domingo, 10 de setembro de 2017

A paixão é vermelha - o melhor de Bolonha


Poucos lugares me seduziram tanto, tão rápido e tão definitivamente quanto Bolonha. A cidade é linda, mas isso não tem a menor importância. Ver Bolonha é só um detalhe. Ela foi feita pra ser sentida e experimentada em fartos bocados.

O melhor de Bolonha é o astral, alimentado, em grande medida, por sua longa tradição acadêmica que torna a cidade mais arejada, viva e vibrante.

A Universidade de Bolonha foi fundada em 1088 — a mais antiga do Ocidente — e teve entre seus alunos gente do porte de Dante, Petrarca, Boccaccio, Thomas Becket e Nicolau Copérnico. No Século 20, a cadeira de Semiótica da instituição tinha Umberto Eco como professor titular.

La dotta: a Universidade de Bolonha está prestes a completar mil anos de funcionamento, a mais antiga do Ocidente
Nada mais legal, depois de um dia batendo pernas atrás dos encantos de pedra e cal da cidade, do que escolher um boteco no bairro universitário para a happy hour. Nunca demorou mais de 20 minutos pra que eu me visse no papo mais animado do mundo com uma galera muito jovem e muito interessada em tudo — o golpe parlamentar no Brasil, que estava completando seis meses, era um dos assuntos que mais suscitava perguntas.

Essa herança universitária tão antiga é responsável por um dos três “títulos” ostentados por Bolonha: La dotta, ou “a erudita”.

La grassa: experimentar a gastronomia de Bolonha é uma experiência sensorial irresistível
A cidade também é conhecida como La grassa ("a gorda”), referência à sua orgiástica gastronomia, que torna o mais moderado dos apetites em volúpia.

A Emília-Romanha inteirinha é uma perdição neste capítulo, área de terra fértil, com economia agrícola baseada na propriedade familiar e dona de uma coleção de produtos com selos de denominação de origem protegida — o que atesta sua excelência. Bolonha, como capital da região, acaba concentrando todas essas maravilhas.

Minhas dicas de onde comer - e o que comer - em Bolonha

La rossa: Bolonha tem uma longa tradição de esquerda
Placa em memória do militante anarquista Anteo Zamboni, autor de um atentado contra Mussolini e linchado pelos fascistas. Tinha 15 anos de idade
O terceiro título de Bolonha é La rossa (“a vermelha”), por sua longa história progressista e de esquerda — você vai ouvir outras algumas explicações cor-de-rosa para o apelido, atribuindo-o à tonalidade predominante nos edifícios e até (meus sais!) à proximidade da fábrica da Ferrari.

Esqueça: Bolonha é vermelha por sua tradição de luta operária, pela agitação estudantil, por sua brava e obstinada resistência ao fascismo e por ter escolhido, quase sempre, governos de esquerda. Eu ouso acrescentar que ela tem a cor da paixão que desperta nos visitantes.

Vamos passear comigo?


Bolonha curte jazz
Dicas para aproveitar os encantos de Bolonha
De dois grandes encantos eu já falei: a culinária e o astral. Uma agenda inteligente de passeios em Bolonha deve sempre reservar o tempo necessário para um bom almoço e um bom jantar (e muitos lanchinhos nos intervalos 😀) e para os momentos-preguiça que vão naturalmente pintar após essas copiosas refeições.

Pórticos e bicicletas: a cara de Bolonha
Reserve, também, muito espaço para o quesito “o que ocorrer”, seja o papo animado com as pessoas da mesa ao lado em um café, a sessão com aquele filme cabeça que não tem no Netflix no cineclube anônimo, que você descobre em um cartaz feito à mão em algum lugar da Universidade, o recital de blues improvisado em um boteco despretensioso... Acredite: vai acontecer isso e muito mais no seu caminho e você vai amar.

Um pátio do Palazzo d'Accursio, sede da Prefeitura de Bolonha
Programe de três a quatro dias para ver a cidade com calma e para algumas escapadinhas bate e volta — a Parma do queijo e do presunto cru, a Modena do azeite balsâmico, ou para ver os deslumbrantes mosaicos bizantinos de Ravena.

Bolonha não rima com maratonas tipo 10-atrações-em-um-dia. Tecnicamente, é até possível: a cidade é relativamente pequena (para os padrões brasileiros), com 370 mil habitantes e um centro histórico compacto que se atravessa a pé em menos de uma hora. Faça isso, porém, e estará cometendo um desperdício. Desacelere, que a alma agradece 😉.

Piazza Verdi, no coração do bairro universitário
O que ver em Bolonha


Os pórticos bolonheses
Qualquer caminhadinha que você faça em Bolonha jamais será um deslocamento vulgar — e jamais vai durar apenas o tempo necessário para vencer a distância planejada. Os quase 40 quilômetros de pórticos que margeiam as ruas da cidade se encarregam de transformar o trajeto entre quaisquer pontos em uma jornada encantadora.



Não sei como o povo de lá faz para cumprir seus compromissos com pontualidade, mas eu não conseguia dar dois passos sem parar para admirar suas abóbadas, a decoração de cada pórtico, a elegância de suas colunas e a variedade de estilos decorativos. Levava hoooras pra ir ali na esquina 😊.



Os pórticos de Bolonha são tão lindos que a gente até esquece que eles surgiram para cumprir um papel estritamente funcional, oferecer abrigo das intempéries. Essa tarefa as colunatas cumprem muito bem: em dia de chuva, dá para andar praticamente por todo o centro histórico da cidade sem se molhar (exceto quando se atravessa a rua).

Apesar de traçados em linha reta e sem qualquer mistério em seu trajeto, os pórticos bolonheses resultam num labirinto, pelo poder que têm de enredar o caminhante em seus encantos.

As Torres de Bolonha
Piazza di Porta Ravennana. Apenas a Torre Asinelli está aberta à visitação, com horários marcados, das 9:30h às 19:30h, no verão, e até as 17:45 de novembro a fevereiro. O ingresso custa € 5
De perto, não dá para fotografar Asinelli e Garisenda inteiras 
Asinelli e Garisenda parecem os nomes das irmãs de Cinderella, mas é assim que se chamam as atrações turísticas mais famosas de Bolonha, as duas torres medievais que se erguem no coração do Centro Histórico e desafiam os visitantes a encontrar um ângulo para fotografá-las decentemente.

Da Via Rizzoli o ângulo é melhor
Construídas no Século 12, as torres são as duas remanescentes de um conjunto que já foi bem maior — como em outras regiões da Itália, era costume que os palácios das famílias poderosas e os edifícios públicos contassem com essas estruturas defensivas que serviam de abrigo contra inimigos, posto de vigia e prisão. Em Bolonha, elas chegaram a ser 180.

A base da Torre Asinelli e, ao fundo, o Palazzo della Mercanzia
A Torre Asinelli tem 97 metros de altura e seu topo pode ser alcançado em uma subida de 498 degraus. A Torre Garisenda é mais baixinha: “apenas” 48 metros de estatura, e se apresenta muito inclinada, por conta da instabilidade do terreno onde se assenta — por conta disso, cerca de 12 metros dela foram demolidos, no Século 14, para evitar que o conjunto viesse abaixo.

Atrações do Centro Histórico de Bolonha

Um passeio pelo Centro Histórico de Bolonha começa, em geral, ao pé das duas torres, na Piazza di Porta Ravennana (de onde partia a estrada para Ravena).

O Palazzo della Mercanzia (à esquerda)
Na Idade Média, os primeiros pórticos de Bolonha eram feitos de madeira, como o do Palazzo Grassi (esq), apontado como o mais antigo da cidade. Um contraste e tanto com os pórticos luxuosos das proximidades da Piazza Maggiore (dir)
Logo atrás de Asinelli e Garisenda está a basílica renascentista de São Bartolomeu e São Caetano (Século 16). A pouco mais de 100 metros das torres, o Palazzo della Mercanzia (Século 14) nos lembra que estamos no coração de uma área de comércio que remonta à Idade Média — uma atividade importantíssima na prosperidade bolonhesa. 

Mas mais que falar de história e economia, a velha área do mercado é uma celebração hedonista. Duvido que o mais empedernido dos ascetas atravesse os becos que se espremem de lá até a Piazza Maggiore, apenas três quadras a Oeste, sem ficar um pouquinho hipnotizado pelas bancas de frutas, hortaliças, carnes, queijos e presuntos que ainda hoje tentam desviar as almas retas do bom caminho. 

A área do antigo mercado: orgia de queijos e presuntos na vitrine do Eataly e as hortaliças perfumando as calçadas
A igreja renascentista de São Bartolomeu e São Caetano e o pátio do Palazzo Re Enzo 
(No meio dessa orgia está o Mercato di Mezzo, hoje um lugar moderninho e gourmetizado como manda a moda, ocupando o espaço do primeiro mercado coberto da Itália, erguido no Século 19.) 

Quando você conseguir completar o ritual de olhar-cheirar-e-apalpar (sim, em Bolonha pode apalpar) as mercadorias, terá chegado à Piazza Maggiore, a praça principal de Bolonha. Lá estão os palácios d'Accursio (sede da prefeitura, com origens no Século 13), dei Notai (Século 14), della Podestà e Re Enzo (Rei Enzo), além da Basílica de São Petrônio.

O Palazzo d'Accursi, ou Comunale, visto da Piazza Maggiore


Todos edifícios majestosos competem pelos olhares do visitante — e todos perdem para a Fonte de Netuno, de Bernini, no centro da praça: mesmo cercada em pleno processo de restauração, era ela que atraía mais cliques de turistas por entre as frestas dos tapumes.


Basílica de São Petrônio
Piazza Maggiore. Diariamente, das 7:45h às 18:30. Entrada gratuita. Permissão para fotografar: € 2. Acesso à Capela dos Reis Magos € 3.

A fachada inacabada de São Petrônio
Dedicada ao padroeiro de Bolonha — Petrônio, um bispo local no Século 5 — esta é a maior e mais impressionante igreja da cidade. A começar pelo contraste na fachada inacabada, onde o precioso revestimento em mármore branco e salmão e os delicados nichos esculpidos por Jacopo della Quercia se encontram com a rusticidade dos tijolos que ficaram à mostra.

San Petrônio começou a ser construída no final do Século 14 e suas obras se arrastaram por quase 300 anos. Em seu interior predomina o vermelho — estamos em Bolonha, né? —do mármore das colunas e dos arcos ogivais no teto, quebrando a primeira impressão de austeridade na decoração.

Em Bolonha, até a igreja do padroeiro é vermelha 


E é só uma primeira impressão, mesmo, porque os altares da basílica são riquíssimos. O vasto espaço (50 metros de altura, 130 de fundo e 60 de largura) abrigam algumas preciosidades, como a Capela dos Reis Magos, recoberta de afrescos de Giovanni da Modena.

O grande espetáculo desta capela, infelizmente, tornou San Petrônio um alvo: já foram desbaratados dois planos para explodir a basílica, porque um dos afrescos teria uma representação do Profeta Maomé no Inferno.

Detalhes do interior de São Petrônio. A igreja parece "básica", a um primeiro olhar, mas vai se revelando



Esse é o motivo da permanente presença da polícia na entrada da igreja e da necessidade de que os visitantes passem por uma breve revista, antes de entrar. A capela também não pode ser fotografada e permanece às escuras. Antes de entrar, peça aos funcionários da basílica para acenderem as luzes.

No piso da igreja está marcada uma linha meridiana definida pelo matemático Giovanni Cassini em 1655. É como um calendário solar: uma abertura no teto da basílica permite a passagem da luz do sol, que se projeta sobre a linha exatamente ao meio-dia, apontando dias, meses e estações.

Afrescos nas colunas da basílica e, ao fundo, a Capela dos Reis Magos

O altar-mor e a pia batismal de São Petrônio
Outra grande atração da Basílica de San Petrônio eu não pude visitar: postado a 54 metros de altura, o terraço da igreja deve ter uma vista espetacular, mas não estava aberto nos dias que passei na cidade. Com entrada pela Piazza Galvani, é acessível por um elevador e mais alguns degraus. Abre diariamente, das 10h às 13h e das 15 às 18. A entrada custa € 3.

Feira de Antiguidades de Santo Stefano

Segundo final de semana de cada mês, das 8:30h às 18h. Não há feira em julho e agosto

Dei sorte de estar em Bolonha no segundo final de semana de janeiro. É que essa simpaticíssima e tentadora feirinha de antiguidades só é realizada nos segundos sábados e domingos de cada mês. Foi uma gratíssima surpresa topar com os tabuleiros repletos de peças interessantes , coisa pra hoooooras de garimpo.

A simpática feirinha de antiguidades e, ao fundo, a Basílica de Santo Stefano
A feira é montada na Praça de Santo Stefano e se espalha pelas ruas próximas. Muita organizada, sem tumulto e com uma variedade bem grande de mercadorias — dos livros às joias —, com preços que vão da pechincha ao investimento.

E já que você chegou à Feira de Antiguidades, não deixe de entrar na Basílica de Santo Stefano, popularmente conhecida como Sette Chiese (“Sete Igrejas”).

Isso aqui rende horas de garimpo 😉
Com origens no Século 5, o projeto era construir sobre um antigo templo pagão sete igrejas cristãs interligadas, para representar os passos da paixão de Cristo. Quatro dos edifícios saíram do papel: a Igreja do Crucifixo, a do Calvário, a da Trindade e a dedicada a São Vital e Santo Agricola, martirizados em Bolonha no Século 4 e cujos restos descansam lá.


Universidade de Bolonha
Como você já sabe, a Universidade de Bolonha foi fundada em 1088, mas até o Século 16, seus diversos institutos estavam espalhados por diversos edifícios. Para unificar as salas de aula e outros espaços da instituição foi construído o Archiginnasio, um palácio magnífico na Piazza Galvani, com seu pórtico de 30 arcos e pátios internos elegantes.

Edifícios da Universidade, na Via Zamboni



Penei em Bolonha tentando ver o Archiginasio por dentro, mas acho que escolhi a pior época para isso, o reinício das aulas após a folga de fim de ano. Fiquei só dois dias úteis na cidade e os preparativos para uma solenidade frustraram minha intenção. O mesmo aconteceu com a Aula Magna da Via Zamboni, que tinha sido requisitada pela prefeitura para um evento.

Perambulando pela Universidade, encontrei muitas belezas, como o Oratório de Santa Cecília (abaixo, à esquerda)


Mas, quer saber, apesar do coração partido por não ter visto os ambientes mais solenes, eu adorei visitar espaços mais “plebeus” e muito vivos da Universidade, edifícios belíssimos, corredores animados e “anexos” (bares e restaurantes próximos”) adoráveis.

A Via Zamboni, pertinho do meu hotel, concentra várias instalações da Universidade e fica especialmente interessante no final da tarde, quando os estudantes estão saindo das aulas.

A Lamentação sobre o Cristo Morto, de Niccolò dell'Arca

Santa Maria della Vita 
Via Clavature, 10. De terça a domingo, das 10h às 19h. Entrada € 3

O principal motivo para você colocar esta igreja barroca no topo de sua lista de visitas em Bolonha é o magistral conjunto de esculturas em terracota conhecido como A Lamentação sobre o Cristo Morto, realizado por Niccolò dell'Arca no Século 15, sete imagens em tamanho natural com uma expressividade arrebatadora, especialmente as Marias, devastadas pelo desespero.

A fachada e o altar-mor de Santa Maria. Abaixo, detalhe do teto do Oratório dei Batutti



Mas há mais surpresas em Santa Maria della Vita, uma igreja de fachada discreta, como o belíssimo Oratorio dei Battuti, uma obra do comecinho do Século 17, adornado por telas, esculturas e entalhes preciosos.

Ao lado do oratório funciona um pequeno museu com peças sacras, objetos litúrgicos e telas profanas, representando costumes locais.

Claustro do Mosteiro de São Domingos
Basílica de São Domingos
Piazza San Domenico, 13. De segunda a sexta, das 9h às 12h e das 15:30h 18h. Sábados, das 9h das 12h e das 15:30h às 17h. Domingos, das 15:30h às 17h. Entrada gratuita

Taí outra igreja imperdível. São Domingos (San Domenico) é a sede da poderosa Ordem dos Dominicanos e é lá que a irmandade guarda os restos mortais de seu fundador, Domingos de Gusmão, que pregou em Bolonha e morreu lá, no início do Século 12.

Detalhe da decoração do teto da igreja e a Praça de São Domingos, onde estão expostas algumas urnas funerárias
O altar-mor barroco e o coro renascentista são magníficos. A irmandade de São Domingos se sempre exerceu o mecenato artístico, reunindo obras de grandes mestres como Nicola Pisano, Arnolfo di Cambio, Guercino e até Michelangelo. Algumas dessas peças ainda estão expostas na igreja, como O Matrimônio Místico de Santa Catarina, de Filippino Lippi.

Em uma das capelas está um órgão tocado por Mozart, que passou uma temporada na cidade. Não deixe de visitar o mosteiro anexo à igreja, para ver seus belíssimos claustros.

A imagem de São Domingos sobre a porta principal da basílica e o coro renascentista da igreja
Os canais de Bolonha
Para trazer as águas dos rios próximos para mais perto de seu núcleo urbano, os bolonheses começaram a construir uma série de canais, ainda no Século 12, assegurando o abastecimento da cidade e um acesso mais fácil ao Rio Pó, que corre cerca de 40 km ao Norte, para o transporte de mercadorias.

O Canal do Reno visto em uma abertura na Via Oberdan
Eram quase 60 quilômetros de canais navegáveis e que permaneceram em uso até a década de 50. Quando começaram a ser cobertos, deram a Bolonha uma aura de “Veneza secreta” que, de vez em quando, se mostram aos visitantes por algumas brechas entre as fachadas, como na Rua Oberdan, no antigo Ghetto Judaico, onde eu estava hospedada.



A mais famosa dessas aberturas é a Janela da Via Piella, aberta na parede de um edifício, debruçada sobre o canal Moline. O escritório turístico de Bolonha (Bologna Welcome, na Piazza Maggiore) distribui mapas com o roteiro dos canais. 

Mais sobre a cidade
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A Itália na Fragata Surprise
Roma
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Emília-Romanha: Bolonha e Ravena
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Toscana: FiésoleFlorençaLucaSan Gimignano e Siena
Vêneto: Burano e Veneza

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5 comentários:

  1. Adorei o relato! Estarem na Itália em novembro e Bolonha faz parte do roteiro! Seu post me servirá de guia.

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  2. Oi, Cyntia. Tudo bem? :)

    Seu post foi selecionado para o #linkódromo, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Bóia – Natalie

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    Respostas
    1. Oba, adoro sair no #Linkódromo :). Valeu, Natalie

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  3. Excelente post!

    Morei um ano em Bologna, estudando. Seu texto e suas fotos trouxeram o que ha de melhor na cidade. Relembrei muita coisa durante a leitura.

    Parabéns e obrigado!

    Jr

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