domingo, 20 de setembro de 2015

Axé, Nonna! Dois restaurantes italianos pra você dar um tempo do dendê em Salvador

Na culinária e na paisagem, o tradicional é sempre sublime. Mas de vez em quando é bom a gente variar...
Na foto, o Farol da Ponta do Humaitá, um dos meus cenários favoritos na cidade
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Cá estou eu, mais uma vez, matando a saudade de Salvador. E o que eu mais gosto de fazer, quando estou em casa, é reencontrar os muitos e variadíssimos sabores da minha terrinha, que — não canso de dizer — vão sempre muito além do dourado-perfumado do azeite de dendê. Mas até eu canso das torrentes de antropologia contidas em cada prato da culinária baiana e acabo morrendo de vontade de interromper esse mergulho fazendo uma ou outra refeição mais básica. Nessas horas, quem salva a minha vida é a cozinha italiana  — que, malgrado toda a tradição, sempre me lembra mais a vida civil, rss.

Nessas minhas recentes digressões dos sabores baianos, testei quatro restaurantes italianos em Salvador. Dois eu nem vou citar, mas faço questão de recomendar duas casas bacanas, ambas no bairro da Pituba, off circuito turístico, (onde cresci e vivi a maior parte da vida) que agradaram em cheio ao meu paladar: o Di Lucca, com preços inacreditavelmente módicos, e o La Pasta Gialla, de Sergio Arno, com precinhos mais robustos. Confira as dicas:

Di Lucca
Rua Minas Gerais nº 339, Pituba. Telefone (71) 4141-4341. Aos domingos e segundas abre apenas para o almoço (das 11:45h às 15). No resto da semana, funciona das 11:45h às 15h e das 18h às 23h. 

Com apenas 20 lugares, esse restaurante é um pequeno notável, campeão na categoria "bom, bonito e barato". O atendimento é simpático e eficiente e a comida, que é o que mais importa, é excelente. A decoração inteligente consegue recriar uma cantina italiana com pouquíssimos elementos (basicamente o uso das cores), resultando em um espaço ao mesmo tempo clean e caloroso que faz milagres naquelas dimensões modestas.

O cardápio, anotado na lousa, apoia-se principalmente na combinação de pasta+carne (primo e seccondo no mesmo prato) em porções sempre para duas pessoas que, com certeza, alimentariam satisfatoriamente mais do que uma dupla de comensais.

Nosso jantar notável: filé à parmigina e tagilatelle aos frutos do mar
Jantei lá com mais três pessoas (minha mãe, irmã e minha sobrinha). Pedimos o filé à parmigiana, um dos sucessos da casa, e tagliatelle aos frutos do mar. O filé, acompanhado por fetuccine al burro, arrancou suspiros. A pasta servida no Di Lucca é sempre fresca, preparada lá mesmo. O prato de tagliatelle estava excelente, com o molho de mariscos do jeito que gosto: copiosa quantidade de polvo, lulas, mexilhões e camarões com um toque de curry e páprica - acho um crime molho de frutos do mar boiando no tomate, que apaga o sabor dos mariscos.

Os pratos são tão generosos que só minha sobrinha Carolina teve ânimo para a sobremesa. Com bebidas não alcoólicas, nossa refeição maravilha custou R$ 30 por pessoa, uma super pechincha. Recomendo vivamente o Di Lucca, mas recomendo que você chegue cedo para pegar seu lugar. O restaurante, em funcionamento a cerca de quatro anos,  já tem público mais que cativo entre os  moradores da Pituba e é muito comum ter uma fila na porta, especialmente na hora do jantar.

La Pasta Gialla
Rua São Paulo nº 488, Pituba. Telefone (71)3011-6599. Aos domingos, segundas e terças, abre só para o almoço (das 12h às 15 horas. Domingo até as 17h). Quartas e quintas, das 12h às 15h e das 19h às 23:30h. Sextas e sábados, das 12h às 15h e das 19h à meia noite.
Nossas entradas:
polenta crocante e essa berinjela muuuito gostosa
Já fazia uma data que eu planejava experimentar essa casa do restaurateur Sergio Arno, do La Vecchia Cuccina, aberta desde 2009 a três quadras da casa onde passei a infância e a juventude. Pois acabei almoçando muito bem lá, com minha mãe e os sobrinhos.

O ambiente é bem gostoso, o atendimento é impecável e todos os pratos que pedimos estavam ótimos. Morri com a berinjela à parmigiana, uma das entradas (eu sou looooouca por berinjela) e a polenta crocante com parmesão também fez bonito.

Os pratos: tagliolini, nhoque, ravioli de funghi e ravioli de muçarela
Como prato principal, apostei no clássico e me dei muito bem, pois os tagliolinni al ragù estava perfeito. Provei os pratos de todos os meus companheiros de mesa (sabe aqueles sacrifícios que eu só faço pela Fragata? Rsss) e aprovei. Minha mãe, que é mais frugal, apostou no menu do dia (nhoque com molho branco e ragù e banana flambada com sorvete, de sobremesa). Bruno escolheu ravioli de funghi porcini com molho branco e alho poró e Carolina preferiu a mesma massa, recheada com muçarela e molho de parmesão.

Sobremesas:
panna cotta, banana flambada com sorvete e tiramisù

Meu nome é crème caramel, 
mas pode me chamar de pudim de leite
As sobremesas também bateram um bolão. Pedi panna cotta (é mania, eu sei) com frutas vermelhas. Bruno apostou no tiramisù e Carolina foi de pudim de leite (crème caramel, pra ser mais chique).

Com aperitivos alcoólicos e refrigerantes, nossa conta ficou na casa dos R$ 70 por pessoa, muito bem pagos.

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A  Bahia na Fragata Surprise:
Itacaré

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2 comentários:

  1. Oi Cyntia! Adorei a matéria! Uma boa novidade para Salvador! Bjs.

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    1. Valeu, Ana Silvia. É sempre legal trazer novidades da terrinha. Bjo

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