13 de maio de 2018

Onde comer em Lima

Olha este ceviche e me fala se não é para correr para o aeroporto e pegar o primeiro voo pra Lima
O que você faz quando visita a capital gastronômica da América-Latina? Come, é claro — come muito e muito bem. Assim foram os nossos dias na deliciosa (em muitos sentidos) Lima, uma cidade que me encanta mais a cada visita. Eu e meus sobrinhos (Bruno e Carolina) fizemos uma farra.

Comer em Lima é tão bom que a cidade nem precisaria ter um astral tão legal, um visual tão instigante e tanta coisa legal pra fazer. Bastava me fisgar pelo paladar, coisa que ela fez de modo inapelável, irreversível e inesquecível. Uma festa de ceviches, causas, lomos saltados, frutos do mar de todo tipo e sobremesas de perder o fôlego, como o famoso suspiro limenho.

Causa com camarões e suspiro limenho: dois motivos par colocar a capital peruana na sua lista de desejos de viagem
Só de selecionar as fotos pra este post, já me peguei, “sem querer”, pesquisando passagens para a capital peruana. Quando você conferir as tentações da mesa limenha que vou mostrar aqui, aposto que vai fazer o mesmo.

Enquanto eu e você não pegamos o avião, vamos afiando as papilas gustativas com essas dicas de pratos e restaurantes:

As falésias de Miraflores vistas do salão do Restaurante Tanta, no  Larcomar 
➡️ Onde comer bem em Miraflores
No bairro mais turístico de Lima, a oferta de bons restaurantes é grande, variada e tentadora. Foi lá que exercitamos mais nossas encarnações de Pantagruel, até porque estávamos hospedados em Miraflores e é sempre agradável voltar caminhando para o hotel, depois do jantar. Veja o que experimentamos:

Esse balcão do Tanta vou muito as nossa caras: um docinho antes de dormir cai bem
⭐ Tanta
🏠 Shopping Larcomar – Malecón de la Reserva nº 610, Miraflores (e vários outros endereços. Veja no site). 
🕒 Diariamente, das 9h à meia-noite. 


Entradinhas do Tanta: perfeição em pequenos bocados
O Tanta faz parte do pequeno império do superchef Gastón Acúrio e foi lá que fizemos a nossa primeira refeição de verdade em Lima, um almoço de responsa com bonita vista para as falésias de Miraflores. 

Aliás, escolhemos a unidade que fica no Larcomar — o shopping pendurado nas falésias de Miraflores — exatamente por isso: o Tanta já ganha a gente de cara, por seu salão envidraçado. O atendimento é muito cortês e eficiente e a comida estava ótima. 

Começamos a farra de estreia na comilança limenha com duas entradinhas geniais: ceviche de ostras, servidos nas conchas, e wantons fritos com recheio de camarões. Perfeitos.

Seco de carne, comida caseira à moda limenha
O prato de ravioli de carne assada que fez nosso colunista gastronômico flutuar
Como pratos principais, eu pedi o seco de carne, um ensopado típico peruano, acompanhado de arroz e feijão. Bruno, nosso colunista de Gastronomia aqui na Fragata, quase flutuou com ravioli de asado com molho de vinho e creme de mostarda. Carolina também ficou muito feliz com o classiquíssimo lomo saltado, um dos pratos mais populares do Peru que o Tanta prepara divinamente 

Lomo saltado, tradição que bate um bolão
As sobremesas do Tanta, criadas por Astrid Gutsche, parceira de Acúrio na vida e na gastronomia, mereceriam um post só pra elas, de tão sensacionais. O suspiro limenho é o melhor que já provei (e olhe que eu gosto desta sobremesa clássica peruana). A esfera de chocolate e as lucumitas (doce que combina chocolate com lúcuma, uma fruta peruana que virou minha paixão) também é de de rasgar a roupa.

As sobremesas de Astrid merecem um post (e uma ode). Acima, a esfera de chocolate, abaixo, a lucumita e, ele de novo, o inenarrável suspiro limenho


Ficamos tão fãs das sobremesas do Tanta que aproveitamos a proximidade do restaurante com nosso hotel e passávamos lá todas as noites para comer um docinho. 

Nosso almoço no Tanta, para três pessoas, com bebidas alcoólicas e refrigerantes, ficou na casa dos 200 soles (US$ 60/ R$ 220).

Mais sobre os restaurantes deste super chef peruano: Minha vida com Gastón (Acúrio)

Bodega de la Trattoria: ambiente elegante e um senhor jantar

⭐ Bodega de la Trattoria
🏠 Armendariz nº 299 – Miraflores 

Este restaurante foi uma dica da nossa querida amiga Suzane Tavares, que mora em Lima há sete anos e é uma anfitriã e cicerone de primeiríssima. A casa faz comida italiana incorporando elementos peruanos e sua chef e fundadora Sandra Plevisani é também uma confeiteira celebradíssima (guarde apetite para as sobremesas). 

Ravioli andino: forte concorrente a melhor prato que comi na viagem
Jantamos na filial da Bodega próxima à Avenida Larco (tem outra no bairro, bem em frente à Huaca Pucllana), instalada em um casarão antigo e muito elegante. O ambiente é muito confortável, o serviço é bem competente. E a comida estava deliciosa.

Piadina quase tão perfeita quanto em Bolonha
Começamos com a piadina, aquela delícia meio pão, meio pizza, típica da Emília-Romanha (ah, Bolonha...), acompanhada apenas de azeite — e nem precisava mais, pois a bichinha estava excelente Mas o melhor ainda estava por vir. 

Pedi ravioli andino, com recheio de camote (aquela batata doce cor de abóbora que eu amo) e ragù de assado, prato que concorre seriamente ao título de melhor que provei nessa viagem. Bruno foi de risoto criollo, versão arrisotada do lomo saltado, e Carolina se maravilhou com o mac cheese (macarrão com queijo, prato tipicamente americano) com camarões.

Mac cheese com camarões

Risoto criollo, um "outro jeito" para o lomo saltado
Para confirmar a fama da dona da casa, dividimos um divino 5 leches de sobremesa, a versão de Sandra Plevisani para o tradicionalíssimo bolo tres leches — clássico da doceria hispano-americana, que leva leite evaporado (leite condensado sem açúcar), leite condensado e creme de leite. A criação de Sandra incorpora, ainda, o leite de coco e doce de leite e um toquezinho de rum. É de chorar de bom. 

Com bebidas, nosso jantar para três na Bodega custou 205 soles (US$ 63/ R$ 226).

5 leches: bom de gritar

Papacho's: hambúrgueres com a grife de Gastón
⭐ Papachos
🏠 Shopping Larcomar – Malecón de la Reserva nº 610, Miraflores 
🕒 Diariamente, do meio-dia à meia-noite. 

Eu, Bruno e Carolina estamos pensando em fundar uma seita de adoradores de hambúrgueres artesanais. É claro, então, que não íamos perder a chance de provar as criações do chef Gastón Acúrio, né? Quer saber: é bom pra caramba!

E as batatinhas também são de primeira
Pra aproveitar o máximo do sabor daqueles suculentos discos de carne moída beirando a perfeição, peça seu hambúrguer beirando o mal passado. Os acompanhamentos são bem variados e tem uma farta oferta de elementos peruanos (pense em molhos muito picantes).

Os hambúrgueres, sempre acompanhados por batatinhas fritas excelentes ou, melhor ainda, camote frito, custam entre 29 e 36 soles (US$ 9 e US$ 11) e valem por uma (ótima) refeição.

⭐ La Lucha - Sanguchería Criolla
🏠 Avenida José Larco nº 999, Miraflores (e outros endereços. Veja no site). 

🕒 Domingo a quinta, das 8h à meia-noite. Sexta e sábado, até 2h da manhã.

Fiquei de olho nessa casa da Avenida Larco desde minha primeira manhã em Lima, pois ela vive lotada e com fila na porta. Uma verdadeira instituição limenha, La Lucha leva o sanduíche (sanguche, como se diz por lá, daí o nome da rede) a outro patamar.

Os sandubas de La Lucha são um espetáculo
Os sandubas de carne assada, peru na brasa, jamón serrano e os hambúrgueres são famosos na cidade, e com toda razão: são bons demais. Outro trunfo da casa são as fritas, crocantes e sequinhas, feitas com a variedade huayro, uma batata típica do peru, de coloração arroxeada e muitíssimo saborosa.

Os sanduíches de La Lucha custam entre 10 e 12 soles (US$ 3/ R$ 11 e US$ 3,60/ R$ 13), exceto uma versão do club sandwich, que fica em 23 soles (US$ 7/ R$ 25). Os sucos ficam na casa dos 7 soles (US$ 2/ R$ 8). Funciona até tarde e é ótima opção para aquela fome de fim de noite.

El Popular, no Larcomar, opção pra todas as horas
⭐ El Popular
🏠 Shopping Larcomar - Malecón de la Reserva nº 610, Miraflores
🕒 Diariamente, das 9h à meia-noite.

Este restaurante fica ao lado do Tanta e tem uma proposta parecida: servir desde o café da manhã ao jantar, passando pelos sanduíches e lanchinhos para qualquer hora. Jantamos lá na nossa despedida de Lima e gostamos muito.

Essas vieiras estavam uma coooooisa
A combinação entre a grande variedade de pratos do cardápio de El Popular e a responsabilidade de estar diante da última refeição da temporada peruana quase me deixou travada. Não conseguia decidir entre ceviche, sushi, lomo saltado...

Por fim, escolhi as deliciosas conchas a la parmigiana, vieiras gratinadas que chegam à mesa sobre pedras quentes, um pequeno requinte que deixa o queijo sempre cremoso e permite que a gente saboreie o prato sem pressa, papeando e bebericando um chilcano (drinque peruano que é ainda melhor que o pisco sauer. Leva pisco, limão, ginger ale e angostura).

Um senhor ceviche

Combinação ousada e feliz: falafel com guacamole
Bruno foi clássico: pediu o ceviche, que estava excelente. Carolina foi mais ousada e apostou no falafel com guacamole, uma combinação surpreendente e muitíssimo interessante.

Para concluir a noite, atacamos de o brownie da casa (de castanhas, com fudge e sorvete de capuccino) e o suspiro limenho, que não é tão bom quanto o do Tanta, mas bate lá a sua bolinha.

Com bebidas, nossa derradeira farra gastronômica da viagem ficou nos 200 soles (US$ 61/ R$ 220), para três pessoas.

Brownie de castanha com sorvete de capuccino

A decoração colorida de El Popular e o suspiro limenho da casa

➡️ Onde comer bem em Barranco
O simpático bairro boêmio de Lima é outro ponto de concentração de bons restaurantes, bares animados e baladas famosas. Um grande lugar para comer e também para passear.

O Cala tem uma disputada varanda debruçada sobre o Pacífico
⭐Cala
🏠 Circuito de Playas, Barranco. 
🕒 Diariamente, a partir do meio-dia, sem hora para fechar.
Este restaurante capitaneado pelo chef Alfredo Aramburú fica na praia, abaixo da falésia onde se assenta Barranco e foi mais uma grande dica de Suzane.

Do elegante salão envidraçado do Cala ou de sua varanda, a vista para o Pacífico está garantida. Tem ótimo serviço, estacionamento fácil e nosso almoço lá foi um primor.

Esse molhinho de coentro dá um toque especialíssimo ao ceviche
Em uma casa é especializada em frutos do mar, fazendo um mix da culinária mediterrânea e os sabores tradicionais do Peru. É claro que todos nós escolhemos “pratos marítimos” — e todo mundo provou a pedida de todo mundo.

Começamos compartilhando porções do fantástico Ceviche Cala, com linguado, polvo, camarões jumbo e lulas crocantes. E palmas para o molho de coentro — eu sinto muito se você não gosta, mas ô plantinha perfeita com peixes e assemelhados.

Meu prato, saltado bucanero - inolvidable

Risoto de camarões

Caçarola de corvina com muito ají (pimenta) amarelo
Como prato principal eu escolhi o saltado bucanero, mero e camarões sobre risoto ají amarelo, picante na medida certa. Bruno escolheu a caçarola de corvina , também servida sobre arroz ao ají. Suzane e Carolina foram de risoto de camarão. Todo mundo suspirou um bocado durante a refeição.

Essa seleção de sobremesas é pra comer de joelhos


E essa suspiração toda ainda nem tinha sido confrontada com a sobremesa. Geeeente, o que foi aquilo? Pedimos o prato de miniaturas, uma antologia dos doces da casa que conquista primeiro os olhos — tão lindos que dão até pena de comer. Mas coma, porque são pequenos passaportes para o Nirvana.

Com muitas bebidas, a conta para quatro pessoas foi de 400 soles (US$ 122/ R$ 440).

Amoramar, para um almoço bem relaxado
⭐Amoramar
🏠 Jirón García y García nº 175, Barranco 

🕒 De segunda a quinta, das 12:30h às 16h e das 20h às 23h. Sexta e Sábado, das 12:30h às 16h e das 20 à meia noite. Aos domingos, abre só para o almoço, até as 16:30h. Nos fins de semana, é prudente fazer reserva.

Mais uma dica da super Suzane, este restaurante fica numa parte nada turística de Barranco, uma vizinhança simples, a cerca de 1 km da Ponte dos Suspiros e outras atrações do bairro. E como comemos divinamente lá!


O lugar é super agradável, um grande quintal arborizado, com as mesas dispostas em áreas cobertas. Apesar do toque bucólico as instalações são muito confortáveis e o serviço é eficiente. E a comida, ah, a comida... faltam-me palavras.

Fomos lá para um almoço de domingo, em um grupo de seis pessoas. Ainda bem que Suzane fez reservas, pois a casa estava cheia. O astral do Amoramar convida a uma refeição sem pressa, a bebericar um (ou vários) aperitivos (chilcanos, por supuesto) e a beliscar um ceviche e um polvo a la parrila — ambos divinos — antes de se dedicar com seriedade a estudar o cardápio com muitas opções.


Foi um almoço tão relaxado que eu nem anotei direito nem fotografei tudo o que pedimos. Só posso dizer que a mesa inteirinha estava com um sorrio beatífico ao final da refeição.

De uma coisa eu lembro muito bem: o sabor indescritível do meu prato de atún a las 3 Quinuas (atum preparado na brasa, bem malpassadinho, com quinoa negra ensopada, quinoa vermelha acevichada e quinoa branca tostada, cogumelos e aspargos (os aspargos peruanos são um capítulo à parte, deliciosos). Realmente, uma pedida celestial.


Notáveis, também estavam o paiche (pirarucu) com purê de couve flor, aspargos na brasa e chips de camote e os linguini com mariscos, que foi o que consegui registrar e provar, entre as pedidas dos vizinhos de mesa.



As sobremesas do Amoramar também são espetaculares. O merengado de chirimoia (minha fruta peruana preferida, bem aparentada com a graviola) vale a travessia dos Andes a pé. Outras maravilhas: o turrón de chocolate e o bolo de amêndoas.

Com vinhos, aperitivos e bebidas não alcoólicas, a conta ficou em cerca de 150 soles (US$ 45/ R$ 165) por pessoa.


➡️ Onde comer bem em San Borja/Surco
Essa vizinhança até passaria batida para os turistas, não fosse ela a sede do Museu do Ouro. Pertinho do museu fica um dos endereços do famoso Pescados Capitales, que rende uma dobradinha massa com a visita.


⭐ Pescados Capitales
🏠 Avenida Primavera nº 1067, San Borja (e mais um endereço em Miraflores. Veja no site). 🕒 Terça a sexta, das 12:30h às 23h. Sábado, domingo e segunda, das 12:30h às 17h.

Inaugurado em 2001, o Pescados Capitales já é uma instituição limenha sempre presente no topo da lista de 10 entre 10 visitantes que passam pela cidade. E não é pra menos. Atração turística ou não, a casa manda muitíssimo bem na cozinha, no serviço e no ambiente, com um salão amplo, agradabilíssimo, ar condicionado na medida e cadeiras confortáveis.

As fideuás com mariscos se chamam "Inveja" — bem o que eu sinto de quem está em Lima agora
Escolhemos almoçar no endereço de San Borja pela proximidade com o Museo Oro del Peru, onde tínhamos estado pela manhã, embora a unidade de Miraflores não fosse muito distante de nosso hotel.

A brincadeira com os pecados capitais no nome do restaurante é pra ser levada a sério: é impossível não incorrer em vários deles diante da tentação representada pelo voluptuoso cardápio e explícito menu. 

Corvina com frutos do mar
Ira (filé de chita, um peixe muito popular), Luxúria (pirarucu picante), Soberba (atum em crosta de sementes), Gula (fettuccine com mariscos ao molho de pimentão), Inveja (fideuá na tinta de lula com mariscos), Avareza (peixe empanado) e Preguiça (salmão sobre cama de quinoa) aparecem como pratos principais, ao lado de pecadilhos perfeitos para beliscar coletivamente, como as causas, e de virtudes (ceviches, tiraditos, uma espécie de carpaccio de peixe com molho picate) que serão devidamente degustadas no mesmo caldeirão.

Taí uma causa à qual todo mundo devia aderir 
Aliás, precisamos falar sobre a causa, essa perfeição típica da cozinha popular peruana. É servida fria, preparada com uma variedade de batata de coloração amarela bem viva, da qual se faz um purê. Nas casas limenhas, o prato é armado em uma travess, como um escondidinho: uma camada de purê, recheio — geralmente de frutos do mar —, fatias de abacate e mais uma camada das batatas. Nos restaurantes, vêm à mesa desenformadas, mostrando suas camadas. Ficam lindas e, o mais importante, são deliciosas.

O ceviche não poderia faltar
Voltando ao nosso almoço, nos esbaldamos com causas e ceviches de entrada. Na hora de cair nos pecados de escalão superior, eu não resisti às fideuás, aquele macarrãozinho típico da Catalunha, que fica um escândalo na tinta de lula (“Inveja” é o nome do prato, lembra?).

Meus companheiros de mesa foram de corvina ao molho de mariscos e de chicharón de peixe (pedaços empanados).

Cenas de desregramento explícito: suflê de chocolate, sorvetes, mousse de chirimoia e torta de lúcuma com cobertura de chocolate


A hora das sobremesas foi um show de dissipação e desregramento, com torta de lúcuma, mousse de chirimoia, suflê de chocolate e sorvetes.

O almoço (melhor dizer a esbórnia), com bebidas alcoólicas e não alcoólicas, custou em torno de 120 soles (US$ 36/ R$ 130) por cabeça.

 
➡️ Onde comer bem em San Isidro
O bairro mais elegante de Lima também é pródigo em bons restaurantes. Bonito, bem cuidado e seguro, San Isidro rende um ótimo passeio para ver a Huaca Huallamarca, uma pirâmide pré-hispânica do Século 1º d.C., e seu famoso Olival (Olivar, em espanhol), um belíssimo parque público com cerca de 23 hectares e 400 anos de idade onde vicejam mais de 1.700 oliveiras que abrigam aves e bichinhos silvestres.

Osaka: bonito, elegante e aconchegante
⭐ Osaka
🏠 Avenida Felipe Pardo y Aliaga nº 660, San Isidro
🕒 De segunda a sábado, das 12:30h às 16h e das 19h à meia-noite. Domingos, das 12:30h a 17h.

É claro que a gente não poderia ter passado por Lima sem experimentar um restaurante japonês. A cidade tem um belo elenco de japas bem reputados, graças á fartura de frutos do mar fresquinhos, colhidos diariamente nas águas do Pacífico, e também à grande colônia nipônica, que ensinou aos peruanos sua arte culinária.

Guioza de confit de pato
Nosso jantar no Osaka foi tudo e muito mais do esperávamos. Uma requintadíssima orgia gastronômica — com a delicadeza que a culinária japonesa inspira.

Pra começar, o restaurante é bonito até dizer chega. E chique, também — afinal, estamos em San Isidro. O salão principal , com decoração de extremo bom gosto, tem iluminação milimetricamente calculada para que a vastidão do ambiente resulte em um espaço aconchegante e cada mesa pareça imersa em sua própria bolha. O escurinho não facilita muito as fotos dos pratos, mas é muito relaxante.

A porção dos spicy crunch e o "suco de cobra" 
Pena que chegamos sem reservas e não conseguimos mesa no jardim, decorado com toques japoneses. Parecia muito agradável, na noite fresca e estrelada.

Decidimos aceitar as sugestões do garçom e ir pedindo pratinhos para compartilhar, escolhendo uma porção de cada vez. Um esquema perfeito para provar de tudo um pouco, bebericando sem pressa os drinques muito inventivos da casa, como o Snake Juice (apesar do nome, não é suco de cobra, é gim com Cinzano branco, suco de tangerina, licor de limão e alecrim).

Os salmon skin e o Carpassion
Tudo que pedimos estava absolutamente delicioso. Entre as muitas coisinhas maravilhosas que provamos, recomendo o Spicy Crunchy (sushi de quinoa crocante com camarões batayaki — grelhados na manteiga, carne de caranguejo e pimenta togarashi), o Inka Gyoza (os pasteizinhos feitos no vapor, velhos conhecidos, ganham aqui o recheio de pato confitado, cebola caramelizada, shiitake e molho de ají amarelo), o Salmon Skin (sushi de pele de salmão crocante com molho tarê — shoyu com gengibre), o Carpassion (tiradito/carpaccio de salmão com mel de maracujá)....

A grande sensação foi a chegada à mesa dos Mariscos al Fuego, mix de frutos do mar salteados na manteiga que chega à mesa literalmente em chamas.

Sem sobremesas, porque não havia mais espaço, nossa conta ficou em cerca de 120 soles por pessoa — uma grana muitíssimo bem gasta.

Conchas em chamas

➡️ Para fomes menores

⭐ Manolo
🏠 Avenida José Larco nº 608, Miraflores
🕒 De segunda a quinta, das 7:15h a 1h da manhã. Sexta, até as 2h da madrugada. Sábado das 8:15h às 2h da manhã. Domingo, das 8:15h à 1h da manhã.

Não perca os churros de Manolo
Não vá embora de Lima sem provar os churros de Manolo, uma lanchonete com 50 anos de serviço e sempre muito concorrida, com público de todas as idades. Fica pertinho do Parque Kennedy. Os churros custam 6 soles e valem cada centavo.

Manolo também serve pizza, sanduíches e refeições. O serviço vai até de madrugada e parece resolver a vida de muito baladeiro. Nós passávamos na porta pelo menos duas vezes por dia, porque a casa é bem pertinho do nosso hotel, e nunca a vi menos do que apinhada.

Choco Museo: chocolate à moda dos maias

⭐ Choco Museo
🏠 Jirón Carabaya nº 193, Centro Histórico (ao lado da Plaza de Armas)
🕒 De domingo a quinta, das 9:30h às 18:30h. Sextas e sábados, até as 20:30h.

Na viagem à Guatemala, aprendi (e me viciei) a tomar chocolate preparado do mesmo jeitinho que os maias faziam — adicionando a pasta de cacau, obtida da maceração da semente torrada, a uma porção de água ou leite bem quentes, adoçando com mel e acrescentando pimenta.

Pois bem, em Lima você também pode experimentar a teobromina (quase) original, pois lá também tem uma filial do Choco Museo. Fica no Centro Histórico, do ladinho da Praça de Armas.

Além de servir a bebida comme il faut, o Choco Museo oferece cursos sobre a história do chocolate, aulas de culinária e tem uma lojinha que vende barras de chocolates artesanais, cacau em pó, nibs, geleias e outras cositas.

O chocolate quente custa 10 soles. Os milk shakes custam 12 soles.

➡️ Comes&Bebes - o índice de todas as dicas gastronômicas da Fragata

➡️ Minha vida com Gastón (Acúrio) – as aventuras da Fragata nos restaurantes do chef-celebridade

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Cusco
Machu Picchu

Ollantaytambo
Puno
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Um comentário:

  1. Oi, Cyntia. Tudo bem? :)

    Seu post foi selecionado para o #linkódromo, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Bóia – Natalie

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