30 de agosto de 2013

A Távola Redonda de Winchester

O Great Hall  é tudo o que resta do Castelo de Winchester, 
sede do poder dos reis normandos. A Távola Redonda (à esquerda) foi encomendada pelo rei Eduardo I, no Século 13
A primeira capital da Inglaterra, é uma cidade surpreendente e cheia de atrações de primeira linha. É tanta coisa bonita pra ver que muita gente passa pela cidade sem visitar o Great Hall,  majestoso salão do Século 13, onde os reis reuniam a corte, administravam a justiça e ofereciam banquetes, e que exibe orgulhosamente a Távola Redonda de Winchester.

Ela não é exatamente a Távola redonda do Rei Artur, mas um tampo de mesa gigantesco, com mais de 700 anos de idade, que reproduz o mitológico centro das reuniões do legendário soberano com seus cavaleiros.

A Távola Redonda de Winchester, porém, tem muita história no currículo desde que foi encomendada pelo rei Eduardo I, no Século 13, para resgatar o símbolo das tradições e do poder britânicos.

O Westgate, um das portas fortificadas nas antigas muralhas de Winchester
A torre do Westgate abriga um pequeno museu com armas e objetos usados pela guarda do portão. O mais impressionante é o forro de madeira, decorado com pinturas
⭐O Great Hall de Winchester
Castle Avenue s/n. Aberto diariamente, das 10h às 17 horas. A entrada é gratuita, mas é sugerida uma doação em dinheiro, para contribuir com a manutenção do espaço.

Quando os normandos tomaram a Inglaterra, no Século 11, Guilherme, o Conquistador tratou de construir um castelo em Winchester para ser a sede do novo poder real. O Great Hall é uma adição posterior ao castelo, obra do rei João Sem Terra (o sempre vilão Príncipe João, da história de Robin Hood) e a única dependência que resta da antiga fortaleza, destruída a mando de Oliver Cromwell, no Século 17.

Vitrais do Great Hall reproduzem escudos e brasões dos senhores normandos
Cromwell, chefe do breve governo sem reis que controlou a Inglaterra após a Guerra Civil  (1642-1649), considerava o Castelo de Winchester um símbolo da resistência dos aliados do Rei Carlos I (que foi deposto e decapitado), daí a decisão de colocá-lo abaixo.

O Great Hall, porém, foi poupado por puro pragmatismo, já que o vasto espaço era útil para a realização de reuniões e assembleias.

A fachada do Great Hall não dá a menor pista para o impacto que é a visão da construção por dentro, com seu pé direito gigantesco, um vão livre muito amplo, coroado pela trama sofisticada do madeirame do teto.

Dois ângulos do Great Hall
⭐ O Westgate - último vestígio do Castelo de Winchester
Subindo o suave aclive da High Street (dizem que é a rua mais antiga da Inglaterra ainda em seu traçado original), dá para imaginar a importância militar do Castelo de Winchester. No topo da rua, fica o último vestígio da muralha do castelo, o Westgate, portão fortificado que protegia a entrada Oeste da povoação e dava acesso ao Great Hall.

O portão tem uma torre no topo, onde hoje funciona um pequeno museu com armas e outros objetos usados pelo corpo da guarda do Westgate. Vale a pena subir até o terraço de observação para ver uma bela vista de Winchester.

Logo adiante do portão está a esplanada do Great Hall, um antigo pátio interno das fortificações -- preste atenção à escadaria que dá acesso a um porão escavado por arqueólogos.

O exterior do Great Hall é normando da gema, mas não dá a menor ideia da imponência do salão
A Távola Redonda: segundo historiadores, o rei retratado na mesa seria o jovem Henrique VIII
A Távola Redonda de Winchester
A Távola Redonda, pairando sobre o Great Hall, teria sido construída pelo neto de João Sem Terra, Eduardo I, para um torneio de cavaleiros realizado em Winchester no Século 13.

A pintura que recobre a peça, porém, é mais recente: a imagem do rei no centro da távola seria um retrato do jovem Henrique VIII, que também mandou colocar uma rosa, símbolo da dinastia Tudor, no centro do desenho.

Na parte de trás do salão, não deixe de ver a reconstituição de um jardim medieval
O Jardim da Rainha Leonor
⭐ Os jardins da Rainha Leonor
Depois de babar com a imponência do Great Hall, saia por uma pequena porta nos fundos do salão para ver a reconstituição de um jardim medieval, o Jardim da Rainha Eleonor, trabalho meticuloso de arqueólogos, paisagistas e arquitetos para recriar um recanto do Século 13. Lindinho.

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4 comentários:

  1. Adorei o post. Nem imaginava que tinha um lugar assim!

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  2. Cristina, Winchester tem muita coisa bonita pra se ver. Adorei a cidade que, apesar de pequeninha, tem uma coleção respeitável de atrações. E olha que minha ideia original era só usá-la como base para visitar os arredores...

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  3. Querida Cyntia
    Obrigada por todas essas info. Estou indo pra lá com outro olhar, outras expectativas graças a vc. Thanks for sharing. You're great.

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    Respostas
    1. Ah, ganhei o dia, Dolores :) Espero que você aproveite Winchester tanto quanto eu. A cidade é lindíssima e os arredores também. Boa viagem

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