2 de julho de 2011

Dois de Julho em Ipanema

Estátua do Corneteiro Lopes em Ipanema, Rio de Janeiro
O Corneteiro Lopes em Ipanema: sem pedestal
Música deste post: Hino ao Dois de Julho, Tatau e Orquestra Sinfônica Juvenil

Hoje é dia de baiano estar em Salvador, acompanhando os carros do Caboclo e da Cabocla desde a Lapinha, no Cortejo do Dois de Julho.

Eu, que estou no Rio, fui confraternizar com o meu favorito entre os heróis da Independência. Encontrei-o na esquina da Visconde de Pirajá com a Garcia D'Ávila, de tocaia atrás de um poste, o joelho quase no chão.

É assim, sem pedestal, que Ipanema homenageia o Corneteiro Lopes, personagem decisivo na vitória dos baianos contra os portugueses na Guerra de Independência.

Estátua do Corneteiro Lopes, heróis da Independência da Bahia, em Ipanema, Rio de Janeiro
Uma esquina baiana no coração de Ipanema
O Dois de Julho é a mais bela e emocionante das celebrações da Bahia. Repete na rua o que foi na História: quem faz é o povo. Tudo a ver com esse corneteiro rente ao chão do monumento criado pelo cartunista Ique, pelo qual os transeuntes passam batidos.

Do metrô até a estátua do Corneteiro Lopes a gente ainda cruza as ruas Joana Angélica e Maria Quitéria, também heroínas da Independência da Bahia. Só em Ipanema, mesmo...

Corneteiro Lopes, herói da Independência da Bahia, em Ipanema, Rio de Janeiro
O Corneteiro Lopes foi fundamental na vitória final dos baianos sobre os portugueses, na Guerra de Independência
Sobre o Dois de Julho, já contei aqui na Fragata, embora não tenha louvado adequadamente o Corneteiro Lopes, o cara que adotei como meu padroeiro há muitos e muitos anos.

Aprendi criança sua história: combate duro contra os portugueses, os baianos em desvantagem, o comandante ordenou o toque de “Retirada”.

O Corneteiro Lopes, apavorado com o calor da batalha, teria errado e tocado “Avançar e Degolar”, levando os portugueses a crer na chegada de reforços brasileiros e batendo, eles sim, em retirada.

Estátua do Corneteiro Lopes em Ipanema, Rio de Janeiro
O Brasil não aprende isso na escola, mas foi só após a vitória na Batalha de Pirajá, em 2 de julho de 1823, que Portugal aceitou a declaração de independência
Se o corneteiro fosse gringo (ou paulista), a ordem de tocar a retirada seria aquela hora que sobe o som no cinema e o herói toma a decisão de mudar a história, recusando-se a por a tropa em fuga. 

Como o Corneteiro Lopes era baiano (de adoção, pois nasceu português), acho que ele errou mesmo e, no fim, deu tudo certo, ganhamos a guerra.

Mas não tentem fazer isso em casa: escorregar no acaso e aterrissar na glória é privilégio exclusivo dos filhos do Recôncavo 😉.

Estátua do Corneteiro Lopes em Ipanema, Rio de Janeiro



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4 comentários:

  1. Fotos excelentes, obrigado pela partilha :)

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  2. Parabéns pelo blog, Cyntia, muito bom. Sobre o Corneteiro Lopes, me lembrei que aqui na Câmara de Salvador tem o único quadro que retrata a importância do Corneteiro Lopes para as lutas da nossa independência.
    Mas esse Corneteiro de Ipanema é o máximo. beijos

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  3. E aí, amiga a Fragata vai ficar ancorada? Solte as amarras, singrar é impreciso e necessário. O lago é tão misterioso quanto o rio. Basta abrir as velas que a brisa sopra.

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  4. A Fragata está concluindo alguns reparos e voltará a singrar os mares em breve...

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