quinta-feira, 27 de abril de 2017

Cidade do México - dicas práticas


A sala dedicada à cultura Maia no imperdível Museu Nacional de Antropologia, na Cidade do México



Agora que você já tem uma sugestão de roteiro e dicas de hospedagem e transporte, está na hora de começar a organizar a viagem para a maravilhosa Cidade do México — agora que fui, fico me perguntando por que demorei tanto...

Neste post eu organizei uma série de dicas práticas para ajudar no seu planejamento: como chegar, como é o processo na Imigração e na Aduana, como organizar seus passeios, quanto tempo ficar, como é o clima e os cuidados com a altitude. Também tem dicas sobre câmbio e quanto dinheiro levar e sobre chip de celular, pra ficar sempre conectada (e poder chamar o Uber na hora que o metrô estiver impossível).

"Lamento" informar que agora você não tem mais desculpas. E que você vai se apaixonar pela Cidade do México. Veja as dicas:


O Anjo da Independência, monumento e mausoléu dos heróis da emancipação do México, no Paseo de la Reforma
Como chegar
São várias as opções de voo do Brasil para a Cidade do México. Copa Airlines (com conexão no Panamá) e Avianca (com conexão em Bogotá) são as duas empresas que mais apareceram nas minhas pesquisas. A Aeroméxico e a Latam têm voos diretos de Guarulhos (SP) para a capital mexicana.

Mas a melhor opção (preço, horários e duração da viagem), no período em que comprei a passagem, foi a American Airlines, que voa direto de Brasília para Miami e opera de lá para a capital mexicana.

De Brasília a Miami são sete horas de voo. De Miami à Cidade do México, mais 2h30.

O Bosque de Chapultepec, maior parque urbano das Américas (tem o dobro do tamanho do Central Park, de Nova York), tem museus, um lago, áreas para piquenique e veredas deliciosas para caminhadas
Imigração e Aduana

Brasileiros não precisam de visto para visitar o México, em viagens de menos de 90 dias. Basta o passaporte.

Na ida, minha parada em Miami foi só de seis horas (das 4h às 10 da manhã). Foi preciso passar pela Imigração americana, onde esperei cerca de 40 minutos na fila. Minha mala seguiu direto para o México. Nem preciso lembrar que quem faz conexão nos Estados Unidos tem que ter um visto válido para entrar naquele país, né? Se você precisa fazer o visto americano, dá uma olhada neste post: Piece of cake: é simples e rápido fazer o visto americano em Brasília.

No aeroporto da Cidade do México, passei pela imigração local e pela Alfândega e fui selecionada para inspeção física da bagagem. Toma um tempinho, mas é um processo tranquilo.

Ainda no avião, o o viajante recebe dois formulários (um da Imigração, outro da Aduana do México) que precisam ser preenchidos e apresentados no desembarque.

O Templo de Quetzalcoatl, a Serpente Emplumada, em Teotihuacan, e um detalhe do mural Alegoria da Revolução, no Castelo de Chapultepec
O agente da Imigração carimba o passaporte e o formulário e o turista fica com o canhoto desse documento. Guarde-o com cuidado, pois ele terá que ser apresentado na saída do país, quando você fizer o check-in no voo de volta para casa. Ele será anexado ao seu cartão de embarque e recolhido pela companhia aérea. Esse é o único procedimento requerido na saída do México: você não passa pela imigração nem tem o passaporte carimbado na hora de ir embora. 

Na viagem de volta, foram 12 horas de espera em Miami e eu aproveitei para passear (veja este post: Miami - como aproveitar uma conexão). Passei pela imigração americana, novamente. Desta vez, o processo foi mais rápido, com a checagem eletrônica dos passaportes. Ao chegar ao guichê, só foi preciso responder algumas perguntas ao agente. A mala veio direto do México para Brasília.

Como ficar conectada
"Ao vivo" do Instagram da Fragata: o interior da Catedral do México e a maravilha art déco do Palácio Nacional de Bellas Artes
Praticamente todos os bares e restaurantes onde estive, na capital mexicana, ofereciam WiFi gratuito aos clientes. O aeroporto também tem uma rede com acesso livre e a conexão do Maria Condesa Boutique Hotel, onde me hospedei, era ótima.

Como vocês já sabem, porém, eu já não vivo sem conexão 24 horas com a internet — ainda mais agora, que o celular tem a nova função de chamar o Uber. Nesta viagem ao México (com a paradinha estratégica em Miami), voltei a usar o EasySim4U, um chip de celular que funciona em 140 países. Já tinha gostado do serviço na viagem à Itália e à Espanha, em janeiro, e repeti a dose agora. O serviço funcionou muito bem.

O oratório dá um toque singelo ao elegante Parque México, no bairro de Condesa
Para mais informações, veja este post: 
Chip de celular no exterior: minha avaliação do EasySim4U

Como organizar os passeios
Na Cidade do México, ter um roteiro organizado com antecedência é muito importante, por conta das distâncias e do trânsito (quer inspiração? Veja este post: Cidade do México: roteiro de 7 dias em uma metrópole espetacular).

Visitei o México na Semana Santa, quando as escolas estão de folga desde a segunda-feira. As principais atrações da cidade estavam bem concorridas.

A famosa Casa Azul, onde Frida Kahlo viveu e trabalhou
Não comprei entradas com antecedência para nenhuma das atrações — eu curto poder mudar de ideia na última hora. Me arrependi de não ter feito isso quando fui ao Museu Casa de Frida Kahlo, que é atualmente a segunda atração mais visitada do México. Mesmo chegando lá às 9:50h, dez minutos antes de abrir, a fila estava quilométrica. Outro lugar onde mofei na fila da bilheteria foi no Castelo de Chapultepec.

Nas demais atrações, o tempo de espera na fila foi inferior a 10 minutos.

Quanto tempo
Fiquei sete dias na Cidade do México, contando a chegada. Cheguei no sábado, na hora do almoço, e fiquei até a madrugada do sábado seguinte. Achei um tempo bem redondinho pra ver as grandes atrações da cidade sem correria, com tempo para relaxar nos cafés, ler o brilhante mexicano Octavio Paz (finalmente!!) e fazer people watching sem culpa.

Apertando mais o ritmo, cinco dias podem ser suficientes para cumprir o meu roteiro. Em quatro dias, seria uma maratona.

O São Jorge de Salvador Dali em uma exposição ao ar livre de esculturas do artista, no Paseo de la Reforma
Clima
Neste começo de primavera, a Cidade do México estava brincando de desfilar estações do ano. As manhãs eram muito fresquinhas e agradáveis, com céu muito azul. À tarde, esquentava bastante e sempre caía uma chuva rápida, mas intensa, no começo da noite, derrubando a temperatura outra vez. O termômetro ia dos 12 graus aos 30 graus na maior desenvoltura. Um casaquinho leve de lã resolveu bem essas oscilações.

Mesmo com as pancadas de chuva, senti o clima muito seco, como o de Brasília eu seus dias mais danadinhos. Lábios ressecados e pequenos (bem discretos, mesmo) sangramentos nasais são os principais sintomas. Ter um protetor labial sempre à mão e beber muita água é essencial.

A Alameda, no Centro Histórico, foi, até meados do Século 20, o passeio preferido dos elegantes. Ganhou até um mural de Diego Rivera 
O México fica no Hemisfério Norte, portanto tem as “estações trocadas” em relação às nossas. A Cidade do México não costuma registrar máximas muito tórridas nem mínimas glaciares. Os meses mais quentes são abril e maio (com temperaturas máximas na casa do 26). Os mais chuvosos são julho e agosto, o verão deles. No inverno, em janeiro e fevereiro, os termômetros podem cair a 7 graus, à noite, mas ficam na casa dos 15 ao longo do dia

Altitude
A Cidade do México está a 2.250 metros acima do nível do mar. Para quem vive em Brasília (a 1.172 metros), a subida é suave e eu praticamente só sentia a diferença de altitude no esforço de escalar as escadarias do metrô.

Quem vive no nível do mar, porém, deve estranhar a diferença. Pegue leve nos primeiros dias e procure dormir bem.

Grifes caríssimas, arquitetura grandiloquente... O Palácio de Hierro, do elegante bairro de Polanco, é o shopping mais exclusivo da Cidade do México. Pra mim, é só um lugar para ver por fora 
Dinheiro
A moeda local é o peso mexicano, que hoje está valendo R$ 0,16. São raríssimos os lugares que aceitam moeda estrangeira (e, certamente, vão oferecer uma cotação desinteressante). Então você vai ter que fazer câmbio e a melhor moeda para levar é o dólar.

Eu já viajei com pesos mexicanos — dei sorte de encontrar a moeda na casa de câmbio onde fui comprar os dólares. A cotação não estava grande coisa, mas considerando a praticidade e que quanto mais a gente converte, mais perde dinheiro, achei bom negócio.

Fachada lateral da Igreja de Santa Veracruz, a mais antiga da Cidade, e o pórtico do Museu Franz Mayer, no Centro Histórico

Gabi Muniz, do blog Projeto 101 Países, achou o câmbio dentro do aeroporto mais vantajoso do que no Centro da cidade.

Os cartões de crédito são muito bem aceitos, mas o dinheiro vivo é essencial para pagar táxis, transporte público, comida de rua e ingressos em algumas atrações.

Com o hotel já pago, gastei cerca de 5.500 pesos mexicanos (cerca de R$ 920) em sete dias, pagando todas as refeições, lanches, táxis, transporte público, ingressos para atrações, lembrancinhas (quase todas compradas em lojas de museus) e livros, que foram as únicas compras que fiz por lá . A única coisa que paguei no cartão de crédito foram as corridas do Uber. Sim, a Cidade do México é um destino barato!


Mais sobre esta viagem
Miami: como aproveitar uma conexão


Curtiu este post? Deixe seu comentário na caixinha abaixo. Sua participação ajuda a melhorar e a dar vida ao blog. Se tiver alguma dúvida, eu respondo rapidinho. Por favor, não poste propaganda ou links, pois esse tipo de publicação vai direto para a caixa de spam.
Navegue com a Fragata Surprise 

Nenhum comentário:

Postar um comentário