quinta-feira, 21 de abril de 2016

Bogotá - hospedagem em Chapinero:
Best Western Plus 93 Park Hotel

Parque La 93, meu simpático vizinho no bairro de Chapinero
Minha visita a Bogotá foi dividida em duas etapas, antes e depois da escapada a Villa de Leyva. Como contei no post anterior, as primeiras três noites na cidade eu fiquei no Centro Histórico, no bairro de La Candelaria, no lindão Hotel de la Ópera. Na volta à capital, porém, eu quis sentir o gostinho da Bogotá moderna. Pra isso, nada melhor do que ficar hospedada no bonito e bem cuidado bairro de Chapinero, na parte Norte da cidade.

Com um pouquinho de pesquisa, escolhi o Best Western Plus 93 Park Hotel (a linha Plus é a categoria intermediária da rede americana, que tem ainda os hotéis básicos e a linha Premier, mais luxuosa). O hotel é muito bem localizado, bonito, novinho em folha e tem um atendimento caloroso e impecável. E o melhor: os preços são tremendamente compensadores. Pra resumir, adorei!

Na dúvida sobre o melhor bairro para se hospedar? Leia este post:
Candelaria ou Chapinero: Onde é melhor ficar em Bogotá?

E a minha experiência no Centro Histórico está aqui:
Hospedagem em La Candelaria: Hotel de la Ópera

O terraço do hotel, onde funciona um bar
Localização
O hotel fica a 100 metros do Parque de La 93, uma agradável área verde literalmente sitiada por lojas, restaurantes e cafés bacanas, no que se convencionou chamar de Zona Rosa de Bogotá. A região é elegante, tem uma certa cara de Jardins (pra quem conhece São Paulo entender a comparação). O bairro chama a atenção pelas largas, arborizadas, muito limpas e bem cuidadas. Tem aquele toque chique que compensa em conforto o que lhe falta em personalidade.

Segurança
É curioso: quase não vi policiais em Chapinero, mas a sensação de segurança era maior do que na Candelaria. O dia que passei por lá, feriado da Sexta-Feira Santa, amanheceu bem preguiçoso, com as ruas desertas e comércio fechado, mas a partir do meio dia o Parque de La 93 e suas imediações começaram a ganhar cada vez mais movimento - nada como gente na rua para tornar uma área segura.

Como sempre faço, perguntei aos recepcionistas do hotel que tipo de cuidados eu deveria tomar nas redondezas e fui aconselhada a não deixar a câmera fotográfica muito à vista, quando andasse por lá à noite. Fora isso, caminhei muito por toda a região, voltei a pé do cinema (no Shopping Andino, a cerca de 1,5 km) à noite, fiquei na rua até perto das 23 horas e achei tudo tranquilíssimo, sempre graças ao movimento de pedestres por lá. 

Meu quarto, no quinto andar do hotel
Acomodações 
Se você já leu sobre a minha aventura na volta de Villa de Leyva, já imagina o quanto eu estava precisando de um quarto de hotel gostoso pra relaxar. Pois entrar no meu apartamento (na verdade, classificado como "suíte júnior") foi como receber um abraço. O quarto é grande (30 metros quadrados), mobiliado na medida exata para manter o espaço amplo, mas aconchegante. O janelão do teto ao chão garante iluminação natural, o que eu acho muito agradável.

Outro ângulo do apartamento
A cama é grandona, confortável e com travesseiros gostosos (quatro!) fica de frente para a TV de 40 polegadas, com generosa seleção de canais a cabo. A mesa de trabalho tinha uma profusão de tomadas, além de plugs onde se pode conectar o notebook à televisão (embora assistir Netflix fosse a mais longínqua das minhas intenções) ou o IPod. Adorei que tinha tomadas nas duas mesinhas de cabeceira, também.

O apartamento tem climatização central, mas com controles individuais, um armário amplo, com cofre, tábua e ferro de passar roupas e frigobar acoplado.

O banheiro é amplo, claro, novinho e bem cuidado. A ducha é uma delícia.

O banheiro novinho e espaçoso
Adoro: espelho de aumento e secador de cabelos potente. À direita, a tábua e o ferro de passar roupas 
Estrutura e serviços
O hotel está instalado em duas torres e tem 95 apartamentos, todos com isolamento acústico. No térreo, funcionam a recepção, o business center e o restaurante, além de um agradável lounge sem cobertura, onde é permitido fumar - achei esse detalhe extremamente respeitoso, ando perdendo a paciência com hotéis que tratam hospedes fumantes como párias, obrigando-os a fumar na calçada.

O bar do terraço
Os corredores do 5º andar, onde fiquei hospedada
Os ambientes do hotel são decorados com obras de arte de jovens artistas colombianos. À direita, o lounge aberto, onde é permitido fumar
No último andar (o 7º), com vista (sem nada de excepcional) para o bairro, fica o Terrace Bar, agradável, decorado com muito bom gosto e ambientes ao ar livre. Também é nessa área que fica a academia e o spa. O WiFi gratuito funciona muito bem em todo o hotel.

O business center
Restaurante e café da manhã
O restaurante Blue Ribbon, onde também é servido o café da manhã
Na minha primeira noite no hotel eu estava tão cansada que, mesmo com toda a oferta de restaurantes da vizinhança, não me animei a sair para comer. Jantei no restaurante do hotel, o Blue Ribbon, que tem um cardápio interessante, de inspiração mediterrânea.

O café da manhã é servido no mesmo espaço e é excelente, com uma variedade grande de pães, salgados, bolos, frutas, sucos e frios. Arepas e croissants eu não dispenso nunca (e eram ótimos), mas confesso que provei pouco do restante das guloseimas, porque estava em uma relação estável e (quase) monogâmica com os maravilhosos waffles feitos na hora, acompanhados de mel, maple syrup ou geleias (na dúvida, eu sempre provava todas as versões).

Outro ângulo do restaurante
Best Western Plus 93 Park Hotel
Calle 93 nº 13-71, Parque de la 93, Chapinero
Fiz duas reservas no hotel, ambas pelo Booking. Na primeira, com cerca de um mês antecedência, encontrei uma diária a 330.000 COP (cerca de R$ 380) para o apartamento com cama king size. Eu iria dormir apenas mais uma noite em Bogotá, na chegada de Villa de Leyva e véspera do retorno ao Brasil. De última hora — quando constatei que teria dificuldades em conseguir transporte para voltar de Leyva na Sexta-Feira Santa — decidi antecipar o retorno a Bogotá para a quinta-feira e reservei mais uma diária no hotel, que custou bem menos, 220.000 COP (cerca de R$ 260).

Se o primeiro preço já compensou demais, pela qualidade do hotel, o segundo, então, foi uma pechincha inenarrável.

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2 comentários:

  1. Olá!
    Adorei seus posts sobre a Colômbia, me ajudou muito em fazer um roteiro dos dias em que passarei lá.
    Porém ainda tenho dúvidas referente ao lugar em que me hospedarei.
    Como irei andar praticamente de Uber, quero ficar em algum local mais barato, do que o hotel que você se hospediu, rs, com essa crise maravilhosa em nosso país, não dá pra abusar muito. Enfim, gostaria de saber se você poderia me indicar mais alguns locais seguroas para ficar, ou algum local para nao se hospedar.rs.
    Desde já, muchas gracias.

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    Respostas
    1. Na Candelaria tem vários hostels simpáticos e com bons preços. Nos sites de reserva de hospedagem vc consegue encontrar. Aproveite Bogotá

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