segunda-feira, 20 de junho de 2011

Rio - Santos:
A estrada é a viagem

A Baía de Ilha Grande, em Mangaratiba
Música deste post: "Ferro na Boneca", Novos Baianos

"Não é uma estrada, é uma viagem", cantavam os Novos Baianos, lá nos confins de 1970. Sempre que ouço a canção ("Ferro na Boneca", do LP homônimo, o primeiro dos NB), a primeira coisa que me vem à cabeça é a Rodovia Rio-Santos, os 554 quilômetros mais extasiantes do planeta.

Pois foi na Rio-Santos que eu fui trabalhar, no último final de semana. Pendurada num promontório, com vista para Ilha do Coração e a Praia de Garatucaia, a Oeste, e para as Ilhas de Cutiatá-Açu e dos Arrependidos (de quê, mesmo?), a Leste--além de um vislumbre da Ilha Grande, lá no fundo... Haja disciplina bolchevique para assistir palestras num cenário desses. À noite, a lua cheia nascendo atrás da Ilha Grande estava simplesmente de rasgar a roupa.

A paisagem da janela, de manhã cedinho: 
lá no fundo, a Praia de Garatucaia
A cidade de Mangaratiba, com 36 mil habitantes, fica a cerca de duas horas de viagem do Rio de janeiro (100 quilômetros) e é mais procurada como ponto de partida das barcas e escunas que fazem a travessia para a Vila do Abraão, na Ilha Grande. A região é área de condomínios e hotéis, plantados nas escarpas sobre o mar. Fiquei hospedada em um desses empreendimentos, o Hotel Porto Real, que funciona dentro de um condomínio.

A beleza da Baía da Ilha Grande-- e como essa região da Rio-Santos fica esplendorosa, entre maio e junho!-- faz um bem enorme para a alma. Dá vontade de parar em cada enseadinha escondida, explorar todas as prainhas... Mas, como a viagem era de trabalho, desta vez tive que me limitar a ver com os olhos e lamber com a testa.

A Ilha dos Arrependidos e, ao fundo, a Ilha Grande
Hotel Resort Porto Real
Rodovia BR-101, trecho Rio-Santos, km 450, Mangaratiba. As tarifas variam entre R$ 380 e R$ 900, dependendo do tipo de acomodação, o pacote de refeições e a temporada.

A principal vantagem, aqui, é a belíssima vista. O hotel fica dentro do condomínio Porto Real, um conjunto de prédios de alto padrão, cercado por uma área de mata. O estilo, porém, não é muito a minha praia. É verdade que o relevo acidentado do terreno não estimula muito as caminhadas, mas a opção pelo transporte motorizado no lugar é tão inapelável que as ruas sequer têm calçadas. Diversas vans e microônibus levam os hóspedes e condôminos às diversas áreas de lazer, entre elas uma prainha simpática, mas minúscula.

A marina do condomínio, com vista para 
Conceição do Jacareí e Garatucaia
O hotel tem boa estrutura para congressos e convenções — e foi por isso que eu estava lá — além de spa, piscinas (uma delas aquecida) e outras mordomias. A comida não compromete e o serviço é simpático, embora um pouco atrapalhado.

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