segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Andaluzia:
Circulando pela esquina do mundo

Mirante sobre o desfiladeiro (tajo) de Ronda
E olha que a Andaluzia nem precisava ser bonita...

Sevilha, Cádiz, Ronda, Granada e Córdoba. O que mais alguém pode querer para se despedir de um 2013 cheio de viagens e começar o ano novo em altíssimo estilo estradeiro?

Quem cunhou a expressão “esquina do mundo” devia estar pensando na Andaluzia, ponto de encontro da África com a Europa e do Atlântico com o Mediterrâneo, região que viu passar o desfile de quase todas as civilizações com engenho suficiente para hoje figurarem nas enciclopédias.

 em Córdoba: esquina de civilizações
Fenícios, cartagineses, gregos, romanos, germânicos e mouros cobiçaram e povoaram essa confluência de Oriente com Ocidente, que também foi abrigo de gente sem terra e sem exército, como os judeus e os ciganos — e de certo navegador genovês que partiu de um dos seus portos para mudar o tamanho do planeta.

Um lugar com uma trajetória dessas nem precisava ser bonito. Mas a Andaluzia não veio ao mundo a passeio. Ela quer subjugar sua alma, sapatear no seu coração e não desgrudar nunca mais de sua memória.

Pequenina, sossegada, quase secreta: Plaza de Doña Elvira, 
em Santa Cruz, antigo bairro judeu de Sevilha
Além de todos os tesouros (construídos por aquela longa passeata de povos que eu citei lá em cima), a natureza tem uma beleza rara, com paisagens tão diversas quanto as heranças culturais que a povoaram. Dos marismas (pântanos salgados) de Cádiz aos picos nevados que emolduram Granada, do relevo comportado de Sevilha, aninhando a curva aguda do Guadalquivir, aos precipícios ferozes de Ronda, prepare-se: você vai levitar.

Um batedor de carteiras de Barcelona estava me devendo essa viagem desde o réveillon de 2008 — o infausto acontecimento melou a minha programação. A julgar pelos 20 maravilhosos dias que tive agora, sou obrigada a reconhecer que o cara estava apenas reagendando meu encontro com a Andaluzia para a conjunção astral exata.

Do alto da Torre de la Vela, na Alcazaba (fortaleza) da Alhambra, a gente não sabe se admira as construções ou a Sierra Nevada
Tenho um certo medo de lugares que, antes de ver, já tenho certeza que vou amar. A Andaluzia, porém, corresponde a todas a expectativas e continua a me encantar — duas semanas depois de ter voltado, só agora eu começo a sacudir o enlevo e a encontrar um pouco de objetividade para começar as postagens aqui no blog...

Eu poderia ficar dias devaneando, mas acho que você está mais curiosa por detalhes que facilitem a sua visita à região. Então, vamos lá. Só aviso que a Andaluzia é um mundo que não cabe numa receita. Vou me limitar a lhe contar como eu viajei.

O Real Alcázar e a Igreja de Nossa Senhora do Amparo, em Sevilha
Como chegar
O mais comum é entrar na região por Sevilha ou por Córdoba, cidades de fácil acesso a partir de Madri. Da Estação de Atocha, na capital espanhola, há trens em diversos horários para as duas cidades, inclusive o AVE, de alta velocidade. De Madri a Sevilha são cerca de três horas no trem convencional (bilhetes a partir de €40) e 2h30min no AVE (a partir de €60).

Para Córdoba, os percursos duram de duas horas (a partir de €37), nos trens regionais, a 1h40min, no AVE (a partir de €50). As estações de Sevilha e de Córdoba são super centrais, fáceis de chegar e sair e bem modernas. Já reclamei um bocado de descer e subir escadas com malas nas ferroviárias espanholas, portanto, adorei as rampas rolantes de acesso às plataformas.

Oratório de rua em La Viña, antigo bairro de pescadores de Cádiz
Também há trens AVE no trajeto Málaga-Madri e Málaga-Barcelona. Veja todas as alternativas para chegar de trem à Andaluzia no site da Renfe, a empresa ferroviária espanhola.

Para chegar de avião, há aeroportos em Córdoba, Granada, Málaga, Sevilha, Jerez (aeroporto com ligação ferroviária a Cádiz e Sevilha).

Cheguei à Andaluzia por Sevilha, de avião, partindo de Salvador, com conexão em Lisboa. Sempre passo o Natal com a família e sou uma entusiasta dos voos diretos diários que ligam a capital baiana a Madri (AirEuropa) e a Lisboa (TAP) — além de tudo, são mais curtos (cerca de 8 horas) do que os que partem de Guarulhos e do Galeão. Desta vez, fui com a TAP (a AirEuropa não tinha voos para Sevilha).

Fortaleza de San Sebastián. O impressionante conjunto de muralhas e fortes de Cádiz é considerado patrimônio da humanidade 
Esse foi o aviãozinho que me levou de Lisboa a Sevilha
A conexão de Lisboa para a capital andaluza é em aviãozinho a hélice, bem acanhado e barulhento, operado pela Portugália Airlines. Leve em conta as dimensões do avião na hora de definir sua bagagem de mão, porque as tais "malas de bordo", cada vez mais trambolhudas, não podem viajar na cabine.

O Aeroporto San Pablo, em Sevilha, fica fora da cidade. Apesar da cara de terminal fantasma que eu vi na chegada, até que ele tem movimento, recebendo voos de Barcelona, Paris, Lisboa e Milão, para citar hubs maiores, e algumas frequências regionais. A tarifa de táxi até o centro está tabelada em €22.

O Palácio do Marquês de Salvatierra 
visto dos jardins do Palácio do Rei Mouro, em Ronda
Como circular
Quando montar seu roteiro, leve em conta que na Andaluzia nem sempre as coisas andam em linha reta. A região tem áreas que não estão cobertas pela malha ferroviária e, portanto, às vezes é preciso fazer a volta numa localidade mais distante para chegar a uma cidade que (no mapa) está bem pertinho. Até por conta disso, muita gente opta por percorrer a Andaluzia de carro. Mas, com um pouquinho de pesquisa, dá pra chegar a toda parte, alternando ônibus e trens.

Esqueça os aviões. Francamente acho que não valem a pena, pois as distâncias não justificam. Os aeroportos são fora do centro, tem aquela história de chegar uma hora antes e as companhias, em geral, são low cost, o que significa menor tolerância com o peso da sua bagagem.

A Torre del Oro, em Sevilha, ponto de chegada e controle das riquezas que vinham das Américas alimentar o esplendor do Império Espanhol. Hoje, ela abriga um modesto, mas simpático, Museu Naval
De Sevilha a Cádiz
Escolhi o trem, por ser mais confortável que o ônibus. São muitas frequências diárias e, com um pouquinho de planejamento e antecedência, dá para comprar o bilhete por €9. Calcule 1h40min para o trajeto, com uma variação de dez minutinhos a mais ou a menos, a depender do tipo de trem. O bilhete mais caro (castigo para quem deixa para a última hora), custa €30.

No caminho (com muitas paradas, inclusive no Aeroporto de Jerez de la Frontera), preste atenção à paisagem muito peculiar dos Marismas de Cádiz, grandes áreas alagadiças formadas pelo mar, como um pântano salgado. É um ecossistema bem especial (no caminho de Barcelona para Carcassonne, de trem, também se atravessam marismas), povoado por grande diversidade de aves.

Casarão no Centro histórico de Cádiz
De Cádiz a Ronda 
Puente Nuevo ("Ponte Nova") e o Desfiladeiro do Tajo, em Ronda
As informações iniciais me deixaram muito desanimada: todo mundo que consultei (no hotel, nos restaurantes e até num posto de informações turísticas, na Plaza del Ayuntamiento) me dizia que eu teria que ir até Málaga e pegar um trem. Há alguns anos, porém, tinha visto na internet que havia um ônibus partindo de Cádiz para Ronda, fazendo a Rota dos Pueblos Blancos, que passa por Arcos de la Frontera e Zahara de la Sierra, entre outras perolazinhas andaluzas.

Lá se foi a repórter checar. A "rodoviária" de Cádiz — uma improvisada construção de lata no estacionamento da Estação Ferroviária — fica muito pertinho do centro, colada ao porto turístico. Pois saí de lá felicíssima, com uma passagem para viajar nesse ônibus que, aparentemente, só eu acreditava que existia.

A "Rodoviária" de Cádiz funciona meio improvisada no estacionamento da Estação de Trens (esq). A parada dos ônibus para Ronda é nessa marquise aí da foto 
No percurso de Cádiz a Ronda, os Pueblos Blancos da Andaluzia desfilam na janelinha do ônibus
O percurso é bonito demais, atravessando parte da a Serra da Grazalema, e leva cerca de 3 horas. Quem opera é a Transportes Generales Comes, que cobra €16 pela passagem. O ônibus pode ser uma alternativa para quem quer visitar os Pueblos Blancos, mas não quer encarar dirigir na montanha russa que é a estrada, já que ele faz paradas em várias dessas cidadezinhas lindas.

De Ronda a Granada
São três horários de trem, todos os dias (às 07:53h, 13:32h e 17:13, €19,70). Mas eu havia planejado viajar no dia 7 de janeiro, imediatamente após o feriado de Natal/Ano Novo/Reis e acabei atropelada pelo intenso movimento de volta ao trabalho e às aulas. Acabaram as passagens.

A cidade inteira jurava que havia ônibus fazendo o trajeto, mas não há. E agora? O que fazer com o meu ingresso para a Alhambra, marcado para o dia 8 de janeiro? (depois de tantas histórias sobre gente que foi a Granada e não conseguiu ver os palácios por não ter conseguido ingresso, tratei o meu código de reserva com o mesmo cuidado que dispenso ao meu passaporte).

A Carrera del Darro, em Granada, que os moradores anunciam como "a rua mais bonita do mundo" (esq) e a Catedral da cidade, do Século 16
A solução foi rachar uma van com dois americanos que também estavam numas de tirar a mãe da forca e precisavam chegar a Granada sem delongas. Nos encontramos por acaso no escritório de turismo, onde chorávamos as pitangas, e contratamos o serviço lá mesmo. As funcionárias são super prestativas e ainda pechincharam por nós.

Resultado da brincadeira: €180, sessentinha pra cada um (o preço tabelado é €210). Se eu abater os dois táxis que teria que tomar, mais a passagem do trem e a diária de hotel que ia perder em Granada e a diária extra que ia pagar em Ronda, até que a paulada foi palatável.

Se eu soubesse o que sei agora, porém (em janeiro não é difícil comprar ingresso na hora para ver a Alhambra), juro que não ia sofrer nem um pouquinho por ficar mais um dia em Ronda. 

De Granada a Córdoba 
Jardim do Alcázar dos Reis Cristãos e uma feirinha de antiguidades, em Córdoba
Aqui não houve sofrimento. São seis frequências diárias de trens, dois deles são diretos e fazem o percurso em duas horas. Os demais exigem uma troca em Antequera e a viagem leva cerca de três horas. Dependendo do tipo de trem e do horário, o bilhete custa entre €22 e €43. 

Córdoba: o bairro de San Fernando, onde me hospedei (esquerda e centro) e a Porta de Almodóvar, que dá acesso à Judería
Como circular nas cidades
A melhor pedida é caminhar. Com exceção dos táxis na chegada e na partida, só usei transporte público em Granada, por causa das ladeiras inacreditáveis que tem por lá. A linha de micro-ônibus 30 liga o centro à região da Alhambra. A linha 31 vai para o Albaicín, o antigo bairro árabe, e para Sacromonte, o bairro cigano.

Nas outras cidades, acabei fazendo tudo a pé, mesmo em Sevilha, com seu porte de cidade de 700 mil habitantes. Lá, as principais atrações ficam concentradas num perímetro que dá para ser coberto em belas caminhadas.

A Mesquita de Córdoba, uma das coisas mais lindas que já vi
Quanto tempo ficar
Fiz esta viagem em 20 dias e acho que ficou bem redondinha. Foram seis noites em Sevilha (cinco dias inteiros), três noites em Cádiz, duas em Ronda, quatro em Granada, quatro em Córdoba e mais duas em Madri, de onde peguei o voo de volta para Salvador.

É claro que dá para ver as cidades com menos tempo, mas, sinceramente, recomendo que você não abrevie muito as visitas (Ronda, por exemplo, costuma ser só uma parada de horas em roteiros de carro pelos Pueblos Blancos, o que acho um imenso desperdício).

Veja mais imagens da Andaluzia na página da Fragata Surprise no Facebook

"A rua mais bonita do mundo"
Córdoba
Uma visita à Mesquita
Muito além da Mesquita: 6 motivos para amar Córdoba



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48 comentários:

  1. Não me canso de falar que a Andaluzia é demais!

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  2. A Andaluzia tem, para a Espanha, o diferencial que o Nordeste tem no Brasil ;). A começar pelo sotaque muito próprio e pela expansividade nas conversas.

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    1. Eu tive essa sensação, Patrick. Uma energia muito parecida com a do Nordeste, mesmo :)

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  3. belo trabalho, Cyntia!

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  4. Belo trabalho, Fragata!

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  5. Nossa...adorei as fotos e o relato inicial do Blog. Como boa historiadora, não deixo de me emocionar com lugares que foram frequentados por diferentes povos e que por isto concentram uma riqueza cultural enorme. Ainda me devo uma visita ao sul da Espanha. Só conheço Granada.

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  6. Cheguei na Andaluzia de trem, e fui a Sevilla, Córdoba e Granada assim. Super fácil e rápido.
    Fiquei completamente encantada com a Alhambra e a Mesquita de Cordoba. Arquitetura de cair o queixo!

    Mas olhando agora essas fotos de Ronda me deu vontade de conhecer, lindo!
    E olha que nunca esteve no meu roteiro.. nem sabia da existência.
    Mandou bem no post, Cyntia!

    Beijos
    Thaís Towersey
    http://www.guiamundoafora.com

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  7. Que maravilha! O roteiro exato do que eu estava procurando!! Mas vou pensar bem nestas histórias de transportes ainda. ;-)

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    1. Carolina, esse também é um roteiro que fica redondinho pra ser feito de carro. Eu é que não curto muito dirigir quando viajo sozinha, pois sem ter com quem revezar o volante, acabo tendo poucas chances de ver a paisagem :)

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  8. Bom dia, Cyntia! Primeiramente, parabéns pelo blog!
    Tenho verdadeira paixão pela Espanha e meu maior sonho é fazer exatamente o seu roteiro!
    Gostaria de saber quantos dias você ficou em cada cidade para poder me planejar.
    Vi que você foi em janeiro, porém, tenho vontade de ir na primavera (abril/maio). Você acha que nessa época a viagem fica muito mais cara?
    Um grande abraço!

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    1. Oi, Thais, obrigada!!
      Esse meu roteiro foi feito em 20 dias. Fiquei 6 noites em Sevilha, 3 em Cádis, 2 em Ronda, 4 em Granada e 4 em Córdoba (com mais duas em Madri, no final da viagem). Fiz a viagem no inverno pq era o período que eu tinha livre, mas acredito que abril/maio seja um período mais gostoso-- fico pensando como devem ficar exuberantes as cidades andaluzas com temperaturas mais quentinhas :).
      Essa foi minha sexta viagem à Espanha (nem preciso dizer que amo, né?) e sempre achei o país bastante camarada em termos de preços. É claro que na primavera não acredito que vc encontre as pechinchas que encontrei em diárias de hotel, mas creio que com um pouquinho de planejamento e antecedência dá para encontrar tarifas acessíveis.
      Um abraço

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    2. Obrigada pela atenção, Cyntia!
      Tentarei me programar para que seja inesquecível!
      Um abraço!

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    3. Será, sim, Thais. A Andaluzia é muito generosa.
      Esqueci de dizer na resposta anterior que dá para encurtar uns dias em cada uma das cidades, mas eu prefiro viajar bem devagar, saboreando os lugares com toda calma :)
      Bjo e boa viagem

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  9. Cyntia, parabéns pelo seu blog. Li todos os seu posts sobre a Andaluzia e suas informações foram muito úteis para organizar a minha viagem.
    Eu fiquei com uma dúvida: sobre o trem de Ronda a Granada, o que você quis dizer com "acabei atropelada pelo intenso movimento de volta ao trabalho e às aulas". Não havia tickets disponíveis para nenhum horário? É possível comprar os tickets deste trecho com antecedência?. Eu pretendo comprar os tickets para 24/12.
    Muito obrigado. Luciano.

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    1. Foi isso mesmo, Luciano. Eu não achei mais vaga no trem. Eram três trens diários entre Ronda e Granada, o das 7 da manhã já tinha passado e os outros dois estavam lotados.
      Dá pra comprar com antecedência, sim, no site da Renfe, a companhia de trens espanhola. Creio que a antecedência maxima seja de 3 meses.
      Fico super feliz de saber que a Fragata ajudou na sua viagem. É um estímulo pra continuar escrevendo o blog. Obrigada

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  10. Excelente esse post, Cyntia! A informação do ônibus de Cádiz a Ronda é preciosa. Eu viajo sozinha então não daria para alugar carro. Estou olhando no site da Renfe e não acho roteiros básicos, como Málaga a Granada. Será que não tem como ir direto?

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    1. Obrigada, Maíra :)
      O trem que faz Málaga-Granada é o mesmo que passa por Ronda, então, tenho certeza de que ele existe, porque foi exatamente o trem que eu perdi por não ter comprado passagem com antecedência, rssss. Eu nunca esqueço uma coisa dessas :)

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  11. Obrigada pela resposta tão rápida, Cyntia! Imagino o quão traumática foi essa experiência! rsrs Eu acabo sempre engessando minhas viagens deixando tudo comprado, justamente com medo de acontecer algo assim. Estranho que não aparece essa opção de trajeto no site da Renfe... Talvez tenha que fazer alguma baldeação.

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    1. Maíra, não precisa comprar tudo com antecedência. É só prestar atenção a feriados (como foi o caso), fins de semana e alta estação:) Tem um trem que vai de Málaga a Córdoba. Talvez vc precise pegar esse, descer em Antequera e seguir para Granada...

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  12. Olá Cyntia! E não é que minha passagem está comprada? Seus post foram muito inspiradores. Ainda devo voltar aqui algumas vezes para pedir mais dicas! Como só tenho 15 dias de férias, estou pensando em passar 3 noites em Madri, um dia em Córdoba, dois dias inteiros em Sevilla, um dia em Cádiz, um em Ronda, dois em Granada e dois em Málaga. Espero que dê para pelo menos para ver as atrações mais importantes de cada lugar.
    Adorei saber que Ronda é o cenário daquela passagem forte de Por Quem os Sinos Dobram. Faz todo o sentido ;-) Aliás, você teria outras recomendações de livros (e filmes, porque minha viagem já é em abril!) para conhecer mais sobre a alma Andaluz? Obrigada!!

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    1. Maíra, minha viagem à Andaluzia foi embalada por Garcia Lorca e pitadinhas de Hemingway. Aliás, a visita à casa de Lorca, em Granada, me deixou comovidíssma (o post tá aqui: http://www.fragatasurprise.com/2014/06/no-na-garganta-casa-de-garcia-lorca-em.html)

      Talvez o seu roteiro esteja um pouquinho apertado, mas claro que dá para ver o básico. Aproveite que em abril já escurece um pouco mais tarde, o dia fica mais comprido. Só não pode é dormir até tarde, rsss.
      Bjo e aproveite muito

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    2. Obrigada pela dica do Garcia Lorca. Li pouca coisa dele, lembro mais do filme, mas sempre é uma ótima oportunidade para conhecer novos autores.
      Como meu tempo vai estar apertado, vou tentar pesquisar bastante para saber o que escolher. Desculpe a amolação, mas posso tirar mais uma dúvida com você?
      Estou animada e preocupada com o ônibus de Cádiz a Ronda. Vi o seu link, mas não existem muitas informações sobre ele e nem dá para comprar por internet. Foi tranquilo achar o ponto de saída do ônibus? A vista do ônibus permite vislumbrar os Pueblos Brancos? Se não, poderia ser mais fácil ir de trem mesmo...
      Obrigada!

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    3. Maíra, que eu saiba, não há trem entre Cádis e Ronda. Pelo que apurei, eu teria que fazer uma volta louca, passando por Málaga. Daí a escolha do ônibus.
      Não só dá para ver os Pueblos Blancos como o ônibus entra e para em vários deles. Dá para sair bem cedinho de Cádis, parar em Arcos ou Medina Zahara, por exemplo, e pegar o último ônibus para Ronda.
      O ônibus sai da "Rodoviária" de Cádis, que é a tal da instalação de lata no estacionamento da Estação Ferroviária. É o mesmo lugar onde vc vai comprar a passagem. Pra mim, foi bem tranquilo e acho que vc não vai ter problemas.

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    4. Obrigada por mais essa resposta, Cyntia! Vou me aventurar pelos Pueblos Brancos de ônibus então! Depois volto para contar como foi!

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    5. Olá Cyntia!
      Depois de tantas perguntas, nada mais justo do que voltar ao Fragata para agradecer por todas as suas excelentes dicas sobre a Andaluzia! Acabo de voltar de lá, verdadeiramente encantada com as construções, os jardins, a comida e, sobretudo, com a atmosfera do lugar, aquela energia tão difícil de definir. Apesar de ter feito o roteiro em menos dias do que você, consegui curtir bastante as principais atrações de cada cidade. Ronda foi uma grande surpresa! Eu não esperava muito além da Ponte, mas a cidade toda é uma graça! E eu estava preocupada com o ônibus desde Cadiz, mas deu tudo certo. Acabei comprando a passagem pelo site Movelia.es daqui do Brasil mesmo. Não tive nenhum problema por estar viajando sozinha e me senti sempre muito segura e respeitada. Fiquei muito feliz por ter escolhido a Espanha e a Andaluzia para essa peregrinação solo. Voltei ainda mais animada para programar os próximos destinos!
      Muito obrigada pelos posts, por todas as respostas às minhas dúvidas e pelas pinceladas históricas do blog, que muito me ajudaram a compreender o que eu estava vendo! E até a próxima viagem!!

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    6. Que bom, Maíra! Fico muito feliz de saber que temos mais uma integrante na legião de apaixonadas pela Andaluzia :)) Legal, também que a Fragata foi útil. Até a próxima viagem :)

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  13. Olá, farei 15 dias pela Andaluzia (de 16 a 30/04/2016).Entrando por Malaga,(Tam).Depois Ronda,Cádiz, Sevilha,Córdoba ,Granada e Málaga novamente.
    Sem carro,gostaria de usar trem e ônibus. É viavel?
    E o clima besta época é bom,não? Obrigada.Lucia

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    1. Oi, Lucia. É viável, sim, mas acho que tem cidades demais para poucos dias, vai ficar um roteiro muito pingado. Além disso, creio que uma rearrumada na ordem das cidades pode resultar em deslocamentos mais fáceis. É mais lógico fazer Málaga-Ronda-Granada - Córdoba-Sevilha e fazer apenas um bate e volta a Cádis. O trecho Málaga-Ronda me parece mais prático de ônibus. O resto, dá para fazer de trem. Simule no www.rome2rio.com/ que é um site ótimo pra planejar deslocamentos.

      Boa viagem, aproveite muito a bela Andaluzia, que deverá estar com um clima muito gostoso em abril :)

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  14. Cynthia, estou planejando uma viagem este ano para a Andaluzia e fiquei muito feliz de poder contar com as suas dicas. Como não pretendo alugar carro e adoraria passar pelos Pueblos Blancos, amei a dica do ônibus. Parabéns.

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    1. Isabel, pelo que percebi fazendo a viagem de ônibus entre Cádis e Ronda, o melhor é escolher um dos pueblos, compra a passsagem pra lá, parar, passear um pouquinho e seguir viagem mais tarde. Eu queria ter visto mais do que vi pela janelinha do ônibus :)

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  15. Olá! Seu site foi o primeiro que me atraiu para pegar dicas sobre a Andaluzia. Perfeito! Gostaria de saber se há alguma outra rota de ônibus que passe pelos Pueblos Blancos que não seja a rota de Cádiz para Ronda. Desde já, agradeço!

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    1. Rosangela, depende de qual será seu ponto de partida. Por tudo que pesquisei, são raras as linhas de ônibus nessa rota. O melhor seria você definir seu itinerário e pesquisar as possibilidades de transporte. Um bom site para isso é o https://www.rome2rio.com/pt/

      Abs

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  16. Obrigada pela rápida resposta! Pensei em me hospedar em Madri, Sevilha, Granada e Córdoba e fazer alguns bate-volta destes locais. Alguma sugestão para os Pueblos Blancos?

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    1. Rosangela, eu queria muito ter visitado os Pueblos Blancos, mas só passei de ônibus. O ideal é uma viagem de carro, pra poder parar bastante, onde der vontade.

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    2. Ih, o problema é que nem eu nem meu marido dirigimos! Mas tudo bem, vou continuar a explorar seu site, inclusive a parte gastronômica!

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    3. Neste caso, pense em vistar Arcos de la Frontera ou Zahara de la Sierra. De qualquer maneira, creio que você terá que ir até Jerez ou a Cádiz para conseguir transporte público para um desses pueblos. Outro lugar so qual ouvi falar muito bem é Setenil de las Bodegas.

      Aproveite a maravilhosa Andaluzia

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  17. Muito obrigada! Vou estudar suas dicas e se for para ver belas cidades, a gente muda o roteiro!

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  18. Oi Cyntia parabéns pelo blog foi o único que dá alternativas de onibus. Vou em março/17 para Andaluzia e vou usar onibus/trem. Para Ronda é melhor ir de Sevilha ou Granada não vou a Malaga. Em Sevilha é viável um bate/volta até Jerez de La frontera.
    Quero fazer base em Ronda que cidades ficam próximas ? Se puder me ajudar agradeço

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    1. Oi, Lea, de Sevilha para Ronda, tem um ônibus da empresa Los Amarillos que parte da Estação Rodoviária do Prado. De Granada para Ronda, só tem a alternativa do trem. Melhor você decidir com base no roteiro que está montando.

      De Sevilha a Jerez é uma viagem curta, de cerca de uma hora. Passei por lá no trem, a caminho de Cádiz.

      Ronda fica no meio da Serra, não tem acesso muito fácil. De lá, o máximo que você conseguirá fazer sem perder muito tempo em deslocamentos é visitar alguns dos Pueblos Blancos próximos. Confira o horário dos ônibus da Comes (a mesma empresa que usei para ir de Cádiz até lá e que faz a rota dos Pueblos).

      Do que me lembro bem é que havia um ônibus que ia de Ronda a Setenil de las Bodegas, um dos pueblos famosos da região.

      Você vai amar a Andaluzia.

      abs

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  19. Olá Cyntia! Achei seu Blog por acaso e estou adorando. Você é bastante clara e prática nas informações e isso ajuda muito! Estou com viagem marcada pra Andaluzia em dez/jan próximo. Por coincidência viajarei de TAP saindo de Salvador Preço estava bem amis em conta que saindo daqui do RJ ou SP). Vou para Paris, com conexao em Lisboa e retorno de Madri (com pit stop em Porto). Ficarei uns dias em Paris e de lá vou para a Andaluzia (Voo Paris-Sevilha). A partir de Sevilha meu roteiro não está totalmente definido, pois as minhas maiores dúvidas estão justamente na rota dos pueblos blancos que eu queria fazer. Penso em alugar carro, mas o maior medo é ter que dirigir em trechos com neve ou gelo. Voce que esteve lá nesse período de janeiro, sabe se corro esse rico. Tenho pesquisado bastante, mas nao encontrei nenhuma informação clara sobre isso. Nunca dirigi na europa, sempre dei preferencia aos trens (ou onibus), as dessa vez tenho visto que o carro seria o meio ideal de conhecer os povoados. Somos 3 amigos viajando juntos, mas apenas eu dirijo e, dirigir em Neve/gelo não está nos meus planos. Parabéns pelo Blog!

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    1. Oi, Bruno, obrigada :)

      Olha, por tudo que já li, na Andaluzia só costuma nevar nos arredores de Granada (a Sierra Nevada). Mas o planeta está doido e eu peguei neve na Sicília, no final de 2014...

      Mas acho que dá pra arriscar, sim. Uma possibilidade é reservar o carro em empresas que não cobrem antecipadamente, daí vc pode desistir, se a previsão do tempo não for favorável.

      Fazer os Pueblos Blancos de carro, podendo parar onde quiser, é um dos meus sonhos de consumo. Ainda volto à Andaluzia só pra isso :)

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    2. Seguirei seu conselho!!! Obrigado pela rápida resposta! ;)

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  20. Olá! Gostaria de saber como retornou ao Brasil? De qual cidade? Procurei voos de Córdoba para Rio de Janeiro, mas não encontrei :(

    Parabéns pelos excelentes textos!

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  21. Oi, Jéssica,
    Eu voltei ao Brasil pela Tap,do mesmo jeito que fui. Viajei de Cordoba a Madri, onde peguei o voo pra casa, com conexão em Lisboa

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