domingo, 4 de dezembro de 2016

Belo Horizonte - dicas práticas

Passeata de garças na Lagoa da Pampulha
Post atualizado em dezembro de 2016

Maior e melhor concentração de botecos do país, ponto de partida para explorar as cidades coloniais mais famosas do Brasil e dona de uma encantadora paisagem urbana (ela não se chama Belo Horizonte por acaso), a capital de Minas Gerais é uma cidade muito gostosa.

Viajei muito pra lá a trabalho, mas, nos últimos anos, tenho tido o prazer de ir a BH curtir o que ela tem de melhor: a copiosa e deliciosa cozinha mineira, a boemia de primeira e a cena cultural bacana.


A Casa de Baile, na Pampulha
Passei o último fim de semana de novembro em Belo Horizonte, no Encontro da Rede Brasileira de Blogueiros (RBBV) de viagem 2016.

O reencontro com Belo Horizonte foi breve, mas muito gostoso. Só confirmou o que vivo dizendo: a cidade é um ótimo destino de lazer. Se você ainda não descobriu isso, tá passando da hora. Siga as dicas deste post e comece a planejar 😊.

Do aeroporto ao Centro de BH



Taí uma coisa que eu admiro nos mineiros: eles têm o único aeroporto sincero do planeta. Confins é longe meeeesmo (ou mêsss, como se diz por lá) e o trajeto de 40 quilômetros até o Centro de BH costumava durar uma eternidade com o trânsito engarrafado. 

A boa notícia é que as obras viárias feitas para a Copa do Mundo de 2012 melhoraram muito o trânsito. Em plena hora do almoço, levei cerca de 30 minutos para ir do aeroporto de Confins à Pampulha (30 km), onde fiquei hospedada. Os deslocamentos de lá até o centro também foram muito mais rápidos do que eu me lembrava.


Museu de Arte da Pampulha - arquitetura de Niemeyer, escultura de August Zamoyski e jardins de Burle Marx
De ônibus 
O deslocamento entre Confins e BH pode ser feito em ônibus convencionais (R$ 12,10) ou executivos (R$ 26,75), esses últimos bem confortáveis. Consulte os horários, trajetos e locais de partida no site da empresa que opera as linhas, a Unir. A viagem leva entre 45 minutos e uma hora e algumas linhas passam pelo Aeroporto da Pampulha. 

O Aeroporto de Confins é bem sinalizado e não é difícil encontrar os pontos de partida dos ônibus. A Chegada em BH é no Terminal Álvares Cabral (os executivos) e a Estação Rodoviária (convencionais). 


Palácio da Liberdade, antiga sede do governo de Minas, hoje aberto à visitação
De táxi
Várias cooperativas credenciadas servem ao aeroporto. O preço da corrida é tabelado e vai depender do bairro para onde você está indo (calcule algo em torno de R$ 120, se seu destino for no Centro). De Confins à Pampulha, agora em novembro/2016, paguei R$ 104.


Desta vez, chegando à noite e com a alça da mala quebrada -- obrigada, companhias aéreas! --, decidi pegar um táxi. Os táxis especiais cobram a mesma tarifa dos comuns: R$ 100. As agências de turismo receptivo cobram cerca de R$ 60 por pessoa, a partir de dois passageiros. 

Onde ficar em BH
Lagoa da Pampulha
Quality Hotel Pampulha
Avenida Presidente Antônio Carlos nº 7456

Minha experiência mais recente de hospedagem em BH foi neste hotel simpático no bairro da Pampulha, mas meio fora de mão para aproveitar os encantos da lagoa e do belo conjunto arquitetônico projetado por Oscar Niemeyer.

O Quality, porém, compensa a avenida desenxabida onde está localizado com quartos confortáveis, tarifas atraentes e bom atendimento. As diárias com café da manhã, no apartamento categoria superior, estavam por R$ 180, em novembro 2016.

O hotel vai ganhar um post. Aguarde 😊.

Quality Pampulha: boa experiência
Clarion Lurdes Hotel Rua Bernardo Guimarães nº 2032, Lurdes
Tive uma boa experiência neste hotel em 2014, quando passei por BH a caminho de São João del Rei e Tiradentes. É bem localizado, tem tarifas acessíveis, confortável e o atendimento é simpático. Siga o link para ler o post.

Hotel Ibis Liberdade
Avenida João Pinheiro n° 602


O antigo casarão agora abriga a recepção, o restaurante e bar do Ibis Liberdade
Fiquei lá em 2012 e gostei muito. É um Ibis, então você já sabe o que esperar (e isso é sempre bom). A maior vantagem é que ele tem uma localização excelente, a duas casas da Praça da Liberdad, que é um point muito bacana de BH, com museus, centros culturais, cafés e bares legais nas redondezas.

Da janela lateral do quarto de dormir eu via a Basílica de Nossa Senhora de Lurdes. À direita, o casarão e a torre do hotel ao fundo

A varanda do Ibis Liberdade
O hotel foi construído no antigo quintal de um dos aristocráticos casarões da área, onde hoje funcionam a recepção, o salão do café da manhã e o bar, ambientes muito agradáveis. A equipe é especialmente simpática e bem treinada, pronta para dar boas dicas de passeios. 

Os apartamentos são um tiquinho mais amplos que o padrão Ibis, mas são idênticos a qualquer outro da cadeia. As diárias do Ibis Liberdade começam em R$ 124, uma pechincha, especialmente considerando a vizinhança.

Como ir às cidades históricas de Minas
A chegada a Ouro Preto é sempre emocionante
Belo Horizonte fica a distâncias bastante confortáveis de muitas das cidades setecentistas de Minas, permitindo visitas bate-e-volta a Ouro Preto (96 km), Mariana (112 km), Sabará (23 km) e Congonhas, por exemplo. Siga os links pra ver os detalhes dessas viagens.

Da Estação Rodoviária, no Centro, partem ônibus em diversos horários para essas cidades. Siga os links para ver mais detalhes.


O Santuário do Caraça (esq) e a Igreja do Carmo, em Mariana
Na minha última visita a essas cidades, em 2012 contratei os serviços da Primotur, agência de turismo receptivo que faz tours para grupos pequenos, em carros de passeio ou Doblôs. Ficou mais caro (cada tour privado custou cerca de R$ 200) do que se virar de ônibus, mas eu aprovei o conforto e a eficiência. O guia Hélder é bem preparado e bom papo. Fui com ele a Ouro Preto e Mariana, à Serra do Caraça e a Sabará


A igrejinha de Nossa Senhora do Ó, em Sabará, e os profetas de Aleijadinho na Basílica do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas
Para Congonhas eu fui sozinha e não curti muito a experiência, pois a cidade não está muito preparada para receber o viajante independente (tive uma certa dificuldade em conseguir transporte para circular por lá).

Em 2014, fui de BH para São João del Rei por conta própria e achei bem tranquilo. Veja as dicas aqui:  Fim de semana em São João del Rei e Tiradentes

Mais sobre Minas Gerais
Um roteiro para ver as cidades históricas a partir de BH

Fim de semana em São João del Rei e Tiradentes
Santuário do Caraça de trem
A beleza delicada de Sabará
Sabores de Minas: azedinha e ora-pro-nóbis

Um passeio pela bela Mariana
Congonhas: os 12 Profetas de Aleijadinho
Um passeio em Ouro Preto
Turismo responsável: o delicado equilíbrio de Ouro Preto
Ouro Preto, um tesouro que não sai de moda
O Mercado Municipal de BH: festa para os cinco sentidos
A Pampulha: quando o futuro não era careta
Belo Horizonte: Buenos Aires com montanhas?

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4 comentários:

  1. melhor lugar do brasil para morar , Belo Horizonte . Pena que os governantes não preservam a beleza da cidade , estão derrubando arvores , construindo prédios luxuosos e altos , substituindo áreas verdes por concreto na obra do BRT ... PENA !

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    1. Esse é um problema que está por toda parte, Artur. A especulação imobiliária, de um lado, e a pressão por mais avenidas, para mais carros circularem, são coisas que fazem muito mal às nossas cidades. Quanto à obra do BRT, não conheço os impactos dela na cidade, mas sem transporte de massa os centros urbanos ficam inviáveis, né?

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    1. Só não é legal colocar link disfarçado no comentário...

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