26 de dezembro de 2018

Restaurantes em Nova Orleans - onde comer e o que comer no berço do Jazz

Pratos típicos de Nova Orleans
Gumbo, blackened fish, po'boy, bread pudding e beignets: comer em Nova Orleans é bom demais
A terra do Jazz também é afinadíssima no quesito panelas e temperos. Sim, come-se divinamente em Nova Orleans, onde as tradições creole, cajun e africana se encontram em uma harmonia tão vibrante e condimentada como a sonoridade que fez a fama da cidade.

Nesse concerto culinário irresistível, os naipes das águas (peixes e frutos do mar) e da terra (carne de porco e frango) se encontram sob a regência de molhos densos e sensuais que fazem nosso paladar sair dançando pelas ruas, como nas second lines de uma parada de Mardi Gras.

A sedução da culinária de Nova Orleans é uma teia requintada à qual vale a pena se entregar. Veja essas dicas de restaurantes em Nova Orleans e alguns pratos que você não pode deixar de provar:



O que comer em Nova Orleans

⭐Jambalaya
Se você já comeu uma boa paella, não vai estranhar a célebre jambalaya, a mais falada das iguarias da Luisiana — talvez por conta do imenso sucesso da canção gravada por Brenda Lee em 1956, um clássico rockabilly.

Acho que o grande tchan dessa paella creole é a presença da andouille, a linguiça de porco defumada, herdada dos colonizadores franceses e muito presente na cozinha de Nova Orleans.

Jambalaya, prato típico de Nova Orleans
Jambalaya: sucesso até nos toca-discos
(Imagem: Jeffreyw/ Wikimedia Commons)
A receita de jambalaya leva frango, frutos do mar, crawfish (primo do nosso pitu, um tipo de lagostim de água doce) e temperada pela “santíssima trindade”, formada pimentão, aipo e cebola e praticamente onipresente na cozinha da Luisiana.

Em função da fama, a jambalaya está presente na maioria dos cardápios da área turística de Nova Orleans. Extamente por isso, há sempre o risco de comer gato por lebre em restaurantes pra inglês ver. Uma das boas jambalayas da cidade é servida no Mother's Restaurant.

Também não permita que o prato domine suas aventuras gastronômicas em Nova Orleans. Jambalaya é gostosa, sim, mas não é a única maravilha culinária que você vai encontrar na cidade.

⭐ Gumbo
A contrapartida cajun ao sucesso da jambalaya é o gumbo (pronuncie gâmbou) — francamente, foi o prato que mais me arrancou suspiros na minha estada em Nova Orleans.

O gumbo é um ensopado bem caldoso e pode ser feito com vários ingredientes da carne de porco aos frutos do mar, passando pelos embutidos, como a linguiça andouille. O que não muda é a consistência espessa, a porção de arroz servida junto e o sabor delicioso da simplicidade.

A alma do gumbo é o roux — farinha de trigo escurecida em óleo, outro ingrediente clássico e frequente na culinária da Luisiana que serve de base para uma infinidade de ensopados e pratos molhados .
Também se pode usar quiabo para engrossar o caldo. Uma das possíveis origens do nome do prato vem exatamente de ngombo, ou quiabo em idioma Bantu. A santíssima trindade também bate ponto nessa receita.

Ah, e quando você ouvir o refrão "Jambalaya, crawfish pie and file gumbo", não se trata de gumbo de filé mignon, mas do pó de filê (sassafrás), a terceira maneira de engrossar o caldo que é a alma do prato.

Mother's Restaurant, Nova Orleans: debris po'boy (sanduíche de carne assada desfiada)
O po'boy do Mother's Restaurant emplaca qualquer lista de melhores coisas para fazer (devorar) em Nova Orleans
 ⭐Po’Boy
Essa é a suprema afirmação de que o simples pode ser divino. Po’boy é a forma como os orlenianos pronunciam poor boy (moço pobre), uma alusão aos trabalhadores das docas e das construções que levavam as sobras do assado da véspera dentro de um pão francês para comer no almoço, no intervalo do serviço.

Há diversas variações do Po’boy, que podem ser recheados com linguiça e frutos do mar. O segredo que torna esses sandubas irresistíveis é a cozinha de Nova Orleans, seus molhos fortes e envolventes.

⭐ Crawfish pie
Pra completar o refrão de Brenda Lee, não pode faltar esse empadão de lagostins bem condimentado (algumas receitas exigem quatro ou cinco tipos de pimentas). É bom demais.

Smothered okra (quiabo ensopado), parto típico de Nova Orleans
Parece caruru, mas leva linguiça, camarões frescos e não tem dendê
⭐ Smothered okra
Herança africana da gema, o quiabo (okra) está muito presente na cozinha da Luisiana. Além de aparecer como coadjuvate no gumbo, ele também estrela produções próprias, como no espetacular smothered okra, forte concorrente do gumbo na disputa .do título de melhor coisa que comi em Nova Orleans.

Smothered significa, literalmente, “sufocado”. É uma forma de cozinhar os alimentos em seus próprios sucos, usando nada ou quase nada de água. A técnica também é conhecida por seu nome francês, etouffer.

Esse tipo de cozimento é aplicado a frutos do mar, carnes e vegetais e deixa tudo muito gostoso. Mas o tal do quiabo sufocado é especial.

Smothered okra lembra bastante o caruru baiano, embora fique mais sequinho e não leve dendê — o incremento fica por conta da linguiça defumada e de camarões frescos. E é muito apimentado.

⭐Catfish 
O catfish (bagre ou peixe-gato) é uma espécie muito comum nos rios e bayous da Luisiana e presença recorrente em clássicos culinários locais. Tem um sabor suave, que cai bem com os molhos fortes das cozinhas creole e cajun.

⭐ Creole sauce
Você vai encontrar muito esse molho, seja com frango, peixe ou frutos do mar. O creole sauce é feito com tomates salteados em manteiga e azeite de oliva, temperados pela “santíssima trindade” (aipo, pimentão e cebola), alho e ervas.

⭐ Blackened Fish
Peixe frito bem temperado, é levado à frigideira até o exterior da posta ficar bem escuro.

Café com chicória e beignets do Café du Monde, Nova Orleans
Café com chicória e beignets do Café du Monde: dupla imperdível
⭐Beignet
Imagine que os bolinhos de chuva receberam um upgrade (que eu não saberia descrever). Isso é um beignet (pronuncia-se beinhê).

Sua massa é feita de farinha, açúcar, leite, ovos e fermento e frita em óleo bem quente para que os bolinhos fiquem crocantes por fora, macios por dentro.

Por cima, despejam-se quantidades industriais de açúcar de confeiteiro e... voilà, eis uma inexplicável delícia resultante de um processo tão prosaico...

⭐ Café com chicória
A raiz da chicória, torrada e moída, é usada em substituição ao café em muitas partes do mundo — no Brasil, era uma alternativa das famílias muito pobres, que não podiam arcar com o preço da rubiácea. O sabor é bem parecido.

Café com chicória é a grande bossa do Café du Monde (além dos beignets, claro). Eu até torci o nariz pra a ideia, mas acabei curtindo — e dizem que a chicória é mais saudável.

Em Nova Orleans, a mistura ou substituição integral de um produto por outro marcou os anos da Guerra Civil Americana, quando a Marinha da União promoveu um pesado bloqueio ao porto da cidade, impedindo a entrada de inúmeras mercadorias, entre elas, o café.

Vocês sabem que eu sou viciada em café e chata pra caramba com a qualidade do que bebo, motivo que me leva a implicar com o café feito pelos americanos, em geral. Pois meu veredito é o seguinte: entre aquela aguinha suja onde os gringos desperdiçam o sagrado pó de café e um encorpado, forte e cheiroso café com chicória, prefiro mil vezes o segundo.

Southern biscuits do Café Rose Nicaud, Nova Orleans
Southern biscuit com geleia no Café Rose Nicaud: meu jeito favorito de acordar em Nova Orleans
Southern biscuits 
Se os beignets são upgrade dos bolinhos de chuva, os southern biscuits são a versão celestial do pãozinho. 

Os bichinhos não têm segredo algum, são basicamente farinha de trigo, água e fermento. Mas, sei lá o que acontece no forno, porque o que sai de lá é pura magia.

Os southern biscuits viraram meu vício no café da manhã. Eles chegam à mesa quentinhos, macios, prontos para serem lambuzados de manteiga, geleias ou melaço (hummmmmmm) e transportarem esta comensal ao paraíso.

No quesito divindades padeiras, o southern biscuit só perde pra o pãozinho-delícia (ou pãozinho de aniversário) da Bahia...

Balcão do Aunt Sally's Tradicional Pralines, Nova Orleans
As pralines de Tia Sally provocam até gemidos
⭐Pralinês
Esse doce é tão típico de Nova Orleans quanto o Jazz. Praline (em inglês pronuncia-se praline, mesmo, esticando o i) é um tipo de caramelo feito de açúcar mascavo e manteiga ao qual se acrescentam nozes pecãs (uma das culturas mais tradicionais da Luisiana).

Fica bom de gemer, mas como tudo na vida pode melhorar, inventaram a modernagem de acrescentar chocolate às pralines. Pode até conspurcar a tradição da receita, mas é de fazer o comensal rolar pelo chão em puro deleite.

Pudim de pão do Mother's Restaurant, Nova Orleans
Se eu tiver que escolher uma única iguaria de Nova Orleans
pra repetir agora, será o pudim de pão do Mother's Restaurant
⭐Bread pudding
Sim, é pudim de pão, mais uma ode à simplicidade capaz de fazer soar as trombetas dos arcanjos (ou, mais apropriadamente, toda uma brass section formada por jazzistas de cabelos brancos e asinhas de anjo).

O pudim de pão à moda creole é enriquecido com canela, noz moscada ou outro tipo de especiaria e é sempre servido quente, com calda de Bourbon (o uísque gringo), conhaque ou rum. Vale a viagem.

Restaurantes em Nova Orleans
Mother's Restaurant
401 Poydras Street, Downtown. 
🕒 Diariamente, das 7h às 22h.

Mother's Restaurant, no Centro de Nova Orleans
Mother's Restaurant: 80 anos de tradição - e bom demais
Em cartaz desde 1938, o Mother’s Restaurant continua um sucesso — e com todíssima razão. 

A casa mantém a simplicidade da origem, quando o principal público de seus po’boys (sanduíches) eram trabalhadores do Porto de Nova Orleans. E os sandubas batem mesmo um bolão.

O Mother’s se anuncia como autor do “melhor presunto assado do mundo” e não tem frescura: o cliente faz o pedido no balcão, paga no caixa e procura um lugar vago nas mesas do salão para sentar e comer.

Dizem que a casa lota no horário do almoço, nos dias de semana — hoje com um público bem mais eclético, reunindo trabalhadores braçais, engravatados do Business District e até turistas. Cheguei lá umas 16:30h e o movimento estava bem tranquilo.

Mother's Restaurant, no Centro de Nova Orleans
O Mother's é simples e imperdível
A família de Mother Landry vendeu o restaurante nos anos 80 e os novos donos ampliaram o cardápio para outros pratos tradicionais da Luisiana, como a jambalaya. O carro chefe, porém, continuam sendo os sandubas celestiais.

O debris po'boy que eu pedi estava de chorar, de tão gostoso. O sanduba é recheado com pedacinhos desfiados de carne assada (debris significa destroços ou resíduos), regado com o caldo que se acumula da assadeira, durante o preparo. Acrescente queijo e cebolas e está feita a festa.

Os po’boys do Mother’s Restaurante custam entre US$ 9 e US$ 16, dependendo do tamanho ou tipo de recheio.

Guarde apetite para a sobremesa: o pudim de pão com calda de brandy (porção pantagruélica por US$ 6.25) é de sair gritando pela rua.

Restaurante africano Bennachin, Nova Orleans
Bennachin, num cantinho sossegado da Royal Street
Bennachin
1212 Royal Street, French Quarter. 
🕒 De domingo a quinta, das 10h às 21h. Sextas e sábados, das 11h às 22h

Instalado em um trechinho bem sossegado da Royal Street, o Restaurante Bennachin tem um cardápio de especialidades africanas, com ênfase na culinária das regiões que hoje são a Gâmbia e Camarões.

Como boa baiana, sou incapaz de resistir à gastronomia da África e gostei muito do meu jantar.

Restaurante africano Bennachin, Nova Orleans
O ambiente do Bennachin é bem caseirão
O carro chefe da casa é uma entrada, o mburu akara, bolinhos de feijão fradinho fritos, acompanhados de molho de tomate e pão. Soa familiar? Sim, akara é o nosso (meu!) acarajé, apesar dos acompanhamentos diferentes.

O akara do Bennachin merece a fama. Deu vontade de repetir. A porção custa US$10.95

Pratos africanos do Restaurante Bennachin, Nova Orleans
Akara e ensopado de camarões: me senti em casa no africano Bennachin
Como prato principal, pedi o sauci majanga, um ensopado de camarões com batatas, temperados com gengibre e alho e acompanhados de cuscus.

O prato é muito saboroso e gigantesco — não consegui dar conta dele inteiro, e olha que eu cheguei com fome ao Bennachin — e custa US$ 17.90. O Bennachin não é um restaurante barato, mas vale a pena.


BB King's Blues Club, Nova Orleans
Vocês não imaginam como esse catfish estava bom - perfeito pra combinar com a música
BB King's Blues Club
1104 Decatur Street, French Quarter. 
🕒 De domingo a quinta, das 11h às 23h. Sextas e sábados, das 11h à meia-noite

Não bastasse ter uma das melhores programações musicais que encontrei em Nova Orleans, o BB King’s Blues Club tem uma cozinha bem bacaninha.

Almocei muitíssimo bem lá, assistindo a uma ótima banda de blues — já falei pra vocês que a farra musical em Nova Orleans começa cedo.

O Pedi o yazoo creole catfish (US$ 19), saborosíssimo. O preparo é beeeem Luisiana: a posta de peixe é frita sobre temperos até ficar bem escura por fora (blackened). É servida com camarões e lagostins (crawfish) e muito creole sauce.

Os drinques do BB King’s Blues Club também são interessantes. Sobre a parte musical da casa, falei aqui neste post: Onde ouvir música em Nova Orleans - Jazz e outras maravilhas


Gumbo servido no Three Muses, Nova Orleans
Gumbo do Three Muses: bom de repetir
Three Muses
536 Frenchmen Street, Faubourg Marigny. 
🕒 O restaurante funciona diariamente, das 17h às 22:30h. O bar abre de segunda a quarta das 17h às 22h, quintas e domingos até as 23h e sextas e sábados até a meia-noite.

Outro lugar onde fui para ouvir música e acabei comendo muito bem. A cozinha do Three Muses é super reputada entre as casas da Frenchmen Street e os elogios não são à toa.

A fórmula do Three Muses é servir pratos não muito grandes, a preços compatíveis, pra que o estômago muito cheio do cliente não convide a encerrar a noite. Nada impede, porém que a gente repita o gumbo da casa (US$ 9), o melhor que comi em Nova Orleans.

French Market, Nova Orleans
O French Market é atração turística e gastronômica em Nova Orleans
French Market
Decatur Street, entre Saint Anne Street e Barrack Street. 
🕒Diariamente, das 9h às 18h.

Antes de ser “francês”, o French Market foi indígena. Era naquela faixa de terreno à beira do Rio Mississípi e que hoje acompanha o traçado da Decatur Street que as tribos se encontravam para trocar mercadorias, antes da chegada dos europeus.

Os colonizadores franceses e, posteriormente, espanhóis, mantiveram a tradição, assim como os norte-americanos. Hoje, o French Market se estende por seis quadras, e — para além das barracas de artesanato, antiguidades e hortaliças — é a sede de vários ícones gastronômicos de Nova Orleans, como o Café du Monde e a loja Aunt Sally’s Original Pralines.

French Market, Nova Orleans
Cauda de lagosta frita e as demais atrações do Seafood Dock
Em alguns boxes do Farmer’s Market (“Mercado do Produtor”) que funciona dentro do French Market, você vai encontrar especialidades gastronômicas da Luisiana muito fresquinhas e apetitosas.

Eu experimentei os frutos do mar do Seafood Dock, que também serve pratos tradicionais, como o gumbo. A cauda de lagosta frita ao molho de manteiga (US$ 18) estava um show. E as ostrinhas também estavam deliciosas.


Restaurante Eat, Nova Orleans
Eat: sossegado, com boa comida e bons preços
Eat
900 Dumaine Street, French Quarter. 
🕓 De terça sexta, 11h às 14h e das 17:30h às 22h. Sábados: brunch das 9h às 14 e jantar das 17:30h às 22h. Aos domingos, abre só para o brunch, das 9h às 14h. Fecha às segundas.

Esse restaurante foi recomendação da equipe do hostel onde passei minha última noite em Nova Orleans. Fica em uma área bem sossegada do French Quarter, é mais frequentado por locais do que por turistas e seu cardápio enxuto contempla especialidades creole e cajun com toques contemporâneos. Jantei muito bem no Eat.

Uma entrada badaladíssima no cardápio do Eat são os tomates verdes fritos, clássico da culinária sulista. Como prato principal, pedi costeletas de porco defumadas e purê de batatas (US$ 18). Elas são servidas com um molho similar ao barbecue, mas ainda mais espesso e mais condimentado. 

Café du Monde, Nova Orleans
O Café du Monde: 24 horas no ar e uma orgia de beignets 
Cafés em Nova Orleans
Café du Monde
800 Decatur Street, French Market, French Quarter
🕒 Aberto 24 horas, todos os dias do ano, exceto Natal (das 18 horas do dia 24/12 às 6h da manhã do dia 26/12) 

Eu já fui várias vezes a Roma e nunca vi um papa. Mas ir a Nova Orleans e não passar pelo Café du Monde seria um pecado mortal.

A catedral dos beignets está localizada estrategicamente no meio da área mais movimentada do French Quarter, em uma das pontas do French Market, a uma curta distância de Jackson Square exatamente (desconfio) pra ninguém ter desculpa: tem que ir lá pedir a bênção.

Café du Monde, Nova Orleans
Beignets do Cadé du Monde? Quero todo dia
Eu fui todos os dias — minha alma, com certeza, livrou-se temporariamente da danação eterna. No mínimo, pelos bons sentimentos em relação à humanidade inteira que a alegria de comer bolinhos quentinhos e com muito açúcar me provocam.

Os garçons do Café du Monde já tiram os pedidos por telepatia — observando aquele mundaréu de mesas lotadas, não vi ninguém consumindo nada que não fosse uma xícara de café com chicória e sua porção de beignets (esse "combo" custa US$ 6). E tá certo: pra quê variar o que é perfeito?

Café du Monde, Nova Orleans
A produção frenética na cozinha do Café du Monde não para
Café Rose Nicaud
632 Frenchmen St, Faubourg Marigny
🕒 De segunda a sexta, das 7h às 18h. Sábados e domingos, das 8h às 18h.

Meu primeiro café da manhã em Nova Orleans foi neste café simpático, bastante procurado por moradores do Faubourg Marigny. Lá eu fui apresentada aos southern biscuits e pronto, viciei.

Café Rose Nicaud, Nova Orleans
Rose Nicaud: café forte, ótimos muffins e southern biscuits deliciosos
Tudo que provei no Rose Nicaud (nas várias vezes que passei por lá) estava bem gostosinho. Eles servem refeições o dia todo, mas o tchan da casa são mesmo as especialidades do café da manhã.

O café oferece várias modalidades de breakfast, inclusive aqueles menus pantagruélicos onde entram salsichas e feijões. Eu, que sou frugalzinha de manhã, recomendo as panquecas (ótimas), os muffins e, claro, os southern biscuits. O café da casa é forte e saboroso, a gente até esquece que etá nos Estados Unidos — e, de certa forma, em Nova Orleans a gente não está, mesmo 😀.

1303 Decatur Street, French Quarter
🕒 Diariamente, das 8h às 18h.


Bagels do Small Mart, Nova Orleans
Quer bagels novaiorquinos em NOla? Pois tem
Apesar de ficar bem próximo às áreas mais fervidas do French Quarter, o Small Mart é low profile, voltado para a comunidade e perfeito pra que está procurando um desjejum barato e de qualidade.

O grande barato da casa são os bagels, preparado e cozidos em Nova York e despachados diariamente para serem assados em Nova Orleans. Eu, que amo bagels, fiz a festa.

O bom café da casa custa US$ 1. Os bagels custam a partir de US$ 2,50.


Loja de doces Aunt Sally's Original Pralines, Nova Orleans
Aunt Sally's, as pralines mais famosas de Nova Orleans
Doces em Nova Orleans
Aunt Sally's Original Pralines
810 Decatur Street, Frenchmen Market, French Quarter
🕒Aberta diariamente das 8h às 20h

As pralines de Aunt Sally (Tia Sally)—guloseimas que viraram atração turística—começaram a ser preparadas no começo do Século 20. A loja do French Market foi aberta em 1935. O tempo passou, mas a empresa garante que o processo artesanal de prepare desse típico caramelo de Nova Orleans continua o mesmo.

Loja de doces Aunt Sally's Original Pralines, Nova Orleans
Depois das pralines, experimente outros encantos do balcão da Tia Sally
Além de pecãs, açúcar, leite e manteiga, as pralines de Aunt Sally levam “temperinhos secretos”, segundo uma velha receita familiar de origem french creole. Mas dizem que o segredo, mesmo, é mexer vigorosamente a mistura fervente nos tachos de cobre, para que o doce fique bem aerado.

Além da versão tradicional, há as pralines cremosas, em cinco sabores (caramelo, chocolate, banana foster, especiarias e café com leite). As de chocolate são de morrer. Experimente, também, o doce de casca de laranja coberto com chocolate amargo.


Doces da Evan's Creole Candy Factory, Nova Orleans
Tente não enlouquecer com as cerejas cobertas por chocolate amargo da Evan's Creole Candy Factory
⭐Evan's Creole Candy Factory
848 Decatur Street, Frenchmen Market, French Quarter

🕒 Diariamente, das 9h às 18h


Essa tradicionalíssima casa de doces do French Market tem mais de 100 anos de idade. Desde 2015, pertence ao Café du Monde, que vende produtos licenciados na loja, mas não rouba espaço do verdadeiro encanto, que são as guloseimas delicadas e deliciosas — pralinês, inclusive.

Doces da Evan's Creole Candy Factory, Nova Orleans
Evan's: basta um motivo - só que são vários
Se você quer um único motivo para dar um pulo na Evan’s, use o meu: o escândalo que são as cerejas ao licor recobertas com chocolate amargo (US$ 1 cada). Mas você vai encontrar várias outras razões — eu descobri muitas.

Os preços de Evan’s também são mais camaradas que os de Tia Sally. 


➡️ Meu roteiro musical nos EUA

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4 comentários:

  1. Depois da leitura dessas delícias, só o frio para tolher a minha ida imediata à New Orleans. O jeito é esperar!!!!

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    1. O inverno de Nova Orleans é bem camarada, Kenneth - e as delícias da culinária local esquentam a alma e o corpo :)

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  2. Bom dia! Por favor, conhece algum guia brasileiro em Nova Orleans?Estarei lá de 11 a 17 de agosto! Obrigada!

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    Respostas
    1. Infelizmente, não conheço brasileiros morando em Nova Orleans. Mas o povo da cidade é muito simpático :)

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