quinta-feira, 9 de março de 2017

O que fazer em Bonito

Flutuação na nascente do Rio Sucuri
Nossa temporada em Bonito foi curta, apenas os feriados do Carnaval. Chegamos de Campo Grande no sábado à tarde e na Quarta-feira de Cinzas retornamos à capital para pegar o voo para casa. Mas com apenas três dias "líquidos" na cidade dá para aproveitar muito.

Fizemos a flutuação na nascente do Rio Sucuri, visitamos as grutas de São Miguel e do Lago Azul, realizamos um passeio de bote com descida de cachoeiras no Eco Park Porto da Ilha e uma trilha por sete cachoeiras, com paradas para banho, na Estância Mimosa. Também fomos ao Aquário de Bonito, que fica no Centro.

Achei nosso cardápio perfeito.

Viagem ao centro da Terra: a Gruta do Lago Azul
Chegamos no sábado, no final da tarde, fizemos passeios no domingo (tivemos uma tarde livre), na segunda e na terça.

Veja todas as dicas para organizar o seu roteiro e a minha avaliação sobre as atrações que visitei:
 
Antes de ir
A primeira coisa que você precisa saber sobre os passeios em Bonito é que todos eles precisam ser agendados com antecedência, já que a segurança e a preservação ambiental impõem limite de participantes em todas as atividades, que sempre são acompanhadas por um guia. Não dá para chegar de última hora e comprar o ingresso.

Antes de ir, consulte as agências locais e defina o que quer fazer por lá. Eu fiquei apenas três dias, mas tive uma boa ideia dos encantos locais, já que Carol May Rodrigues, do blog Dicas e Roteiros de Viagem — que teve o trabalho de organizar a viagem — montou um menu bem variado de atrações. Compramos nossos passeios com a Bonitour e ficamos satisfeitas com o serviço da agência.

Cachoeira na Estância Mimosa
Em Bonito, fazer passeios por conta própria significa apenas que você vai até os locais das atrações com seu carro. Da portaria para dentro, é tudo monitorado e há regras de segurança rígidas que precisam ser seguidas e serão cobradas pelo guia. O tempo dos passeios também é pré-determinado, por conta daquele limite de participantes que já citei — é preciso que um grupo encerre a visita para que outro possa iniciá-la.

Se você não quiser alugar carro, as agências providenciam o transporte, em vans. Elas recolhem os participantes nos hotéis e os trazem de volta, ao final das atividades.

Seriemas na Fazenda Sucuri
É bom saber que, para alguns passeios, o transfer passa bem cedinho, tipo 6h ou 6:30h da manhã, sempre uma hora antes do início da atividade, por conta da distância do Centro da cidade até as atrações. Os dorminhocos sofrem um pouquinho, no primeiro dia, mas eu acostumei rápido.

Atrações em Bonito

(1º dia)
Flutuação na nascente do Rio Sucuri
⭐⭐⭐⭐⭐

A limpidez da nascente é total, tanto que ela é considerada uma das águas mais cristalinas do planeta
É como virar a Narizinho de Monteiro Lobato e visitar o Reino das Águas Claras. São cerca de 50 minutos na água, percorrendo 1.800 metros lotados de peixinhos e vegetação subaquática imersa nas águas mais cristalinas que você vai ver na vida—tão transparente que dá até para acreditar que estamos voando. Lindo é pouco.

Quando fiz a flutuação, tinha uma sucuri de pequeno porte na água, mas não consegui avistá-la. Não se preocupe, elas não oferecem perigo.

F
Centro de recepção aos visitantes na Fazenda Sucuri
Quanto custa
R$ 202 por pessoa, com equipamento incluído (traje e botas de neoprene, colete flutuador e snorkel). As agências cobram o transporte a parte: custa R$ 35 por pessoa.

Dicas práticas
A Fazenda Sucuri, uma reserva particular, está a 19 km do Centro de Bonito, no km 180 da Rodovia Bonito-Fazenda São Geraldo. O passeio é feito com hora marcada, em grupos de, no máximo, 12 pessoas. A duração total, com deslocamentos, é de cerca de 3 horas. 

Aceita crianças acima de cinco anos, com restrições: elas acompanham o passeio no barquinho a remo onde vai o guia, sob a supervisão de um responsável (os pais podem se revezar nessa tarefa).

A roupa de neoprene, botinhas e coletes flutuadores são fornecidos pela organização do passeio. Olha só eu e Carol paramentadas para a aventura

Precauções/providências
Não usar protetor solar ou repelente, já que esses produtos deixam resíduos na água da nascente.

O que usar/vestir

Vá já vestindo a roupa de banho por baixo da roupa, para ganhar tempo na chegada. Míopes e outras categorias de quatro-olhos, tipo eu, devem pensar em usar lentes de contato pra ter uma visão mais inteira da beleza subaquática. Caso contrário, o guia leva os nossos óculos no barquinho.

O grupo a caminho da nascente
O que levar
Toalha e uma muda de roupa (calcinha/sutiã/cueca) para vestir depois do mergulho. Pente, pra não ficar com cara de louca, depois do mergulho.

Indispensável
Câmera fotográfica à prova d’água. A fazenda tem máquinas GoPro disponíveis para aluguel por R$ 50.

O caminho para a nascente é quase todo feito por uma passarela acima da mata 
Preparação
Ao chegar à fazenda, o grupo (que tem um máximo de 12 pessoas) é orientado sobre os cuidados que cada um deve ter durante a flutuação. O mais importante é não pisar no leito da nascente, já que isso levanta sedimentos que turvam a água, prejudicando sua inacreditável limpidez.

Em seguida, recebemos nosso equipamento de flutuação e tratamos de nos paramentar. O traje de neoprene deve ser vestido sobre a roupa de banho. A botinha de neoprene é prática, porque com ela se pode andar na trilha e também entrar na água.

Há armários disponíveis para trancar bolsas, roupas e tudo mais que não irá entrar na água com você.

O primeiro encontro com a nascente
O terceiro passo é o treinamento de flutuação na piscina, onde a gente ensaia os movimentos de remada com os braços—esqueça aqueles belos movimentos de pernas que você aprendeu no nado de peito, pois elas devem ficar paradinhas durante o mergulho.

Também somos orientados a como proceder em caso de cansaço excessivo, câimbras ou outros perrengues: é só virar de barriga para cima, com as pernas afastadas (para “frear” o deslocamento na água) e esperar ser recolhido pelo barco a remo que leva o guia e acompanha todo o percurso.

Depois disso, uma chuveirada para tirar o cloro e estamos prontos para a flutuação.

Olha só a limpidez dessa água...
O grupo embarca em uma caminhonete que leva até o início da trilha para a nascente, a maior parte do tempo, uma passarela de madeira sobre a mata. São cerca de 400 metros de caminhada muito leve, sem subidas. Ao chegarmos ao píer, estamos prontos para entrar na água — e, pelamordedeus, lembre-se de nunca, jamais, tocar o pé no leito do rio.

Pronto, começou a flutuação. A correnteza é forte o suficiente para ir nos levando, portanto o esforço de remar com os braços é tolerável, mesmo para os mais sedentários. Ao final do percurso, chegamos a outro píer onde a caminhonete nos espera para nos levar ao centro do receptivo da fazenda.


Depois
A viagem é acompanhada por um fotógrafo que registra a movimentação do grupo fora da água. As fotos podem ser compradas (impressas ou gravadas em CD) ao final do passeio, mas o preço é salgado: R$ 20 cada uma.


(2º dia - manhã)
Gruta de São Miguel
⭐⭐⭐


Essas "colunas" e salões imensos sempre provocam a minha imaginação (mesmo quando a foto não fica legal 😕)
Grutas e cavernas são sempre fascinantes. Estalactites, estalagmites e travertinos provocam nossa imaginação a ver castelos e figuras mitológicas esculpidas nas rochas. A Gruta de São Miguel é bem assim. Ela não tem tanto ibope quanto a Gruta do Lago Azul, mas suas formações de milhões de anos, muito claras e variadas, rendem um passeio adorável na imensidão subterrânea de seus salões.

Quanto custa
R$ 50 por pessoa. Esse passeio é combinado com a visita à Gruta do Lago Azul e as agências cobram R$ 35 pelo transporte às duas.

É daquele sótão envidraçado, no centro de visitantes, que parte a passarela suspensa para a gruta
Dicas Práticas
A Gruta de São Miguel está a 14 km do Centro de Bonito, no km 0 da Rodovia Três Morros, na área do Parque Nacional do Vale Anhumas. Recebe apenas 295 visitantes por dia, em grupos de, no máximo, 15 pessoas.

O tempo no interior da gruta é de cerca de 30 minutos, mas calcule cerca de 1h30 o tempo total de permanência por lá, se for por conta própria. Crianças menores de cinco anos não podem fazer o passeio.

O interior da Gruta de São Miguel
A atividade é feita com hora marcada (compre o voucher com antecedência) e apenas no período da manhã (até as 14 horas), quando o ângulo do sol garante um mínimo de iluminação no interior das cavernas. Em caso de chuva forte, as visitas são suspensas.

Na área verde em torno de centro de visitantes, araras aparecem pra fazer um lanchinho
Precauções
É obrigatório manter as mãos livres durante o percurso na caverna, para usar o apoio de cordas e corrimãos. Sua câmera fotográfica precisa ter uma correia, para que você possa leva-la pendurada no pescoço. Seus pertences devem ser levados em uma mochila pequena, carregada nas costas (nada de bolsas).

É preciso preencher um formulário de informações para o seguro (sim, o passeio tem um seguro, para o caso de acidentes, já incluído no preço da entrada) e fornecer o contato de alguém da família, para casos de emergências.

A passarela bem Indiana Jones tem 180 metros e deixa a gente na altura da copa das árvores
O que usar/vestir
Calçado confortável, com solado antiderrapante e que fique bem preso no pé. Lembre-se que vai caminhar no interior de uma caverna, subir e descer rampas e escadas, use roupas práticas, que não enganchem ou atrapalhem o passo.

O que levar
Uma câmera decente (não é o caso da minha), que capture imagens com pouca luz. Não é permitido usar flash nem tripé para fotografar. Uma garrafinha de água também é uma boa ideia.

Um trecho menos balançante da passarela e euzinha já envergando a "indumentária"
Indispensável
Capacete e lanterna, fornecidos pela organização do passeio.

Preparação
Na chegada, o grupo assiste a um vídeo informativo sobre a Gruta de São Miguel e recebe instruções de segurança (por exemplo: ao caminhar no interior da caverna, procure apontar o facho da lanterna para baixo, ajudando a iluminar o caminho para a pessoa que está andando à sua frente).

A iluminação no interior da gruta é escassa e o piso, irregular. Caminhe com cuidado
Do terceiro andar do centro de recepção parte uma passarela suspensa de 180 metros, no nível da copa das árvores, até o topo da elevação onde está a gruta. Depois disso, há mais um trecho de caminhada por uma trilha na mata, com algumas subidas moderadas, até a boca da gruta.

A água impregnada de carbonato de cálcio pinga das rachaduras do teto da gruta. Ao longo dos milhões de anos, os resíduos de calcita vão formando os estalactites, geralmente "casados" com os estalagmites, que partem do chão para cima
O interior da caverna é impressionante (não toque em nada, para não por em risco a integridade das formações). A caminhada consiste em subidas e descidas íngremes, em piso irregular, mas basta um pouco de atenção que dá tudo certo.


(2º dia - manhã)
Gruta do Lago Azul
⭐⭐⭐⭐⭐

O famoso Lago Azul
Uma trilha íngreme sobe 300 metros até o topo da elevação onde está a boca da gruta. A partir daí, você vai descer 300 degraus até chegar bem perto do belíssimo lago azul, no interior da caverna. Não se assuste se, à primeira visão, ele não parecer azul. É preciso observá-lo mais de perto.

Quando chegar lá embaixo, observe a bruma que se concentra na gruta e embaça a visão da entrada da caverna. É como estar em uma cena de Viagem ao Centro da Terra, de Julio Verne (ou do disco de Rick Wakeman, se for essa a sua preferência artística). Um viajão que paga com sobras o sofrimento da subida de volta ao mundo exterior.

No centro de visitantes são passadas as instruções de segurança e informações sobre a gruta

A luz azulada perto do teto da gruta é efeito da bruma resultante da unidade
Quanto custa
R$ 65 por pessoa. O transporte (combinado com a visita à Gruta de São Miguel) custa R$ 35.

Dicas práticas
A Gruta do Lago Azul fica a 24 km do Centro de Bonito, pela Rodovia MS-382. É preciso ter hora marcada e os grupos partem a cada 20 minutos, com número limitado de participantes. As visitas começam às 8h e a última turma parte às 14 horas, pois a partir desse horário o ângulo do sol já não permite a visão do lago no interior da caverna. Em caso de chuva forte, as visitas são suspensas.

Na descida até o lago, não esqueça de olhar para trás
Precauções
É importante saber que ao longo da visita você vai descer — e depois subir — os famosos 300 degraus, o equivalente a 20 andares de um edifício. Avalie se seu condicionamento físico segura essa onda (eu, fumante, cinquentona e sedentária, sobrevivi sem dar vexame).

O interior da gruta é muito úmido e os degraus são bastante escorregadios. Com as pernas bambas do esforço, a coordenação motora pode falhar. Ande com muito cuidado.

São 300 degraus, mas o visual lá embaixo vai valer cada fisgada nas panturrilhas
As mesmas providências descritas na visita à gruta de São Miguel se aplicam: mantenha as mãos livres, pendure a câmera ou celular no pescoço e leve uma mochilinha mínima, pois as maiores não serão admitidas no interior da caverna e devem ser deixadas na van que faz o transporte até lá.



O que usar/vestir/levar/indispensável

Leia o que escrevi sobre a Gruta de São Miguel.

Preparação
Depois de assistir a um vídeo informativo sobre a Gruta do Lago Azul, você vai preencher mais um formulário de seguro e receber instruções de segurança.



(2º dia - tarde)
Passeio de bote no Rio Formoso
⭐⭐⭐⭐

"Ladeira" abaixo. Olha euzinha (de colete amarelo) e Carol (colete verde) em ação
São 6 km de navegação pelo Rio Formoso em um bote de borracha. No percurso, os intrépidos navegadores descem quatro cachoeiras (cada uma com cerca de 2 metros de altura, nada que mate do coração) e aproveitam para fazer guerra de água com os ocupantes dos outros botes. Imensamente divertido.

No percurso, o rio atravessa uma área de mata bem preservada e é possível para avistar alguns ilustres representantes da fauna local. Eu vi tucanos, biguás (primos dos patos, mas com bico fino) e até um jacaré, que não é local, mas às vezes aparecem na região. Dizem os guias que às vezes aparecem sucuris no caminho.


Momento calminho da aventura
Quanto custa
R$ 121 por pessoa. O transfer das agências custa mais R$ 35.

Dicas práticas
O passeio é realizado no EcoPark Porto da Ilha, a 14 km do Centro de Bonito, pelas rodovias MS-178 e MS-382. O lugar um centro de lazer aquático que oferece diversas atividades (banhos no rio, cachoeira, stand up paddle, bóias-cross e o passeio de bote). Tem restaurante e bar. Aceita crianças acima dos cinco anos.

Precauções/providências
Você não vai poder carregar nenhum tipo de bagagem durante o passeio, porque é obrigatório ficar com as mãos livres. Nem mesmo câmeras fotográficas são permitidas, exceto as que possam ser presas à cabeça ou a suportes peitorais (a GoPro tem acessórios específicos para isso). Sequer é recomendável usar chapéu ou óculos, mesmo os de grau, durante a atividade (embora eles forneçam cordinhas para prendê-los à cabeça, se você fizer questão).

O que usar/vestir
Basta a roupa de banho, mas acho que você vai se sentir mais cômoda se usar um short por cima do biquini ou maiô.

Para entrar no bote, é obrigatório o uso de colete flutuador, fornecido pela organização. Todo o resto dos seus pertences deverá ser trancado em um armário (R$ 5 pelo aluguel). O parque disponibiliza botinhas de neoprene para aluguel (R$ 5,50), o que é uma boa ideia, pra você não molhar o tênis.

O que levar
Toalha e uma muda de roupa.

Preparação
Divididos em grupo de até 12 pessoas (lotação máxima do bote), os participantes são orientados a como se acomodar no bote e aprendem a tal “posição de cachoeira”, a forma como devem se segurar para descer as quedas d’água ao longo do caminho—uma perna esticada, outra dobrada, um braço sobre a borda do flutuador, para segurar a corda externa, e outros passando sobre o joelho dobrado, para segurar a corda interna. Parece meio contorcionista, ao primeiro olhar, mas você vai ver que é bem fácil.

Depois disso, embarcamos em um ônibus que nos leva por seis quilômetros até o local do embarque. A chegada é no centro de recepção onde estão os armários com as nossas tralhas.

Depois
Quando estiver seca e de roupa trocada, aproveite para ver as imagens feitas pelos fotógrafos oficiais do parque, que seguem os grupos em caiaques, registrando os melhores momentos. O CD com todas as fotos do seu passeio custa R$ 30.


(3º dia)
Trilha das cachoeiras na Estância Mimosa
⭐⭐⭐⭐

Esses banhos de cachoeira valem a viagem
É um passeio de cerca de três horas pela mata, passando por sete cachoeiras do Rio Mimoso. Em todas, é feita uma merecidíssima parada para banho. Mergulhar naquela água geladinha no calorão de Bonito é um prazer inenarrável. 

A paisagem é muito bonita e você verá árvores centenárias, macacos e aves pelo caminho. Emende com o almoço na Estância Mimosa, que vale a pena.

Olhar 43 - "Aquele assim, meio de lado, já saindo, indo embora, louco por você"
Quanto custa
R$ 122 por pessoa. O almoço custa R$ 54 e o transporte, mais R$ 45.

Dicas práticas
A Estância Mimosa fica a 25 km do Centro de Bonito, na Rodovia MS-178. Fazenda transformada em RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural), ela conserva a antiga casa de madeira cercada de varandas que hoje serve como centro de visitantes e restaurante. 

A Lagoa dos Jacarés, na entrada da propriedade 
No entorno da casa, o destaque da área verde é a Lagoa dos Jacarés, onde alguns exemplares da espécie papo amarelo nadam placidamente ou posam para fotos lagartixando ao sol. Não se preocupe com os jacarés: eles ficam apenas na lagoa. Você também verá seriemas, gansos e pássaros por lá.


Olha a folga do elemento...
Precauções/providências
Use repelente, especialmente se tiver alergia a picadas de insetos. A caminhada é feita praticamente todo o tempo à sombra, mas não descuide do protetor solar.

O que usar/vestir
Para fazer a trilha, é obrigatório o uso de tênis (ou papete que fique bem firme no pé). Dá para fazer a caminhada só com roupa de banho, mas o ideal é vestir uma camiseta leve e um short de tactel ou outro tecido de secagem rápida por cima, para poder andar com mais segurança na mata.

A maior parte da trilha é bem leve, mas tem umas escadarias que vou te contar...
Para evitar a chateação do calça-tênis-tira-tênis, toda vez que entrar e sair da água, pense em alugar (R$ 5) a botinha de neoprene que eles oferecem.

Se você não se sente segura nadando em águas onde não dá pé, peça o colete flutuador fornecido pela Estância.


O que levar
Toalha e uma muda de roupa. Câmera à prova d’água é uma boa ideia, mas não é essencial—dá para fotografar antes de mergulhar, com a câmera convencional.

Preparação
Na chegada à estância, é preciso preencher o formulário do seguro e informar um contato para casos de emergência.

A caminhada tem esses prêmios



Depois disso, a van leva os participantes — grupos de até 15 pessoas — até o início da trilha, a 2 km da sede da Estância. 

A caminhada é tranquila, exceto pelo trecho chamado “Subida da Serra”, onde é necessário subir e descer muitos lances de escada para transpor uma elevação e chegar a uma das mais belas cachoeiras do percurso.

Fizemos um trecho de barco, para driblar a subida de escadarias
No dia em que fiz o passeio, pulamos esta parte, na ida, pois fomos pelo rio, num bote a remo. Na volta, encaramos os degraus e achei pesado pra quem está muitíssimo fora de forma, como eu — mas dei conta.

Difícil era evitar as gotinhas d'água na caixa da GoPro 😊
Depois
Já com a roupinha seca, o almoço preparado em fogão a lenha é uma bênção—acredite, a combinação de caminhada com banho de cachoeira é uma fórmula poderosa para abrir o apetite. Depois do almoço, um redário e diversas espreguiçadeiras às sombras das árvores vão fazer você querer esticar a permanência.

(3º dia - noite)
Aquário de Bonito
⭐⭐⭐



Rua 24 de Fevereiro, 2083, Centro
Diariamente, das 9h às 22h. Entrada: R$ 40


O Aquário de Bonito é uma ótima apresentação da vida aquática que você vai encontrar nos mergulhos e flutuações que fará por lá. 

É impressionante a diversidade de peixinhos e outros bichos que vivem naquelas águas e o aquário abriga exemplares de 60 dessas espécies. Você verá lambaris (lembra do Reino das Águas Claras, do Sítio do Pica-Pau Amarelo?), traíras, pacus, dourados, pintados, bagres e até arraias de água doce.


A visita é acompanhada por guias que explicam tudo. Como o Aquário funciona até às 22 horas, é boa pedida para preencher um final de tarde, depois dos passeios, ou para antes do jantar na cidade — apesar de o preço da entrada ser salgado.

Mais sobre Bonito
Onde se hospedar em Bonito
Hospedagem em Campo Grande (MS) a caminho de Bonito

Veja também as dicas de Carol May Rodrigues, minha companheira nesta aventura, no blog Dicas e Roteiros de Viagem: 
Roteiro de 3 dias em Bonito - Carnaval



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