7 de novembro de 2014

Londres - dicas práticas

Tower Bridge, um classiquíssimo postal de Londres
Atualizado em junho de 2018

Londres me deixa saltitante de felicidade só de pensar nela. Bonita, animada, plural e sempre vanguardeira, essa cidade irresistível é muito mais fácil do que os preços, o clima enfarruscado e a aparente formalidade britânica sugerem.

Chegando aos 9 milhões de habitantes — gente de todos os cantos do planeta —, Londres tem rigorosamente tudo que a gente busca em um destino turístico: a vibração da metrópole, mais de mil anos de história, museus fantásticos (e os melhores são gratuitos!), passeios bucólicos em meio ao burburinho urbano, gastronomia, espetáculos, tribos várias...

E é muito mais fácil se virar em Londres do que a gente imagina. Veja as dicas de transporte, como escolher seu hotel, preços e como montar seu roteiro na cidade: 
Ah, os contrastes dessa cidade única...
☑️Como ir do Aeroporto de Heathrow ao Centro de Londres

Chegar de avião à capital britânica é sempre sinônimo de um deslocamento longo até a cidade, mas também não é nada desesperador. Geralmente, os voos do Brasil pousam no Aeroporto de Heathrow, a cerca de 25 km do Centro, super bem conectado por trem, metrô e ônibus.

Muita gente que está indo a Londres pela primeira vez se preocupa se vai “acertar” chegar ao centro, mas quem consegue ir de Cumbica ao centro de São Paulo tira qualquer outro desafio de letra 😊.

➡️O Heathrow Express, que é o jeito mais rápido: são 15 minutos de viagem, sem paradas, do aeroporto até a Estação de Paddington, de onde você pode tomar um metrô para seu hotel. A passagem custa ₤25. Comprando o bilhete ida e volta, o pacote fica em £37.

➡️ Se quiser economizar (quem não quer, ainda mais em libra 😀) pegue um trem comum. O tempo de viagem vai dobrar, mas a tarifa fica na casa das ₤15. Consulte o site Trainline para ver preços, horários e comprar o bilhete com antecedência.

➡️ De Heathrow ao Centro de Londres de metrô (Tube) - Sempre fiz questão de ficar hospedada perto de uma estação de metrô, então, essa sempre foi a minha opção para ir do aeroporto para o meu hotel.

A Estação de Metrô de Lancaster Gate, do lado do meu hotel
Pra você ter uma ideia, a viagem de metrô entre o Aeroporto de Heathrow e o bairro de Kensington (estação Kensington High Street), por exemplo, leva cerca de 45 minutos. Com o Oyster Card, a tarifa fica em £5,10 nos horários de pico (das 6:30h às 9:30h nos dias de semana) ou em £3,10 no resto do dia.

A parte chata é carregar a malas, pois nem todas as estações de metrô de Londres têm escadas rolantes.

☑️Como circular em Londres com transporte público
Em Londres, se não der para ir a pé, vá de metrô.Tube (como os londrinos chamam o metrô) é a melhor maneira de circular pela cidade para quem é visitante: basta olhar o mapa e definir o trajeto. Muito mais fácil do que ficar tentando decifrar o itinerário das linhas de ônibus.

O Oyster é seu amigo...
O transporte público de Londres é excelente (os locais podem até reclamar, mas nós, brasileiros, nunca vimos nada igual 😊).

➡️ Se precisar usar os ônibus, veja a melhor rota no GoogleMaps. 

➡️ Faça um Oyster Card. Depois que você desvenda os mistérios cabalísticos do bichinho, vai entender que ele é seu grande amigo. Você compra o cartão em qualquer guichê de transporte público por £5 e carrega com os valores que você vai gastando ao passar pelas catracas (na entrada e na saída das estações).

O sistema é inteligente e se encarrega de calcular a menor tarifa, de modo que seu gasto diário nunca ultrapasse o valor do passe para um dia de uso.

Não tenha dúvidas: se não der pra ir a pé, vá de metrô
➡️ Nem pense em não ter o seu Oyster Card: o bilhete unitário para circular pelas áreas centrais de Londres, se você for pagar na bilheteria, vai custar £4,90. Com o cartão, essa mesma viagem sai por £2.40, fora do horário de rush (fica em £2.90 de segunda a sexta, das 6:30h às 9:30h e das 16h às 19h).

➡️ O Oyster Card é aceito em todo o transporte público de Londres e assegura descontos nos barcos regulares do Tâmisa. Leia mais sobre o Oyster Card aqui neste post.

O Oyster também vale nos ônibus
☑️ Internet em Londres
Por £20, comprei um chip de celular da Vodafone, com 1 Giga no pacote de dados (tinha franquia de chamadas, também, mas eu já sou uma negação para telefonar para as pessoas na vida normal, imaginem viajando...). 

Combinando com o WiFi do hotel e dos pubs e restaurantes, deu para toda a minha estada no Reino Unido. Foi o suficiente para acessar as redes, postar fotos — numa bela velocidade — e usar mapas e aplicativos úteis em viagens. Além de Londres e Liverpool, também estivemos na Irlanda do Norte. 

Gostei muito mais do serviço da Vodafone que do da Lebara, que usei em 2013 (£25 por um pacote similar), que toda hora caía e me obrigava a reconfigurar a rede. 

É tão bom postar as fotos na hora, sem depender de WiFi...
Mesmo que você seja do tipo (saudável) que esquece as redes sociais quando está de férias, eu super recomendo a compra de chips locais quando for ficar um tempinho maior em um país. 

A internet oferece recursos fantásticos para os viajantes (dica de transporte, de restaurantes, mapas, sugestões de passeios) e é ótimo poder se conectar a qualquer momento, sem depender de lugares que ofereçam WiFi.

Albert Memorial, no Kensington Gardens, minha vizinhança preferida em Londres
☑️Onde se hospedar em Londres
Se eu tiver que escolher o bairro onde mais me agrada ficar hospedada em Londres, meu voto vai para Kensington. É central, muito bem servido de transporte público, restaurantes e atrações (museus, parques), seguro e tem hotéis nas mais diversas faixas de preço.

Não espere nada baraaaaaaato em Kensignton (não espere nada barato em Londres). Mas, com uma boa pesquisa, dá para achar opções de hospedagem pagáveis.

Adoro a arquitetura do bairro de Kensington
Na viagem de 2013, com o câmbio bem favorável, fiquei em um super hotel em Kensington, o tradicional Royal Garden Hotel.

Desta vez, porém, a libra estava pela hora da morte e eu mudei a minha vizinhança para Bayswater Road, que é uma área cheia de hotéis e muito procurada pelos turistas que visitam Londres. 

Meu hotel era em frente ao Hyde Park, uma boa localização, porque é perto de tudo que interessa. Mas a minha dica é que, se você for se hospedar nessa área, jante antes de ir para o hotel, pois as opções de restaurantes não são nenhuma Brastemp...

Chorus Hyde Park: feio e sem graça
➡️ Corus Hotel Hyde Park
1-7 Lancaster Gate (Metrô Lancaster Gate)

Sabe quando um hotel promete muito e fica aquém da expectativa? Essa foi a minha sensação com o Corus Hyde Park.

Ele fica a cerca de 100 metros de uma estação do metrô e de uma parada do ônibus para a estação de Euston, naquele trecho da Bayswater Road lotado de hotéis. Apesar de muito turística, a região "morre" cedo e não é muito fácil conseguir um lugar para jantar nas redondezas, depois da 21 horas.

O Corus Hyde Park fica em um edifício antigo, mas bem conservado. O atendimento é cortês, embora impessoal. O problema foi o quarto, que parecia muito mais atraente nas imagens postadas na internet.

O verde do Hyde Park é um bom vizinho, mas a região tem poucas opções à noite
Ao vivo e a cores, porém, o apartamento era espartano demais para uma diária de £133. O quarto tinha duas camas de solteiro, uma arara para roupas e uma mesinha de trabalho. O banheiro também era bem econômico em espaço (era uma dificuldade encontrar um lugar para as necessaires), embora bem equipado com banheira, secador de cabelos e luzes de maquiagem. 

O melhor do hotel era a máquina ATM no lobby de entrada, excelente para sacar dinheiro com segurança. Morri de saudade do Royal Garden, em Kensington, cinco estrelas onde paguei £154 a diária do single, no ano passado (pena que, desta vez, os preços dele estivessem muito mais salgados). 




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