18 de dezembro de 2018

Dicas de Nova Orleans - informações práticas para seu planejamento de viagem

Jackson Square
Jackson Square, o centro da Nova Orleans colonial
É muito fácil se apaixonar por Nova Orleans. A cidade, que ganhou o apelido de The Big Easy (algo como “o grande relax”), retribui na mesma intensidade. NOla é cordial, acolhedora e fácil de decifrar.

Informações práticas, porém, nunca são demais. Por isso, organizei essas dicas de Nova Orleans pra facilitar ainda mais seu encontro com a cidade e seu planejamento de viagem.

Arquitetura de Nova Orleans
As famosas galerias do French Quarter
Aquelas perguntinhas básicas estão respondidas aqui neste post — como é a segurança? E os preços? Qual a melhor região para hospedagem em Nova Orleans? Como é o clima e o que eu levo na mala?

As informações sobre transporte em Nova Orleans  — como chegar, como ir do aeroporto ao centro e como circular pela cidade — estão no post anterior.

Com essas dicas de Nova Orleans, aposto que sua viagem vai ser um big easy em The Big Easy. Se jogue, porque a cidade é uma maravilha!

Rua do Faubourg Marigny. Nova Orleans
Circulei sempre a pé e sozinha pelos bairros históricos de Nova Orleans, com muita tranquilidade
Segurança em Nova Orleans

Não tive qualquer problema relativo a segurança nos cinco dias que passei em Nova Orleans. Caminhei um bocado, mesmo à noite, sozinha e sem sustos.

Os bairros turísticos de Nova Orleans costumam ser bastante policiados e as principais ameaças em áreas como o French Quarter costumam ser os batedores de carteiras — realidade que se tem que enfrentar até em seguríssimas cidades europeias.

Casas típicas da arquitetura creole no Faubourg Marigny, em Nova Orleans
No Faubourg Marigny, ainda são muito comuns as casas sem muros e sem grades. Abaixo, uma varanda como antigamente, com cadeira de balanço e tudo

Casa típica da arquitetura creole no Faubourg Marigny, em Nova Orleans

➡️ Fora das áreas turísticas, porém, circule com cautela: Nova Orleans ocupa a 19ª posição na lista das 25 cidades mais perigosas dos EUA (descobri isso em uma reportagem do Wall Street Journal, pouco antes de viajar).

Se for explorar além dos bairros mais conhecidos pelos viajantes, procure se informar no hotel sobre a segurança na área que pretende visitar.

➡️ Uma dica: ainda que sejam apontadas como seguras e bem policiadas, as ruas dos bairros históricos de NOla não primam pela iluminação. A luz meio tímida dos lampiões é bastante romântica, mas pode interferir negativamente na sensação de segurança, especialmente das pessoas mais encanadas com a questão.

Casas típicas da arquitetura creole no Faubourg Marigny, em Nova Orleans
A pouca iluminação nas ruas do French Quarter e Marigny compõe um cenário romântico, mas interfere na sensação de segurança 
A exceção, é claro, são as movimentadíssimas Bourbon Street, no French Quarter, e Frenchmen Street, no Faubourg Marigny —  sedes das grandes muvucas noturnas da cidade.

➡️ Outro toque importante: é grande a quantidade de andarilhos que vive e dorme nas ruas do French Quarter e do Faubourg Marigny. São, em geral, muito jovens. Não raro, carregam um instrumento musical, além da mochila. E costumam ser de paz.

Topei com vários desses grupos, sem incidentes — o máximo que aconteceu foi alguém me pedir um cigarro.

Faubourg Marigny, Nova Orleans
Barreira contra "stupid people"
➡️ Segurança na noite de Nova Orleans
As duas grandes concentrações de bares e casas de música de Nova Orleans estão na Frenchmen Street e na Bourbon Street. Na primeira, o astral é bem mais cool, sem algazarras. A maioria do público parece estar lá para ouvir música mesmo.

Na Bourbon Street, prepare-se para topar com grupos barulhentos, espalhafatosos — geralmente, garotada soltando a franga em maratonas etílicas e no afã de conseguir companhia.

Vida noturna no French Quarter, Nova Orleans
O movimento noturno no French Quarter começa tarde
Os bebuns de Bourbon Street não me pareceram perigosos, ainda que sejam irritantes em seu berreiro. Apesar dos modos vikings desses rapazes, não presenciei nenhum episódio agressivo de abordagem às mulheres que também buscavam diversão na Bourbon.

Meu testemunho de viajante desacompanhada: aproveitei muito a noite de Nova Orleans, tanto na Frenchmen quanto na Bourbon Street, sempre em segurança. 

Vida noturna no French Quarter, Nova Orleans
Brass Band descendo a Saint Peter Street a caminho da muvuca na Bourbon
Quer saber aonde ir à noite na cidade? Veja aqui: Onde ouvir música em Nova Orleans - Jazz e outras maravilhas

Em Nova Orleans e em qualquer outro lugar do mundo, use sempre o bom senso e siga aquelas regrinhas infalíveis: evite circular por áreas desertas, atenção à bolsa nas aglomerações e chame um uber ou táxi para voltar para o hotel, depois da farra noturna.

Preços em Nova Orleans
Comparados aos de Nova York, os preços de Nova Orleans são bem suaves. Para você ter uma ideia: fiquei em um ótimo hotel, super bem localizado, pagando US$ 140 por diária. A refeição mais cara que fiz na cidade custou cerca de US$ 30, mas a média foi sempre na casa dos US$ 18.

O mega-blaster badalado Café du Monde cobra US$ 6 pela porção de seus imperdíveis beignets acompanhada pelo famoso café com chicória ou chocolate quente.

Para aproveitar o entretenimento noturno, bastava consumir um drinque por espetáculo (com cerveja a US$ 5/US$ 8) em cada bar. E o ingresso para o Preservation Hall, onde vi uma apresentação de Jazz imperdível, custou US$ 20.

Se fizer a conversão, os preços são salgados. Mas, na realidade em dólar, dá pra dizer que Nova Orleans é, sim, uma cidade acessível.

Casarão no French Quarter, Nova Orleans
Casarão convertido em hotel no French Quarter
Melhores bairros para hospedagem em Nova Orleans
➡️ French Quarter 
O bairro mais procurado para hospedagem em Nova Orleans é o French Quarter, área que concentra as principais atrações históricas, gastronômicas e opções de vida noturna da cidade.

Os hotéis do French Quarter estão instalados em casarões antigos — nem todos têm elevador —, com níveis variados de conforto e serviços.

French Quarter, Nova Orleans
Por todo o French Quarter você  vai encontrar as memórias da Nova Orleans espanhola (1762-1803). Essa placa lembra o nome da Decatur Street no tempo do governo ibérico
Pesquise com atenção e preste atenção aos comentários de hóspedes anteriores nos sites de hospedagem, antes de fazer reserva no French Quarter. Como área mais procurada, o bairro também é sujeito a ter aqueles hotéis que não são lá essas coisas cobrando caro.

Na maioria das vezes, os hotéis do French Quarter são estabelecimentos independentes, embora seja possível encontrar hotéis de grandes redes no bairro, como Best Western, Hilton, Sheraton, Sonesta e Holliday Inn. Nesses casos, o preço das diárias costuma ser salgado.

Canal Street, Nova Orleans
Palace Café, em Canal Street, coração do Business District
➡️ Business District 
Se você faz questão de ficar em um hotel mais convencional e de rede conhecida, talvez sua melhor opção seja se hospedar no Business District, ao longo da Canal Street ou nas transversais.

Em Business District, o astral é mais de “vida normal”, com farta opção de comércio, restaurantes e lanchonetes. O entorno de Canal Street me pareceu bastante movimentado à noite, também.

Além disso, Canal Street, principal via do bairro, é uma espécie de hub das linhas de bonde que levam às principais áreas de interesse turístico da cidade.

Garden District, Nova Orleans
Uma coisa bem legal de Nova Orleans são as placas explicativas distribuídas por todo o percurso histórico da cidade, funcionando como mini-guias turísticos
➡️Garden District
O bairro histórico que abrigou os primeiros norte-americanos em Nova Orleans é lindo, cheio de casarões em arquitetura colonial sulista (sabe aquelas mansões que lembram o filme ...E o Vento Levou?) e tem uma pegada bastaste residencial.

Dito isso, é bom destacar que o Garden District fica relativamente longe (cerca de 5 km) das demais atrações turísticas e das principais opções musicais e da vida noturna.

Ainda que seja servido pelo bondinho (streetcar), o bairro é meio contramão para ficar indo e voltando.

Washington Square, Faubourg Marigny, Nova Orleans
Washington Square, no Faubourg Marigny
➡️ Faubourg Marigny
Eu fiquei hospedada no Faubourg Marigny e achei uma grande decisão. O bairro é tão lindo e tão histórico quanto seu vizinho, o French Quarter, mas muito mais sossegado e com preços mais em conta.

Fiquei no Lamothe House Hotel, na belíssima Esplanade Avenue, e adorei. Veja como foi a experiência:
Hospedagem em Nova Orleans - French Quarter e Faubourg Marigny


Esplanade Avenue, Nova Orleans
Esplanade Avanue: a beleza das árvores centenárias e dos casarões coloniais
A hospedagem no Marigny, em geral, é mais “artesanal”: antigos casarões lindos, bem restaurados e decorados, que funcionam como hotéis boutique.

Se sua prioridade for a música e a vida noturna, lembre-se que a melhor noitada de Nova Orleans é em Frenchmen Street, no Faubourg Marigny.

Esplanade Avenue
(De volta a Nova Orleans, na véspera de pegar o avião para o Brasil, dormi em um hostel na North Rampart Street, nos limites do French Quarter. Não deu tempo de avaliar muito a área. A avaliação do IHSP French Quarter House está no post sobre hospedagem).

Saiba mais sobre os bairros de NOla: o que fazer em Nova Orleans

O clima em Nova Orleans
Se você viajar entre março e outubro, dificilmente vai sentir frio em Nova Orleans. O clima da cidade é geralmente quente e úmido, com temperaturas chegando à casa dos 30°C.

Essa mistura de calor e umidade, você sabe, costuma ser muito propícia a pancadas de chuva.

Não há uma estação à prova de chuva em NOla. Os verões na cidade são muito quentes e muito chuvosos.

O inverno costuma ser camarada em Nova Orleans, com temperaturas mínimas na casa dos 10°C e máximas chegando quase a 20°C, tempo mais seco e céu azul. É quando chove menos na cidade.

Chuva em Nova Orleans e o barco a vapor Natchez encoberto pela névoa
Chuvarada em Nova Orleans: o barco a vapor Natchez parecia um navio fantasma
Dito isso, é bom lembrar que o planeta está doido e as “certezas da meteorologia” agora são meras possibilidades.

Estive em Nova Orleans em novembro, quando deveria ter encontrado temperaturas amenas e tempo seco.

Pois saibam que o outono de NOla estava mais quente o quase-verão de Salvador, onde estive 10 dias antes.

French Market, Nova Orleans
Depois do aguaceiro, é hora de céu azul...
Em pleno novembro, peguei temperaturas acima dos 30°C — lembrei da sensação de cozinhar no vapor que eu tinha em Belém e Manaus, com umidade similar.

E enfrentei pelo menos dois aguaceiros respeitáveis e com algumas horas de duração.

Os orlenianos estavam tão surpresos com o clima quanto eu, diga-se.

Melhor época para visitar Nova Orleans
As épocas mais recomendadas pelos locais são abril/maio e outubro/novembro, quando as temperaturas médias ficam na casa dos vinte e poucos graus.

O Mardi Gras (Carnaval de Nova Orleans) é celebrado nas mesmas datas que o nosso, mas atente que a farra começa duas semanas antes da Terça-Feira de Carnaval.

No período da festa, a cidade lota e os preços sobem. Faça reservas com bastante antecedência.

Evite o verão (de junho a setembro), para escapar do calorão e das chuvaradas.

Burgundy Street, Nova Orleans
Tem dois jeitos de se orientar em Nova Orleans. Quando não encontrar as placas com os nomes das ruas no alto dos postes ou das paredes, olhe para o chão. Fiz esse "autorretrato" na Burgundy Street, no French Quarter
O que levar na mala em uma viagem a Nova Orleans
Uma capa de chuva, daquelas que dá pra carregar na bolsa, é um item indispensável para evitar que eventuais manifestações dos humores chuvosos estraguem seus passeios em Nova Orleans.

Também valem aqueles ponchinhos de plástico, meio descartáveis, que se compra em porta de estádio.

No calor úmido, é sempre mais confortável vestir roupas leves, de fibras naturais — achei sapientíssima a minha decisão de levar vários vestidos na mala.

Um jeans muito levinho era a melhor alternativa quando a chuvarada derrubava a temperatura.

À noite, recorria a um casaquinho levíssimo (que, geralmente, ficava amarrado na alça da bolsa).

Jackson Square
A Jackson Square concentra artistas de rua e também videntes e leitores da sorte. Ao fundo, um dos Pontalba Buildings 
Atenção aos sapatos: pra começar, priorize o conforto. Caminha-se muito em Nova Orleans, seja explorando os bairros históricos, seja no bar hopping musical das noites em Bourbon Street e Frenchmen Street. Salto alto não vai fazer sentido, ainda mais que a cidade é super informal.

Ainda sobre sapatos: leve pelo menos dois pares de calçados confortáveis. Assim, quando um deles estiver encharcado de chuva, você terá outro sequinho pra calçar.

 E escolha sapatos que não demorem uma eternidade pra secar — lembre que a cidade é muito úmida.

Levar roupa de banho é boa ideia, pois a piscina do seu hotel será um refúgio delicioso para espantar o calor.



➡️ Meu roteiro musical nos EUA

Os Estados Unidos na Fragata Surprise
Piece of cake: é simples e rápido fazer o visto americano em Brasília
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