27 de julho de 2013

Hospedagem em Curaçao: Renaissance Resort

O melhor do hotel: a "praia", no segundo andar, com areia e coqueiros de verdade, piscina de borda infinita e serviço de bar impecável 
Curaçao é um destino especial. A história e a cultura da ilha, herdada principalmente dos africanos e dos diversos grupos de europeus que passaram por lá, recomendam fortemente que você não se isole em um resort para gringos apenas curtindo as praias locais — que estão entre as melhores do Caribe. Ao escolher sua hospedagem em Curaçao, leve em conta que a capital, Willemstad, também faz parte das atrações da ilha.

Escolher um hotel em Curaçao, portanto, exige um pouquinho mais de pesquisa, para que o visitante possa combinar a facilidade de acesso àquele mar deslumbrante e o movimento de Willemstad.

A graça de Curaçao é aproveitar a praia de dia — e são muitas, a maioria delas a alguma distância da capital — e curtir Willemstad depois do banho de mar. Como escolher um bom hotel em Curaçao, então? O que pesou na minha decisão foram as avaliações que li na internet, a localização, a facilidade de estacionamento — Curação é destino pra ser explorado de carro — e, claro, o preço.

Depois da praia de verdade, bebibidinhas e comidinhas no lounge da "praia" do hotel
O escolhido foi o Renaissance Curaçao Resort, de uma das bandeiras da Rede Marriot. Bonito e muito confortável, o hotel está instalado no Forte Riff, um complexo de lazer que ocupa um velho baluarte colonial, no bairro de Otrobanda, na entrada da Baía de Santa Ana.

Passei uma semana excelente em Curaçao e a escolha da hospedagem ajudou. Veja minha avaliação sobre o Renaissance Curaçao Resort:

Se a gente não falar que é piscina, a foto engana 😊
☑️As instalações do Renaissance Curaçao Resort
O hotel é realmente muito confortável, com cara de novinho em folha. Sua principal atração é a "praia" privativa — na verdade, uma piscina de borda infinita com piso de areia branquinha, diante do mar, no segundo andar do edifício.

Claro que não fui a Curaçao para frequentar a praia artificial do hotel, mas é inegável que o lugar é muito agradável, cheio de espreguiçadeiras, serviço de bar impecável e vista para o movimento dos barcos que singram o mar em frente. Bom pra relaxar com um um livrinho e um coquetel daqueles de filme — sem o guarda-chuvinha de papel crepom, porém 😊.

O coqueiral da praia artificial tem sofás muito confortáveis e espreguiçadeiras. O movimento das embarcações anima a paisagem
Além da "praia", o Renaissance tem um cassino e um spa. Os 223 apartamentos estão distribuídos por um edifício de quatro andares que sugere a arquitetura dos famosos predinhos coloniais de Curaçao. Tem dois bares e um restaurante.

Eu não ligo a mínima para cassinos (gastei lá o crédito de US$ 5 que todo hóspede recebe, como incentivo, e foi só). Mas o lugar vivia bem movimentado.

O melhor do cassino era poder trocar dinheiro nos guichês (vocês não imaginam como é impossível trocar uma nota maior que US$ 20 em Curaçao) e as maquinhinhas que vendiam cigarro (outra coisa dificílima na ilha é achar uma banquinha venda alguma coisa decentemente fumável). Mas impliquei com o barulho das máquinas caça-níquel, que vazava para a recepção do hotel.
Minha caminha fofinha, parecia uma nuvem...
☑️ As acomodações do Renaissance Curaçao Resort
O quarto do hotel é excelente, enorme e muito bem equipado e com varanda. Adorei a cama, que parece uma nuvem, de tão fofinha e aconchegante. Tem poltrona de leitura e uma bancada de trabalho generosa, com tomadas suficientes para carregar toda a minha tralha ao mesmo tempo (celular, notebook e as baterias de duas câmeras).

Minha principal exigência (luzes de leitura) também foi bem atendida: tinha nas duas cabeceiras e ao lado de uma poltrona.

Meu apartamento tinha máquina de café e chá, TV com canais a cabo, telefone, tábua de passar roupa e ferro elétrico, roupões, pantufas, mas, estranhamente, não tinha secador de cabelo—ou eu não consegui encontrá-lo. Some-se a isso o fato de eu ter esquecido o pente e está explicado o visual ripongo que eu exibi nos três primeiros dias na ilha.

As construções do Forte Riff imitam as casinhas coloridas de Curação. Lojas, restaurantes, cafés e o Hotel seguem o padrão. À esquerda, a varanda do meu quarto, no terceiro andar, de frente para a piscina
A política do hotel em relação ao cigarro é muito rigorosa: é proibido fumar até na varanda do quarto. Os únicos lugares onde era permitido fazer fumaça eram o bar do Cassino e a "prainha". Pra mim, isso é um inferno, mas tem gente que ama...

Também não curti a ausência de WiFi gratuito no apartamento. Pra me conectar de graça, só na recepção e no Starbucks do segundo andar — fico imaginando se isso é muquiranice ou apenas uma estratégia para levar as pessoas às áreas onde elas serão tentadas a consumir e a jogar.

A recepção, ao lado do Cassino
☑️ atendimento no Renaissance Curaçao Resort
Para um resort daquele tamanho, o atendimento na recepção era meio emboladinho, geralmente com apenas dois funcionários dano conta do check-in e check-out dos hóspedes e outras demanda — como acionar o manobrista para trazer o carro.

O resultado é que sempre havia uma fila esperando atendimento. Apesar da gentileza impecável dos funcionários, não dá para dar nota dez à organização. Em uma manhã, perdi uns 40 minutos de praia, porque ninguém sabia onde estava a chave do meu carro, entregue ao manobrista na noite anterior.
Era duro sair dessas cabaninhas da piscina, no fim do dia 
E o pior aconteceu no dia de ir embora: tive que percorrer os cinco andares da garagem, carregando notebook e bagagem de mão, pois não havia manobristas disponíveis (eram 7 horas da manhã) e não havia qualquer indicação de onde estava estacionado o meu carro.

Também achei o serviço "Nautilus", apresentado como "a concierge reinventada" bem fraquinho. A moça que me atendeu, por exemplo, não foi capaz de me indicar, em um mapa, como chegar à praia de Cas Abao (tive que descobrir na base da tentativa e erro. O caminho das pedras para chegar às melhores praias de Curaçao eu detalhei nesse post aqui).

A piscina e a área verde do hotel 
☑️A  localização do Hotel
O Renaissance Curaçao Resort fica no Forte Riff, uma antiga fortificação holandesa convertida em centro de compras de lazer. Isso garante opções de restaurantes e bares “na porta de casa”. É uma área bastante segura, embora um pouco asséptica demais para o meu gosto.

O bairro de Otrobanda, onde está o hotel, tem um shopping (bem próximo), uma vida noturna animada (para padrões locais) e áreas residenciais. O Museu Kura Hulanda também fica perto do resort.

Do Aeroporto de Curaçao ao hotel a distância é de 10 km. O acesso às praias exige um carro alugado, mas é bem fácil dirigir na ilha e se orientar pelas ruas do bairro.

O Handelskade, maior cartão postal de Curaçao, visto de um velho baluarte do Forte Riff
Mais sobre Curaçao 
Praias de Curaçao: modo de usar
A exuberante Willemstad
Museu Tula e a rebelião de escravos na ilha
Museu Kura Hulanda: o esplendor da África e o horror da escravidão
Dicas práticas de Curaçao - como organizar sua viagem



Hospedagem Comentada: um índice com todos os posts sobre o tema aqui no blog

O Caribe na Fragata Surprise
Cuba
Ilhas do Rosário – Colômbia
Los Roques – Venezuela
Punta Cana – República Dominicana
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2 comentários:

  1. Oi Cyntia! Estive em Curaçao em julho e amei a ilha. Também fiquei no Renaissance. Excetuando alguns contratempos, gostei do hotel. Menina, no meu quarto tinha secador, ficava num saquinho preto dentro do guarda-roupa.Será que surrupiaram o do teu quarto? rsrs....Abs

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    Respostas
    1. Devem ter surrupiado, Amanda, porque não achei em lugar nenhum. Mas eu só pensava no secador quando via meu penteado "acabei de voltar de Woodstock" no espelho. Além do mais, fiquei tanto tempo dentro d'água que nem deu tempo de esquentar a cabeça, rsss

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