9 de dezembro de 2018

Onde ouvir música em Nova Orleans - Jazz e outras maravilhas

Bourbon Street, Nova Orleans
Bourbon Street é uma muvuca, mas faz parte da experiência musical em Nova Orleans
Música e Nova Orleans são duas ideias indissociáveis. A cidade é linda, sua história é fascinante, a comida é ótima, as pessoas são o maior astral...

Mas a música — ahh, a música!! — é a alma daquele fantástico pedaço de mundo onde vivi dias muito especiais.

Passei quatro dias em Nova Orleans — a cidade onde o Jazz deu seus primeiros passos neste mundo — em um mergulho sonoro de responsa.

Bar em Nova Orleans
A música é a alma de Nova Orleans
Ouvir música em Nova Orleans é entretenimento que pode, facinho, preencher as 24 horas do dia. E eu não me fiz de rogada. Teve música no café da manhã, no almoço, no jantar e em todos os intervalos entre as refeições — e madrugada a dentro, que eu não sou de ferro 😀.

A Cidade do Jazz é muito generosa e sabe harmonizar de tudo um pouco. Além do Jazz, suas ruas estão impregnadas de Blues, Rock’n’Roll, Country, Bluegrass e o que mais você quiser ouvir. E acredite, você vai querer muito ouvir música em Nova Orleans

Veja como foi o meu mergulho sonoro em The Big Easy e minhas dicas sobre onde ouvir música em Nova Orleans. Tem mapa com os bares e clubes de Jazz no final do post:

Café Three Muses, Frenchmen Street, Nova Orleans
Three Muses, uma casa charmosa, com ótima música e comidinhas gostosas, na Frenchmen Street
Bares e casas de Jazz em Nova Orleans - modo de usar
Na maior parte das vezes, para assistir a uma apresentação musical em um bar de Nova Orleans é só entrar, sentar (se encontrar lugar para isso) e curtir a música.

Às vezes, nem isso: muitos bares e clubes têm caixas de som do lado de fora e dá para escutar a música na calçada, mesmo, acompanhada da cerveja comprada de um ambulante — nos EUA, normalmente, é proibido beber na rua, mas algumas áreas de Nova Orleans estão isentas dessa regra.

Café The Maison, Nova Orleans
A Folk Music também tem vez em Nova Orleans
Em alguns bares, é preciso pagar o couvert artístico (que pode ser cobrado na porta ou incluído na conta), mas a maioria exige apenas que você consuma pelo menos um drinque (procure o cartaz one-drink minimum na entrada) ao longo de cada show.

Não estranhe se os garçons pedirem pra ver um documento com foto antes servirem sua bebida alcoólica: pela lei da Luisiana, é preciso ter mais de 21 anos para beber — e não basta ter cara de mais velha, tem que comprovar a idade mostrando a identidade.

Casa de Jazz em Nova Orleans
Nos bares, a plateia é menos formal e até conversa no meio da música, mas não chega a atrapalhar
Nesses bares, não espere que o público assista as apresentações sentadinho e em silêncio. Vai ter conversa na mesa ao lado, azaração no balcão e entra e sai de gente. Mas, em geral, essa agitação fica sob controle e não atrapalha a apreciação do show.

As apresentações começam, geralmente, às 18 horas, durante a semana — algumas casas começam ainda mais cedo, no meio da tarde, ou mesmo na hora do almoço. Nos fins de semana, ao meio-dia já tem uma oferta grande de shows.

Em geral, os artistas se revezam em shows às 18h, 19h, 20h e 22h, mas a música pode varar a madrugada.

Casas como o Snug Harbour, na Frenchmen Street, e o imperdível Preservation Hall são mais formais: há cobrança de ingresso e espera-se que o público se comporte como em uma casa de espetáculos — sem conversas, celulares e outras selvagerias que alguns insistem em cometer em cinemas, teatros e assemelhados.

Gosta de música e viagens? Siga o link para mais dicas 😉.

Casas de Jazz em Nova Orleans
Tá vendo esse baldinho na beira do palco? É para as gorjetas. Muitos artistas também vendem seus CDs e camisetas como forma de obterem remuneração pelos shows
➡️ Não esqueça a gorjeta dos músicos
Nas apresentações com ingresso pago, as gorjetas não são esperadas — se gostar do músico, você pode demonstrar isso comprando um CD, que geralmente está em exposição na beira do palco.

Quando é cobrado apenas um couvert ou quando a política da casa é “mínimo de um drinque” à guisa de ingresso, é fundamental gratificar os músicos — as gorjetas são esperadas e necessárias, já que elas são a principal, se não a única, remuneração recebida pelos artistas.

Não seja mão de vaca: tente deixar pelo menos US$ 10 na cestinha das gorjetas que fica na beira do palco, ou no chapéu que um dos integrantes da banda vai passar entre o público do bar.

Preservation Hall, Nova Orleans
Preservation Hall: imperdível
Onde ouvir música em Nova Orleans
⭐ Preservation Hall
726 St. Peter Street, French Quarter

Com quase 60 aninhos de idade, o Preservation Hall é uma atração imperdível de Nova Orleans. Instalado na Saint Peter Street, a duas casas da esquina com a Bourbon Street, ele merece estar no topo da sua lista de prioridades.

O teatrinho — improvisado em uma sala com menos de 60 metros quadrados, paredes descascadas e bancos de madeira sem encosto —é um pequeno santuário dedicado à preservação do chamado Tradicional Jazz, filho dileto de Nova Orleans.

Preservation Hall Nova Orleans
Ô, lembrancinha bacana essa que eu adquiri em Nova Orleans...
No espaço apertado, cabem apenas 70 espectadores por apresentação — e são cinco por noite, sempre às 17h, 18h, 19h, 20h e 22 horas.

Para assistir a um show no Preservation Hall, basta ir para a fila na porta da casa, uma meia hora antes do espetáculo, e pagar o ingresso na entrada (US$ 20).

Há também a modalidade “big shot” (figurão): você compra seu ingresso com antecedência no site, com lugar marcado e paga entre US$ 40 ou US$ 50, dependendo do espetáculo. Sinceramente? Acho que só vale bancar o gasto extra se sua estada em Nova Orleans for em uma época de muito movimento.

Preservation Hall Nova Orleans

Se quiser beber durante a apresentação, compre uma cerveja dos ambulantes que ficam na calçada, pois o Preservation Hall não tem serviço de bar.

Desde sua fundação, o Preservation Hall faz questão de valorizar e apoiar os músicos locais — em 1961, quando foi fundado, uma das primeiras providências de Allan Jaffe, o dono da casa, foi contratar artistas que estavam esquecidos, alguns com mais de 90 anos, passando por dificuldades.

A casa tem uma banda fixa, a Preservation Hall Jazz Band (cujo show eu assisti e adorei) e recebe músicos convidados. Também tem uma fundação sem fins lucrativos que desenvolve projetos educacionais e de formação de jovens músicos.

Durante as apresentações no Preservation Hall, é proibido fotografar ou filmar. A ideia é que as pessoas se concentrem na música, em vez de incomodarem os colegas de plateia com câmeras e celulares — é o paraíso ou não é?


BB King's Blues Club, Nova Orleans
Bati ponto no BB King's Blues Club todos os dias
⭐ BB King's Blues Club
1104 Decatur Street, French Quarter

Posso confessar uma coisa? Eu fui ao BB King’s Blues Club todos os quatro dias que passei em Nova Orleans.

É que a música que escapa desse galpão meio com cara de saloon, quase em frente ao French Market, sempre me pegava pelas orelhas e me arrastava para um tamborete no balcão ou para uma das mesas decoradas com imagens das guitarras mitológicas usadas pelo genial homenageado pela casa.

BB King's Blues Club, Nova Orleans
A decoração da casa homenageias as
mitológicas guitarras do Rei do Blues
Ouvi de tudo no BB King’s: Blues, Rock’n’Roll, um pouquinho de Soul Music... Os shows sempre ótimos.

O atendimento é extremamente simpático, dá a sensação que estamos em uma festa de velhos amigos. Os preços são bem razoáveis e a comida foi aprovadíssima (esse é assunto para outro post)

O perigo de ir ao BB King’s Blues Club é a gente entrar lá na hora que abre (11h da manhã) e só conseguir sair na hora da casa fechar, à meia-noite.

O BB King's Blues Club não cobra couvert e adota a política de consumo mínimo de um drinque (a partir de US$ 10) a cada show.

Bourbon Street, Nova Orleans
Bourbon Street: vá cedo se quiser ouvir música sem muita zoeira 
➡️ Música na Bourbon Street
Não vou mentir pra você: Bourbon Street é uma muvuca, versão orleniana do Pelourinho da Terça-Feira da Benção. É animado, é pitoresco — mas exige um certo balé de rua pra administrar o sacolejo.

A Bourbon Street, porém, é incontornável: tem que dar ao menos uma passada por lá pra sentir o clima.

Fui à Bourbon Street em duas das noites que passei em Nova Orleans e me diverti bastante. Meu segredo foi chegar cedo, quando a faixa etária e o interesse do público ainda mantem a zoeira em níveis muito razoáveis.

Bourbon Street, Nova Orleans
Antes da muvuca, à luz do dia, Boubon Street até que é normal
A partir de umas 22h/23h, começam a chegar os grupos de muito jovens e/ou muito bêbados e a coisa começa a perder um pouco a graça por conta da algazarra dentro e fora dos bares, que interfere no prazer de ouvir música — hora de correr de volta para a Frenchmen Street.

Ouve-se de tudo em Bourbon Street, não apenas Jazz — fiquei com a sensação de que tinha muito mais Rock’n’Roll em cartaz nas casas dessa rua do que o estilo que nasceu em Nova Orleans.

Usei o ouvidômetro para montar minha programação, aquela escutadinha ainda na porta, antes de decidir assistir ou não o show que estava rolando.

Maison Bourbon Jazz Club, Nova Orleans
Maison Bourbon Jazz Club: música boa de verdade
➡️ Onde ouvir música na Bourbon Street
Maison Bourbon Jazz Club
641 Bourbon Street

A casa da Bourbon Street que eu realmente gostei foi esse clube de Jazz tradicional e que se orgulha de contar com diversas celebridades na sua pauta de shows — o site do clube cita Harry Connick, Jr, que é filho de Nova Orleans.

O Maison Bourbon Jazz Club não cobra couvert. Os drinques custam a partir de US$ 8.

➡️ Música na Frenchmen Street
Eu sei que a Bourbon Street é mais famosa, mas se você quer mesmo ouvir música — e não usar a música como trilha sonora pra encher a cara e azarar os gatinhos/gatinhas — vai gostar muito mais de Frenchmen Street.

Frenchmen Street, Nova Orleans
A Frenchmen começa cedo: lá pelas 17 horas, já tem música rolando — e a coisa vara a madrugada
Essa rua do Faubourg Marigny começou a se consolidar como meca musical nos anos 80. A Frenchmen Street também reúne muitos turistas farristas, mas o público, em geral, está mais interessado nas apresentações musicais do que em fazer zoeira.

Um termômetro: na Frenchmen, você vai encontrar moradores de Nova Orleans entre os frequentadores, coisa raríssima de se ver na Bourbon Street — e são esses locais que atestam que a qualidade da música na rua do Faubourg Marigny é melhor.

Frenchmen Street, Nova Orleans
Um bar da Frenchmen Street
Apenas três quadras da Frenchmen Street concentram praticamente todas as casas de música ao vivo da rua. Mas a coisa ferve nesse pedacinho, que vai da esquina com a Esplanade Avenue até a Royal Street, onde está o Washington Square Park.

Os bares e clubes da Frenchmen Street geralmente servem refeições ou petiscos. Recomendo experimentar os pratinhos gostosos do Three Muses e as especialidades árabes do Mona’a Café (que não tem música ao vivo).

Casa de Jazz The Maison, Nova Orleans
The Maison: outro lugar onde bati o ponto com regularidade
➡️Bares e clubes na Frenchmen Street
The Maison
508 Frenchmen Street

Bati ponto com alguma regularidade neste bar, sempre atraída pela boa música. O lugar é bem casual, o atendimento é simpático e os drinques são bem decentes.

A casa não cobra ingresso ou couvert artístico. A única obrigação de quem assiste as apresentações musicais é consumir ao menos uma bebida (a cada show). Não vi o preço da cerveja, mas os coquetéis custam US$ 12.

As apresentações em The Maison comçam às 16 horas (sim, tem soirée!!) de domingo a sexta. Aos sábados, a música ao voco começa ainda mais cedo: 13 horas.

O repertório vai do Tradicional Jazz ao Funk, passando pelo Bock, blues e até o mais castiço Bluegrass.

Casa de Jazz Three Muses, Nova Orleans
O Three Muses é muito bacana — se for época de movimento na cidade, é bom reservar com antecedência
Three Muses
536 Frenchmen Street

A música do Three Muses é bacana (assisti a um pianista ótimo) e a comida não fica atrás. O gumbo que experimentei lá foi o mais gostoso que comi em Nova Orleans — e olha que eu abusei do gumbo, que virou meu prato orleniano favorito.

As porções servidas no Three Muses são pequenas, perfeitas para acompanhar a taça de vinho, o coquetel ou a dose de Bourbon — a ronda musical em Nova Orleans não combina com refeições muito pantagruélicas.

A casa é tocada (sem trocadilho) por mulheres e o astral é imensamente acolhedor para quem está sem companhia. Recomendadíssimo.

Three Muses não cobra couvert. A taça de vinho custa US$ 12.

Snug Harbour Jazz Bistro, Nova Orleans
No Snug Harbour não tem essa de conversar no meio do show
Snug Harbor Jazz Bistro
626 Frenchmen Street

Essa casa tem dois ambientes separados, a sala de apresentações e o restaurant, e costuma oferecer uma programação musical com nomes de prestígio, como o pianist Ellis Marsalis, pai de Branford e Wynton, que é presença frequente na pauta de atrações.

Não é fácil conseguir ingresso para as apresentações no Snug Harbour, então, vale a pena reservar. Os shows são realizados às 19h, 20h e 22 horas.

Bar 30º-90º, Nova Orleans
30º/90º: bom pra ouvir e bom pra dançar
30º/90º
520 Frenchmen Street

As coordenadas geográficas de Nova Orleans (30º de Latitude Norte, 90º de Longitude Oeste) batizaram esta casa de programação bem plural. Além do Jazz, é possível assistir shows de Rock’n’Roll, Soul Musick, Southern Rock, Blues e outros estilos.

O bar abre cedo (às 16 horas, de segunda a quinta, e às 11h da manhã na sexta, sábado e domingo) e fecha tarde: duas da manhã nos dias de semana e as quatro da madruga nos fins de semana.

Eles avisam no site que esses são apenas “horários indicativos”: se a farra estiver boa, não tem hora para acabar.

São vários ambientes, incluindo um pátio ao ar livre (que eu não experimentei) com telão. Geralmente, são três shows por noite, começando às 19 horas.

Não cobra couvert. Drinques a partir de US$ 8.

The Blue Nile, Nova Orleans
Blue Nile: o decano da Frenchmen está em plena forma
Blue Nile
523 Frenchmen Street

Se você gosta de Funk (o de verdade), Soul Music e Blues (sem esquecer as Brass Bands), vai amar o Blue Nile, casa tradicionalíssima, apontada como a pioneira entre os clubes de música ao vivo na Frenchmen Street — sim, foi ela a primeira a se instalar no que hoje é a melhor rua musical de NOla.

O clube programa até três shows por noite e recebe a madrugada com DJs bombando no terraço, no último andar. Vá com vontade de dançar.

O Blue Nile costuma cobrar ingressos para os shows das 22 horas (na casa dos US$ 15). Os demais podem seguir a política do couvert artístico ou "mínimo de um drinque" por apresentação.

Louis Armstrong Park, Nova Orleans
No Louis Armstrong Park tem apresentações gratuitas de Jazz

Mardi Gras e festivais de música em Nova Orleans
O evento musical mais famoso de Nova Orleans é (claro!) o Mardi Gras, o Carnaval da cidade, celebrado com desfiles de rua, blocos de pessoas fantasiadas seguindo bandas de jazz e muita farra.

Mardi Gras significa "Terça-Feira Gorda", o mesmo que a nossa Terça-Feira de Carnaval (e as festas caem no mesmo dia. Em 2019, serão dia 5 de março).

O Carnaval de Nova Orleans, porém, começa duas semanas antes da Terça-Feira Gorda (alô, Salvador, da próxima vez que alguém criticar da nossa semana de folia, cite esse exemplo gringo). 

Se você pretende participar da festa, lembre-se de reservar com muita antecedência, pois a cidade costuma lotar a níveis demenciais — e prepare o bolso, pois os preços vão às alturas.

Outro evento concorridíssimo é o New Orleans Jazz & Heritage Festival, realizado no último fim de semana de abril e no primeiro final de semana de maio. Tem música na rua, shows pagos, gastronomia, exposições artísticas...

No começo de abril, tem o French Quarter Jazz Festival, quatro dias (quinta a domingo) com muitos shows, eventos gastronômicos e desfiles.

O Jazz in the Park é uma série de shows musicais gratuitos realizados no Louis Armstrong Park ao longo do ano, às quintas-feiras, a partir das 16 horas (as apresentações são interrompidas durante o inverno).

De repente, a música vem encontrar você no meio da rua. Veja o vídeo:


Música nas ruas de Nova Orleans
Em uma cidade com alma tão musical, é claro que você vai encontrar muitos artistas tocando na rua — essa tradição de Nova Orleans continua vivíssima.

As performances de rua podem acontecer em qualquer lugar, mas a aposta mais segura é procura-las no French Quarter, no entorno de Jackson Square.

Outros pontos onde os músicos de rua batem ponto com regularidade são o French Market, o Moon Walk (calçadão sobre o dique que protege o bairro francês das cheias do Mississípi, com acesso em frente à Jackson Square) a Royal Street (no trecho entre Saint Anne e Canal Street, principalmente) e a Frenchmen Street.

Banda de Jazz no French Quarter, Nova Orleans
Quando você menos espera, lá vem uma banda de Jazz pra sacudir as almas dos passantes
Second Lines
Uma second line (“segunda linha”) de Nova Orleans é o equivalente aos nossos blocos de carnaval.

A banda, geralmente tocando Dixieland Jazz (o estilo mais tradicional e dançante), seria a primeira linha, enquanto o público que vem atrás, se acabando de tanto dançar, seria a segunda linha.

Encontrar uma second line parade não é tarefa difícil nos bairros mais tradicionais de Nova Orleans, como o French Quarter, o Faubourg Marigny e o Tremé.

Afinal, qualquer ocasião for a do cotidiano, até os cortejos fúnebres (aliás, especialmente os cortejos fúnebres) costumam ser motivos para botar o bloco na rua em The Big Easy.

Eu encontrei uma banda descendo a Saint Peter Street em uma normalíssima noite de quarta-feira, com garoa e tudo mais, arrastando uma galera. E atrás das Dixieland Bands, só não vai quem já morreu, certo?

Alguns desfiles das bandas e suas second lines são grandes eventos anuais, com direito a fantasias, alegorias e adereços, promovidas por clubes e associações.

Esses desfiles mais “formais” costumam ser realizados aos domingos. Para se programar, veja esse calendário das second line parades de Nova Orleans.

Bares de jazz em Frenchmen Street
Meu método infalível de escolher os shows: no olho e no ouvido
Como escolher a sua programação musical em Nova Orleans
Eu usei basicamente um aplicativo chamado ouvido: parava na porta do bar, dava uma escutadinha na música e, gostando, entrava pra ver o show. E fiquei fã dessa história de sair pulando de bar em bar e decidindo na hora o que ia assistir.

Outro método bacana: descer toda a Frenchmen Street olhando os cartazes nas portas dos bares e clubes e anotando o que me interessava (como não conhecia os artistas, escolhia pelo estilo musical). Dava pra montar a programação da noite inteira — os shows duram cerca de uma hora e, vocês sabem, a noite é uma criança 😀.

Mas antes de eu descobrir o fantástico mundo do o que ocorrer (risos), anotei alguns sites úteis para checar a programação de música ao vivo nos bares de Nova Orleans.

O que mais consultei foi o site da Rádio New Orleans WWOZ, que divulga a programação do dia nas casas noturnas de Nova Orleans.



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