segunda-feira, 27 de fevereiro de 2006

Punta Cana: sombra e água fresca

Punta Cana, capital do sossego
Música deste post: Avarandado, João Gilberto

Eu mereço: quatro livros bacanas, farto estoque de biquínis e alguns vestidinhos na bagagem, lá fui eu passar uma semana de papo para o ar, em Punta Cana, na República Dominicana. Quero sol, praia e sossego. E viva o Caribe!

Minha "dura rotina": desabar na espreguiçadeira
Decidi viajar de última hora. Na quarta-feira anterior ao Carnaval, concluí que era desaforo ficar em Brasília. Com um pouquinho de sorte e bastante insistência, consegui um pacote com passagens aéreas e seis noites de hospedagem no Barceló Beach and Golf, na Praia de Bávaro, por cerca de R$ 2.300.

Acredite neste mar :)
O voo da Copa Airlines é para quem tem pecados cabeludos a pagar: sai de Guarulhos às 4 da manhã (check in às 2h) para Ciudad Panamá, e de lá tem a conexão para Santo Domingo. Acho que se pesquisarem muito, não vão encontrar horário pior: tarde demais para quem não dormiu, cedo demais para justificar o pernoite. A vantagem é que o free-shop no Panamá é uma Disneylândia para consumistas.

Minha varanda tinha esta vista
A chegada ao Panamá é de manhãzinha. O voo para Santo Domingo saiu com algum atraso, mas às 14 horas eu já estava sentindo o calor úmido da capital dominicana, onde gostaria de ter passado um ou dois dias para ver de perto a primeira ocupação espanhola nas Américas.

Mas pacote é pacote: fomos todos gentilmente tocados para a van que nos levaria a Punta Cana. São quatro horas de viagem, por uma estrada que margeia um mar muito azul, mas nada de praias. Pedras e manguezais são a paisagem mais constante.

Meu apartamento era no terceiro andar.
A terceira varanda, da esquerda para a direita
O hotel é um desses resortões caribenhos onde os gringos se recolhem para curtir a natureza, com o mínimo de contato com a população local. Apartamentos confortáveis, varanda com vista para o mar, lindo coqueiral e uma praia inacreditável: areia branquinha e fininha, água quase invisível, de tão transparente, muitas espreguiçadeiras e funcionários que servem bebidas na areia, para eu não me preocupar nem em levantar a cabeça da minha almofada.

Quem quer agito, deve procurar outro lugar. Apesar de o hotel ter uma boate e uma infinidade de bares, ninguém, em sã consciência, vem aqui pelas noitadas. É o dolce far niente à beira mar que conta.

A caminho de uma visita aos golfinhos
O Barceló funciona no esquema all inclusive e tem sete restaurantes, além da pizzaria que atende a piscina. A comida não é nenhum espetáculo, mas não compromete. O restaurante da praia, especializado em frutos do mar, é o mais procurado e tem sempre uma filinha na hora do almoço.

É um lugar para desestressar, esquecer da vida e boiar no mar durante horas. Depois de dois dias, já estava tão preguiçosa que não queria levantar nem para tirar fotografias — quase todas as minhas fotos de Punta Cana são das copas dos coqueiros, que eu fazia deitada na espreguiçadeira, mesmo.

O cair da tarde...
O hotel oferece uma série de passeios, daqueles bem convencionais e com preços tremendamente salgados. O único que me interessou foi a visita ao tanque dos golfinhos, no meio do mar. Por US$ 80, os turistas nadam com os bichinhos, ganham "aperto de mão" e até beijo.

A região em torno do hotel não tem cidades, só um povoadinho e mais uma infinidade de resorts. Não há oportunidade de contato com a população, exceto com os trabalhadores do hotel, sempre correndo para atender os hóspedes — geralmente casais europeus estreantes em viagens ao Caribe.

Como experiência antropológica, Punta Cana pode ser bem estéril. Para descansar, porém, foi o destino perfeito.

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