21 de agosto de 2022

O que fazer na Cidade Velha de Montevidéu

Cidade Velha de Montevidéu
Bela arquitetura, excelentes museus, bons restaurantes e livrarias: a Cidade Velha de Montevidéu é um programão

Se você vai à capital uruguaia, aposto que já colocou no topo de sua lista de passeios a Cidade Velha de Montevidéu. E faz muito bem: o bairro concentra muitas das principais atrações montevideanas, é uma vizinhança muito simpática e perfeita para ser explorada a pé — além de ser bastante plana, tem muitas peatonais (ruas exclusivas para pedestres).

Edifício Art Nouveau na Calle Sarandí, Montevidéu
Eu viajo na arquitetura da Cidade Velha de Montevidéu

Casamento na Calle Sarandí, Montevidéu
As noivas da Sarandí: eu topei com pelo menos uma meia dúzia de casamentos passeando pela peatonal. É que naquela rua fica um cartório muito concorrido 

Meu recente roteiro em Montevidéu — 9 lindos dias — incluiu não apenas um, mas vários dias de passeios pela Cidade Velha. Aproveitei os museus sensacionais do bairro, ótimos restaurantes, cafés históricos lindos e livrarias de fazer a gente perder a cabeça. E curti imensamente namorar a bela arquitetura da área.

A Cidade Velha de Montevidéu é um Centro Histórico muito peculiar, comparado com outros conjuntos de origem colonial nas Américas. Não espere encontrar aquela uniformidade arquitetônica que se vê no Pelourinho, em Paraty, Quito ou Cusco. Mas o bairro incorporou o passar do tempo com muita personalidade, mesclando feições de diversos estilos em suas fachadas sem desafinar a harmonia.

Grafite anti-imperialismo na Peatonal Sarandí, Montevidéu
Grafite na Peatonal Sarandí e (abaixo) a Plaza Constitución, que foi a Praça Maior da Montevidéu colonial

Plaza Constitución, Montevidéu

Pra mim, aliás, o maior encanto da Cidade Velha de Montevidéu é mesmo o “conjunto da obra”. Ela não é nada cenográfica e, apesar de ter se tornado mais evidentemente turística, desde a minha última visita, há 11 anos, ainda consegue até preservar ecos de lugar onde mora gente — experimente ver as crianças do bairro brincando nos balanços e gangorras da Praça Zabala e você vai entender.

Altares da Catedral de Montevidéu
Altares da Catedral de Montevidéu

A seguir, veja como aproveitar os encantos da Cidade Velha de Montevidéu e as dicas práticas de suas excelentes atrações:

A Cidade Velha de Montevidéu corresponde ao que já foi a cidade colonial, povoação iniciada em 1723 — um broto, comparada com a minha Salvador, de 1549 —, dentro de uma muralha da qual, hoje, só resta a fotografadíssima Puerta de la Ciudadela.

Museu Figari, Montevidéu
O Museu Figari, dedicado a um dos grande pintores uruguaios, é uma atração imperdível da Cidade Velha

Padaria 25 de Mayo, Montevidéu
Quando uma padaria vira atração turística. Dê uma passadinha pela Confitería 25 de Mayo e depois me diga se não é uma visita ao éden

Na virada do Século 19 para o século 20, as muralhas foram derrubadas, a cidade recebeu um potente sopro de modernidade — bem conveniente à capital da “Suíça da América Latina" de 100 anos atrás — mas até hoje a Cidade Velha de Montevidéu permite ao visitante perceber os ares da cidade colonial.

O sotaque da colônia espanhola pode ser percebido no traçado das ruas — o tabuleiro de xadrez bem certinho, traçado a régua — e na antiga Praça Mayor, onde estão as sedes do poder político e do poder religioso (o Cabildo e a Catedral).

Edifício Ferrando, Livraria Más Puro Verso, Montevidéu
O Edifício Ferrando é uma pérola art nouveau na Calle Sarandí e abriga a muy instagramável Livraria Más Puro Verso. O painel refletido nas vidraças é a fachada lateral do Museu Gurvich


O que ver na Cidade Velha de Montevidéu


Puerta de la Ciudadela

Não é obrigatório, mas é muitíssimo provável que você chegue à Cidade Velha atravessando a Puerta de la Ciudadela (Porta da Cidadela) último vestígio remanescente do que foi a muralha de Montevidéu.

Porta da Cidadela, Montevidéu
Porta da Cidadela, a fronteira entre Montevidéu colonial
 e a cidade que floresceu na virada do Século 20

Postada na Plaza Independencia, a Porta da Cidadela demarca o limite físico e simbólico entre a Montevidéu colonial (a Cidade Velha) e a capital que recebeu o Século 20 com ares cosmopolitas e costumes muito mais avançados do que suas vizinhas da América do Sul.

Já falei um bocadinho sobre a Porta da Cidadela — e as importantes construções de seu entorno, como a Plaza Independencia, o Palácio Salvo e o Teatro Solís — neste post: 10 atrações em Montevidéu.

Se volto ao tema, é porque é preciso passar através a Porta da Cidadela para chegar ao assunto deste tópico, a Rua de Pedestres Sarandí (Peatonal Sarandí), a “Quinta Avenida da Cidade Velha” — na verdade, não precisa atravessar a porta. É possível contorná-la, também, mas eu não resisti à gaiatice.

Peatonal Sarandí, Montevidéu
Quando caminhar pela Peatonal Sarandí, não esqueça de olhar para o alto: você vai ver detalhes lindos nos edifícios
 
Peatonal Sarandi, Montevidéu

Peatonal Sarandí

Eu falo “Quinta Avenida” porque, apesar de estreita, a Peatonal Sarandí funciona como o grande bulevar que vai nos levar pela mão através da Cidade Velha, até desembocar na Rambla Francia, de cara para o Porto de Montevidéu e o Rio da Prata — e a bichinha parece ainda querer se esticar, rio a dentro, na Escollera Sarandí, um quebra-mar que termina em um pequeno farol.

Ao longo dos pouco mais de 1.200 metros da Peatonal Sarandi se alinham algumas das principais atrações da Cidade Velha. Logo na primeira quadra, estão o Museu Torres García, em estilo art-déco, e o belo Edifício Ferrando, uma joia art nouveau onde hoje funciona a Librería Más Puro Verso.

Cidade Velha de Montevidéu
Um hábito bem simpático da Cidade Velha é usar caquinhos de azulejos remedar as calçadas e prevenir tropeços. À direita, uma pequena "calçada da fama", no trecho inicial da Calle Sarandí. É claro que meus pezinhos quiseram uma selfie com os Rolling Stones 

Museu Gurvich, Montevidéu
A menos de 200 metros de distância um do outro, o Museu Gurvich e o Museu Torres Garcia (abaixo) são dois banquetes visuais 
 
Museu Torres García, Montevidéu

Quase em frente a esses dois edifícios fica uma charmosa fonte meio Belle Époque onde, felizmente, ninguém teve a ideia de pregar cadeados, como fizeram com a pobrezinha da Fuente de los Candados, lá na Avenida 18 de Julio.

É também neste ponto da Sarandí que começa a transversal Peatonal Bacacay, que leva ao Teatro Solís, passando pela La Lupa Libros, pela Confitería Bacacay (ótimos doces) e pelo boêmio Café Bacacay.

Praça da Diversidade Sexual, Montevidéu
Montevidéu foi a primeira cidade da América do Sul a ter uma praça homenageando a diversidade sexual

 Praça da Diversidade Sexual

Quando passar em frente ao Museu Torres García e da Livraria Más Puro Verso, preste atenção ao bequinho que vem logo em seguida, fechando a quadra. Ele se chama Pasaje de Policía Vieja e dá acesso a um espaço muito sossegado e tocante: a Praça da Diversidade Sexual.

Praça da Diversidade Sexual, Montevidéu
 
Praça da Diversidade Sexual, Montevidéu
O triângulo da escultura remete ao símbolo que os nazistas impuseram aos prisioneiros homossexuais

A praça é um recanto meio escondidinho, cercada por belas fotografias e obras de arte, tem uma espécie de mesa comunitária com banquetas que os trabalhadores e trabalhadoras da região usam, na hora do almoço.

A criação da Praça da Diversidade Sexual foi fruto da mobilização de diversas organizações de Direitos Humanos e representantes da comunidade LGBTIQIA+ para lembrar as vítimas do preconceito e da homofobia. 

Praça da Diversidade Sexual, Montevidéu
Este bequinho transversal à Sarandí da acesso à praça

O projeto de criação desse espaço foi aprovado por unanimidade pela Câmara de Vereadores de Montevidéu e sua inauguração, em 2005, contou com presenças ilustres, como o escritor Eduardo Galeano.

Arquitetura da Cidade Velha de Montevidéu

Arquitetura na Cidade Velha de Montevidéu
Ô, desfile bonito, viu?

Arquitetura na Cidade Velha de Montevidéu

Desde a primeira quadra da Calle Sarandí (para quem vem da Plaza Independencia), já começa um bonito desfile arquitetônico. Em 2011, fiquei hospedada na esquina com a Bartolomé Mitre em um lindo edifício art nouveau, na época o Hotel Plaza Fuerte, que não existe mais. Mas o prédio ainda está lá e é um dos mais bonitos daquele trecho.

Mas não se limite à passarela principal da Calle Sarandí. Qualquer passeio pela Cidade Velha de Montevidéu é um percurso encantador por construções art-déco, art nouveau, ecléticas e neoclássicas. As ruas transversais e recantos como a Plaza Zabala também são uma festa arquitetônica. O melhor, portanto, é programar uma caminhada sem pressa e sem rumo muito definido.

Edifício art-déco na Calle Washington, Montevidéu
Este predinho art-déco na Calle Washington
 me deixou apaixonada

Edifício art nouveau na Calle Sarandí, Montevidéu
Duas beldades da Calle Sarandí: acima, art nouveau. Abaixo, art-déco

Edifício art-déco na Calle Sarandi, Montevidéu

Um trechinho muito fotogênico da Cidade Velha são os seis quarteirões da Calle Washington, a partir da Plaza Zabala, descendo em direção ao Porto. Aproveite para bebericar e petiscar no ótimo Bar Álvarez (esquina da Washington com a Pérez Castellano).

Sindicato dos Portuários de Montevidéu
A Calle 25 de Mayo é menos arrumadinha, mas tem edifícios muito bonitos. Acima, a sede do Sindicato dos Portuários de Montevidéu. Abaixo, a combinação de estilos diferentes que resulta muito harmônica

Edifícios antigos na Calle 25 de Mayo, Montevidéu

Arquitetura na Cidade Velha de Montevidéu
Ainda na 25 de Mayo, uns "bolinhos de noiva" danadinhos de bonitos

Também vale prestar atenção às fachadas da Calle 25 de Mayo (onde estão a Confitería 25 de Mayo e o Museu de Arte Pré-Colombiana e Indígena). Localizada na parte mais baixa de Cidade Velha, a poucos passos do Porto de Montevidéu, essa rua está menos cuidada, mas tem alguns exemplos arquitetônicos maravilhosos.

Plaza Constitución/Matriz

Qualquer passeio pela Cidade Velha de Montevidéu vai convidar você a fazer uma pausa à sombra dos plátanos da Plaza Constitución, popularmente chamada de Plaza Matriz (Praça da Matriz), em referência à presença da Catedral de Montevidéu.

Quiosque de inspiração Belle Époque, Montevidéu
Esses quiosques de inspiração Belle Époque são um encanto no Centro e Cidade Velha de Montevidéu. Não poderia faltar um na Plaza Constitución. Abaixo, a romântica fonte no centro da praça

Fonte da Plaza Constitución, Montevidéu

Ela é a antiga Praça Maior de Montevidéu, logradouro inescapável nas cidades coloniais espanholas, onde se costumava edificar as sedes do poder político (no caso, o Cabildo) e do poder religioso (a Igreja Matriz, alçada a Catedral, dedicada à Imaculada Conceição e aos dois padroeiros de Montevidéu, Santiago e São Felipe).

Gosto especialmente da romântica fonte no centro da Plaza Constitución e já fiz boas compras na feirinha de antiguidades que costuma funcionar por lá.

Catedral de Montevidéu
A elegância neoclássica da Catedral de Montevidéu

Catedral de Montevidéu

Catedral de Montevidéu

Aberta de segunda a sábado, das 9h às 18h. Domingos, das 10 às 12:30h
Visita gratuita

O templo que hoje contempla a Plaza Constitución já não é tem as mesmas feições da época da fundação de Montevidéu, mas ocupa o mesmo terreno da igreja matriz consagrada em 1740. A primeira construção desabou e foi refeita, numa obra que se estendeu de 1790 a 1804.

Batistério da Catedral de Montevidéu
Batistério da Catedral de Montevidéu



Ainda que não repita o esplendor barroco de outras igrejas da América Colonial, a Catedral de Montevidéu surpreende pela beleza sóbria

Numa América Ibérica tão cheia de igrejas impressionantes, a Catedral de Montevidéu certamente não é o edifício religioso mais destacado, mas não deixou de me surpreender. Sem os volteios e arrebatamentos do barroco que a gente geralmente associa às igrejas coloniais, ela tem feições neoclássicas discretas e elegantes.

O interior da Catedral é muito bonito e vale a visita.

Cabildo de Montevidéu no início do Século 20
O Cabildo de Montevidéu em imagem do início do Século 20

Calle Juan Carlos Gómez nº 1362, Plaza Constitución
Visitas de segunda a sexta, das 12:30h às 17:45, e aos sábados, das 11h às 17h.


Cabildo, vocês já sabem, era o parlamento colonial das cidades espanholas nas Américas. Como era de costume, esse centro de poder secular costumava ser edificado na praça principal das povoações, compartilhando o espaço com o símbolo de poder religioso — a igreja matriz, que podia ou não ser uma catedral.

Atualmente, o edifício abriga o Museu e Arquivo Histórico Municipal do Cabildo, que além de uma coleção permanente de obras de arte, documentos e mobiliário, organiza mostras temporárias bem interessantes.

O edifício atual do Cabildo de Montevidéu, em estilo neoclássico, é bem mais recente do que a povoação da cidade, inaugurado em 1812, quando o Vice-Reino do Rio da Prata já estava em plena ebulição pela independência — dois anos antes, a Revolução de Maio (18 e 25 de maio de 1810), em Buenos Aires, se consagraria como a primeira revolta independentista da América do Sul a obter sucesso, ainda que temporário.

Montevidéu não aderiu à Revolução de Maio e permaneceu leal ao Império Espanhol, o que levou os colonizadores a transferirem para a cidade o posto de capital do Vice-Reino do Rio da Prata. O Cabildo da Cidade, portanto, virou o centro de um poder que se estendia por um território (ainda que em disputa) que hoje corresponde à Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai.

Praça Zabala, Montevidéu
A Praça Zabala é a mais bonita da Cidade Velha

Praça Zabala

A meia quadra da Peatonal Saraní (suba pela Calle Alzáibar ou pela Calla Zabala), a Plaza Zabala é a mais bonita e sossegada da Cidade Velha de Montevidéu. Inaugurada em 1890, seu nome é uma homenagem ao fundador da cidade (devidamente retratado na estátua equestre que se destaca entre as árvores frondosas) e suas feições são claramente Belle Époque.

Praça Zabala, Montevidéu

O entorno da Praça Zabala ainda tem uma cara muito residencial. Cercada por prédios de apartamentos e algumas construções antigas notáveis — como o Palácio Taranco, hoje sede do Museu de Artes Decorativas — ela é um dos recantos mais agradáveis da Cidade Velha, com um parquinho infantil onde as crianças da redondeza se esbaldam.

Pátio Mainumby, jardim urbano em Montevidéu
Pátio Mainumby: uma antiga ruína deu lugar a um pequeno oásis na Calle Sarandí

Pátio Mainumby
Peatonal Sarandí, entre as ruas Alzáibar e Zabala.
Aberto 24 horas


Inaugurado em 2019, o jardim urbano Patio Mainumby é um pequeno oásis entre lojas, cafés e escritórios da Peatonal Sarandí, ocupando o terreno de um antigo edifício abandonado e em ruínas.
 
Dedicado a resgatar espécies de plantas nativas (“mainumby” é o nome guarani de uma delas), o espaço recebe uma série de atividades para crianças, e sedia exposições artísticas e abriga uma horta comunitária.

Ótimo lugar para uma pausa nas caminhadas pela Cidade Velha de Montevidéu.

Café Brasilero. Montevidéu
Café Brasilero: charme, história e ótima comida

Comer e beber na Cidade Velha de Montevidéu

As dicas do Mercado do Porto, dos excelentes restaurantes Estrecho e Jacinto e da inenarrável Padaria 25 de Mayo estão aqui > Onde comer em Montevidéu

Já as informações sobre o fofo Café la Farmacia os históricos Café Brasilero e Café Bacacay e o mega-blaster turístico Baar Fun Fun você encontra neste post > Bares e cafés em Montevidéu
Café Bacacay.

Livrarias da Cidade Velha de Montevidéu
Linardi y Risso (esq) e Más Puro Verso: duas livrarias que já valem a visita à Cidade Velha de Montevidéu

Livrarias da Cidade Velha de Montevidéu

Um dos grandes prazeres de um passeio pela Cidade Velha de Montevidéu é garimpar as ótimas livrarias do bairro. Eu visitei e fiz a festa na decana Librería Linardi y Risso, uma catedral dos livros inaugurada em 1944, na ótima e muy instagramável Librería Más Puro Verso (que tem um simpático café no mezanino) e na pequenina e cheia de personalidade La Lupa Libros.

Você pode ler sobre elas aqui > Livrarias de Montevidéu

Outras livrarias muito bem reputadas na Cidade Velha são a Moebius Libros (J. Perez Castellano nº 1432, aberta diariamente das 10h às 19h), que vende livros usados, quadrinhos, camisetas e objetos de decoração descolados. 

Tecnicamente, a Librería El Galeón (Plaza Independencia nº 1382, aberta de segunda a sexta, das 11h às 18h) está fora da Cidade Velha, mas tem tudo a ver com a vibe do bairro. Ela se apresenta como uma “livraria-antiquário”, especializada em obras raras, mapas, gravuras, fotos e postais. 

"Bailongo", obra do pintor uruguaio Pedro Figari
Bailongo (1925), no Museu Figari. Abaixo, América Invertida ou O Sul é o Norte (1943), a obra mais conhecida de Torres García e destaque do museu dedicado ao maior dos pintores uruguaios

"O Sul é o Norte", de Joaquín Torres Garcia

Museus da Cidade Velha de Montevidéu

A Cidade Velha de Montevidéu tem três museus absolutamente imperdíveis para quem curte artes plásticas. Cada um deles é dedicado a um grande pintor — e o Uruguai tem um elenco notável de artistas dos pincéis.

Pra mim, o Museu Torres García, o Museu Gurvich e o Museu Figari formam a trinca de ouro das atrações da Cidade Velha. Joaquín Torres García (que leitores frequentes da Fragata já estão carecas de saber que é um dos meus favoritos na vida) é o mais famoso dos pintores uruguaios. José Gurvich, seu discípulo, também foi um artista sensacional. E a obra de Pedro Figari é um espetáculo.

Obra de José Gurvich no Museu Gurvich de Montevidéu

Composição de Nova York I (1971), no Museu Gurvich. Abaixo, o Museu de Arte Pré-colombiana e Indígena


Museu de Arte Pré-Colombiana e Indígena de Montevidéu

Esses três museus ficam muito pertinho um do outro, mas não recomendo que você os visite todos no mesmo dia. Muita beleza junta acaba saturando o olhar. Reserve um dia para cada um deles.

Também vale conferir a programação de mostras temporárias do Museu de Arte Pré-Colombiana e Indígena (MAPI). O famoso Museu do Carnaval (Rambla 25 de Agosto nº 1825), no Mercado do Porto, estava fechado nos dias em que estive em Montevidéu, mas ele é muito bem recomendado.

Fiquei devendo uma visita ao Museu de Artes Decorativas, instalado no belo Palácio Tarranco, de cara para a fofa Plaza Zabala (Calle 25 de Mayo nº 376, aberto de segunda a sexta, das 12:30h às 17:30, entrada gratuita).

Museu Figari, Montevidéu

Para ver as dicas e muitas fotos do Museu Torres García, o post é este > Montevidéu – Museu Torres García

Para saber mais (e ver muuuuitas fotos) sobre o Museu Figari, Museu Gurvich e Museu de Arte Pré-Colombiana e Indígena, dê uma olhada aqui > 9 Centros Culturais e Museus de Montevidéu




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