domingo, 20 de novembro de 2016

5 dias em Florianópolis: dicas práticas

Final de tarde em Santo Atônio de Lisboa, antiga aldeia açoriana
Praias para todos os gostos, porções copiosas de frutos do mar fresquinhos e paisagens que fazem bem à alma e ao coração. Depois de incontáveis visitas a trabalho, finalmente estreei nas viagens a lazer a Florianópolis.

Aproveitei o feriadão da República para um adorável reencontro com amigos queridos e para, enfim, descobrir os decantados encantos da “Ilha da Magia”.

Foram cinco dias deliciosos e, claro, anotei muitas informações úteis pra compartilhar com você. Olha só as dicas de Floripa que eu trouxe na bagagem:

Gaivotas, minhas companheiras na Praia dos Ingleses 
Como circular
🚗Alugue um carro

Em Floripa, você vai precisar de um carro — e isso é uma necessidade inescapável.  A cidade não é grande (tem menos de 500 mil habitantes), mas é bem “espalhada” pelos 420 mil km quadrados da Ilha de Santa Catarina.

Do centro às praias mais conhecidas, as distâncias são sempre maiores que 20 km e, a não ser que você resolva escolher uma única praia e se internar por lá, a falta do automóvel vai lhe obrigar a gastar muito com os táxis.

Pelo que apurei com os amigos que vivem lá, a situação do Uber ainda não está plenamente regularizada em Florianópolis — na única vez que pensei em chamar um, para poder beber, não havia carros disponíveis na região da Praia dos Ingleses, onde estava hospedada.

Recorrer ao transporte coletivo (ônibus) é possível, mas vai consumir um tempinho precioso.

O possantinho que eu aluguei posando para as câmeras na Beira Mar Norte
🚩Atenção ao trânsito
O trânsito no Centro de Floripa é de metrópole —infelizmente, nesse mau sentido que você imaginou — com grandes congestionamentos nos horários de pico.

O mesmo acontece na Avenida José Carlos Daux (a rodovia SC-401), que leva às praias do Norte da Ilha (Daniela, Jurerê e Ingleses) nos horários de rush.

Na chegada a Floripa, peguei essa rodovia por volta das 18 horas e achei o tráfego bem tenso, com uma quantidade impressionante de motoristas que ultrapassam pela direita — uma mania chata e perigosa — e motociclistas ziguezagueando entre as pistas 😵. Fora do horário de pico, porém, o astral era mais cordial.

Uma das belas paisagens de Floripa, a Baía Norte
Baixe o Waze
Até esse feriadão da República, vinha conseguindo encontrar caminhos – dirigindo ou mesmo a pé —em tudo quanto é canto com as orientações do GoogleMaps. Em Florianópolis, não foi possível: o aplicativo funciona muito mal em algumas áreas. Nas outras, como a região do aeroporto, ele simplesmente não funciona.

Por orientação dos meus amigos manezinhos, baixei o Waze, que funciona às mil maravilhas e me levou direitinho pela mão.

Para evitar aquele momento de pânico de ficar sem essa orientação no meio do caminho, finalmente lembrei de comprar um carregador de celular para automóveis — como sou pedestre na vida civil, vivia esquecendo dessa providência 😊.

Como foi o aluguel do carro



Pesquisei e reservei pela Rentalcars, que é um agregador (similar ao Booking, para reservas de hotel, ou ao Decolar, para passagens aéreas).

Entre as opções apresentadas, escolhi um carro básico (Gol ou similar), com ar condicionado, direção hidráulica e câmbio manual – já expliquei aqui no blog que virei pedestre antes dos carros com câmbio automático se tornarem corriqueiros no Brasil—oferecido pela Inova.

O preço para cinco diárias, com quilometragem livre e seguro, ficou em R$ 200, que foram pagos no momento da reserva. Na hora de retirar o carro (um Fiat vermelhinho), foi feito um bloqueio de R$ 1.000 no meu cartão, para cobrir a franquia, em caso de algum imprevisto.

Gostei do atendimento da Inova. O processo de retirada e devolução do carro foi bem simples e ágil. Karina, que atende no balcão da empresa no aeroporto, é muito atenciosa e até me deu algumas dicas de Floripa.

Os balcões das locadoras de automóveis no Aeroporto Hercílio Luz ficam logo ao lado do desembarque—aliás, o aeroporto é bem pequenininho, não há a menor chance de alguém se perder por lá.

Praia dos Ingleses, a minha vizinhança em Floripa
Onde ficar
Pra quem sempre esteve em Floripa a trabalho e ficou hospedada no Centro, é claro que a primeira viagem a passeio tinha que ter hospedagem na praia—eu ia dizer “perto do mar”, mas nunca se está muito longe dele, na Ilha de Santa Catarina.

Escolhi a Praia dos Ingleses, a 30 km do Centro, que tem uma oferta grande e variada de hospedagem. Os muitos edifícios desse pedaço de Floripa fazem contraste com o climinha de veraneio que ainda impera por lá.

O centrinho, cheio de bares, restaurantes e serviços, estava bem quietinho na quinta-feira, quando cheguei. No sábado, porém, já estava bombando, com a chegada dos viajantes que vieram para o feriadão.

A paisagem típica da Praia dos Ingleses fotografada do terraço do meu hotel: predinhos de três ou quatro andares e construções fechando a visão do mar. No primeiro plano, o estacionamento do hotel
Não curti nem um pouquinho ver a linha da orla totalmente tomada por construções — em cima da areia, mesmo—, mas esse parece ser um problema da maioria das praias de Floripa, onde é raro encontrar um trecho com vista livre para o mar, como a gente está acostumada no Nordeste e no Rio, com suas avenidas costeiras.

O acesso à praia é feito por pequenas vielinhas espremidas entre as construções. Nos Ingleses, pelo menos, a alegria de um passeio noturno à beira mar exige a disposição para caminhar pela areia —com os riscos de segurança que a praia escondida pelos edifícios representa. Fora isso, nada a reclamar da Praia dos Ingleses—a água muito fria e as ondas fortes eu já sabia que ia encontrar.

A área verde, a piscina e as quadras do hotel Porto Sol
🌇Onde me hospedei


O mar dos Ingleses
Hotel Porto Sol Ingleses 
Rua do Marisco, 80, Praia dos Ingleses

O Porto Sol é um dos hotéis tradicionais da Praia dos Ingleses, a uma quadra da areia. Instalado no centro de um terreno vasto, onde ficam o estacionamento (gratuito para os hóspedes), a piscina e quadras de esporte, tem 60 apartamentos, bar e um restaurante no terraço (o 5º andar), onde também é servido o café da manhã. O WiFi gratuito funcionou muito bem durante minha estadia.

Nosso apartamento: bem amplo, mas faltava um pouquinho de charme

Os apartamentos são bem amplos – tudo na Praia dos Ingleses parece ter sido pensado para as famílias—, com uma cama de casal e uma de solteiro. Dividi a acomodação com minha amiga Cristina e tinha espaço pra mais gente 😊.

Os quartos têm ar condicionado/calefação, TV com pouquíssimos canais a cabo, frigobar e um armário aberto, com cofre. A acomodação é confortável (os travesseiros podiam ser um pouquinho melhores, mas não comprometeram), mas meio sem graça. O piso claro e as paredes brancas podiam ganhar uns toquinhos e detalhes para o ambiente ficar mais aconchegante.

O armário, o frigobar e (abaixo) o banheiro


O café da manhã do Porto Sol oferece os clássicos ovos mexidos com salsicha como prato quente (o dia que eu não encontrar essa dupla em um hotel convencional, vou pedir champanhe no desjejum 😀), frios, queijos e bolos. Um bufê básico, correto, que não entusiasma. 

O salão do café da manhã
Os preços do hotel são bem convidativos: em pleno feriadão (casa lotada, a partir de sábado), pagamos diárias na casa dos 💲 R$ 240 no apartamento duplo. Reservei pelo Booking em setembro e, já naquela altura, o Porto Sol só estava reservas não reembolsáveis — como, aliás, praticamente todos os estabelecimentos que consultei.

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2 comentários:

  1. Que saudade de Floripa (e das ostras deliciosas e baratinhas!!)! Agora em Janeiro vai completar um ano que fomos por lá! Deu saudade lendo seu post :) O trânsito por lá é mesmo muito, muito enjoado. Pra tentar fugir um pouco dos grandes congestionamentos, fizemos um roteiro por atrações menos concorridas e deu pra aproveitar bem. Ficamos hospedados pertinho de Santo Antônio de Lisboa pelo Airbnb, o que super compensou os custos com hospedagem e deixou a gente nunca localização muito boa. Outra coisa que fizemos e adorei: fizemos a trilha Costa da Lagoa (bem longa, mas sem muita dificuldade) que dá umas paisagens lindas da Lagoa pra quem gosta de contato com a natureza. Parabéns pelo post, tá cheinho de informação boa!

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    1. Santo Antônio de Lisboa é muto fofa, né, Klécia? Gostei muito de lá. A trilha da Costa da Lagoa eu não fiz, mas levei um grupo de amigos de carro até o topo do ladeirão, onde eles começaram a caminhada - e de lá eu segui para o areoporto, snif, snif, rssss. Ficou para a próxima visita

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