sexta-feira, 10 de março de 2017

Vacina contra febre amarela:
o que você precisa saber antes de viajar

O certificado tem validade permanente. O meu fica sempre juntinho do passaporte
Se você vai viajar e precisa tomar vacinas, Brasília é um dos melhores lugares do Brasil para isso. A presença das embaixadas estrangeiras e de órgãos públicos que frequentemente mandam funcionários em missões no exterior garante que sempre haja doses disponíveis em postos de saúde e nos hospitais públicos, onde a vacinação é gratuita e, em geral, o atendimento é rápido e sem filas.

O Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), por exemplo, mantém um Ambulatório do Viajante, criado em 2010, que além de fornecer todo tipo de vacina, também orienta quem vai visitar regiões com incidência de doenças infectocontagiosas, tanto no exterior como no Brasil.

Ilha de Rodes, Grécia. Fiz meu certificado de vacina para essa viagem, em 2102, mas nem precisava. Mas, desde então, já estive em diversas áreas onde a prudência recomenda estar imunizada
Estão disponíveis as vacinas fornecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como a contra a febre amarela, tétano, difteria, sarampo e caxumba. Também é possível agendar uma consulta para obter orientações preventivas sobre essas e outras doenças. Esse serviço também é gratuito e funciona de segunda a sexta, das 8h ao meio-dia — terças e quartas, também das 14h às 17 horas. O telefone do hospital é (61) 3325-4300.

Validade da vacina
A Organização Mundial de Saúde aboliu em 2013 a exigência da segunda dose da vacina contra febre amarela. Desde 2016, os certificados internacionais de vacinação emitidos no Brasil já têm validade permanente.

Por que tomar vacina contra febre amarela 

Estar imunizado contra a febre amarela é uma precaução fundamental para preservar a sua saúde, não apenas para garantir a sua entrada em outros países.

No Brasil, regiões como a Amazônia e o Pantanal exigem mais cuidados, mas o risco de contaminação está praticamente em toda parte, com exceção da faixa costeira atlântica. Não custa nada prevenir, né?

Aliás, resolvi escrever este post lá em Bonito, onde passei o Carnaval, onde tive alguns tête-à-tête com esquadrilhas de mosquitos. Como já estou imunizada, a única preocupação era com a reação alérgica às picadas.

Veja a lista do Ministério da Saúde com áreas com recomendação de imunização

Euzinha no Lago Titicaca, a caminho da Ilha do Sol: a Bolívia é um dos países que exigem vacina contra febre amarela para quem vem de áreas de risco
Países que exigem certificado de vacinação

A lista de países que exigem o certificado está sempre mudando, de acordo com a ocorrência de surtos e epidemias. Por exemplo, o surto registrado nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Bahia, neste verão de 2017, levou a Nicarágua, o Panamá e a Venezuela a adotarem a exigência para brasileiros que ingressam em seus territórios.

O melhor a fazer é informa-se com o setor consular da embaixada do país que você pretende visitar. Não esqueça que é preciso ser imunizada pelo menos 10 dias antes da viagem. Não deixe para a última hora, portanto.

A fofíssima Villa de Leyva, na Colômbia, que está na lista dos países que exigem vacina contra febre amarela
Alguns países exigem a vacina dos viajantes que passaram por áreas de risco. Outros exigem de qualquer estrangeiro que queira ingressar em seu território. Como o Brasil é considerado área de risco, esteja imunizada se quiser viajar para um bom pedaço deste planeta.

Países que exigem vacina (em março de 2017).

África
África do Sul, Angola, Argélia, Benin, Botsuana, Burkina Faso, Burundi, Cabo Verde, Camarões, Chade, Congo, Costa do Marfim, Djibuti, Egito, Eritreia, Etiópia, Gabão, Gana, Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Lesoto, Libéria, Líbia, Madagascar, Malawi, Mali, Maurício, Mayotte, Moçambique, Namíbia, Níger, Nigéria, República Centro Africana, República Democrática do Congo (antigo Zaire), Reunião, Ruanda, Serra Leoa, São Tomé e Príncipe, Senegal, Seychelles, Somália, Sudão, Suazilândia, Tanzânia, Togo, Uganda, Zâmbia e Zimbábue.

Ásia e Oriente Médio
Afeganistão, Arábia Saudita, Barein, Bangladesh, Butão, Brunei, Camboja, Cazaquistão, China, Cingapura, Coreia do Norte, Filipinas, ÍndiaIndonésia, Irã, Iraque, Jordânia, Laos, Malásia, Myanmar, Nepal, Omã, Paquistão, Quirguistão, Sri Lanka, Tailândia, Timor-Leste e Vietnã.

Willemstad: para aproveitar o mar e as cores de Curaçao, trate de tomar a vacina
Américas
Antígua e Barbuda, Bahamas, Belize, Bolívia, Bonaire, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Curaçao, Dominica, El Salvador, Granada, Guadalupe, Guatemala, Guiana, Guiana Francesa, Haiti, Honduras, Jamaica, Martinica, Montserrat, Panamá, Paraguai, São Bartolomeu, São Cristóvão e Névis, Santa Lúcia, Saint Martin/Sint Maarten, São Vicente e Granadinas, Suriname e Trinidad e Tobago.

Oceania
Austrália, Ilhas Pitcairn, Ilhas Salomão, Kiribati, Nauru, Nova Caledônia, Niue, Polinésia Francesa, Samoa e Wallis e Futuna.

Como tomei vacina contra febre amarela 

Em 2012, minha vacina tinha caducado e eu estava de viagem marcada para a Grécia. Havia uma certa controvérsia se a vacinação contra febre amarela estava sendo exigida ou não dos brasileiros — na verdade, não estava — então eu resolvi atualizar a minha dose.

Tomei a vacina no posto de saúde da 208 Norte, do ladinho da minha casa. Fui na hora do almoço, forneci meus dados e entrei direto no ambulatório, pois não havia fila. Em menos de q0 minutos já estava tudo resolvido e eu recebi o certificado nacional de vacinação.

Essa é só a primeira etapa.

Ah, não tive nenhuma reação, tá?


Este documento, que recebi no posto de saúde,
tem que ser apresentado à Anvisa

Como fazer o Certificado Internacional de Vacinação


Não adianta nada tomar vacina e não fazer o certificado internacional, que é o documento oficial válido fora do Brasil .

Para isso, é preciso ir até um posto da Agência Nacional de Saúde (Anvisa), que é o órgão responsável por fornecer o certificado—a maioria dos aeroportos comerciais do Brasil têm um posto da Anvisa.

A vacina é fundamental para a segurança de quem viaja. Se for ao Pantanal, previna-se 
Em Brasília, o posto fica na área de desembarque (térreo) do Aeroporto Internacional Juscelino Kubistcheck. Procure a plaquinha "Órgãos Públicos", que indica o corredor onde também funcionam o Juizado da Infância e Adolescência, a Receita Federal e outras instituições.

Basta chegar lá com o documento emitido pelo posto de vacinação e uma identificação com foto. Para ganhar tempo, vale a pena fazer logo o cadastro no site da Anvisa, antes de ir.

O site também é o lugar para checar as informações sobre horários de atendimento. Os postos da Anvisa, em geral, só atendem em dias úteis e horário comercial.

E se você voltar de viagem com algum problema?

O Ambulatório do Viajante do HRAN, em Brasília, também presta atendimento e orientações pós-viagens, ajudando no diagnóstico de doenças que possam ter sido contraídas no exterior.

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