baba de moça (gemas, sempre elas), uma combinação boa de fazer chorar. Suspiro só de lembrar.

Esses pudins aí no alto foram as sobremesas que arremataram dois ótimos jantares em Coimbra, nos restaurantes Calado&Calado (o de claras) e O Nacional (o de leite).
Foguetes de Amarante


Doce de gema e hóstia polvilhada com açúcar

Esse doce é a versão amarantina dos ovos moles de Aveiro. A única diferença é que o recheio é mais mole e a casquinha de hóstia é polvilhada com açúcar. O formato varia, pode ser o de meia lua, que você vê na foto, ou de canudinho. Como quem vê cara não vê coração, ele é gostoso com qualquer aparência,

Provei e viciei em Foguetes de Amarante em uma confeitaria lindinha, no centro histórico da cidade, chamada Moinho. Os doces espetaculares e o terraço, com vista para o Rio Tâmega, garantem uma pausa de final de tarde maravilhosa.


Biscoitinho do amor 



Esse biscoitinho simples, confeitado com açúcar e gostinho de casa da avó vai ficar pra o resto da minha vida como uma das grandes memórias de Amarante. Até porque era com eles (toneladas deles, sejamos honestas) que eu começava o dia na gostosa pousada rural onde me hospedei. Uma xícara de café forte e biscoitinhos de gema: o que mais eu posso desejar pra ser feliz?

Como minha passagem por Amarante foi durante a festa de São Gonçalo, esse biscoito — feito em casa, no maior capricho — estava à venda nas muitas barraquinhas armadas pela cidade. Eu trouxe uma respeitável provisão para Brasília. Não sobrou nem o farelinho :)


Pão de ló



O duro de escrever este post é que eu começo (depois corrijo) cada verbete afirmando "este é o meu doce português preferido". Não é que eu seja volúvel. É que a doçaria portuguesa me deixa tonta, mesmo. E quando eu penso em pão de ló, então, já começo a hiperventilar e a ficar com a vista turva. Ô, coisa gostosa...

O pão de ló é um bolo feito com muitas, muitas, muitas gemas. Fica fofíssimo e leve, porque a massa é bem aerada (batida). Sua origem é a doçaria conventual — aparentemente, seu berço teria sido o Convento de Coz, em Alfeizerão, o que não o impediu de ser inventado também em Castela e em Gênova... Em Portugal, era o doce tradicional do Mosteiro de Alcobaça e dos conventos da cidade de Ovar, que até hoje tem uma produção louvadíssima.

Provei vários ao longo dessa viagem. O da foto é do restaurante Um Café no Chiado, em Lisboa.


Pão de rala


Pão de rala (esq) e papinho de Violeta
Tem gente que não gosta de repetir cidades. Mas na primeira vez que estive em Évora, ela não tinha me apresentado esse universo cheiroso e inebriante que são os doces à base de gila, um tipo de abóbora de polpa firme que vira maravilhas nas mãos das confeiteiras do Alentejo.

O pão de rala é a estrela desse repertório, feito com gemas (what else?), amêndoas, açúcar, raspas de limão e gila ralada. É delicioso e perfeito para quem não gosta da acentuada doçura, típica da confeitaria portuguesa, pois a gila quebra um pouco o açúcar — achei o gosto dessa abóbora meio parecido com o da compota de mamão verde, que eu amo...

As confeitarias de Évora são fartas em doces que combinam as gemas, as amêndoas e a gila. Provei tantos que pedi a conta. Um dos que mais me chamou a atenção foi o papinho de violeta, que provei em uma pastelaria próxima à Praça do Giraldo

Imagina se eu não volto a Évora? O que eu ia estar perdendo... :)


Pastel de nata


O autêntico, legítimo e insuperável pastel de Belém
O mais icônico dos doces portugueses, com certeza, é o pastel de nata (o soberano dessa categoria, o pastel de Belém, já ganhou um post aqui na Fragata), que há muito tempo já extrapolou a vizinhança do Mosteiro dos Jerónimos e hoje é encontrado em qualquer bodega, botequim, armazém, café, pastelaria ou lanchonete do país. Há os melhores e há os apenas razoáveis. Jamais provei um ruim.

Recomendo que você vá a Belém, comê-los da Fábrica de Pastéis de Belém original. Se tiver sem tempo ou bater a preguiça, também recomendo a Fábrica da Nata, na Praça dos Restauradores.

Se bater a preguiça de ir a Belém, a Fábrica da Nata faz um pastelzinho bem próximo do ícone e tem uma loja bem na Praça dos Restauradores
Docinho de gema e o balcão da tradicionalíssima Pastelaria Suíça, em Lisboa
Sentiu falta das delicias salgadas aqui? Elas estão nesses posts:
Muito além do Bacalhau: O que comer - e onde comer - em Portugal

A mesa portuguesa ou Pantagruela rides again


Pastelarias e confeitarias que experimentei

Alcobaça
Cafeteria D. Pedro (Praça 25 de Abril nº 57) e Confeitaria Alcoa (Praça 25 de Abril nº 44). Como falei lá no alto, a esplanada em frente ao Mosteiro de Alcobaça é uma tentação de cafés e pastelarias. Bom lugar para uma pausa antes ou depois da visita ao monumento

Aveiro
Sabores com Tradição ( Rua João Mendonça nº 23, Rossio, diariamente, das 9:30h às 19h). Uma caminhada pela orla da Ria de Aveiro vai fazer você tropeçar em uma infinidade lojas de doces, cafés e pastelarias. Provei várias, gostei de todas.

Porto
Café Majestic (Rua de Santa Catarina 112) e Café Guarany (Avenida dos Aliados 85/89). Esses dois cafés históricos são tão bonitos, tão classudos e tão presentes na história da Cidade do Porto que ganharam um post só pra eles (leia aqui: Café com estilo: o Majestic e o Gurany). Eles servem bebidas petiscos e refeições, mas, para ficarmos nos doces deste post, experimente a rabanada com doce de gemas, polvilhada por nozes e frutas secas, uma extravagância magnífica servida nas duas casas.

Cafeteria D. Pedro, em Alcobaça
Amarante
Confeitaria O Moinho tem dois endereços na cidade, um na Rua dos Pinheiros Mansos nº 890 e a filial recém aberta no Centro Histórico (tinha acabado de inaugurar, quando passei por lá), na Rua 31 de Janeiro, com um terraço debruçado sobre o rio e uma vista matadora para a parte mais antiga e mais bonita de Amarante. Dá pra dizer que praticamente passamos o cardápio da casa em revista e todos os doces que pedimos estavam perfeitos.

Lisboa
Fábrica de Pastéis de Belém (Rua de Belém nº 84 a 92. Diariamente, das 8h às 23h).

Fábrica da Nata (Praça dos Restauradores 62. Diariamente, das 8h às 22h)

Pastelaria Suíça (Praça do Rossio nº 96). Eu tenho uma devoção quase religiosa a essa autêntica instituição lisboeta, mas confesso que a cada visita eu fico menos satisfeita com o serviço, que está cada vez mais descuidado — eu sei que as multidões de turistas sobrecarregam a equipe, mas, mesmo assim... Os doces continuam gostosos e eu continuo a passar por lá em cada visita a Lisboa. Nem que seja por nostalgia.


O Moinho, em Amarante
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