28 de novembro de 2018

Roteiro em Nova Orleans - 4 dias (5 noites)

Típica casa creole, no Faubourg Marigny
Típica casa creole, no Faubourg Marigny
Nova Orleans foi a minha primeira etapa em um maravilhoso roteiro musical nos EUA, dedicado ao  Jazz, ao Blues e ao Rock'n'Roll (uma viagem que também passou por Nashville e Memphis). Este roteiro em Nova Orleans contempla vários aspectos dessa cidade bonita, vibrante, colorida e tremendamente festeira — essa baiana se sentiu em casa por lá. 

Foram quatro dias intensos, que terminavam, invariavelmente, em algum bar, clube ou café com música ao vivo. A música está na alma da cidade que é o berço do Jazz.

Mas essa cidade encantadora, moldada por africanos, franceses, espanhóis e norte-americanos, tem muitas outras atrações além de seus acordes mágicos.

Bondinho (street car) de Nova Orleans
Os célebres bondinhos de Nova Orleans continuam incorporados ao dia a dia da cidade
Nos "intervalos" da música, Nova Orleans oferece à contemplação a beleza arquitetônica do French Quarter, do Faubourg Marigny e do Garden District, museus interessantes e, de bonus track, a gente ainda dá de cara com a majestade do Rio Mississípi (wider than a mile, como cantado em Moonriver), ali do ladinho do Bairro Francês.

Todos esses encantos que merecem ser vistos sem pressa, no ritmo dos célebres streetcars, bondinhos que ainda cruzam a cidade.

O Rio Mississípi no Bairro Francês de Nova Orleans
Bonus track de um passeio pelo French Quarter: dar de cara com o poderoso Mississípi 
É por isso que achei minha estadia redondinha: quatro dias inteiros permitem apreciar a cidade com tranquilidade e aproveitar as atrações dos arredores de Nova Orleans, como as fazendas históricas (plantations) e os famosos pântanos e bayous da Luisiana.

Veja em detalhes como foi minha passagem por Nova Orleans. No final do post tem um mapa, pra ajudar você a se localizar.

Veja os detalhes de todas as atrações que visitei em Nova Orleans neste post:
O que fazer em Nova Orleans



Roteiro em Nova Orleans - 4 dias (5 noites)
Levei cerca de 24 horas para ir de Brasília a Nova Orleans. Sendo assim, a primeira noite na cidade foi café com leite: quando cheguei no hotel, lá pelas 21 horas de um domingo, eu só queria banho e soninho.

Jackson Square e Catedral de São Luís, em Nova Orleans
Jackson Square, coração do French Quarter, com a Catedral de São Luís ao fundo
Mas os quatro dias inteiros que pude passar na cidade foram do balacobaco.

Fiquei hospedada na ótima Lamothe House (621 Esplanade Avenue), bem na fronteira entre o French Quarter e o Faubourg Marigny, dois animadíssimos bairros históricos (e lindos).

Saiba mais : Hospedagem em Nova Orleans - duas experiências no French Quarter

➡️ 1º dia em Nova Orleans - French Quarter e Faubourg Marigny... e música
Reservei meu primeiro dia em Nova Orleans para explorar os dois bairros mais famosos da cidade. É um prazer caminhar pelas ruas mais sossegadas do Faubourg Marigny e de seu irmão dá pá virada, o French Quater, namorando os belos casarões e as casinhas creole. 

Uma fachada do French Quarter e o Café du Monde, em Nova Orleans
Uma fachada do French Quarter e o Café du Monde, que serve os beignets mais famosos de Nova Orleans
A arquitetura histórica de Nova Orleans é um show de bola, com seus famosos balcões e fachadas pintadas em cores fortes.  Dá vontade de fotografar tuuuuudo.

Para além da arquitetura, o Faubourg Marigny e o French Quater têm ótimos lugares para provar a maravilhosa cozinha da Luisiana.

As opções de restaurantes são muitas (e vai ter post detalhadinho), mas já adianto que são imperdíveis os beignets (o upgrade celestial do bolinho de chuva) do Café du Monde, as barracas do French Market (frutos do mar e pratos típicos das cozinhas cajun e creole) e os pralinês de Aunt Sally's Pralines (experimente o de pecãs com chocolate, hummm).

Barraca de comida típica no Frenchmen's Market, em Nova Orleans
Barraca de delícias no French Market
O coração do French Quarter é a bonita Jackson Square, onde estão a Catedral de São Luís, o Cabildo, que foi a sede do governo espanhol na cidade (1763-1800), e seu edifício "gêmeo", o Presbitério

Em frente à Jackson Square fica o Riverside Park, que acompanha a margem do Mississípi. Confesso que me emocionei ao ver o Old Man River tão poderoso, homenageado em tantas canções que eu amo e palco das aventuras de dois de meus heróis de infância Tom Sawyer e Huckleberry Finn (personagens de Mark Twain).


Música ao vivo na Frenchmen Street, em Nova Orleans
The Maison, um dos bons lugares para ouvir música na Frenchmen Street
À noite, claro, foi para ouvir Jazz pulando de bar em bar em Frenchmen Street (e blues, e Southern Rock e o que mais pintou). E que programão!!

Onde ouvir música em Nova Orleans - Jazz e outras maravilhas

➡️ 2º dia em Nova Orleans – Central Business District, Museu do Jazz, Cabildo, mais “garimpo arquitetônico” ... e música
Um dia é muito pouco pra ver todos os encantos do French Quater. Tive que pedir bis. Desta vez, com um pouquinho mais de método.

Museu do Jazz de Nova Orleans
O Museu do Jazz de Nova Orleans tem uma ala dedicada às pouco lembradas mulheres instrumentistas
Menos afoita que na véspera, aproveitei para visitar alguns museus e atrações, como a Catedral de São Luís, o Cabildo (que tem uma mostra interessante sobre a Batalha de Nova Orleans, durante a 2ª Guerra da Independência, em 1815, contra a Inglaterra) e o bacanérrimo Museu do Jazz de Nova Orleans.

Também aproveitei para dar um passeio por Canal Street, coração do chamado Central Business District ou "Zona Neutra", já que era uma espécie de "área de transição" entre a "cidade francesa" e a "cidade norte-americana", no Século 19.

Cheguei lá de bondinho, os famosos streetcars, pois  Canal Street é um dos corredores desse tipo de transporte. A rua concentra lojas de grife, muitos hotéis de cadeias famosas e outros "equipamentos da modernidade".

Downtown, Nova Orleans
Canal Street é, digamos, uma parte mais contemporânea de Nova Orleans
Vários bares e clubes de Nova Orleans já oferecem música ao vivo a partir da hora do almoço (no Gazebo Café, no French Market, as apresentações começam na hora do desjejum). Bora aproveitar, então. Comecei no BB King's Blues Club, onde almocei, e a coisa foi looonge...

Aguarde um post detalhado sobre onde ouvir música em Nova Orleans

BB King's Blues Club
As mesas do BB King's Blues Club homenageiam as guitarras do mestre
➡️ 3º dia em Nova Orleans – uma escapada às plantations (fazendas)... e música

Um passeio bacana para quem vai a Nova Orleans é dar uma escapada da cidade e visitar as antigas fazendas de cana-de-açúcar, base da economia colonial da Luisiana, famosas por seus belos casarões — o fausto bancado pela exploração do trabalho escravo.

Os passeios às plantations são oferecidos pela maioria das agências de Nova Orleans e, para quem não quer alugar carro, viajar nessas excursões é bem prático. Os roteiros e fazendas visitadas ficam à escolha do freguês.

Visita às Plantations
Acima: o memorial em homenagem às pessoas que viveram escravizadas na Whitney Plantation e a casa-grande da propriedade. Abaixo, a sede da Laura Plantation
Eu escolhi visitar a Whitney Plantation, cujo roteiro de visita conta a história do ponto de vista das crianças que viveram escravizadas nas fazendas do Sul dos Estados Unidos.

No mesmo roteiro, estive na Laura Plantation, que pertenceu a uma família creole (de origem francesa) e foi, a maior parte do tempo, administrada por mulheres.

Veja como foi esse passeio: Visita às plantations próximas a Nova Orleans

Poboy, sanduíche típico de Nova Orleans
Conheça (e devore) o po-boy, o sanduba à moda de Nova Orleans
Na volta, me esbaldei no po-boy (sanduíche) de porco do Mother's Restaurant,  no Central Business District, que é uma instituição em Nova Orleans.

A visita às plantations é programa para o dia todo. Mas à noite, é claro, eu caí no Jazz em Bourbon Street, começando com uma apresentação muito bacana no Preservation Hall, casa destinada a conservar o Jazz de raiz.

Passeio de barco no pântano
Sun of a gun, we had a big fun on the bayou, como dizia Brenda Lee
➡️ 4º dia em Nova Orleans – passeio de barco no pântano, passeio pelo Garden District... e música
Pra quem começou a cantarolar obsessivamente Jambalaya desde que comprou a passagem aérea pra Nova Orleans, não podia faltar uma visita aos famosos pântanos da Luisiana, com direito a passeio de barco pelos bayous (braços de rio).

Essas excursões também são muito populares entre os turistas que passam por Nova Orleans — quanto mais urbano o visitante, mais empolgado ele fica quando os jacarés dão as caras.

Veja como foi essa escapada: Passeio de barco pelos pântanos próximos a Nova Orleans

Casarão do Garden District, Nova Orleans
As mansões do Garden District rendem um ótimo safári arquitetônico
A escapada ao pântano ocupa apenas um turno e, na hora do almoço, eu já estava a caminho do Garden District, outro bairro histórico de Nova Orleans  com lindos casarões e jardins impecáveis.

Enquanto o French Quarter e o Faubourg Marigny são áreas herdadas das colonizações francesa e espanhola, o Garden District foi onde se estabeleceram os norte-americanos, após a compra da Luisiana pelos EUA.

Estátua de Louis Armstrong no parque que leva seu nome
O trompetista Louis Armstrong, um dos filhos mais ilustres de Nova Orleans, dá o nome a um dos parques da cidade
Pra encerrar o dia, fui assistir às apresentações musicais do projeto Jazz in the Park, que promove shows gratuitos no Parque Louis Armstrong, com feirinha de artesanato e gastronômica.

➡️ Mais sobre esta viagem
Roteiro musical nos EUA - Jazz, Rock e Blues em Nova Orleans, Nashville e Memphis
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Um comentário:

  1. Oi, Cyntia. Tudo bem? :)

    Seu post foi selecionado para o #linkódromo, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Bóia – Natalie

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