24 de maio de 2015

MAR - Museu de Arte do Rio

O terraço do MAR ,
com vista para as montanhas e a Ponte Rio Niterói 
Atualizado em junho de 2018

Nessa nova safra de museus e espaços culturais do Rio de Janeiro, o MAR – Museu de Arte do Rio, merece ir para o topo de sua lista de prioridades. Inaugurado em 2013, na Praça Mauá, esse museu foi paixão à primeira vista pra mim.

A começar pela arquitetura. A sede do MAR é resultado do felicíssimo “casamento” entre os dois edifícios que compõem o museu é daquelas alegrias raras. A pauta do museu também é interessantíssima - vi uma mostra sobre mulheres modernistas, com obras de Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e outras brasileiras de cair e o queixo.

Pra completar, o MAR tem uma senhora vista para a nova zona portuária do Rio e a Baía de Guanabara.

Preciso dizer mais? Veja as dicas para organizar a visita:

Os dois edifícios unidos pela cobertura
☑️ Museu de Arte do Rio - a arquitetura
A sede do MAR é o resultado da integração de dois edifícios de épocas e estilos bem diferentes. Um dos prédios é o Palacete Dom João VI, de 1916, em estilo eclético (ou “bolo de noiva”), que chegou a ficar mais de 20 anos em estado de completo abandono, até o início das obras para a instalação do museu. É nele que funcionam as salas de exposição.

O outro edifício é um velho terminal rodoviário de traços modernistas, onde agora funciona a Escola do Olhar do MAR.

O projeto arquitetônico do museu interligou os dois edifícios por rampas e estendeu sobre os dois uma belíssima cobertura de concreto, de traçado ondulado como as ondas do mar — pairando lá no alto, a estrutura parece uma peça leve e esvoaçante.

O Palacete D. João VI e a Praça Mauá.
A construção que você vê no píer, à direita,
é o Museu do Amanhã, com projeto de Santiago Calatrava 
O MAR evoca um dos meus museus preferidos no mundo, o Centro de Artes Reina Sofia, em Madri, exatamente nesse diálogo inteligente entre um edifício antigo e um prédio moderno.

E eu simplesmente pirei com a arquitetura do museu carioca. Não satisfeita em encher os cartões de memória de três câmeras fotográficas com detalhes desse meu novo xodó, ainda não cansei de brincar com as imagens aqui no computador, adicionando efeitos e prolongando o namoro, como você pode ver pelas fotos deste post.

Fiquei doidinha por essa escadaria...


☑️ As exposições do MAR
Mas nem só de projetos arquitetônicos vivem os bons museus e a boa notícia é esta: o “recheio” do MAR também é muito legal. Ele não tem um acervo fixo e mantém uma programação animada e selecionadíssima de mostras temporárias. Motivo para voltar muitas vezes ao Museu de Arte do Rio.

Por exemplo, durante a minha visita, vi três exposições muito bacanas. 

 A primeira delas foi Rio – Uma paixão francesa, seleção de fotografias que mostram a cidade desde o Século 19 até o presente, pelo olhar de pesos pesados como Marc Ferrez (1843-1923), pioneiro e cronista essencial da cidade no tempo do Império e no início da República, e o modernista José Oiticica Filho (1906-1964), um narrador privilegiado daquele Brasil imaginado por Niemeyer e sua turma.

As imagens dessa mostra pertencem a acervos importantíssimos, como o do Beaubourg de Paris (Centre Georges Pompidou), da Maison Européenne de la Photographie (MPE), Société Française de la Photographie e Musée Nièpce, mostrando que o MAR não está para brincadeiras e faz parcerias com instituições importantes para trazer sempre coisas interessantes para o Rio.



També, fiquei louca pelas fotos da exposição Kurt Klagsbrunn, um fotógrafo humanista no Rio (1940-1960). Gente, que arista espetacular!! Kalgsbrunn era austríaco e chegou ao Brasil em 1939, refugiado da perseguição nazista aos judeus. Para nossa absoluta felicidade, soube ter um olhar absolutamente terno, cúmplice e maravilhado pelo Rio de Janeiro.



A exposição Rio – Uma paixão francesa
Não bastasse tudo isso, ainda tinha a exposição Tarsila e Mulheres Modernas no Rio, outro evento imperdível no MAR. Bastaria a seleção fantástica de obras de Tarsila do Amaral, mas também tinha Anita Malfatti (que pintora excepcional foi essa mulher!), Lygia Clark, Djanira...



⭐ MAR - Museu de Arte do Rio 
Praça Mauá nº 5, de terça a domingo, das 10h às 17 horas. Ingresso: R$ 20, com meia entrada para estudantes. Maiores de 60 anos não pagam e às terças feiras a entrada é gratuita para todos os visitantes.

➡️ Como chegar ao MAR
O melhor é ir de VLT ( tarifa: R$ 3,80). A parada Museus da Linha Azul deixa você bem em frente.

As estações de metrô mais próximas do MAR são a Presidente Vargas (a 1.200 metros) e a Uruguaiana (a 1.000 metros).

O MAR tem um bicicletário e se você curte pedalar, pode ser uma boa pedida. Bolsas, mesmos as menores, precisam ser deixadas no guarda volumes.

No térreo do MAR, não deixe de ver o "Projeto Morrinho", iniciado na comunidade de Pereira da Silva, em Laranjeiras. Em 1997, Nelcirlan Souza de Oliveira, então com 14 anos, começou a a reproduzir o cenário da favela, com tijolos e outros materiais recicláveis
O MAR tem um café, no térreo do edifício modernista, e um restaurante, o Mauá, no terraço do sexto andar. Nós experimentamos o restaurante e as minhas impressões estão neste post.

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4 comentários:

  1. Excelente. Em breve deverei conhecer esse museu.

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    1. Acho que vc vai gostar :) Minha curiosidade, agora, é para visitar o Museu do Amanhã, que anida estava em obras na última vez que estive no Rio.

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  2. Parabéns, já conheço o museu, mas viajei lendo seus relados!!!

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