segunda-feira, 19 de junho de 2017

Museus de Florença - guia de sobrevivência


Galleria dell'Accademia: todo mundo quer ver Davi — e com toda razão
Chicotes e algemas são para os fracos. Prazer com sofrimento mesmo é visitar as espetaculares galerias da Accademia e Uffizi, os dois museus mais famosos e lotados  de Florença. Os acervos de ambos são verdadeiras epifanias, mas o processo é inevitavelmente resfolegante. Uma overdose de contato físico e posições bizarras – já me peguei admirando um quadro por baixo de um sovaco não identificado — que deixam a gente um caco. Mas é bom demais!.

Tão bom que eu não resisto. Em janeiro eu estive pela terceira vez em Florença e – todas as juras anteriores esquecidas — lá estava eu, serelepíssima, na fila para o terceiro capítulo dos 500 tons de todas as cores da paleta renascentista da Galleria degli Uffizi e mais uma maratona de esticação de pescoço para ver o Peladão, vulgo Davi de Michelangelo, na Accademia.

É verdade que essa visita de agora foi na altíssima estação  — em janeiro, no movimentadíssimo período das festas entre Natal e Dia de Reis —, mas as anteriores foram em desenxabidos dias comuns de começo de abril e meados de novembro. O que não mudou foi o mundaréu de gente que encontrei no interior dos museus, especialmente na Uffizi.

Corredor da Galleria degli Uffizi: "mete o cotovelo e vai abrindo o caminho", como ensinava o frevo de Caetano
A Gallleria degli Ufizzi é a quarta atração cultural mais popular da Itália, registrando 2 milhões de visitantes em 2016 — atrás apenas no Pantheon, em Roma (7,3 milhões), do Coliseu/Fórum Romano (6,4 milhões) e das ruínas de Pompeia (3,3 milhões). Coladinha na Uffizi está a Accademia, em quinto lugar, com 1,5 milhão de visitantes no ano passado. 

O clima de lotação esgotada que impera nos dois museus pode mesmo interferir no prazer da contemplação das maravilhas de seus acervos. É por isso que eu criei uma série de "estratégias de sobrevivência" para facilitar minhas visitas, e compartilho as dicas com você neste post dedicado à Semana dos Museus (MuseumWeek).

A Primavera, de Botticelli, é assim...

Mas o mais provável é que você a veja assim
A Semana dos Museus, que começa nesta segunda-feira (19/6), celebra e divulga essas instituições fundamentais na preservação da memória e do patrimônio cultural pelo mundo. Como já é tradição, os integrantes da Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem (RBBV) organizaram esta blogagem coletiva para homenagear o evento, falando sobre seus museus preferidos. Veja no final deste post os blogs participantes e os links para as postagens.

E aperte os cintos, pois nossa visita à Uffizi e à Accademia vai começar 😊.

Por que ir à Ufizzi e à Accademia




A Galleria degli Uffizi tem apenas o melhor acervo renascentista do planeta. Você pode ver maravilhas arrebatadoras dessa escola artística espalhadas pelos quatro cantos da terra, mas ouso dizer que nenhum outro museu consegue reunir tantas obras primas, oferecendo um painel tão completo do que foi o Renascimento — esse momento mágico do engenho humano.

Além das obras de Michelangelo, Rafael, Ticiano, Da Vinci e Botticelli, os nomes mais famosos da coleção, uma visita à Uffizi é a chance de contemplar outros gênios como Perugino, Filippino Lippi, Fra Angelico, Ghirlandaio... E de bônus ainda tem uns barrocos de rasgar a roupa, como Caravaggio e sua discípula Artemísia Gentileschi (ando louca pelo trabalho desta mulher). Te convenci? 

O Nascimento de Vênus, de Botticelli, na Uffizi

Judite decapitando Holofernes, de Artemísia Gentileschi e Baco, de Caravaggio, na Uffizi
Já a Galleria dell’Accademia é famosa basicamente pelo indescritível Davi, de Michelangelo — obra cuja contemplação, paga, sozinha, sua visita a Florença. O peladão eclipsa tudo a seu redor, mas o restante do acervo do museu é maravilhoso. 

Lá estão os inacabados Prigioni (prisioneiros), também de Michelangelo, estátuas projetadas para o túmulo do papa Júlio II — e o fato de as obras não terem sido concluídas, com seus personagens ainda não totalmente libertados do mármore, as torna ainda mais impressionantes, como na escultura Atlante.

A Accademia tem obras pré-renascentistas apaixonantes. Na foto, a Madona do Cinto, de Andrea Giusto Manzini, em primeiro plano
Entre os pintores renascentistas, você encontrará uma lindíssima Anunciação, de Filippino Lippi, as versões de Santi de Tito, de Bronzino e de Lippi (completada por Perugino) para A Deposição de Cristo da Cruz e obras de Ghirlandaio, Botticelli e Andrea del Sarto.

Na Gipsoteca Bartolini, a Accademia reúne uma vasta coleção de cópias em gesso de estátuas greco-romanas e estudos para grandes obras, como a moldagem original do Rapto das Sabinas, de Giambologna — uma das esculturas que eu mais amo na vida, e cujo mármore está exposto na Loggia dei Lanzi, na Piazza della Signoria.

A Gipsoteca Bartolinni: à direita, o estudo definitivo para O Rapto das Sabinas, de Giambologna

A Deposição da Cruz, de Filippino Lippi (esq), na Accademia

Pensa que acabou aí? A Accademia tem uma coleção belíssima de obras pré-renascentistas, dos séculos 13, 14 e 15 — que pouca gente se dá ao trabalho de ver.

Sala das Miniaturas, na Uffizi
Como comprar ingresso
Nos dois museus, comprar o ingresso com antecedência é fundamental para evitar o sofrimento de pegar duas filas, a da bilheteria e a da entrada. Também é possível comprar o bilhete com hora marcada para entrar, pagando uma taxa suplementar. O Polo Museale Fiorentino vende entradas pela internet e se você vai ficar pouco tempo na cidade, essa é a melhor opção.

Os Prigioni, de Michelangelo

Estátuas de grandes artistas decoram a fachada exterior da Uffizi

A não ser em casos muito específicos (tipo a visita às casas de Lennon e McCartney, em Liverpool, que tem vagas limitadíssimas), não curto comprar ingresso com muita antecedência, para não ficar amarrada (antes de viajar, sou uma pesquisadora obsessiva, exatamente para poder improvisar: quanto mais eu sei sobre o destino, mais consigo inventar um roteiro inesperado, ao sabor do humor do dia).

A solução que encontrei em Florença me pareceu bem prática: comprei as entradas para a Uffizi e Accademia quando já estava na cidade, na véspera da visita e com horário de entrada marcado

A Adoração dos Magos, de Gentile Fabriano, na Uffizi

Peças sacras do Século 13, na Accademia
Foi fácil, sem filas e indolor e eu ainda poupei a aporrinhação de ter que descobrir onde trocar o voucher que se recebe por e-mail, em caso de compra pela internet.

Comprei os ingressos para os dois museus na Accademia (o guichê fica do outro lado da rua, em frente à entrada principal), perto da hora de fechar. É possível fazer o mesmo na Uffizi (na Porta 2), e em um posto de venda de ingressos que funciona ao lado da Igreja de Orsanmichele.


Como receber os ingressos comprados pela internet
Se se você vai ficar pouco tempo na cidade, repito, é uma boa precaução comprar os ingressos com antecedência. Antes de entrar nos museus, é preciso trocar a confirmação recebida via internet pelos bilhetes. Na Uffizi, dirija-se à Porta 3, 15 minutos antes da hora marcada para entrar — sem choro nem vela: não adianta chegar antes disso.

Na Accademia, vá direto para a fila para quem tem hora marcada (procure a plaquinha que diz “prenotato” ou “prenotazione”) que na entrada sua confirmação será trocada pelo bilhete.


Coleção de Madonnas do Século 15, na Accademia


Mesmo com hora marcada, haverá fila
Pronto, você já tem seu ingresso com hora marcada, agora é só se dirigir à entrada e... tcharâânn.. entrar na fila. Sim, visitar a Uffizi e a Accademia é ir ao céu sem precisar morrer, mas tem sempre um sofrimentinho.

Meu ingresso na Accademia estava marcado para as 11 horas (quebrando minha regrinha de ouro de preferir sempre os primeiros horários. Mas, gente, a temperatura média em Florença era de zero grau nos dias que passei na cidade).

Resolvi chegar 15 minutos antes e encontrei uma fila quilométrica de gente na mesma situação que eu. Quando soaram as 11 badaladas (literalmente, porque a Igreja de San Marco fica a menos de uma quadra), achei que a fila ia andar, mas ainda foi preciso esperar uns 10 minutos para termos a entrada liberada. E depois disso ainda tem a espera para passar pelo detector de metais...

Não bastassem os quadros magníficos, o edifício da Uffizi também é um show. Repare os afrescos que decoram os tetos dos corredores. À direita, a Madona do Caderninho, de Rafael
Onde tudo começou: depois que Cosimo de Médici passou a reunir sua coleção de arte no terceiro andar da Uffizi, seu sucessor, Francesco, mandou construir a Tribuna, uma sala octogonal, para abrigar as peças. 200 anos depois, em 1769, o Duque Leopoldo de Habsburgo abriu a galeria à visitação pública
Na Uffizi foi a mesma coisa. O bolo de gente na porta do museu era tanto que tive um certo trabalho para confirmar a fila que se dirigia à porta 3 (a entrada de quem tem hora marcada). E a bicha estava quase dobrando o quarteirão. 

Para escapar de todas as filas

Os museus e monumentos históricos italianos estão adotando um regime que permite furar as duas filas — não só a da bilheteria, mas a da entrada. Basta o visitante tirar o escorpião do bolso: quem compra uma visita guiada em grupo, tem ingresso vip, direto e sem aporrinhações. É o uso do poder econômico aplicado à fruição estética.

O duque Cosimo de Médici mandou construir a Ufizzi para reunir os escritórios dos magistrados de Florença ao lado da residência ducal, o Palazzo Vecchio (ao fundo, na foto)
Essa modalidade é oferecida por agências, a preços que variam entre € 32 e € 40, dependendo se há transporte incluído. Também há guias credenciados que passam pelas filas recrutando candidatos a formar um grupo fura-fila e cobram cerca de € 20 pelo serviço.

Eu acho que essa opção é igual a ir a um show dos Rolling Stones na pista prime: você paga bem mais caro para ver o que há de melhor de uma expressão artística, mas ainda vai ter que se espremer com um monte de gente que insiste em berrar no seu ouvido e tapar a sua visão. Sim, porque a entrada é vip, mas lá dentro está todo mundo no mesmo barco -- e todo mundo quase escapa de ser hipérbole, neste caso...

Acho esta Pietà, de Perugino, uma das obras mais arrebatadoras da Uffizi. Ela fica na mesma sala da Anunciação de Da Vinci e passa quase despercebida
Como abstrair as multidões
Quem já foi sabe a dor e a delícia de ver a Uffizi e a Accademia, dois lugares recheados do que há de mais sublime na arte. Apesar das multidões, do falatório e da disputa por espaço, porém, é possível fazer de sua visita uma experiência tão plácida quando o olhar das madonas pintadas pelos mestres.

Eu sempre acho que a Medusa, de Caravaggio, tá passada com a multidão 😁
Eu prefiro chegar bem cedo, de manhã, ou mais para o final da tarde, para evitar a hora do rush das excursões — nada contra excursões, mas os grupos grandes costumam provocar mais tumulto do que os visitantes individuais.

Estudo o mapa dos museus para saber onde estão as obras mais famosas. Se a visita for de manhã cedo, vou primeiro a elas. Se minha visita for à tarde, que deixo para o final. Geralmente, essa estratégia me garante encontrar menos concorrência.

Altar do Século 15, na Accademia
Outro recurso do qual não abro mão é ouvir música. Além de embalar a visita, abafa o vozerio que tanto me incomoda.

Por fim, programo tempo suficiente para uma visita sem pressa, com muitas pausas. Quando a muvuca aperta, eu paro para um café, respiro e volto novinha para mais um round.

Dicas práticas


Galleria degli Uffizi
Piazzale degli Uffizi, 6. De terça a domingo, das 8:15 às 18:50h (de junho a setembro, até as 22 horas nas quartas feiras). Fecha no Ano Novo, Natal e 1º de Maio. Ingresso € 12,50 (€ 8 na baixa estação). Suplemento para hora marcada € 4.



Galleria dell'Accademia
Via Ricasoli nº 58-60. De terça a domingo, das 8:15h às 18:50h. Fechada no Ano Novo, Natal e 1° de Maio. Entrada: € 12,50. Suplemento para hora marcada € 4.


Blogagem Coletiva #MuseumWeek 

Geral
Meus Museus Favoritos - blog Vamos Por Aí 

Brasil
Museu Casa dos Contos, em Ouro Preto, Minas Gerais - blog Trilhas e Cantos
Museu Light da Energia, Rio de Janeiro - blog Viajar correndo
Museu Iberê Camargo, em Porto Alegre - blog Quase Nômade
Museu do Futebol em São Paulo: paixão, história e entretenimento - blog Cantinho de Ná 
Museu Lasar Segall - blog Destino Compartilhado 
Museu Imperial - Petrópolis - Rio de Janeiro - blog Viajar hei 
Catetinho, em Brasília - blog Sonhando em Viajar! 

Américas
National Gallery of Art, em Washington - blog Mariana Viaja 
Museo de Arte Precolombino de Cuzco - blog Gastando Sola Mundo Afora
Exploratorium - São Francisco, Califórnia - blog Mulher Casada Viaja 
MET Museum, Nova Iorque - blog Itinerário de Viagem 
Children’s Museum of Houston - Texas com crianças - blog Família Viagem 
Museo Santuarios Andinos - Arequipa, Peru - blog Viajento 
Museu Botero, Bogotá, Colômbia - blog Let's Fly Away 
Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires, Argentina  - blog 
Comendo Chucrute e Salsicha
Museu da Revolução, em Havana - blog Me Deixa Ser Turista 

Ásia
Batik na Indonésia: Museu Têxtil em Jakarta, Indonésia - blog Viajoteca 

Europa
4 Museus Imperdíveis em Florença - blog Uma Viagem Diferente 
Museu Nacional do Hermitage - São Petersburgo - Rússia - blog Entre Polos 
Centro Português de Fotografia - Porto/Portugal - blog Do RS para o Mundo  
Museu Olímpico e do Esporte - Barcelona - blog Sol de Barcelona 
Museus do Vaticano - Roma - Itália - blog Aquele Lugar
Ilha dos Museus - Berlim - blog Viagem LadoB
Museo de Ciências Naturais de Madrid - blog MEL a Mil pelo Mundo
Museu Charlie Chaplin: o Chaplin’s World em Vevey, Suíça - blog Caixa de Viagens
Nemo Science Museum, em Amsterdã, Holanda - blog Viajo com filhos
Museu do Automóvel de Turim, Itália - blog Mochileza
Museu Histórico de Berna, Suíça - blog 1001 Dicas de Viagem
8 Museus Imperdíveis em Barcelona, Espanha - blog Estrangeira
Museu Nacional da Finlândia, em Helsinki - blog Devaneios de Biela
Galeria Nacional da Noruega - blog A Vida é como um livro

Os museus de Troyes, França – blog Direto de Paris


Mais sobre Florença 

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33 comentários:

  1. Adorei esse post! vai me ajudar muito no planejamento de florença!

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    1. Massa, Gabi. Florença tem muita coisa pra ver - muita meeeesmo - e planejamento é essencial. bjo

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  2. Fico boba com a riqueza de detalhes das esculturas!

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  3. Que post fantástico! Uma riqueza de detalhes fenomenal. Já fui à Florença e tive oportunidade de ver de perto, mas na correria. Acho que vale a pena ter um bom tempo para curtir tudo.

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    1. Obrigada, Erval :)
      Olha, eu acho que Florença não é mesmo pra ser vista uma vez só. Vale a pena voltar com calma :)

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  4. Tem lugar que não tem como fugir da multidão, mas valeu pelas dicas para contornar esse problema!

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    1. Rafael, não tem multidão que estrague a alegria de ver essas maravilhas, Rafael :)

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  5. Que legal! Escrevemos sobre os mesmos lugares mas totalmente diferente!
    Adorei!

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  6. Maravilhoso! Eu sou apaixonada por Florença.. Mas infelizmente quando estive por lá não tive tempo para visitar nenhum museu! Agora com certeza já está na lista para a próxima visita! ;)

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    1. Nossa. na próxima, não perca. A cidade realmente é tão bonita que quase não dá vontade de entrar nos museus, mas são muito bacanas, mesmo.

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  7. Eu simplesmente AMEI o post, ADOREI o jeito que escreve, super criativa e fala todas as verdade. Bem na linha que o Itinerário de Viagem segue ;) Por isso que A-M-E-I !!!!

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  8. Esses dois museus são ótimos e o post está completíssimo. É mesmo um manual de sobrevivência rsrs

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  9. Adorei! Senti saudade de Florença lendo seu post. E mesmo tendo a sua sensação de disputa por espaço as vezes, vale cada tentativa para ver as obras.

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    1. Obrigada :) Sim, Florença vale demais. Eu ainda quero voltar mais vezes :)

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  10. Post super favoritado para quem eu finalmente for a Florença! Faço questão de visitar os 2 museus! Meus pais estiveram na Uffizi ano passado e eu comprei o ingresso pra eles online - sem condições de perder tempo na fila!

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    1. Vá, Fernanda, vc não vai se arrepender. As belezas da Uffizi e da Accademia a gente carrega na alma pra o resto da vida :)
      Bj

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  11. Tenho verdadeira alergia a multidões, mas pelo visto nesse caso vale a pena o sacrifício!!

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    1. Também não curto muita muvuca, Paulo, mas tem lugares que não tem jeito... Florença é espetacular e todo mundo quer um pedacinho :)

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  12. Quando se trata de museu, Florença é incomparável! Eu já fui nesses museus e pretendo voltar ano que vem e você deu umas dicas espetaculares, muito obrigada! Parabéns pelo post!

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    1. Que bom! Os dois museus merecem mais de uma visita na vida. Aproveite :)

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  13. Realmente vale todo esforço para ver ou rever essas obras magníficas! Aquele detalhe da mão do Davi impressiona!!!
    Faltou meu link no post =)
    Parabéns pelo seu!!
    Andrea Santos (@dedonomapa)

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    1. Seu link estava quebrado, Andrea. Já arrumei

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  14. Florença é mesmo um museu a céu aberto, né? Que cidade incrível!

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  15. Adorei! Com certeza está na minha lista de prioridades na Itália!

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  16. Encantada com tanta coisa linda! Se eu já estava louca pra conhecer Florença e essa região da Itália, agora mais ainda!!!

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  17. Adorei o jeito como você escreveu os relatos, baita texto! E que coleção impressionante! Arte renascentista é linda demais. Parabéns pelo post!

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  18. Oi, Cyntia! O post é quase tão sensacional quanto as obras Renascentistas! Sou apaixonada por elas e amei que você trouxe algumas para compartilhar aqui. Eu também fico que nem a Medusa, de Caravaggio, com a multidão! Parabéns pela dica e por não perder o humor! ;)

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  19. Florença é uma cidade incrível e ver de perto obras do renascimento deve ser tudo de bom. Quando fui à Florença não tive tempo de ir à Galeria, mas pretendo ainda conhecê-la.

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  20. Adorei esse guia de sobrevivência. Realmente, precisa de toda uma logística para otimizar as visitas à eles!

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