quarta-feira, 27 de maio de 2015

Hospedagem no Rio de Janeiro:
Regente Copacabana

Meu dia começava assim...
Os hotéis do Rio de Janeiro têm os preços mais inflacionados do País. Na beira da praia, então, costumam custar os olhos da cara. Mas uma coisa que eu aprendi nos anos que passei indo ao Rio a trabalho (pelo menos uma vez por mês, chato, né?): de março a setembro as diárias ficam quase irreconhecíveis, em relação aos caminhões de dinheiro cobrados pela hospedagem quando as temperaturas começam a esquentar.

Nas duas últimas passagens pela cidade (no último fim de semana de fevereiro e agora, no meio de maio), aproveitei essa baixa no valor das diárias para me presentear com estadias de cara para o mar, as montanhas e as curvas do litoral mais bonito do Brasil.

O melhor do Regente é essa vista do terraço
Em fevereiro, eu fiquei (e adorei!!) o Ipanema Plaza, na Farme de Amoedo, que super recomendo (tem resenha dele aqui). Desta vez, resolvi testar o Regente Copacabana, um hotel onde minha família se hospedava quando eu era criança e que agora, bem reformado, faz parte da rede Golden Tulip (a mesma do Ipanema Plaza, mas, não, não estou trabalhando para essa cadeia hoteleira nem para qualquer outra empresa da área de turismo, rsss).

Com preços similares, eu diria que o Regente perde na comparação com a minha opção anterior: os quartos são mais impessoais e sisudos e os ambientes, em geral são menos charmosos. Mas na avaliação geral, é uma boa escolha pra quem quer ficar de cara para o mar de Copacabana, a dois passos do Forte, com mil e uma alternativas de restaurantes e bares nas redondezas.

Aquela pontinha da praia que aparece na imagem
 é o Forte de Copacabana

Meu quarto: grandão, mas meio sisudo

Desta vez, meu quarto não tinha vista para o mar (só uma nesguinha). Fiquei num apartamento duplo standard, bem grande (cerca de 20 m²), onde senti falta de algum aconchego, tipo poltroninha com luz de leitura, mesinha, etc. O mobiliário era bem básico: a cama, muito confortável e com ótimos travesseiros, as mesinhas laterais, com luzes de leitura, a banquetinha para a mala e uma mesa de trabalho, onde também fica o frigobar. A TV, em frente à cama, tinha um bom sortimento de canais a cabo — para o caso de alguém ir ao Rio de Janeiro assistira às reprises dos 622 filmes da franquia de Velozes e Furiosos que infestam a TV paga, atualmente.

Outro ângulo do quarto e o banheiro
O armário, muito grande e com altura para pendurar vestidos sem amassar a barra (coisa rara, hoje em dia), fica na área de acesso ao banheiro. Além de ter uma quantidade generosa de cabides, tem um cofre com senha onde dá para guardar o notebook. Geralmente eu nem lembro de citar itens básicos em um quarto de hotel, como telefone e ar condicionado, mas é claro que tinha tudo isso. 

O banheiro também é bem espaçoso, com uma bancada grande na pia, para espalhar todas as minhas nécessaires – parei de usar uma só, grandona, que é sempre chata de acomodar na mala. Agora uso várias pequenas, divididas por “tema”. Fica bem mais fácil de arrumar na bagagem e de achar o que preciso. Gostei muito do chuveiro, com muita pressão.


O café da manhã, incluído na diária, é servido em um salão envidraçado do segundo andar, boa maneira de começar o dia com o visual de Copacabana entrando pela janela. O café é bem farto e variado, com uma infinidade de tipos de pães, bolos, croissants doces e salgados, pratos quentes, como os indefectíveis ovos mexidos (alguém conhece algum hotel que não sirva isso? Cartas para a redação, rsss), panquecas, waffles. As omeletes e as tapiocas, com vários recheios, são feitas na hora. Há várias opções de suco e — alvíssaras!! — o café é feito na hora, em máquinas onde você pode escolher entre curto, duplo e outras bossas. É um alívio encontrar um hotel que não serve aquele café aguado, feito ao gosto dos gringos. 

Um tremendo flop do Regente Copacabana é o tal WiFi gratuito, que simplesmente não funcionou para nós e — li várias queixas sobre isso no Foursquare, Tripadvisor e Bookin, o que prova que não foi mero azar nosso...

Os guarda-sóis branquinhos que você vê na foto
 fazem parte da estrutura de praia do Regente
O melhor do Regente é o terraço com vista escandalosa para Copacabana inteirinha, da ponta do Forte ao Leme. Fica no 12º andar, onde um pequeno salão funciona como bar e dá acesso à piscina (bem pequena). Em um piso superior fica um solário com espreguiçadeiras, mesinhas e guarda-sóis.

O Regente também tem estrutura de praia, oferecendo toalhas, cadeiras, guarda-sóis e segurança aos hóspedes, na faixa de areia em frente ao hotel. Uma barraquinha com a logomarca da rede serve de ponto de apoio na areia. Desta vez, com o ventinho gelado de maio, não experimentei o banho de mar, mas achei essa infra uma mão na roda. É só atravessar a rua e pronto...

No cômputo geral, gostei bastante do hotel, do atendimento, instalações e da localização.

Golden Tulip Regente Copacabana - Avenida Atlântica nº 3.716, Posto 5, entre as ruas Sá Ferreira e Sousa Lima. Diárias no apartamento duplo, com café da manhã, por R$ 500.

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