sábado, 25 de setembro de 2010

Siena: dicas práticas


Atualizado em janeiro de 2016
Siena é uma parada "obrigatória" na Toscana — as aspas estão aí para lembrar que nada é obrigatório nas suas férias, apenas recomendável :) —, uma preciosidade medieval que oferece um contraste interessante com Florença. As duas cidades competiram em poder e esplendor, no final da Idade Média, mas uma epidemia de peste estancou o avanço de Siena. Enquanto Florença seguiu adiante para se tornar o ícone maior da Renascença, sua vizinha e rival ficou como que congelada no tempo, com suas fachadas de tijolos marrons e ruelas tortuosas.

Você pode conferir os encantos de Siena no post anterior. Aqui, eu listo algumas dicas para facilitar sua viagem até esse encanto toscano — e recomendo vivamente que você vá até lá.

A beleza da Piazza del Campo vale a viagem
Como chegar a Siena
De Florença
Sessenta quilômetros de uma estrada bem interessante separam as duas cidades. Eu fiz o percurso de ônibus, partindo da estação ferroviária de Santa Maria Novella (eu estava voltando a Florença de uma escapadinha de dois dias a Veneza).

A rota pela estrada SR-2 atravessa os decantados campos da Toscana, com lindas paisagens da janelinha — nessas horas, vejo que teria valido a pena alugar um carro, mesmo viajando sozinha, para parar nas cidadezinhas do trajeto e explorar estradinhas tentadoras. Fiquei morrendo de vontade de subir  a escarpa sobre a qual se abriga Monteriggioni, pequenininha, totalmente murada e cheia de torres, me olhando lá do alto.

Três empresas de ônibus fazem a linha Florença-Siena: a Autostradale, a Simet SPA e a Tiemme. O tempo de viagem varia muito, dependendo do número de paradas que o ônibus faça no caminho. Pense em gastar entre 45 minutos e 1h30min nesse deslocamento. Os preços também variam bastante, entre €5 e €13.

De trem, há partidas de hora em hora da Estação Santa Maria Novella, em Florença, até Siena. A viagem é feita em 1h30min. As passagens custam a partir de €6. Para consultar os horários, fazer reservas e comprar as passagens, consulte o site da Trenitalia, a empresa de trens italiana.

O Duomo (catedral) de Siena é considerado um dos maiores encantos da Toscana
De Roma
A melhor opção é o ônibus que parte da Estação Tiburtina, na capital italiana, a cada duas horas. Só preste atenção ao local de chegada em Siena. Dependendo do horário do ônibus, a parada final pode ser  distante do centro. A melhores opções de chegada é na Piazza Gramisci (a 800 metros do Duomo).

A viagem de ônibus entre Roma e Siena é feita em 2h45min e o preço dos bilhetes varia entre €21 e €30. A empresa que faz o percurso é a Sena. 

De trem - Siena foi minha última escala numa deliciosa temporada de três semanas na Itália. De lá, voltei a Roma de trem, via Chuisi, viagem que me consumiu mais de três horas, até Termini (onde peguei Expresso Leonardo da Vinci para o aeroporto). O trajeto é bonito (peguei um trem regional), mas fica mais caro e mais demorado que o ônibus. Não recomendo. Se você preferir o trem, consulte o site da Trenitalia para ver os horários e preços.

Igrejas de Siena: a cidade tem uma cara francamente medieval. 
Onde ficar
Hotel Itália
Viale Cavour n° 67, Centro
A cerca de 500 metros da estação de trens (mas numa subida, o que inviabiliza a caminhada com malas), este hotel foi, disparado, a melhor hospedagem que tive nessas férias na Itália.

Fica pertinho da Porta Camollia (500 metros), uma das antigas entradas nas muralhas de cidade, que hoje é um dos acessos ao Centro Histórico. É um hotel tradicional, antiguinho e acolhedor.

Meu quarto era amplo e muito confortável, com todas as comodidades: telefone, TV a cabo. No banheiro, secador de toalhas e uma banheira bem grande, onde um merecido banho de espuma espantou o frio que eu trouxe da estrada. Diária de 45 euros no single (lembrem que era novembro!), com um ótimo café da manhã.


Onde comer
Ristorante Enzo
Via Camollia 49, fone 0577 281277Essa casa foi bastante recomendada por um amigo e realmente é uma dica preciosa. Instalado num pequeno salão de um casarão muito antigo, deve ter umas oito ou dez mesas. O atendimento caloroso e o ambiente aconchegante só não afetaram meu apetite porque eu já estava mesmo verde de fome quando cheguei para jantar.

Pedi o "Menu Toscana a la Távola", uma sucessão de pequenas delicadezas, devidamente acompanhadas por vinho. Mas, antes do serviço começar, ganhei logo uma uma taça de espumante, "para esperar melhor", como explicou o garçom.

Muito bem esperado, veio o antepasto, uma polenta gratinada com funghi porcini que me deixou matutando por que levei tantos anos para vir a Siena. Na sequência, um flan de pecorino com nozes e mel, simplesmente de gritar, de tão bom.

Sabor perfeito e porções exatas, ensaio para o gnocchi de ricota com molho de pecorino e abóbora com presunto de Siena. Pensa que acabou? Lá vem o carpaccio de roastbeef sobre rúcula ao balsâmico que bem mereceria que eu rasgasse a roupa ou cantasse uma ária daquelas bem dilaceradas, de tão maravilhoso que estava. E a sobremesa, claro: torta de mel sobre creme.

Depois de toda a farra, ainda tive a cara de pau de tomar dois cálices de amaretto para "suavizar" o café. A conta? 47 Euros. Voltei caminhando para o hotel, um monte de gente me olhando: sem perceber, estava cantando a plenos pulmões...

O portal de ingresso ao Palzzo Comunale, sede do governo da cidade desde o Século 14
Confeitaria Burti 
Via Camollia
Essa casa bem tradicional na cidade é a responsável pela minha mais recente adição química: marrons glacê. Sabe uma coisa perfeita? Casquinha trincante, caramelizada, sobre uma castanha quase em creme. Sem aquela doçura exagerada que estraga os doces.

E o pior é que a confeitaria estavava cruelmente postada na Via Camollia, bem no meu caminho para o Centro da cidade. Assim, era impossível resistir. Fiquei íntima da senhora pra lá de gordota que atende a freguesia — aposto que ela também é viciada nos marrons...— e se eu tivesse ficado mais dois dias na cidade, era capaz de voltar para o Brasil no compartimento de carga do avião, pois não tem cintura que dê conta de tanta delícia

Pizza al taglio da Che Pizza
Acho que foi a culpa por conta das toneladas de marrons glacês, mas peguei a mania de fazer “refeições ambulantes em Siena”— você vai comendo e gastando as calorias. Ou talvez tenha sido culpa da pizza perfeita, servida al taglio (em fatias) no balcão da Che Pizza, na Viale Cavour, a dois passos do meu hotel. Massa fina, molho na medida... A margherita era inacreditável, a de peperoni, um escândalo...

A Piazza del Campo e cerâmicas tipicas da cidade
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