quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Fim de ano na Europa: vale a pena?

 A primeira tarde de 2015 em Taormina, Sicília
Sempre que posso, gosto de passar o recesso de final de ano fora do Brasil. Dependendo dos dias da semana em que caiam os feriados de Natal e Ano Novo, a folga pode durar até mais de 10 dias, intervalo justo para explorar uma cidade ou região, relaxar e recarregar as baterias — além de fugir do barulho, da muvuca e dos preços ensandecidos que hotéis e companhias aéreas cobram aqui dentro do Brasil, nessa época.

Nos fóruns de viajantes que proliferam na internet, esse é um assunto recorrente: onde é legal passar o Réveillon fora do Brasil? Pelo que leio, a Europa é o destino mais almejado. E é o meu preferido, também, até porque eu passo o Natal em Salvador, que tem voos diretos — e mais curtos — para Madri e Lisboa, o que facilita um bocado a minha vida.

Em Portugal e na Espanha, é comum decorar as sacadas com bandeirinhas com imagens de Jesus menino. Esta imagem foi feita em Sevilha, n final de 2013
Super recomendo a experiência. Como tudo na vida, porém, é legal você saber o que esperar de um final de ano na Europa antes de embarcar. Então, já que dezembro chegou, aproveito para compartilhar o que aprendi sobre essas escapadas e como organizar a viagem. Espero que as dicas sejam úteis :)

A festa de Ano Novo na Praça do Obradoiro, em Santiago de Compostela, em 2012. Se quiser agito de Réveillon por lá, melhor procurar uma balada privada
Viaje pra aproveitar a folga, não pela festa
Alguma vez já lhe ocorreu sair do Brasil no Carnaval para “curtir a folia” em Londres ou Marrakesh? Pois é, meu espírito quando viajo para passar o Ano Novo na Europa é o mesmo das escapadas de Carnaval: vou para aproveitar os dias livres, sem nenhuma expectativa de um Réveillon trepidante e inesquecível.

Não espere grandes festas de rua, porque lá, geralmente, não tem. No Brasil, a gente se acostumou a encontrar Réveillon público até no mais remoto dos povoados, mas na Europa isso não é tão frequente — e quando rola, nem sempre vale a pena, basta ler os relatos decepcionados de quem já se aventurou a encarar o frio, a muvuca e a falta do que fazer da virada do ano nos Champs-Élysées, em Paris.

Se fizer questão de festa de arromba, é legal você pesquisar sobre baladas em espaços privados com alguma antecedência. Caso contrário, aproveite a viagem como se ela estivesse rolando em qualquer outra época do ano.

A Casa de Pilatos, em Sevilha: única honrosa exceção que
 eu conheço de atração turística que abre no dia 1º de Janeiro
Prepare-se para os feriados 
Não precisa estocar comida como se estivesse esperando uma guerra nuclear, mas é bom estar hospedada num hotel melhorzinho, com restaurante e serviço de quarto, pois é difícil achar restaurante aberto no 25 de Dezembro e 1º de Janeiro. Aliás, restaurantes, teatros, museus, cafés, bibliotecas... São raríssimas as atrações que funcionam nessas duas datas — a única honrosa exceção que já registrei é a Casa de Pilatos, um palácio espetacular, em Sevilha

As cidades ficam meio mortas nesses dois dias. Está todo mundo em casa, ruminando os excessos da véspera, curtindo a família, etc. Até bater pernas fica meio sem graça  — voltando à ideia do hotel melhorzinho, é melhor caprichar um pouquinho mais e garantir TV a cabo, quarto agradável e um livrinho. Mas não se desespere, porque geralmente a vida retorna às ruas lá pelo final da tarde, começo da noite. 

A Rua Augusta e o Rossio em clima de Natal
(Lisboa, dezembro de 2012)
Minha experiência mais dramática nesse quesito não foi na Europa, mas em Montevidéu, no primeiro dia do ano de 2011, onde cheguei no meio da tarde, verde de fome, e tive que esperar até às 19 horas para almoçar (contei essa história neste post: Salva por um chivito). 

Sempre que possível, tento programar deslocamentos para esses feriados. Já que vou perder tempo em trens e aviões, que seja no dia em que há tão pouco pra fazer. Com a vantagem de que os transportes costumam estar menos concorridos nessas datas. Mas até pra isso pode ficar complicado. Na Sicília, por exemplo, as frequências de ônibus saindo de Taormina foram reduzidas, no 1º de Janeiro deste ano.

Considere as horas mortas do feriado como bons momentos para dormir um pouco mais, atualizar as redes sociais e para recarregar as energias. Toda viagem precisa daquele dia de não fazer nada.

Sem ônibus para ir embora de Taormina, fui "obrigada" a ir visitar a linda vila de Castelmola e as ruínas de seu castelo, de cara para o vulcão Etna, no primeiro dia de 2015
Como é o clima? Faz muito frio?

Pouco agasalho e passeio na praia, em Barcelona
Chuva incessante, em Santiago de Compostela
... e a surpresa da neve em Taormina: o Sul da Europa tem um inverno camarada, mas é sempre bom viajar prevenida
Já aproveitei a folga do fim do ano para curtir MadriBarcelonaSevilha e Santiago de Compostela, na Espanha, e Taormina, na Sicília, além de um Natal em Lisboa. Quer dizer: ainda não arrisquei nada muito ao Norte nessas minhas escapadas invernais — eu curto frio, mas frio em excesso não combina com meu jeito de viajar, onde passear a pé tem um papel essencial nos roteiros.

O Sul da Europa tem temperaturas bem civilizadas nesse período de festas e dá pra tirar de letra com uma malha térmica, blusa de lá e um bom casaco impermeável. Mas consulte a previsão do tempo antes de fazer a mala.

Já tive surpresas "frias" — neve em Taormina, no último dia de 2014, uma das cenas mais bonitas da minha vida — e "quentes" — 17 graus em Córdoba, em pleno janeiro de 2014, e médias de 14 graus em Madri, no Réveillon de 2007. O planeta anda maluco nesse quesito. Previna-se.

A tarde cai cedo, mas a luz é tão bonita...
(Igreja de las Calatravas, na Calle de Alcalá, Madri)
Dias mais curtos exigem mais organização
É legal lembrar que mesmo com temperaturas camaradas o inverno encurta os dias. Nas regiões que visitei nessa época, a luz começa a rarear lá pelas quatro e meia, cinco da tarde. Isso exige uma certa disciplina na hora de montar sua programação. Não dá pra dormir até muito tarde, pra não perder muito do dia — mas não invente de madrugar, porque vai estar escuro. 

Também é importante lembrar que horário de funcionamento de museus e demais atrações encurta junto com os dias. Geralmente, eses lugares abrem mais tarde e fecham mais cedo nessa época. 

No Centro Histórico de Sevilha, é lindo ouvir os grupos
que circulam pelas ruas apresentando cânticos natalinos
Somando os dias mais curtos e os horários de visitação mais apertados, acho que nem preciso dizer que um roteiro muito corrido não vai funcionar. Esqueça programações tipo dois-dias-em-cada-cidade, com aquela gincana frenética de atividades para cobrir o máximo de atrações de cada lugar nesse período curto — aliás, não faça isso nem quando seus dias tiverem 48 horas. 

Os preços não chegam a ser um escândalo, 
mas é legal se programar com antecedência
Taormina estava com preços ótimos, na última virada de ano
(A cidade vista da vila de Castelmola. No alto, à esquerda, o Teatro Grego)
Nessas viagens de virada de ano para fora do Brasil, jamais testemunhei um surto psicótico no quesito preço — pelo menos não equivalente às sandices que acontecem aqui, tipo hotel de praia de padrão “normal” inventar pacotes fechados, só para cobrar R$ 12 mil o casal. 

Suponho que haja hotéis mais exclusivos na Europa que estipulem um número mínimo de diárias para esse período de festas, mas, pela minha experiência, se você escolher um “hotel de gente normal” vai poder ficar quantas noites quiser, pagando tarifas similares às demais datas da estação. Mas reserve com antecedência, para evitar sustos.

Na minha viagem de fim de ano à Andaluzia, por exemplo, só fiquei em hotéis muito legais e a diária mais cara que paguei foi de €76, em Sevilha. Em Taormina, destino de verão badalado e com preços altos na estação quente, passei a virada do ano em um super hotel bacana, com uma vista inacreditável, pagando €175, preço que, ao câmbio do início do ano, era muito mais em conta do que tudo que pesquisei aqui pelo Brasil.

Veja os posts:
Onde me hospedei na Andaluzia
Hospedagem na Sicília: Taormina, Agrigento e Palermo

Antecedência é ainda mais importante na compra da passagem aérea. Já deixei pra comprar com um mês de antecedência e paguei caro, já comprei seis meses antes e foi uma pechincha. Se você tiver o desprendimento de voar no Natal (24/12) ou no Réveillon (31/12), pode achar preços bem camaradas.

É deprê viajar sozinha nessa época?
Será que dá pra ficar melancólica com esse céu azul de Barcelona?
Isso vai depender muito do significado dessas festas pra você — e do quanto você seja capaz de curtir sua própria companhia. Para algumas pessoas, uma jornada solo vai ser triste e esquisita em qualquer época. Outras, mesmo acostumadas a viajar sozinhas, podem ficar melancólicas em datas que lembram tanto as celebrações em família.

As laranjeiras carregadas da Andaluzia e o patrimônio histórico de Madri: tem tanta coisa linda pra ver que nem dá tempo de pensar em saudade :) 
(Pátio de los Naranjos, na Catedral de Sevilha, e a Plaza de la Villa, em Madri)
Eu não nunca tive esse problema. Não sou religiosa e pra mim qualquer data vale pra reunir a família, não precisa ser Natal. Além disso, pra ser sincera, sempre achei Réveillon um saco, aquela euforia com hora marcada e a obrigação de ter uma noite memorável. Pra mim, são dias como outros quaisquer, com a diferença que caem no meio de uma folga — e folga fica melhor quando a gente viaja, né?

Lisboa e Santiago de Compostela
Como foram as minhas experiências
Na Espanha, o recesso de fim de ano vai do Natal ao Dia de Reis. Leve isso em conta na hora de planejar sua viagem. Se por um lado a folga contribuiu para deixar as ruas das cidades espanholas coloridas e vibrantes, também acarreta filas enormes nas principais atrações, maior dificuldade para conseguir passagens nos trens e vagas nos hotéis. 

Madri (2006)
O Mercado de Natal na Plaza Mayor, em Madri, vende todos
 os apetrechos necessários para o Dia dos Santos Inocentes
Adorei a festa da Porta do Sol, que é bem tradicional e junta uma multidão animadíssima. Aliás, todo o período do fim do ano em Madri é uma delícia, com as ruas lotadas de gente até tarde da noite, restaurantes e bares na maior animação, famílias comprando os presentes que serão trocados no Dia de Reis (6 de janeiro), uma festa tão importante quanto o Natal e o Ano Novo. 

Na Espanha, o dia 28 de dezembro é o Dia dos Santos Inocentes, referência às crianças assassinadas na Judeia por Herodes, na tentativa de matar o Messias. A memória pode ser triste, mas a data é comemorada com uma farra, em Madri, com gente fantasiada, tocando apitos e usando perucas ridículas por toda parte. É o equivalente ao nosso 1º de abril, então, prepare-se para ser vítima de alguma broma (trote, piada).

A Porta do Sol, tradicional porto de concentração para a virada
 do Ano Novo em Madri
Os posts sobre o fim de ano em Madri:
Natal e Ano Novo em Madri: temporada alto astral

Barcelona (2007)
A Casa Batlló (esq) e a Casa Milá, duas maravilhas modernistas de Gaudí que eu tive que contemplar de fora. Barcelona estava tão lotada que não dava para encarar as filas
Cheguei a Barcelona logo depois do Natal e encontrei a cidade abarrotada de gente, com filas inacreditáveis para rigorosamente qualquer coisa minimamente interessante. Por outro lado, essa muvuca deixava a cidade tão viva, alegre e pulsante que valeu a pena cada atração que não consegui visitar (essa parte das visitas eu "consertei" na segunda viagem à cidade, em 2011). 

No Ano Novo, astral estava bem animado nas Ramblas, na Plaça Reial e na Plaza de Cataluña, quase uma Praça Castro Alves dos bons tempos na Terça-Feira de Carnaval. Bares lotados, muita gente pelas ruas, um clima bem alegre e temperatura agradável. Pena é que as várias taças de cava me fizeram ficar menos zelosa e um punguista acabou batendo a minha carteira no meio da multidão. 

Os posts sobre a virada do ano em Barcelona:
Fim de ano em Barcelona: prepare-se para a muvuca
Uma semana em apê alugado no Raval

Lisboa (Natal de 2012) 
O Castelo de São Jorge na véspera de Natal, em 2012
Jeito de vida normal em Lisboa, poucas horas antes da festa natalina
O dia 24 de dezembro em Lisboa foi bem agradável, com a cidade funcionando naquele ritmo frenético de compras de última hora, restaurantes, bares e cafés lotados de gente confraternizando e a as atrações que visitamos funcionando normalmente. Lá pelas 17 horas, a região da Baixa/Chiado/Rossio começou a ficar deserta, com o comércio fechando e as multidões voltando para casa, para se preparar para a noite. 

Comecei a festa de Natal, no dia 24, tomando café da manhã na mitológica Fábrica de Pastéis de Belém. À direita, o movimento das compras de última hora, no Chiado
Eu estava viajando com minha mãe e duas tias, mas não reservamos ceia natalina com antecedência. Jantamos em um restaurante próximo ao hotel e encerramos cedo a noite. Se você fizer questão de clima de Natal, informe-se sobre hotéis e restaurantes que servem a ceia. Pode ser bacana assistir à Missa do Galo, tradição que em Portugal sobrevive com muito mais força do que no Brasil. 

O 25 de dezembro é que foi difícil, com Lisboa inteirinha fechada e uma greve de trens atrapalhando nossa movimentação para fora da cidade. Acabamos fazendo um bate e volta a Setúbal que se revelou uma gratíssima surpresa.

O Rossio, poucas horas antes da ceia
Veja como foi:
Roteiro - de Lisboa a Santiago
Dicas práticas: de carro entre Lisboa e Santiago de Compostela

Minhas melhores memórias de Lisboa
Setúbal: dicas práticas
Setúbal: boa surpresa portuguesa

Santiago de Compostela (2012)
A Catedral de Santiago
Cheguei à cidade no dia 30/12, última etapa da viagem iniciada em Lisboa e que prosseguiu, de carro, rumo ao Norte. A muvuca em Santiago era a mesma das outras cidades espanholas nessa época, apesar da chuva e do frio.

Entrar na Praça do Obradoiro, ponto final do Caminho de Santiago, é um momento inesquecível pra quem já fez a jornada. No último dia de 2012, rememorei a minha aventura assistindo a chegada dos peregrinos debaixo de chuva forte
A festa pública de Réveillon foi em frente à Catedral de Santiago, na Praça do Obradoiro, com palco armado e shows de música variada. O problema é que chovia cântaros – alguém já ouviu falar de um dia em que não tenha chovido na Galícia? Contentei-me com a ceia do hotel, bem simpática, e em fazer um pequeno bar hopping pelo entorno da praça. Quanto mais caído o boteco, mais alegre estava a festa. Se eu não tivesse que dirigir até Lisboa no dia seguinte, juro que a coisa tinha ido longe :)

Sobre Santiago Compostela:
Viajar sozinha: dicas sobre o Caminho de Santiago
Caminho de Santiago - dicas práticas
Hospedagem: San Martín Pinario, conforto com vibe peregrina

Sevilha (2013)
O Palácio Arquiepiscopal de Sevilha também tinha sua bandeirinha de Jesus menino na fachada
Outra cidade que achei deliciosa nos dias entre natal e Ano Novo, com grupos que entoam cânticos natalinos pelas ruas, fachadas decoradas e muita, muita gente passeando, encontrando amigos e celebrando a vida.

O irresistível céu azul do inverno andaluz sobre a praça de touros da Real Maestranza de Caballería, em Sevilha
O Réveillon, porém, foi bem sem graça. A festa pública é em frente à prefeitura, no Centro Histórico. Basicamente um sonzinho mecânico tocando música variada e bares e restaurantes do entorno lotados até o teto de gente. Tinha umas barraquinhas na praça vendendo comida e bebida, mas nada muito atraente para quem estava na rua. Comprei minhas 12 uvas, voltei para o conforto do hotel e vi os fogos da meia-noite da janela do quarto.

As fachadas de Sevilha decoradas para o Natal
Nessa viagem à Andaluzia, finalmente matei a vontade de testemunhar uma Festa de Reis e adorei. Foi na linda cidade de Ronda — que nem precisa de festa pra ser um espetáculo. Tem cânticos nas ruas, troca de presentes, restaurantes cheios de grupos animados... Taí uma festa que quero aproveitar de novo.
Veja como foi essa viagem de fim de ano:
20 dias na Andaluzia: roteiro de uma viagem inesquecível



Castelo de Castelmola, Sicília
Taormina (2014)
Taormina vista do Teatro Grego
Meu ano novo em Taormina ficou marcado pela bela surpresa da neve (coisa rara, naquelas bandas) que caiu na madrugada do dia 31. Imagine a surpresa de acordar no último dia do ano, abrir as cortinas para ver o mar e dar de cara com o mundo todo branquinho...

Minha despedida de 2014
Ficar cara a cara com o Etna nevado é uma experiência poderosa
A cidade é bonita que chega a dar um aperto no coração e, embora sacramentada como destino de praia badalado, no verão, estava bem animada no período do Réveillon, mas sem aquela lotação exagerada. Posso ter perdido o banho de mar, mas a emoção de ver o vulcão Etna branquinho de neve cara a cara compensou tudo.


Presépio no Dumo de Taormina e a árvore de Natal na Praça do Relógio
A festa pública de Ano Novo foi na cidade vizinha de Giardini Naxos, que fica à beira mar (Taormina fica pendurada na montanha). Eu decidi ficar no hotel, com vista privilegiada para os fogos, que vi da minha varanda, na ótima companhia de um farnel especialíssimo que comprei nas confeitarias e mercearias da cidade para a ocasião. Tinha espumante siciliano, doces típicos da ilha e diversos petiscos italianos. Uma farra adorável.


2015 amanheceu assim pra mim
Como foi a viagem a Taormina:
Roteiro pela Sicília - com paradinhas em Nápoles e Roma

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18 comentários:

  1. Cyntia tudo bem?

    Poxa, quantos lugares lindos, dá vontade de ir a todos!!

    Taormina, está na minha listinha...

    Passaremos a virada do ano em Salamanca. Nem imagino como será!!

    Bjs.

    Ana Silvia

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    1. Uau, Ana, babei!! Salamanca está super na minha lista (quem sabe, no ano que vem). Aproveite muito e me conte tudo :)

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    2. Estamos animadíssimos Cyntia.(eu, Isadora ,minha filha que está estudando em Porto, e meu sobrinho, aproveitaremos o período Natal/Ano Novo para passearmos por Portugal. Na Espanha, Salamanca, Ávila e Toledo!
      A Fragata Surprise, foi uma ajuda e tanto! As dicas para Óbidos tiramos de suas postagens!
      Bjs.

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    3. Bacana, Ana, aproveite bastante. Bjo

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  2. Que bacana o seu post! Bem explicativo e lindo! Ahh é bem tranquilão mesmo as festas de fim de ano na Europa, eu que o diga! Eu moro na Suíça kkkk

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    1. Obrigada, Lisa. Ano Novo no frio é melhor no aconchego que na rua, né?

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  3. Oi, Cyntia. Tudo bem? :)

    Seu post foi selecionado para o #linkódromo, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Bóia – Natalie

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  4. Ana, muito legal esse post. Mostra uma visao bem realista do que e passar as festas de final de ano na Europa. Eu ja passei Natal e Reveillon em Istambul, Barcelona e Granada (Espanha) e concordo com tudo que tu falaste. As temperaturas estavam amenas (friozinho mas nada que um casaquinho leve nao resolvesse) e curtimos muito. Em todos esses lugares vimos fogos de artificio na virada do ano e bastante gente nas ruas, mas o povo logo se dispersa; nao va com expectativa de altas festas publicas e todo mundo vestindo branco porque nao acontece. Viaje como se fosse uma epoca normal de ferias e aproveite muito porque "tudo vale a pena se a alma nao e pequena".

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    1. Você lembrou bem: ninguém veste branco, até porque um sobretudo branco é difícil, né :) mas, acredite, eu já tive um sobretudo bege claro, de lã, que era lindíssimo no primeiro dia, e ficava horroroso de sujo, rapidinho. Claro que eu aposentei :)

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  5. Passei o último revéillon em Edimburgo, e lá há um grande festival que movimenta toda a cidade, o Hogmanay. Na noite da virada há vários palcos com shows no centro histórico (o palco principal tem um ingresso à parte, os demais têm um ingresso de valor quase simbólico), e no dia 1o todos os museus abrem com atrações especiais. Gostei demais, apesar do frio escocês!

    Junto com tudo isso, a cidade fica bem cheia, e claro que os preços dos hotéis são preços quase de revéillon carioca. Mas foi uma viagem surpreendente!

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    1. Que boa dica, Paulo! Vou anotar e, quem sabe, experimento na próxima virada, de 2016/2017.
      Abs

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  6. Passei os últimos 10 dias flananando por Lisboa e arredores. Évora, Batalha, Queluz, Sintra, e Cascais com direito ao Cabo da Roca.Não passei frio e tampouco tomei chuva, só alguma garoa. Obrigado, Cynthia pelo Fragrata Surprise.

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    1. Obrigada a você pela companhia a bordo da Fragata, Jacy :)

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  7. Olá, Cyntia! Descobri o seu blog hoje e adorei!
    Gostaria de saber se você pode me dar uma ajudinha. Estou montando meu roteiro de fim de ano na Espanha e ainda estou com dúvida em quais dias ficar em cada cidade.
    O roteiro está assim (já fechei a hospedagem de Madrid:
    29/12- chego a noite Madrid
    30/12 - Madrid
    31/12 - Madrid
    1/1 - Barcelona
    2/1 - Barcelona
    3/1 - Barcelona
    4/1- Barcelona
    5/1 - Madrid
    6/1 - Madrid (alguma cidade nos arredores - sugestão?)
    7/1 - Madrid (Parque Warner)
    8/1 - A ideia é Granada
    9/1 - Granada
    10/1 - Sevilla
    11/1 - Córdoba (bate e volta)
    12/1 - Sevilla rapidamente pela manhã e retorno a Madrid (previsão de chegada a Madrid as 14h30, já que o voo está marcado para as 17h40.
    Está ruim esse roteiro? Gostaria muito da sua ajuda!!!
    Abraços,
    Aline.


    /

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    1. Oi, Aline,
      Vc tem algum motivo especial para ir a Barcelona e depois voltar a Madri para depois descer para a Andaluzia? Se não, porque não programar uma estadia contínua em Madri? Depois, dá para seguir para Barcelona e, de lá, pegar um avião para Granada. Assim você reduz a maior perda de tempo em viagens, que é essa operação de sair do hotel, pegar o transporte, viajar e entrar em outro hotel.
      Pelo que vi, vc programou cinco dias inteiros em Madri, que é um bom tempo para ver o básico da cidade e fazer um bate e volta aos arredores (eu recomendo Toledo, que é bem perto e é deslumbrante. Só é legal sair cedo para aproveitar o máximo de luz do dia. Lembre-se que no inverno escurece muito cedo).
      Três dias em Barcelona também é um período razoável para ver o básico (eu vi que vc programou quatro noites, mas já estou descontando o tempo de deslocamento).
      Essa ida à Andaluzia é que está muito apertada. Mesmo de avião, vc vai levar pelo menos quatro horas para ir de Barcelona a Granada, então, vai ter mesmo apenas um dia para ver a cidade. Depois, vc vai gastar cerca de três horas de trem para ir de Granada a Sevilha. Contando o tempo de sair de hotel, entrar em hotel, lá se foi praticamente todo o dia que vc programou para Sevilha. Por fim, o bate e volta a Córdoba (que pode, sim, ser vista em algumas horas, mas eu acho um pecado, rsss).
      Agora, tem uma coisa que você não deve fazer de jeito nenhum: programar a viagem de Sevilha a Madri para chegar algumas horas antes do voo para o Brasil. É um risco muito grande. Qualquer imprevisto e você pode perder o voo. Prefira chegar a Madri na véspera (o que inviabiliza seu dia em Córdoba).
      Sinceramente? Eu cortaria a Andaluzia e dedicaria mais tempo aos arredores de Madri (além de Toledo, tem Ávila, Segóvia...) e mais uns dias a Barcelona, até para fazer um bate e volta a Girona ou Tarragona. Você gasta muito menos tempo em deslocamentos e trocas de hotel e aproveita muito mais.

      Abraço

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  8. Muito interessante o post, mas acho que seria interessante diferenciar a tradição de cada país. Passei Ano Novo em Sevilha e minha impressão é de que na Espanha praticamente não há celebração na rua. Na França, fora Paris, também. Agora, na Itália, o Ano Novo é igual ou mais animado do que no Brasil! Você ficou no hotel em Taormina e deve ter perdido. Passei em Veneza, na praça San Marco, e foi uma festança embaixo de neve, em Siena teve show da Laura Pausini, e também foi muito legal em San Gimignano, Bologna, Turim... Vale muito à pena a festa do Ano Novo na Itália.
    Na Suíça, em Interlaken, eles celebram com shows e fogos às 19h do dia 1/1. No dia seguinte é feriado, e eles fazem um desfile em que todos saem fantasiados de trolls ao som de bandas. 2/1 em Interlaken é animadíssimo, portanto.

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    Respostas
    1. Marcos, como eu disse no post, não houve festa em Taormina. Muitas cidades europeias fazem festas de ano novo, mas, ao contrário do Brasil, elas costumam se esgotar logo após a meia-noite.


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