4 de janeiro de 2018

Tikal, Guatemala - roteiro e todas as dicas para organizar a viagem


A cidade maia de Tikal vista do topo do Templo IV
Esforço que vale a pena: a subida ao topo do Templo IV nos recompensa com essa vista de Tikal
Tikal, a “capital” da civilização maia, na Guatemala, frequentou minhas fantasias desde que eu era criança.

A majestosa cidade engolida pela selva, após ser abandonada no Século 10 da nossa era, vai muito além do que a minha imaginação sugeria.

A metrópole maia e seus espetaculares templos em forma de pirâmides são um senhor motivo para que você coloque a bela Guatemala em seu radar viajante.

Praça Central da antiga cidade maia de Tikal, Guatemala
O coração chega a dar uma paradinha: vista da Praça Central, do alto da Acrópole Central. No cantinho esquerdo, o Templo das Máscaras, ao fundo, a Acrópole Norte e, no centro, o Templo do Grande Jaguar
Neste post eu reuni todas as dicas práticaspara ajudar a organizar a sua viagem a Tikal.

Também conto um pouquinho da história do sítio arqueológico de Tikal e falo das principais atrações da capital dos maias. Espero que a sua jornada seja tão inesquecível quanto foi a minha.

O que ver em Tikal
O Parque Nacional Tikal, Patrimônio da Humanidade pela Unesco, é imenso.

São 575 km² de floresta tropical aninhando as ruínas da mais importante cidade da civilização maia, que floresceu a partir do Século 8 a.C.

O antigo núcleo urbano de Tikal está encravado na Reserva da Biosfera Maia, na região do Petén, a planície que ocupa o Norte da Guatemala.

Subida da Pirâmide Leste do Complexo Q, Tikal, Guatemala
A subida da Pirâmide Leste do chamado "Complexo Q"
Os maias começaram a construir sua capital nove séculos antes de Cristo.

Em seu tempo, Tikal foi uma metrópole que concentrou o poder político, econômico e religioso de um império que se estendeu do Sul do atual México (Chiapas e Península de Yucatán) até o os territórios que hoje pertencem à Guatemala, Belize, El Salvador e Honduras.

Os arqueólogos acreditam que, em seu esplendor Tikal tenha chegado a reunir uma população entre 100 mil e 150 mil habitantes.

A civilização maia foi extremamente sofisticada. Eles foram o único povo pré-colombiano a desenvolver uma escrita e eram feras em astronomia, traçando a rota dos planetas.

Se você lembra do Calendário Maia (aquele famoso, que não previa o fim do mundo em 2012 ... 😊). Ese calendário era muito preciso e era essencial para o planejamento de plantios no Império Maia. 

A Pirâmide Leste, em Tikal, Guatemala, estelas e altares
A Pirâmide Leste, no Complexo Q. As estruturas circulares diante das estelas são altares
Após a dispersão do Império Maia e o abandono da cidade, Tikal foi completamente coberta pela mata.

A capital maia ficou esquecida por cerca de 900 anos, embora permanecesse presente na tradição oral dos povos indígenas locais.

Foi só que no Século 19 que o governo da Guatemala pode organizar uma expedição, com auxílio europeu, para comprovar a lenda sobre a monumental cidade maia. 

As escavações continuam em curso em Tikal. A investigação arqueológica tem que ser feita com muito cuidado, pois muitas das estruturas estão completamente cobertas de terra e vegetação.

Cada morrinho que a gente vê à beira das trilhas do parque pode ser uma construção maia engolida pela selva, com árvores imensas em seu topo. 

Pirâmide encoberta pela mata em Tikal, Guatemala
Este morrinho coberto de vegetação é, na verdade, uma construção engolida pela mata
O grande desafio de escavar as estruturas cobertas pela vegetação é que as raízes das plantas estão muito enredadas nas velhas paredes. Retirar a terra e a mata pode resultar no desmoronamento dos edifícios.

Além das ruínas, que são arrebatadoras, um passeio por Tikal é sempre a oportunidade de avistar os atuais moradores do lugar: aves de diversas espécies, macacos e até (juram os guias) jaguares.

As principais estruturas já escavadas em Tikal e restauradas são seis imensas pirâmides que abrigavam templos dedicados às divindades maias. Há um incontável número de pirâmides menores ainda encobertas.

Também já está escavada boa parte do chamado "Complexo Q", da Acrópole Central, da Acrópole Norte a Praça Central .

Essa praça é talvez o ponto mais emocionante das ruínas de Tikal, dominada pela imponência do Templo do Grande Jaguar (Templo I) e o Templo das Máscaras (Templo II) e cercada por restos de construções residenciais e cerimoniais.

Edifício Sul no Complexo Q, em Tikal, Guatemala
Os vestígios do Edifício Sul
⭐ Complexo Q de Tikal
Seguindo a trilha a partir da entrada principal do Sítio Arqueológico de Tikal, o primeiro grupo de estruturas que os visitantes encontram  é o chamado Complexo Q.

São quatro construções, incluindo as "pirâmides gêmeas”, erguidas para celebrar um Katun (período de 20 anos no Calendário Maia).

Esse grupo de construções está entre as obras mais recentes de Tikal, quando um período de guerras já ameaçava a estabilidade política e social do Império Maia.

Estela de pedra com a imagem do rei Chitam na antiga cidade maia de Tikal, Guatemala
Estela gravada com a imagem de Chitam, o último governante de Tikal, no Edifício Norte

A Pirâmide Leste do Complexo Q, já escavada e restaurada, está colocada no lado do sol nascente, para representar início do ciclo da vida, o dia, a luz.

Diante do sua escadaria estão sete estelas (placas de pedras com inscrições) narrando fatos históricos e espirituais relacionados com o Katun celebrado pelas construções.

Do lado oposto, onde o sol se põe, está a Pirâmide Oeste, ainda totalmente encoberta pela terra e vegetação. Associada ao crepúsculo, representa a morte, o fim.

árvores sagradas para o povo maia: Ceiba, "a árvore da vida", e um Copal
A natureza é um espetáculo à parte em Tikal. À esquerda, a majestosa Ceiba, considerada pelos mais como "a árvore da vida". Á direita, um Copal, de cujo tronco ainda hoje se extrai uma resina cheirosa que é base para a produção do incenso, elemento fundamental nos rituais religiosos da Cultura Maia
O Complexo Q é composto ainda pelo Edifício Norte, relacionado ao ponto cardeal onde o sol atinge seu ponto mais alto e, portanto, está associado ao céu místico, onde habitam as divindades.

No interior do Edifício Norte está uma estela que exibe a figura de Chitam, o último governante de Tikal de que se tem registro.

O Edifício Sul está associado ao “mundo subterrâneo”, que na maioria das culturas pré-colombianas representava o oculto, o pós-morte (embora sem a conotação de “inferno” que as grandes religiões atribuem a essa dimensão).

Macacos-prego no Sítio Arqueológico de Tikal, Guatemala
A selva que abriga o sítio arqueológico é morada de uma fauna riquíssima. Um dos grandes grupos de animais que moram em Tikal são os macacos-prego, como esses dois preguiçosos aí da foto, que nem quiseram posar para as câmeras da Fragata
Templo do Grande Jaguar
Essa pirâmide construída no Século 8 tem 50 metros de altura e  — assim como suas coleguinhas egípcias  — abrigou a suntuosa tumba de um governante maia chamado Ah Cacao (algo como “O Senhor do Cacau”).

Templo do Grande Jaguar, Tikal, Guatemala
O Templo do Grande Jaguar. No cantinho à direita, a Acrópole Norte, que foi o núcleo original da povoação de Tikal e funcionou como cemitério para os reis e figuras proeminentes da cidade maia
Isso dá uma ideia da importância que os maias conferiam ao cacau e ao seu derivado, o chocolate. A bebida extraída das sementes da planta era usada nas cerimônias sagradas para ajudar sacerdotes e reis a chegarem perto dos deuses.

É proibido subir o Templo do Grande Jaguar, pois sua escadaria, muito íngreme, já provocou acidentes graves, inclusive com vítimas fatais. 

Templo das Máscaras e Acrópole Norte em Tikal, Guatemala
O Templo das Máscaras e a Acrópole Norte
⭐ Templo da Lua
Para contemplar a Praça Central do alto, é necessário escalar os muitos degraus do Templo da Lua, que fica em frente ao Templo do Grande Jaguar.

Essa pirâmide também é uma construção datada do Século 8 e era dedicada à esposa de Ah Cacao.


As duas máscaras esculpidas em pedra que ornam a escadaria do Templo da Lua levaram os arqueólogos a apelidá-lo de “Templo das Máscaras”.

Templo da Lua (Templo das Máscaras) em Tikal, Guatemala
Templo da Lua de Tikal
Templo IV
O grande motivo de eu não ter subido ao topo do Tempo da Lua foi guardar as energias para escalar os incontáveis (eu até tentei fazer a contabilidade, mas a falta de fôlego me atrapalhou) degraus de madeira que dão acesso ao topo do chamado Templo IV, o mais alto de Tikal.

Essa pirâmide está apenas parcialmente escavada, tem 70 metros e altura e, lá do alto, a paisagem é de fazer o coração dar uma paradinha.

Por cima do oceano verde formado pelas copas das árvores, é possível avistar o cume dos outros grandes templos de Tikal, com as montanhas ao fundo. 

Vista do Topo do Templo IV em Tikal, Guatemala
As pirâmides vistas da plataforma superior do Templo IV. Abaixo, a escadaria que me levou até lá - cheguei mortinha, mas valeu a pena
Escadaria que leva ao topo do Templo IV, em Tikal, Guatemala

Como chegar a Tikal
Daqui do Brasil, não é muito fácil organizar uma visita independente (sem excursão) à grande capital dos maias.

Embora a Guatemala tenha o turismo como uma importante fonte de renda, as informações e venda de serviços pela internet ainda são escassos por lá.

Acrópole Norte, Tikal, Guatemala
A Acrópole Norte
Se você quiser tentar, saiba que o caminho das pedras é chegar até Flores, a 480 km da Cidade da Guatemala, e de lá seguir para o sítio arqueológico de Tikal, a 64 km (cerca de 1h30 de percurso).

➡️ Como chegar a Flores
Para ir da Cidade da Guatemala até Flores, as alternativas são o ônibus (cerca de 9 horas de viagem), carro ou avião (uma hora de voo).

➡️A Avianca voa para Flores e dá para comprar a passagem pela internet aqui no Brasil. O bilhete de ida e volta custa em torno de US$ 240.

Voo para Tikal, Guatemala. Aeroporto de Flores
O jeito mais cômodo de chegar a Tikal é voando da Cidade da Guatemala a Flores
➡️Chegando a Flores, é mais fácil contratar um traslado até Tikal. O transporte com guia até lá custa cerca de US$ 15.

Flores (a antiga cidade maia de Tayasal) tem cerca de 15 mil habitantes, é bonitinha e bem cuidada.

Fica em uma ilha do Lago Petén Itzá e tem infraestrutura para o turismo, com pousadas e restaurantes, mas não espere nada luxuoso.

Acrópole Central, Tikal, Guatemala
A Acrópole Central, , onde estavam as residências dos reis e da aristocracia de Tikal. Foi construída a partir do Século 4 a.C.
➡️ Excursões a Tikal
Agências de viagem da Cidade da Guatemala, como a Turansa, oferecem excursões rodoviárias a Tikal.

Nesta modalidade, prepare-se para passar um dia viajando até o Petén, região onde está Tikal, para realizar a visita no dia seguinte.

A volta é no final da tarde do segundo dia, viajando a noite toda, para chegar à capital na manhã do terceiro dia. Esses roteiros custam a partir de US$ 220.

Aeroporto Internacional Mundo Maya, em Flores, Guatemala
Aeroporto Internacional Mundo Maya, a porta de entrada para a região do Petén
➡️ Minha viagem a Tikal
Pelo Facebook, encontrei o Travel Center Guatemala, que organizou toda a infra da minha visita a Tikal.

Tratei tudo por email e fiz o pagamento antecipado, com o cartão de crédito (eles mandaram uma autorização para cobrança, que assinei, escaneei e devolvi).

O processo é todo meio artesanal, a agência sequer tem um site. Isso pode deixar o cliente meio inseguro, mas deu tudo certo e a empresa cumpriu direitinho o combinado.

Acrópole Central, Tikal, Guatemala
Acrópole Central: o edifício ao fundo à esquerda, teria sido o palácio dos reis de Tikal
Fui a Tikal em esquema bate e volta, saindo cedinho (meu voo de ida decolou às 6h da manhã da Ciadade da Guatemala para Flores) e retornando à noite.

Às 4:45h da manhã eu já estava prontinha, depois de fazer check-out no hotel na Cidade da Guatemala, esperando o transfer para o aeroporto.

Na chegada ao Aeroporto Mundo Maia, em Flores, embarquei em uma van com outros passageiros e um guia para a visita ao sítio arqueológico.

O passeio guiado pelas ruínas de Tikal leva cerca de 4 horas e, ao final, paramos para um almoço em um dos restaurantes do sítio arqueológico (preço incluído no pacote).

À tardinha retornei ao aeroporto, para pegar um voo às 21 horas (vi que tinha voos mais cedo).

Lago Petén Itzá, Guatemala
No caminho entre o aeroporto e o sítio arqueológico de Tikal, uma bonita vista do Lago Petén Itzá
O preço total da visita a Tikal foi de US$ 350, incluindo o transfer do hotel ao aeroporto, passagem aérea ida e volta pela Avianca, traslado, guia, ingresso e almoço em Tikal e, na chegada ao Aeroporto de La Aurora, na capital, um transfer coletivo até Antigua.

Considerando a praticidade, o ganho de tempo (uma viagem independente teria consumido pelo menos dois dias) e a diferença de preço para os pacotes rodoviários, que sairiam US$ 100 mais baratos, mas exigiriam que eu pagasse hospedagem em Flores, acho que valeu muito a pena.

Templo III, Tikal, Guatemala
O Templo III, construído no início do Século 9, foi a primeira grande estrutura que avistei em Tikal - o coração deu alguns pulinhos
➡️ Visita ao Parque Nacional de Tikal 
Diariamente, das 6h às 17 horas. O acesso para estrangeiros custa 150 quetzales (US$ 20 ou R$ 66). Crianças menores de 12 anos não pagam entrada. Não é possível comprar ingresso online.

As visitas especiais (para ver o sol nascer do alto de uma das pirâmides maias) fora do horário normal de abertura do parque custam 250 quetzales (US$ 34 ou R$ 113).

Ingresso para Tikal, Guatemala
Essa pulseirinha é o ticket de acesso a Tical - e já entrou para a lista das minhas lembranças de viagem favoritas
➡️ O que levar na bagagem para Tikal
Câmera fotográfica com a bateria bem carregada e muita memória para armazenar imagens — eu me acabei de fotografar o lugar com três dispositivos: a câmera digital, o celular e a GoPro.

Não conte com sinal de celular durante a visita, afinal, você estará no meio da selva.

Ter uma bateria externa para o celular é uma boa ideia, porque você só verá tomadas para carregar o aparelho no aeroporto.

Sítio Arqueológico de Tikal, Guatemala
A mata densa que tomou conta da cidade abandonada oferece muita sombra ao visitante, mas mesmo assim é preciso caprichar muito no protetor solar
No interior do Sítio Arqueológico de Tikal há alguns quiosques próximos às trilhas onde você poderá comprar bebidas geladas, mas leve sua garrafinha de água para se hidratar a qualquer hora.

É essencial contar com um bom suprimento de água durante o passeio, pois faz muito calor (eu disse muuuuuuuito) no sítio arqueológico, apesar da vegetação. Prepare-se para o desconforto do calor úmido típico da selva tropical.

Um bom chapéu de palha ou de tecido também será um excelente companheiro de passeio, assim como calçados confortáveis e que não fiquem soltando do pé. 

restaurantes em Tikal, Guatemala
Ao longo das trilhas você vai encontrar algumas lanchonetes e restaurantes, como este da foto 
Abuse do protetor solar. A maior parte do tempo você vai caminhar na sombra, em trilhas no meio da mata, mas não descuide desse item.

Eu, que tenho a pele muito clara e sensível, dei uma torradinha básica durante o passeio, mesmo lambuzada de protetor fator 40.

Repelente contra insetos é item básico de sobrevivência em Tikal. E lembre-se de reaplicar o produto, que tenderá a ser “lavado” pelo suor.

Eu dei uma vacilada na reaplicação e acabei premiada com umas ferroadas desagradáveis — vocês já sabem que os mosquitos de todos os quadrantes do planeta são loucos por mim, a alérgica 😊

Praça Central de Tikal, Guatemala
Muita gente aproveita a sombra para um piquenique na Praça Central
Leve dinheiro “em pessoa”, quetzales, de preferência, para pagar as despesas no interior do Sítio Arqueológico de Tikal  e nas paradas na estrada.

Os cartões de débito e crédito não têm muita serventia por lá.

Depois do calorão e da suadeira da visita a Tikal, é bom ter uma camiseta limpa e fresquinha na mochila. Lencinhos refrescantes e outros produtos que ajudam a gente a recobrar a forma humana depois de derreter no forno são bem-vindos.

restaurantes em Tikal, Guatemala
Meu almoço em Tikal: uma saborosa sopa de legumes e o bifinho com molho picante e delicioso
Onde comer em Tikal
No interior do Sítio Arqueológico de Tikal funcionam restaurantes (caros) e os chamados comedores populares, mais simples e baratos. 

Almocei em um desses restaurantes e gostei: comidinha com uma pegada caseira, sopa de entrada, bife com molho (que eles chamam de chimichurri, mas é muito mais picante que o argentino), salada e arroz, com tacos assados na hora para acompanhar tudo. Nada excepcional, mas bem decente.

Não paguei a refeição, pois estava incluída no meu pacote, mas espere gastar menos de US$ 20, com bebidas incluídas.

O grande luxo é ser recebida na entrada do restaurante por uma bandeja com toalhinhas geladas, para refrescar. Eu amei!


restaurantes em Tikal, Guatemala
A mesa posta para receber o meu grupo. À direita, os tacos sendo assados 
➡️ Hospedagem em Tikal
Há três possibilidades de hospedagem para quem quiser se alojar dentro do sítio arqueológico de Tikal:

Jungle Lodge Tikal Hostal (com nota 8,4 no Booking e diárias na casa dos US$ 50)

Hotel Jungle Lodge Tikal (nota 8,7 e diárias na casa dos US$ 190)

Tikal Inn (nota 7,5 e diárias na casa dos US$ 60).

Templo IV, Tikal, Guatemala
A chegada à plataforma superior do Templo IV
Outras possibilidades de hospedagem em Tikal são a vila de El Remate, a 30 km do parque, ou Flores, que é onde estão os alojamentos mais baratos.

A diária de um quarto duplo decente em Flores custa a partir de US$ 40, pelo que apurei quando pesquisava para essa viagem.

Templo IV, Tikal, Guatemala
As "costas" do Templo IV continuam cobertas pela mata
A Guatemala na Fragata Surprise
Roteiro Panamá e Guatemala: 2 semanas na América Central
7 motivos para visitar a Guatemala
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Hospedagem em Antigua em um hotel/museu
Onde comer em Antigua
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O que fazer na Cidade da Guatemala
Cidade da Guatemala: dicas de hospedagem
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O célebre mercado indígena de Chichicastenango
Lago de Atitlán
A paisagem encantadora do maior lago da Guatemala




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10 comentários:

  1. Oi, Cyntia!

    Vou fazer minha primeira viagem internacional (e será à Guatemala, para conhecer Tikal e alguns outros sítios arqueológicos do Petén), e de muita coisa que li aqui na internet, no seu blog foi onde consegui informações mais úteis e atualizadas. Quero trocar umas ideias contigo, para ganhar mais confiança sobre hotéis e reservas de passeios.

    Minha escolha pela Guatemala é bem particular. Sou estudiosa da Civilização Maia (fiz TCC e dissertação de mestrado tendo esse povo como objeto de estudo), e sonho há muitos anos poder pisar em Tikal, Palenque, Bonampak, Copán... Mas nessa viagem inicial, vou me deter ao Petén, mesmo.

    Segui você no Twitter para facilitar.

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  2. Oi, Milena, excelente escolha. A Guatemala é maravilhosa. Não é muito fácil conseguir informações, mas vale a pena o trabalhinho que dá :)

    Fique à vontade pra perguntar. No que eu puder ajudar, estou à disposição.

    Abs

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  3. Muito obrigada por sua gentileza e disponibilidade, Cyntia!

    Minha primeira dúvida diz respeito à casa de câmbio/banco para trocar dólares por quetzals. Qual a que você me sugere na Cidade da Guatemala/Flores? E é verdade que eles só trocam 200 dólares por dia?

    A segunda diz respeito à água. Já me fizeram muito medo sobre a água da Guatemala, e sei que é bom evitar a água aromatizada, mas até para escovar os dentes a gente precisa comprar água mineral?

    E sobre o Travel Center Guatemala, eles cobraram adiantado 100% do valor ou uma parte? Você agendou a viagem a Tikal com muita antecedência? Porque estou me programando para ir em abril desse ano, pegando a Semana Santa.


    [ ]s,
    Milena

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    Respostas
    1. Milena, não vou ter como indicar uma casa de câmbio na capital. Cheguei à Cidade da Guatemala à noite e no dia seguinte, às 6h da manhã, já embarquei para Flores. Fiz câmbio no aeroporto, na chegada, pois seria minha única oportunidade.

      O que posso dizer é que a cotação do dólar no aeroporto não era muito diferente da que encontrei na cidade de Antigua, meu destino seguinte.

      Não vi esse limite de US$ 200 por dia. Pode ser que exista, mas não me foi falado nada sobre isso. Eu trocava dólares de 100 em 100, era o suficiente para as despesas de dois ou três dias.

      Sobre a água, eu bebia apenas água mineral, mas escovei os dentes tranquilamente com a água da pia, mesmo.

      Paguei à Travel Center Guatemala 100% do passeio a Tikal adiantados, no cartão de crédito.

      Agendei com cerca de 45 dias de antecedência. O ponto fundamental aí é a viagem aérea para Flores. São vários voos diários, mas não são tantos que a gente possa arriscar comprar de última hora.

      Abs

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  4. Oi, Cyntia!

    Agradeço novamente a sua gentileza em tirar minhas dúvidas.

    Agora, por favor, me fala se na alfândega da Guatemala a gente demora muito, pois estou pensando seriamente em já comprar meu voo Guate - Flores para o mesmo dia que chegar (vou chegar por volta das 11 da manhã e acredito que dê para ir tranquilo e eu parar de vez em Flores).


    [ ]s,
    Milena

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    1. Milena, a passagem pela imigração e aduana foi bem rápida no Aeroporto da Cidade da Guatemala.
      Se for por isso, acho que daria para embarcar para Flores na sequência.

      Mas não aconselho muito marcar um voo para o mesmo dia se forem bilhetes separados. Se o seu voo para a Cidade da Guatemala atrasar muito, você perde o voo para Flores e a companhia aérea que atrasou não se responsabiliza.

      Caso você consiga comprar o voo até Flores no mesmo bilhete, aí pode valer a pena.

      Veja com a Avianca, que voa para Guate e de Guate para Flores. Talvez vc consiga comprar todos os trechos em um bilhete só - só não sei se o preço vai compensar.

      Abs

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  5. Hum... Estou vendo a possibilidade de comprar todas as passagens numa agência de viagem daqui, calculando os horários e possíveis atrasos. Será que dá certo?

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    1. O importante é a emissão de todos os trechos aéreos no mesmo bilhete (a passagem tem que ser Brasil-Flores, com conexões). Não basta comprar passagens separadas no mesmo revendedor.

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  6. Agora eu entendi o que você está dizendo. Mas essa passagem SP-Flores é uma facada fenomenal.

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    1. Então, é melhor chegar a Guate num dia e ir pra Flores no outro, com bilhetes separados. Eu não arriscaria viajar no mesmo dia. Se seu voo pra Guate atrasar e vc perder o embarque pra Flores, o preju tb é enorme :)

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