terça-feira, 21 de novembro de 2017

Cidade da Guatemala: dicas de hospedagem

O belo horizonte da Cidade da Guatemala visto do meu quarto de hotel, na Zona 10
Não importa qual o seu roteiro pelo país, dificilmente você escapará de dormir ao menos uma noite na Cidade da Guatemala, por conta dos horários de chegada e de partida dos voos que ligam a capital  a Bogotá e ao Panamá (as conexões mais frequentes para viajantes brasileiros).

Com 3 milhões de habitantes (4,7 milhões na região metropolitana), trânsito infernal, transporte público deficiente e índices de criminalidade que estão entre os mais altos a América Latina, Guate (como chamam os locais) é daquelas cidades que exigem atenção na hora de escolher local e tipo de hospedagem.

Na viagem de setembro/17 à Guatemala, dormi em Guate uma noite, na chegada ao país, e mais três, no final da viagem. Primeiro, me hospedei na Zona 9, muito perto do Aeroporto, no Barceló Guatemala City. Na segunda etapa, minha estadia foi na chamada Zona Viva (Zona 10), segura, elegante e bem servida de comércio e restaurantes, no Radisson Hotel & Suites Guatemala City.

Veja como foi a minha experiência, a avaliação desses dois hotéis e algumas dicas pra ajudar você a definir sua hospedagem na Cidade da Guatemala:
Como escolher a região para se hospedar na Cidade da Guatemala




Guate é dividida em 25 zonas administrativas, com tipos de ocupação relativamente ddefinidos (algumas estritamente residenciais, a área industrial fixada na Zona 12 e por aí vai).

A Zona 1 é o Centro da capital, onde estão alguns de seus principais monumentos históricos, como a Catedral, os terminais de ônibus intermunicipais, o Mercado Central e boa parte das acomodações procuradas pelos mochileiros. Dei uma passada por lá, a bordo da van que me trouxe de Panajachel (Lago Atitlán) e achei as ruas meio mal encaradas (já era noite).

Segundo os locais, a segurança não é o forte da Zona 1, embora o preço da hospedagem por lá possa ser sedutor.

Se a ideia é economizar, uma boa ideia é pesquisar os hostels da Zona 13, bem perto do Aeroporto de La Aurora. A região não tem graça nenhuma, mas as acomodações — geralmente em casas de condomínios de classe média — custam pouco, na faixa dos US$ 20 aos US$ 40 e podem ser ótima opção para quem vai apenas dormir antes de pegar um voo ou seguir viagem para outro ponto da Guatemala no dia seguinte.

Na Cidade da Guatemala, a maior porção da hotelaria mais convencional e bem estruturada está concentrada nas zonas 9 e 10. É lá que está grande parte dos hotéis de redes internacionais, como Radisson, Marriot, Mercure, Hyatt e Barceló.

Do meu quarto no Hotel Radisson dava para acompanhar pousos e decolagens no Aeroporto de La Aurora
A Zona 10 é a que os turistas preferem. Já foi uma área de moradias muito elegantes, mas hoje os endinheirados de Guate preferem viver longe do Centro, nos vales verdejantes em torno da Carretera El Salvador, a Sudeste da Cidade.

Esse êxodo pode ter tornado a Zona 10 menos residencial, mas não menos seleta. Além dos hotéis mais reputados, o bairro, também chamado de Zona Viva, concentra os melhores restaurantes e comércio de Guate, com muita segurança (policial e privada), ruas muito limpas e arborizadas.

Não tenho dúvidas em recomendar a Zona 10 como melhor opção de hospedagem na capital guatemalteca.

O lobby do Barceló. Ao fundo, o piano bar
Onde me hospedei na Cidade da Guatemala
Uma precaução que sempre tomo ao escolher hospedagem em cidades que ainda não conheço e que têm fama de perigosas é não economizar muito no tipo de acomodação e dar preferência a hotéis de redes conhecidas.

Na Cidade da Guatemala, os preços das diárias desses estabelecimentos não chegam a ser uma pechincha, mas achei a diferença entre hotéis de quatro e cinco estrelas bem pequena. Outra coisa que é bom você saber é que é bem raro a diária incluir o café da manhã — se quiser esse tipo de comodidade, prepare-se para pagar em torno de US$ 30 a mais.

O apartamento é confortável e aconchegante
Barceló Guatemala City 
7ª avenida 15-45, Zona 9. Diárias a US$ 100, sem café da manhã. É um 5 estrelas classificado no Booking como "fabuloso" (nota 8,7, na opinião dos hóspedes).

Não tive muito tempo para avaliar este hotel, pois cheguei do Panamá por volta das 21h e às 4:30h da manhã eu já estava a postos, aguardando o transfer para o aeroporto, a caminho de Tikal. Nas oito horas que passei lá porém, não tive queixas 😊.

O Barceló é um hotel grande (397 apartamentos), voltado para convenções e congressos (tem 25 salas de reunião). Fica a apenas 3 km do Aeroporto de La Aurora e oferece transporte gratuito de e para o terminal aéreo. 

Mais dois ângulos do meu quarto no Barceló


Entre as comodidades do Barceló estão a piscina, um spa com sauna e a academia, um caixa eletrônico ATM no lobby, dois bares (um deles no terraço) e um balcão turístico, onde é possível comprar passeios e contratar transfers para outras localidades.

Os apartamentos são excelentes, muito espaçosos (mais de 30 m²) e confortáveis. O meu tinha duas camas queen, com colchões firmes e travesseiros fofos. O quarto estava equipado com TV de tela plana (nem chequei a oferta de canais...), armário com cofre de fechadura eletrônica, frigobar e máquina de café.

Radisson, na Zona 10: excelente localização
Radisson Hotel & Suites Guatemala City
1a Avenida 12-46 Zona 10, diárias a US$ 60, sem café da manhã. 5 estrelas, avaliado no Booking como “muito bom” (nota 8,4 dada pelos hóspedes).

O plano original era dormir apenas uma noite neste hotel, na véspera de pegar o avião de volta para casa. Mas chovia tanto no Lago de Atitlán que acabei abreviando a estada por lá e fiquei três dias na Cidade da Guatemala, muitíssimo bem instalada no Raddison, um hotel show de bola.

Sopa de macarrão à moda tailandesa no RBG Bar & Grill, no térreo do hotel. à direita, um ângulo do lobby, com o restaurante ao fundo
O quarto gigantesco do Radisson (com saleta, cantinho de café, banheiro amplo e cama que “abraça” a gente) foi o ninho que eu estava precisando, depois da viagem longa e desconfortável de Panajachel até a capital. Essa primeira impressão felicíssima persistiu pelo resto da estadia.

Amei tudo no hotel: o atendimento competente e caloroso, a qualidade do restaurante, a vista do meu quarto, com paredes envidraçadas, e também do terraço.

Vocês nem imaginam como essa caminha era gostosa...

Dois ângulos do quarto
O Radisson fica a 3,5 km do aeroporto e também oferece transporte grátis de e até lá. Usei o transfer para La Aurora e o serviço, prestado por vans que partem e chegam de hora em hora, foi pontualíssimo.

A localização do hotel não poderia ser melhor: bem no coração da Zona 10, com vários restaurantes no entorno — o Hard Rock Café fica a cerca de 100 metros.

O banheiro e o cantinho do café

A bancada de trabalho e, ao fundo, a saleta
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