16 de novembro de 2010

Peru e Bolívia: roteiro de La Paz a Machu Picchu

É impossível cansar de ver Machu Picchu
É possível sentir ainda alguma grande emoção, numa terceira visita a Machu Picchu? Era isso que eu vinha me perguntando, desde que comecei organizar esta viagem aos Andes. Meu plano original era ficar apenas na Bolívia, um país que eu queria muito explorar e do qual, até então, só conhecia as perigosas áreas de fronteira, que visitei como repórter. 

Mas o “projeto Andes 2010” acabou ganhando a adesão da minha irmã, Simone Campos, e da minha amiga Marusia Andrade, que ainda não tinham andado por essas bandas. 

O roteiro, portanto, foi adaptado para contemplar o que todo mundo mais quer ver naquelas altitudes: Machu Picchu, a cidade-santuário dos Incas, e a capital do império, a esplendorosa Cusco. Minha conclusão é que é impossível cansar de ver esses dois lugares maravilhosos.


Veja o roteiro da minha 4ª viagem ao Peru, em 2018

Clicando nos ícones você encontra os links para os posts referentes a cada trecho da viagem:



1º dia - 8 horas em Lima
 Nossa viagem começou com um bônus. De Guarulhos a La Paz, fizemos uma parada de 10 horas em Lima, cidade que adoro, o que me permitiu um gostoso reencontro com a capital peruana e às meninas uma visão geral do Centro Histórico e de Miraflores.

A Plaza Mayor, no Centro Histórico de Lima
Deu tempo até para visitarmos o Sítio Arqueológico de Pachacamac, a 30 km da cidade, importante centro religioso e administrativo da Cultura Wari, que dominou a região antes dos Incas.

Todas as dicas de Lima
Lima: o Museu Larco, o Museu do Ouro e o requinte do Peru pré-colombiano
Lima - o que fazer no Centro Histórico
Lima: o que fazer em Miraflores e arredores
Hospedagem em Lima: dois hotéis em Miraflores
Lima – dicas práticas
O que fazer em Lima
Eu gosto de Lima


O sítio arqueológico de Pachacamac, a 30 km de Lima
Claro que toda essa movimentação em Lima só foi possível porque contratamos um tour privado. O trânsito da cidade melhorou muito, desde a última vez (2003) que tinha estado lá, mas ainda é bem pesado. A empresa nos recebeu no aeroporto, com uma van, e nos devolveu com tempo de sobra para pegar a conexão para La Paz

2ª etapa - 3 noites em la Paz, com bate e volta a Tiwanaku, a "Machu Picchu boliviana"
La Paz foi uma surpresa pra mim. Eu imaginava usar a cidade como base para visitar Tiwanaku, que já foi a capital de um vasto império pré-colombiano que deixou vestígios até o Sul do atual Brasil. 

Mas a La Paz que encontrei merece muito mais do que uma passadinha. É uma cidade instigante, forte, com um horizonte belíssimo e um respeito imenso às tradições andinas. 

Ficamos só três noites na cidade (o que rendeu apenas um dia inteiro para andar por lá) e fui embora cheia de planos para voltar à capital boliviana.


Detalhe da Igreja de San Francisco, em La Paz
Nossa passagem por La Paz
Dicas para curtir uma cidade surpreendente
A colina dos namorados


O bate e volta a Tiwanaku, que fizemos a partir de La Paz, superou todas as minhas expectativas. Primeiro, porque o lugar é realmente fascinante.

Estima-se que apenas cerca de 8% da antiga capital Tiwanacota já tenha sido escavada pelos arqueólogos, mas só esse pedacinho já dá uma boa ideia do poderio desse povo, senhor do Altiplano Andino antes dos Incas.

Segundo, porque poucas vezes na vida vi uma paisagem tão bonita quanto a  do Altiplano Boliviano. Recomendo demais essa viagem!

A paisagem do Altiplano
Bate e volta a Tiwanaku


3º etapa - Lago Titicaca e Ilha do Sol
Nos despedimos de La Paz na manhã do quarto dia, rumo ao Lago Titicaca, para visitar a Ilha do Sol. Voltamos a rodar pelas estradas do Altiplano até o Estreito de Tikina, onde fizemos uma curta travessia para Copacabana.

Depois de uma visita rápida a Copacabana (não deixe de ver a Basílica da Candelária), pegamos a lancha para a Ilha do Sol, um dos lugares mais bonitos que já vi na vida. 

O amanhecer na Ilha do Sol
Nossa passagem pelo Titicaca Boliviano

Depois do pernoite na Ilha do Sol (vale muito a pena!!), retornamos a Copacabana e, de lá, pegamos o ônibus até fronteira peruana, que cruzamos a pé e sem problemas, em Yunguyo.

Muitos viajantes reclamam da implicância dos oficiais da Imigração Peruana, mas conosco foi tudo tranquilo.

De Yunguyo, seguimos em outro ônibus até Puno, às margens do Titicaca Peruano.

A passagem por Puno foi bem corrida, só o tempo de visitar as ilhas flutuantes dos Uros e já pegar o ônibus para Cusco, na manhã seguinte.

Chegada às ilhas flutuantes dos Uros, em Puno
Nossa passagem por Puno

Achei bem interessante a experiência no ônibus turístico que faz o trajeto entre Puno e Cusco. A viagem de quase dez horas (o ônibus comum faz em cerca de seis) é tão demorada quanto a por via férrea, com a vantagem de que custa só 10% do que  é cobrado pela passagem de trem.

Melhor que o preço são as paradas no caminho, para visitar o Museu Lítico da cidade de Pucará (famosa por seu artesanato), o Mirante de La Raya (4.100 metros de altitude), o Templo de Wiracocha, em Raqchi, e a cidade de Andahuaylillas, que tem uma linda igreja coberta de pinturas andinas e reivindica o título de "Sistina das Américas".

O Templo de Wiracocha, em Raqchi
De Puno a Cusco 
Como é a viagem no ônibus turístico

4ª etapa - a maravilhosa Cusco, com Vale Sagrado e Machu Picchu
Ficamos cinco noites em Cusco, tempo mínimo para ver todas as maravilhas dessa cidade, que considero uma das mais fascinantes do planeta.

Eu, que já tinha estado outras duas vezes em Cusco e andado bastante pela cidade, consegui me surpreender com vários lugares que ainda não tinha visitado.

Para as meninas, que estavam indo pela primeira vez, acho que o tempo foi curto, pois "roubamos" um desses dias para ir ao Vale do Urubamba (o Vale Sagrado dos Incas) e outro para ir a Machu Picchu — desta vez, decidimos não pernoitar em Águas Calientes e fizemos a viagem como um bate e volta.

Detalhe de uma fachada em Cusco
Todas as dicas de Cusco
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