quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Onde se hospedar em Bolonha

Os encantadores pórticos de Bolonha
Bolonha foi uma etapa deliciosa do meu roteiro pela Itália e Espanha, agora em janeiro. Adorei a cidade, a área onde me hospedei e o hotel que escolhi.

Fiquei no coração do Centro Histórico, a dois passos das principais atrações da cidade. O Hotel Corona D’Oro é bonito e confortável, um antigo palazzo com ambientes elegantes e quartos aconchegantes. Ele fica na Rua Oberdan, na área do antigo bairro judeu, onde as ruazinhas tortuosas hoje abrigam restaurantes deliciosos. E tudo isso com preços bem atraentes.

Veja como foi minha experiência:

A hospedagem


O pátio interno, convertido em sala de estar
Em funcionamento desde 1890, o Hotel Corona d’Oro é impecável. Daqueles lugares onde a gente se sente em casa do primeiro ao último minuto.

Está instalado em um palazzo histórico com origem no Século 14, mas bastante modificado ao longo do tempo — originalmente, o lugar era a casa senhorial da família Azzoguidi, que também construiu a segunda torre mais alta ainda de pé na cidade. Atualmente, a decoração interna tem um sotaque Liberty, uma vertente da Art Nouveau (imagina se eu adorei 😊).

Olha a minha malinha diante do balcão da recepção
O maior charme do hotel é o pátio interno, coberto e convertido numa bela sala de estar onde todos os dias, no final da tarde, os hóspedes podem bebericar e aproveitar o bufê de aperitivos.

A Rua Oberdan, onde está o hotel, tem tráfego de automóveis restrito, o que contribui para o sossego. O hotel oferece conexão de internet gratuita, a cabo e por WiFi gratuitos, e empresta bicicletas aos hóspedes. São 40 apartamentos.

O atendimento é cordialíssimo e os funcionários fazem questão de ajudar com dicas da cidade, checando horários de trens e atrações e reservando restaurantes.


A origem do edifício é do Século 14, mas hoje predomina o Liberty como estilo decorativo
O apartamento

O quarto é aconchegante e elegante 
Adorei meu apartamento amplo, iluminado, confortável e com um balcão debruçado para a rua. Fiquei em um quarto single, com cama de solteiro, mesa de trabalho, poltroninha e armário amplo, com cofre, além da TV, telefone e ar-condicionado/calefação.

A Via Oberdan vista do balcão do meu quarto. O banheiro é amplo e bem equipado

O kit de toalete fica em uma gavetinha da bancada da pia. 
O armário do quarto tem cofre com fechadura digital. À direita, a porta para  balcão

O ambiente é espaçoso e decorado com bom gosto. O banheiro também é muito amplo e bem equipado, com aquecedor de toalhas, secador de cabelos, espelho de aumento. O kit de toalete oferece produtos de qualidade, à base de óleo de argan (o hidratante foi eficientíssimo. Com o frio seco, minha pele estava craquelando).

O café da manhã


Fui atacada por uma inusual gulodice matinal por causa do café da manhã do hotel
A refeição é incluída na diária e de ótima qualidade. Muitas frutas, grande variedade de pães, bolos e salgados, frios, queijos e geleias. Eu sou bem chata pra comer de manhã (geralmente, fico nos baldes de café preto e me forço a encarar um pãozinho), mas virei uma comilona nos desjejuns em Bolonha.

O salão do café da manhã
O preço
Em um país caro como a Itália, pagar diárias de € 100 em uma acomodação com o padrão do Hotel Corona d’Oro é uma pechincha. 


A Piazza Maggiore, a principal do Centro Histórico, fica a menos de 300 metros do hotel. Ao fundo, a Torre Asinellli
A vizinhança e o acesso às atrações

O melhor da cidade estava a minutos de caminhada do meu hotel. As famosas Duas Torres de Bolonha, a Universidade mais antiga do Ocidente, igrejas lindas, a Fontana di Netuno (de Giambologna), na Piazza Maggiore, a feirinha de antiguidades de Santo Stefano, o Mercado del Mezzo (hummm) e o Eataly...

A Via Oberdan ainda estava com a decoração de Natal, no começo de janeiro
No Século 16, a Via Oberdan era um dos limites do Ghetto Ebraico, bairro onde os judeus foram obrigados a viver, até serem expulsos de Bolonha, em 1593. Um dos portões do gueto ficava bem em frente ao local onde hoje está o Hotel Corona d’Oro.

Também na rua do hotel fica uma das raras aberturas para os “canais secretos” da cidade — Bolonha tem cerca de 60 km de canais, os mais antigos abertos no Século 12. Hoje, eles estão cobertos, mas há pelo menos três pontos onde você pode observar essa “paisagem veneziana” e um deles era quase meu “vizinho de porta”

Pórticos na Via Oberdan
E depois de muito passear e me encantar com a beleza de Bolonha, eu ainda estava cercada de ótimos restaurantes.

Transporte

Com tanta coisa bonita tão pertinho do meu hotel, nem lembrei que existem ônibus, automóveis e assemelhados. Bolonha não é grande, tem menos de 400 mil habitantes, e seu Centro Histórico plano e de perímetro enxuto é perfeito para ser explorado a pé.


A Estação Ferroviária Bologna Centrale fica a 1,5 km do hotel. Na chegada e na partida, preferi usar o táxi (€ 8), por causa da bagagem. Mas dá pra cobrir a distância caminhando, confortavelmente. Eu sei, porque foi o que fiz no dia que fiz o bate e volta a Ravena.

Segurança
A vizinhança do hotel é movimentada até tarde da noite, com o público dos restaurantes e bares da área e muitos moradores — quando eu saía ao balcão do quarto para fumar, ficava impressionada de ver tanta gente levando o cachorro para passear depois da meia noite, com a temperatura de sete graus negativos.

Saí para jantar todas as noites, andei por ruazinhas estreitas e pouco movimentadas e sempre me senti muito tranquila.

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2 comentários:

  1. Que hotel maravilhoso, Cyntia! E quantos detalhes na história - que texto incrível! Obrigado por compartilhar com a gente.

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    Respostas
    1. Obrigada, João :) Bolonha é uma surpresa atrás da outra :)

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