sábado, 27 de julho de 2013

Hospedagem em Curaçao:
Renaissance Resort

O melhor do hotel: a "praia", no segundo andar, com areia e coqueiros de verdade, piscina de borda infinita e serviço de bar impecável 
Não sou muito fã de hotelões, resorts e assemelhados. Sempre acho que o que a gente ganha em conforto e mordomia, a gente perde em oportunidades contato com a vida real, quando se hospeda em instalações que, normalmente, são pensadas para isso mesmo. Nesta viagem a Curaçao, porém, fiquei meio sem opção, já que há pouca informação na rede sobre hospedagens mais alternativas. Lá fui eu, portanto, experimentar o Renaissance Curaçao Resort.

Depois da praia de verdade, bebibidinhas e comidinhas no lounge da "praia" do hotel
Na decisão, pesaram as boas avaliações que li na internet e a localização do Renaissance, no Forte Riff, antigo baluarte, na entrada da Baía de Santa Ana, transformado em complexo de lazer, no bairro de Otrobanda.

O hotel é realmente muito confortável, com cara de novinho em folha. Sua principal atração é a "praia" privativa -- na verdade, uma piscina de borda infinita com piso de areia branquinha, diante do mar, no segundo andar das instalações.

Se a gente não falar que é piscina, a foto engana :)

O coqueiral (aqui, visto da varanda do meu quarto) tem sofás muito confortáveis, além das espreguiçadeiras para tomar sol. À direita, o movimento das embarcações anima a paisagem
É verdade que ninguém vai a Curaçao para frequentar a praia artificial do hotel, mas era bem gostoso terminar o dia nas espreguiçadeiras da prainha, com um livrinho e um coquetel daqueles que, nos filmes, são servidos com uma sombrinha de papel crepom (no hotel, o adereço não apareceu).

Minha caminha fofinha, parecia uma nuvem...
Além da "praia", o Renaissance tem um Cassino e um spa. Os quartos são excelentes, bem grandões, com varanda e banheiro amplo e bem equipado. Adorei a cama, que parece uma nuvem, de tão confortável. A bancada de trabalho era generosa: tinha tomadas suficientes para carregar toda a minha tralha ao mesmo tempo (celular, notebook e as baterias de duas câmeras).

Minha principal exigência (luzes de leitura) também foi bem atendida: tinha nas duas cabeceiras e ao lado de uma poltrona.

Meu apartamento tinha máquina de café e chá, TV com canais a cabo, telefone, tábua de passar roupa e ferro elétrico, roupões, pantufas, mas, estranhamente, não tinha secador de cabelo. Some-se a isso o fato de eu ter esquecido o pente e está explicado o visual ripongo que eu exibi nos três primeiros dias  na ilha.
As construções do Forte Riff imitam as casinhas coloridas de Curação. Lojas, restaurantes, cafés e o Hotel seguem o padrão. À esquerda, a varanda do meu quarto, no terceiro andar, de frente para a piscina

A recepção, ao lado do Cassino
A política do hotel em relação ao cigarro é muito rigorosa: é proibido fumar até na varanda do quarto. Os únicos lugares onde era permitido fazer fumaça era no bar do Cassino e na "prainha". Pra mim, isso é um inferno, mas tem gente que ama...

Também não curti a ausência de WiFi gratuito no apartamento. Pra me conectar de graça, só na recepção e no Starbucks do segundo andar -- fico imaginando se isso é muquiranice ou apenas uma estratégia para levar as pessoas às áreas onde elas serão tentadas a consumir e a jogar.

Era duro sair dessas cabaninhas da piscina, no fim do dia 
Eu não ligo a mínima para cassinos (gastei lá o crédito de US$ 5 que todo hóspede recebe, como incentivo, e foi só).

O melhor do cassino era poder trocar dinheiro nos guichês (vocês não imaginam como é impossível trocar uma nota maior que US$ 20 em Curaçao) e as maquinhinhas que vendiam cigarro (outra coisa dificílima na ilha é achar uma banquinha venda alguma coisa decentemente fumável). Mas impliquei com o barulho das máquinas caça-níquel, que vazava para a recepção do hotel.

A piscina e a área verde do hotel 
Para um resort daquele tamanho, o atendimento na recepção era meio emboladinho, geralmente com dois funcionários. O resultado é que sempre havia uma fila para checkin e checkout. Apesar da gentileza impecável dos funcionários, não dá para dar nota dez à organização. Em uma manhã, perdi uns 40 minutos de praia, porque ninguém sabia onde estava a chave do meu carro, entregue ao manobrista na noite anterior.

E o pior aconteceu no dia de ir embora: tive que percorrer os cinco andares da garagem, carregando notebook e bagagem de mão, pois não havia manobristas disponíveis (eram 7 horas da manhã) e não havia qualquer indicação de onde estava estacionado o meu carro.

O Handelskade, maior cartão postal de Curaçao, visto de um velho baluarte do Forte Riff
Também achei o serviço "Nautilus", apresentado como "a concierge reinventada" bem fraquinho. A moça que me atendeu, por exemplo, não foi capaz de me indicar, em um mapa, como chegar à praia de Cas Abao (tive que descobrir na base da tentativa e erro. O caminho das pedras para chegar às melhores praias de Curaçao eu detalhei nesse post aqui).


Mais sobre Curaçao 
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Ilhas do Rosário – Colômbia
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2 comentários:

  1. Oi Cyntia! Estive em Curaçao em julho e amei a ilha. Também fiquei no Renaissance. Excetuando alguns contratempos, gostei do hotel. Menina, no meu quarto tinha secador, ficava num saquinho preto dentro do guarda-roupa.Será que surrupiaram o do teu quarto? rsrs....Abs

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    1. Devem ter surrupiado, Amanda, porque não achei em lugar nenhum. Mas eu só pensava no secador quando via meu penteado "acabei de voltar de Woodstock" no espelho. Além do mais, fiquei tanto tempo dentro d'água que nem deu tempo de esquentar a cabeça, rsss

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