segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Dicas para organizar uma viagem à Grécia

Prepare-se: o Partenon é apenas uma das maravilhas que você vai ver na Grécia
Atualizado em novembro de 2015

Calma, meninas, ainda faltam cinco meses para o início da melhor temporada para visitar a Grécia. Mas já está na hora de começar a planejar e é exatamente isso ando fazendo. Enquanto abril não chega (princípio da melhor época por lá), estou aproveitando para traçar os primeiros rascunhos do roteiro de um nova visita ao país.

É por isso que resolvi compartilhar com vocês algumas informações que reuni na minha primeira ida à Grécia. São coisas que, se eu soubesse antes, teriam facilitado meu planejamento. Não que a Grécia seja um destino difícil. Mesmo tendo ficado no escuro em relação a algumas questões (embarquei com pouca ou nenhuma informação sobre transporte terrestre, por exemplo), acabei me entendendo perfeitamente com os caminhos.

Confira as dicas e quem sabe vocês também não se animam? Vai que a gente acaba se encontrando por lá no ano que vem :).


Os mosteiros suspensos de Meteora,
na Tessália, a 350 km de Atenas
Controle a ansiedade: não vai dar pra ver tudo...
Olhando no mapa, a Grécia parece pequenininha, se comparada com as vastas dimensões do Brasil. Seus 131.990 quilômetros quadrados caberiam com folga no território do Amapá (142.814 km²) ou do Ceará (148.826 km²). Mas não se iluda: a Grécia é um mundo, um país-continente por sua incrível diversidade de cenários, tradições, climas e heranças históricas.

Você vai ver muitas montanhas, como o Olimpo e o Parnaso, só para citar as duas mais altas e mais famosas. E terá 13 mil km de litoral e 1.400 ilhas para escolher a sua praia. Vai ver um desfile de períodos históricos nas heranças deixadas pelas diversas civilizações que passaram por aquela terra, das poderosas cidades da Idade do Bronze, como Micenas, ao esplendor da Grécia Clássica, em Atenas, às memórias dos impérios de Alexandre, dos romanos, bizantinos e otomanos.

Você não precisa escolher apenas uma faceta desse país tão generoso em atrações. Mas esteja preparada para alguns dilemas (e para fazer muitos cortes) na hora de montar o roteiro. 

Acredite: o mergulho neste mar nem é
o principal atrativo de Lindos, na Ilha de Rodes
Quando montei minha primeira viagem, sofri um bocado para deixar de fora alguns lugares que sempre estiveram nos meus sonhos. Foi o caso de Creta, porque na época não encontrei passagens aéreas para a ilha a preços palatáveis. Também foi o caso de Olímpia, que ficou meio contramão no meu roteiro pelo Peloponeso (era ela ou Monemvasia). A badalada Santorini também ficou para a próxima: o orçamento para três dias na ilha, contando a passagem aérea, equivalia às despesas de mais de uma semana em outras partes igualmente maravilhosas da Grécia.

O consolo é que a Grécia está lá há pelo menos 4 mil anos e não vai sair correndo. Como eu espero comprovar na prática, sempre é possível voltar.

Ver a lua cheia nascer em Monemvasia me exigiu renúncias...

... mas tente diversificar
A maioria dos roteiros na Grécia contempla uma passadinha em Atenas pra ver a Acrópole, mais a dupla de ilhas Mikonos e Santorini, no Arquipélago das Cíclades (que devem ser lindas e estão na minha lista). Só que a diversidade da Grécia merece mais da nossa investigação e curiosidade.

Eu adorei Atenas e acho um pecado passar correndo por lá. E morri de paixão pelo Peloponeso, cheio de maravilhas da Grécia Clássica — Corinto, Tirinto, Argos e Micenas, só para citar algumas —e dono de praias de cair o queixo.

Pense no Norte quase balcânico, onde se destaca Tessalônica, a cidade de Alexandre, o Grande, ou nas planícies da Tessália, de onde brotam as inquietantes formações rochosas que abrigam os mosteiros suspensos de Meteora. Ou em destinos espirituais cheios de significados, como Delfos e Epidauros (famoso pelo magnífico teatro), em ilhas que são um curso completo de história, como Rodes.

Antigo posto de vigia na Fortaleza de Acronafplia,
 em Nafplio, a fofa do Peloponeso
Não canso de recomendar a deliciosa Nafplio (ou Nauplion, como também é transliterado o nome da cidade), primeira capital da Grécia independente e que reúne as três maiores referências da Grécia — vestígios históricos importantes, praias e paisagens lindíssimas. Uma cidade espetacular, fácil de chegar a partir de Atenas (duas horas de ônibus) e que tem tudo para arrebatar seu coração.
A linha reta funciona nos mapas, não na vida real
A elegância discreta das retas é marca da arquitetura,
 mas não dos caminhos
(Stoa de Átalo, Ágora Antiga de Atenas)
Nos deslocamentos por terra, prepare-se para percursos nem sempre tão lineares. As estradas que usei na Grécia estavam, em geral, em excelente estado. Mas lembre-se que boa parte do território do país é montanhoso. O percurso entre dois lugares que parecem tão pertinho, no mapa, pode tomar muito mais tempo do que a gente imagina, nas curvas e sobe e desce do caminho.

Por exemplo: quem vê a distância entre Nafplio e Tripoli no Googlemaps não imagina as subidas descabeladas, as descidas-frio-na barriga e a infinita sucessão de curvas beirando o precipício da estrada. A prudência sempre manda pegar leve em estradas desconhecidas   mesmo nas monótonasColoque uma folga maior de tempo na hora de programar os deslocamentos.

Quem dera todos os lugares lindos fossem
 tão fáceis de chegar quanto Epidauros
Se esse aviso já é essencial pra quem viaja de carro, quem viaja de ônibus deve multiplicar essa atenção. Não é incomum precisar de uma ou mais baldeações para conseguir chegar a cidades que parecem próximas, mas que não contam com transporte “ponto a ponto” entre elas.

Resumindo: dia de deslocamento é dia de deslocamento — aliás, essa máxima vale para praticamente qualquer viagem. Deixe a programação grandiosa para a manhã seguinte.

Transporte público: não tem trem, mas dá pra ir de ônibus
Exceto na rota Atenas-Tessalônica (as duas maiores cidades do país), não há transporte ferroviário de passageiros digno de nota na Grécia. Acostumada a chegar a (quase) qualquer lugar da Europa de trem, achei que isso fosse ser um problema, mas consegui me virar direitinho com os ônibus entre Atenas e os diversos lugares do Peloponeso que visitei, sem queixas. A Delfos e Meteora eu fui com uma agência, mas também é tranquilo chegar a essas duas maravilhas de ônibus comum.

Com duas horinhas de ônibus, partindo de Atenas, você estará aos pés da Fortaleza de Palamidi, em Nafplio, um colosso que paira 200 metros acima da cidade
O serviço de ônibus é feito pela empresa estatal K-TEL, que chega a praticamente todos os cantos do país. Os carros estão no padrão médio de conforto, com espaço razoável entre as poltronas. Não encontrei toalete a bordo em nenhum dos ônibus que peguei por lá, mas a estrutura das paradas de estrada e estações rodoviárias era sempre decente, com banheiros imaculadamente limpos. Essas paradas sempre têm uma lanchonete honesta e, na maioria das vezes, WiFi gratuito de boa qualidade.

O ar condicionado dos ônibus geralmente funcionava direitinho (viajei em setembro, quando o pior do calor já tinha passado). Só na viagem de Monemvasia até Esparta é que tive motivos para reclamar -- o dia estava espantosamente quente.

O ônibus é bem prático para viajar pelo Peloponeso,
onde estão maravilhas como Micenas, a cidade de Agamenon
Aqui no blog você encontra dicas detalhadas sobre como chegar de ônibus a Nafplio, Micenas, Epidauros, Monemvasia, Delfos, Meteora e às Termópilas, basta consultar os posts específicos sobre cada uma dessas localidades.

Para saber como circular em Atenas, ir ao Cabo Sounio e chegar ao Porto de Pireus:
Atenas e arredores:dicas de transporte

As informações sobre transporte em Rodes estão neste post:
Como circular pela Ilha de Rodes


A alma da Grécia está no mar, mas às vezes é melhor ir de avião
(Porto de Mandráki, onde ficava o Colosso de Rodes)
Navegar é preciso (e delicioso), mas nem sempre é a melhor solução
Bem antes de "as negras naus" dos helenos aportarem em Dardanelos, diante das muralhas de Troia, a identidade grega é indissociável da navegação. Em um país com aquelas 1.400 ilhas que citei lá no começo, parece absolutamente natural planejar a maioria dos deslocamentos por mar, mas o que comprovei, na prática, é que vale muito mais a pena cobrir as distâncias mais longas de avião. 

De Atenas (Pireus) a Rodes, por exemplo, dependendo do tipo de embarcação (há ferries, catamarãs e lanchas), a viagem vai durar entre 12 e 17 horas, contra 50 minutinhos de voo. Da capital a Heraklion, em Creta, são nove horas, no mínimo. De Pireus a Thira (Santorini), você vai gastar oito horas no trajeto.

Para aproveitar o prazer de navegar, escolha trajetos mais curtos. A Ilha de Sými é uma ótima escapada para quem está em Rodes
De Atenas ou Nafplio, a pedida é um passeio a Hidra...
Pra não ficar na vontade de navegar naqueles mares mitológicos, faça passeios curtos, como às Ilhas Argo-Sarônicas (facílimas de visitar a partir de Atenas ou Náfplio), a Egina e a Skopelos (onde foi rodado o filme Mamma Mia), ambas bem próximas da capital, ou entre as ilhas de um mesmo arquipélago. De Rodes, por exemplo, dá para visitar ilhas maravilhosas, como Cárpatos, Cós, Sými e Kastelorizo.

Outro ponto que você precisa levar em consideração é que o Egeu é muito mais que um mar. É uma entidade de temperamento forte e chegado a uns solavancos no período que vai de outubro a março, quando muitas linhas regulares de transporte marítimo interrompem ou reduzem suas frequências esperando as águas se acalmarem. Não naveguei no Mar Jônico, mas, segundo relatos, ele é menos "eloquente" :).

A Cidadela dos Cruzados, em Rodes...
... e o Kastro de Monemvasia, herança bizantina: além das maravilhas do período clássico, a Grécia também é um show de preciosidades medievais
Relíquias do Mosteiro de São Miguel, em Panormiti,
 na Ilha de Sými
Segurança: um país cordial
Quando a gente lembra das turbulências econômicas que a Grécia vem enfrentando desde 2008, com taxas de desemprego estratosféricas (na casa dos 50% entre os jovens e acima de 20%, entre a população em geral), quase não acredita que as taxas de criminalidade no país permaneçam entre as mais baixas da Europa.

Já viajei sozinha pra um monte de lugares, mas nunca me senti tão sossegada como na Grécia, um país que deixa a gente mal acostumada. Talvez o maior risco seja esse: é tudo tão na boa que convida a uma bobeira, do tipo não cuidar da bolsa no meio de uma aglomeração.

Cumpra aquele bê-a-bá clássico da segurança e aposto que vai dar tudo certo.
Ah, antes que eu esqueça, a Grécia tem o menor consumo de álcool per-capita da Europa.

Santuário de Delfos, centro espiritual da Grécia Clássica

Sobre segurança e viajar sozinha por lá, confira esse post detalhadinho aqui:
Algumas coisinhas que aprendi sobre a Grécia

Se você se preocupa com a situação política da Grécia e as manifestações de rua, leia este post:
Os viajantes, as crises e a vida real

A maioria dos luxos da Grécia não custam nada, como um mergulho na praia de Scholi, na Ilha de Spétses, no Arquipélago Argo-Sarônico
Gastos: nem parece que a moeda é o euro
A Grécia é um país barato. Quase escandalosamente barato. Claro que as esbanjadoras compulsivas não vão se queixar: há muita oferta na área do turismo de luxo por lá. Mas mortais como eu e você temos todas as chances do mundo de fazer uma viagem linda a preços módicos.

Dá para se hospedar na casa dos 50 euros em lugares mais que decentes e fazer uma refeição gostosa por 10 euros. Uma pousada baratinha, na Grécia, era sempre muito mais limpa, ensolarada, ventilada e bem cuidada do que a gente se acostuma a ver por aí. 

Nos passeios, também, a medida é econômica: entrada de atração mais cara que paguei por lá foi a da Acrópole (com direito a visitar também a Ágora Antiga, o Templo de Zeus Olímpico e o Cemitério de Kerameikos), que custou 14 euros. Agora, pense que uma voltinha no London Eye custa 21 libras e me diga...

Tem dicas de hospedagem de todas as cidades que visitei na Grécia aqui no blog. Cheque os posts específicos.

Nafplio vista da Fortaleza de Palamidi
Comunicação/internet
Sabe uma coisa que me deixava boba, na Grécia? Como é que um país pobre e em crise consegue oferecer conexão de internet gratuita e de qualidade em tudo quanto é canto. O WiFi público geralmente está disponível nas praças e lugares de grande concentração.

Por exemplo, a cidade de Gefira, em frente a Monemvasia, tem 23 mil habitantes e pelo menos duas redes de WiFi público. Em Rodes, toda a área do mercado e do Porto de Mandráki oferecia conexão gratuita com a internet.

Sem contar que qualquer hotel, restaurante, bar, taberna ou biboca perdida nos confins do país oferece WiFi gratuito aos clientes — muitas vezes a gente nem precisa pedir a senha. O garçom já passa o código, antes de anotar o pedido.

No Sítio Arqueológico de Epidauros, você vai encontrar muito mais do que o famoso teatro. O local era um complexo dedicado à cura, com belos templos, alojamentos e um estádio 
Com tudo isso, vou ficar devendo uma boa dica sobre a compra de chip local para o celular (se souber de alguma, please, deixa lá na caixinha de comentários). É que eu simplesmente não precisei e nem lembrei dessa necessidade.

Resumindo: depois de viajar pela Grécia, fiquei ainda mais implicante com hotéis que cobram um rim pela diária e têm a canguinhagem de cobrar a conexão com a internet como extra.

Na hora de arrumar a mala, lembre-se:
Faz mesmo muito calor na maior parte da Grécia, entre abril e outubro. Mas isso não significa que você possa fazer uma mala só de biquínis, cangas e shortinhos. Primeiro, porque o planeta anda maluco — nem pense em viajar pra lugar nenhum sem checar direitinho a previsão do tempo para os dias que e vai estar por lá. 

Além disso, como falei lá no começo, a Grécia é muito diversa. Enquanto eu andava de vestidinho sem mangas por Atenas, no começo de outubro, já tinha gente de casaco de lã nas ruas de Tessalônica. 

Não esqueça de reservar tempo para ver com calma pelo menos dois museus em Atenas, o de Arqueologia (foto) e o da Acrópole
Terceiro: a Grécia é geralmente mais recatada que o calçadão de Ipanema. Para entrar em mosteiros e igrejas, por exemplo, é exigida uma indumentária comportada — mulheres de saia, ombros cobertos, homens de calça comprida. Ninguém vai ser hostilizado por estar na rua com muito pouca roupa, mas é como andar com um letreiro pendurado nas costas, avisando que é turista.

E não precisa carregar a bagagem toda pra todos os cantos
Os hotéis de Atenas normalmente guardam a bagagem dos hóspedes, sem custo, depois do check-out, para quem quer fazer uma escapada às ilhas e outras localidades sem carregar toda a tralha. Verifique se o seu hotel faz essa gentileza e, no caso de viagens curtas a partir da capital, aproveite.

A Grécia na Fragata Surprise
Atenas
Cidade de Rodes: a memória dos cruzados e a herança otomana  


Curtiu este post? Deixe seu comentário na caixinha abaixo. Sua participação ajuda a melhorar e a dar vida ao blog. Se tiver alguma dúvida, eu respondo rapidinho. Por favor, não poste propaganda ou links, pois esse tipo de publicação vai direto para a caixa de spam.
Navegue com a Fragata Surprise 
Twitter     Instagram    Facebook    Google+

13 comentários:

  1. Belíssimas as fotos e os teus relatos. Fiquei com uma saudável inveja :)

    ResponderExcluir
  2. Obrigada, Patrick. São dois países lindos e muito inspiradores. Vou demorar meses para postar tudo, rssssss.

    ResponderExcluir
  3. Cyntia, Parabéns por compartilhar conosco imagens tão bonitas e relatos perfeitos. fui a Grécia e Istambul mas não tenho nada a acrescentar em seus relatos. Aliás estou aprendendo muito mais com eles.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Nossa, Adelaide, obrigada!!!! É sempre um prazer compartilhar as experiências e as emoções de viagem, é outra maneira de continuar na estrada, de prolongar a felicidade que cada jornada me despertou. E é muito mais bacana quando sei que outras pessoas curtiram. Obrigada por navegar na Fragata Surprise.

      Excluir
  4. Agora deu saudades, passei tres semanas na Grecia neste verao de 2015. Na ultima semana aluguei um carro com meus filhos pequenos e exploramos a regiao da Argolida. Muitas boas lembrancas. Esta foi minha terceira vez na Grecia e certamente nao sera a ultima.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A Argólida é um xodó, né? A Grécia é pra voltar sempre e muito :)

      Excluir
  5. Oi estou pensando em passar a lua de mel na Grecia, 20 dias, mas nao faço ideia de quanto pode custar e quais lugares posso visitar. Você saberia me dizer um valor aprox. por dia de uma viagem normal (sem ostentações)?
    Obrigado

    ResponderExcluir
  6. Rafael, a melhor maneira de fazer esse levantamento de custos é traçar um roteiro e começar a pesquisar hotéis e deslocamentos. Os preços variam muito, de acordo com a região do país (algumas ilhas são caras), tipo de hotel, etc. Com um roteiro traçado, fica mais fácil vc montar sua estimativa de gastos.

    ResponderExcluir
  7. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  8. Cynthia, vi seu post de 2012 e amei a dica de hotel em Atenas, mas está lotado nos dias em que vou... Queria algo do gênero, bem localizado e com bom preço, não sei se por acaso você tem alguma dica mais recente! Fui à Grécia em 2011, mas era jovem e fiquei em albergue (rs). Agora vou com o marido, queria ficar num bairro legal mas sem gastar demais. Obrigada!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Kamille,
      O melhor é você consultar os sites de busca de hospedagem e checar as informações mais recentes dos hóspedes. Foi assim que escolhi minha hospedagem em Atenas.

      Aproveite a linda Grécia, ando com saudades de lá :)

      Excluir
  9. Estou de férias na Grécia e vai aí o valor do chip para Wi fi. Na Vodafone custa 10 euros por 30 dias com 8 GB. Adorei o blog, peguei várias dicas muito úteis. Obrigada! Silvia

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oba, obrigada pela dica, Silvia. Legal saber que o blog foi útil :)

      Excluir