terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Bela surpresa: a mesa Rapa Nui

Boa notícia: além de belezas como o Ahu Tahai, a Ilha e Páscoa também tem bons restaurantes
Por todos os relatos que tinha lido sobre a Ilha de Páscoa, eu não tinha qualquer expectativa sobre a gastronomia local. Viajei preparada para encarar pizzas, sandubas e um eventual peixinho meio sem graça. A ilha quase não produz alimentos, quase tudo que se come por lá vem do continente, e suas águas não são ricas em pescados.

Pois tive a grata surpresa de descobrir que há, sim, vida culinária inteligente e saborosa em Rapa Nui.

O Ahu Tongariki, impressionante com seus 15 moai
Se minha passagem pela ilha não chegou a ser uma festa pantagruélica, à altura das recentes farras gastronômicas que fiz em PortugalGrécia e Turquia, devo dizer que comi bastante bem à sombra dos moai. Pensando bem, faz sentido: a principal atividade econômica da ilha é o turismo e seria natural que, aos poucos, restaurantes bacanas começassem a a aparecer por lá. A seguir, alguma das minhas experiências à mesa Rapa Nui.

Onde comi na Ilha de Páscoa

Ahu Tautira, em Hanga Roa
Au bout du monde
(Rua Policarpo Toro s/n) - Duas belgas, uma delas casada com um Rapa Nui, cuidam da cozinha e das mesas deste restaurante que funciona num varandão de primeiro andar, em frente à prainha de Poko-Poko (a minha preferida em Hanga Roa).

Foi lá que fiz minha primeira refeição na ilha, o almoço de sábado. Pedi o menu do dia, camarões com gengibre e leite de coco, acompanhados de arroz e de uma saladinha de folhas fresquinhas. Adorei! Com dois refrigerantes, a conta ficou  em 12.000 pesos (US$ 25).

Funciona das 13h às 14:30 e das 19h às 22:30h (fecha às terças-feiras). Aceita cartão de crédito. À noite, costuma apresentar danças tradicionais Rapa Nui com o grupo Matato'a.

Hetu U
(Atamu Tekena, s/n) - Recomendado por John, meu guia na ilha, este foi sem duvida o melhor restaurante que experimentei em Rapa Nui. Pedi um filé de atum grelhado (a la plancha), mal passado, gigantesco, acompanhado de purê de camote, a batata doce andina que eu amo. O prato estava simplesmente inesquecível.

Era meu jantar de despedida da ilha e fiquei morrendo de pena de não ter podido voltar para provar o carpaccio de atum, super bem falado. Fica para a próxima.

Como eu ando uma  moça muito comportada, essa refeição também foi acompanhada só por refrigerante e a conta ficou em 15.000 pesos (US$ 30), muito bem pagos. Além da comida bater um bolão, o atendimento também é muito simpático.Abre para o almoço, também, e aceita reservas e cartões de crédito.

Caleta de los Pescadores, no centrinho de Hanga Roa
Mamma Nui 
(Taniera Teave s/n) - Resolvi experimentar este restaurante despretensioso, com cara de varanda de casa de veraneio, porque ele ficava a cerca de 200 metros do meu hotel e eu precisava poupar os pezinhos, depois de muito caminhar. Pois taí uma boa surpresa.

Pedi os ostiones al ajillo (vieiras com molho de alho) e adorei. A casa é mais conhecida pelas parrillas (assados) de frutos do mar, feitas numa churrasqueira montada no jardim, e pelas pizzas. Além da excelente refeição, o dono é um ótimo papo, me deu dicas preciosas sobre a ilha. Grande jantar por 18.000 pesos (US$ 36).

Dominican
(Atamu Tekena, na esquina com a Sebastián Englert) - Mais bar que restaurante, esta casa simples cativa pelo atendimento descontraído (quando perguntei se podia fumar numa mesa da varanda, a garota que estava me atendendo disse que eu podia "fumar todo lo que quiera", o que pode ser traduzido como "pode fumar à vontade" ou "pode fumar o que quiser") e reúne uma galerinha interessante no final da tarde para unas copitas. 

A trilha sonora combina Rock'n'Roll, reggae e ritmos caribenhos. Pedi um lomo a lo pobre, prato típico chileno que consiste num bife servido com ovo frito e batatas fritas (queria variar dos frutos do mar) e confesso que almocei muito bem. Para uma refeição sem compromisso, o lugar é perfeito. A conta, com refrigerantes (ô moça ajuizada!), ficou em 12.000 (US$ 25).

Um moai abandonado aos pés do vulcão Rano Raraku, onde as estátuas gigantes eram esculpidas
La Taverne du Pecheur
Este restaurante tem uma varanda debruçada sobre a Caleta de los Pescadores (a marina principal de Hanga Roa), com uma linda vista para o mar e para o Ahu Tautira, no centrinho da vila, mas fiquei decepcionada com o meu caranguejo gratinado, que veio boiando em molho de tomate com manjericão e cujo sabor estaria mais adequado a uma pizza margherita que a um prato de frutos do mar.

Foi a refeição mais cara que fiz em Rapa Nui (20.000 pesos ou US$ 40) e a mais frustrante. Da próxima vez, tomo só um aperitivo na varanda.

Heladeria Tipanie
Não importa onde eu almoçasse ou jantasse em Hanga Roa, fiquei viciada no excelente sorvete servido neste balcãozinho sempre esmagado por filas intermináveis, ao lado da agência de mergulho que funciona no Balneário de Pea, no centrinho da vila.

O sorvete de maracujá é de uivar para a lua, de tão bom. O de framboesa passou com louvor no meu teste (que é ser tão bom quanto o da parisiense Berthillon). Um dos rapazes que trabalha na sorveteria fala excelente português, pois é ex-aluno da Universidade de Coimbra.

Para ver todas as comidas e bebidas citadas aqui no blog, acesse Comes&Bebes - Índice

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O Chile na Fragata Surprise:

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Um comentário:

  1. Adorei o almoço no au bout du monde foi bem gostoso .

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